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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Bolsonaro empossa nova direção da PF, pivô da crise, em cerimônia reservada

Bolsonaro empossa nova direção da PF, pivô da crise, em cerimônia reservada
Clarice Cardoso, do UOL, em São Paulo
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou hoje Rolando Alexandre de Souza para o cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal). O termo de posse foi assinado em uma cerimônia reservada em seu gabinete poucos minutos após a publicação.
A troca no comando da PF foi o pivô do rompimento de Bolsonaro com o ex-ministro Sergio Moro —que acusa o presidente de tentar interferir na PF— e estimulou seus ataques contra o ministro Alexandre de Moraes —que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem, primeiro nome indicado para o cargo.
Próximo de Ramagem, Souza já foi agente da PF e foi militar do Exército. Também já atuou na Abin (Agência Brasileira de Inteligência), agência pela qual Bolsonaro tem interesse especial, uma vez quer ter acesso a relatórios de inteligência feitos pela PF diretamente.
Poucas horas após tomar posse, Souza tomou como primeira decisão a troca da chefia da superintendência do Rio de Janeiro, foco de interesse da família Bolsonaro. Alvo da interferência do presidente, a Superintendência do Rio já perdeu produtividade em 2019, conforme mostrou reportagem do UOL.
A posse, escreve o colunista do UOL, Rubens Valente, reforça o caráter intervencionista de Bolsonaro na PF: foi a primeira vez em 17 anos que ela não ocorreu na sede da PF ou no Ministério da Justiça, mas na Presidência. Também foi a primeira vez que ela foi fechada à imprensa.

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