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terça-feira, 5 de maio de 2020

Posted: 04 May 2020 10:25 PM PDT

Diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza (dir), ao lado de Jair Bolsonaro
Diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza (dir), ao lado de Jair Bolsonaro - Isac Nóbrega/PR/Divulgação
 Imagem: Isac Nóbrega/PR/Divulgação

O presidente da Federação Nacional de Policiais Federais (Fenapef), Luiz Antonio Boudens, disse que recebeu de forma positiva a nomeação de Rolando Alexandre de Souza para o cargo de diretor-geral da PF. Porém, em entrevista para a CNN Brasil, Boudens disse que Rolando herda o peso que Alexandre Ramagem trouxe para a indicação, o que faz com que a federação se torne vigilante.
"Recebemos de forma positiva, ele guarda bons resultados e relacionamentos por onde passou, as referências pessoais e profissionais são muito boas. É um homem de números, gosta de estatística, de manter o trabalho bem pautado por números. Acredito que ele tem bom espaço para trabalhar", disse.

"É óbvio que herda um pouco do peso que o Alexandre Ramagem trouxe na sua indicação, por toda a questão da proximidade. É óbvio que isso enseja a manutenção da nossa visão sobre fiscalização e vigilância sobre as possibilidades de interferência política sobre nossas investigações", completou.
Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro chegou a anunciar Alexandre Ramagem para o cargo. Porém, antes da cerimônia em que o novo diretor tomaria posse, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes barrou, liminarmente, a nomeação. A decisão provocou indignação do presidente, que chegou a dizer que insistiria na escolha. Hoje, porém, ele confirmou Rolando, cuja indicação foi avalizada pelo próprio Ramagem, chefe da Abin.

"(O peso vem) por tudo que cercou as crise envolvendo a escolha do diretor pelo presidente. A federação tem uma posição consolidada sobre essa prerrogativa que o presidente tem de exercer sua previsão legal de nomeação. Outra coisa é a escolha de ter sido feita com a intenção de obter interferência…", disse.
"A gente vai se manter vigilante e este peso é justamente isso, de ser indicado pelo presidente, pelo próprio Ramagem, por ter especulações em torno dessa proximidade com o presidente, com a família. Então caberá a ele cumprir seu papel sem deixar espaço para qualquer tipo de sugestão ou notícia de interferência. Papel importante republicano que ele terá que manter", completou.
Por último, ele disse que a federação consegue ter a vigilância necessária para saber se haverá tentativa de interferência.

"O diretor-geral ele é um gestor administrativo, não trata internamente de investigação, não invade este espaço de autonomia do grupo. Isso seria muito fácil de verificar pelos próprios policiais federais. Minha experiência de 25 anos de PF me trouxe segurança para, na presidência da federação, verificar todos os subterfúgios que poderiam gerar algum interferência. São muito fáceis de detectar", disse.

Posted: 04 May 2020 10:16 PM PDT

O ministro do STF Gilmar Mendes defendeu que numa democracia é preciso aceitar limites
O ministro do STF Gilmar Mendes defendeu que numa democracia é preciso aceitar limites - Adriano Machado/Reuters
 Imagem: Adriano Machado/Reuters

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou hoje que numa democracia é preciso aceitar a limitação ao poder de governar e que não é possível se pensar em soluções fora do regime democrático. "Aperfeiçoar sim, a democracia, romper com ela, jamais", disse Mendes.

"A democracia constitucional, ela é um exercício muito complexo, porque ela exige a aceitação da limitação do poder. O presidente manda um projeto de lei ao Congresso ou uma medida provisória. Ele tem que saber que ele será alterado no Congresso Nacional, que ele não passará na sua versão original", afirmou o ministro.
"Aprovado o projeto de lei, ou mesmo antes, lançada a medida provisória, haverá uma Adin [ação direta de inconstitucionalidade] no Supremo Tribunal Federal, e o Supremo vai examinar. E tudo isso é legítimo, e desde o primeiro dia da Constituição de 1988 nós temos vivido dessa maneira", concluiu o ministro.
Gilmar Mendes participou na manhã de hoje do debate on-line "Conexão Empresarial", quando foi perguntado sobre a conjuntura política do país.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem manifestado contrariedade com decisões do STF e do Congresso, e apoiadores do presidente acusam os outros Poderes de o impedirem de governar.
Ao se manifestar hoje, Mendes fazia um comentário geral sobre o contexto político, sem citar diretamente os atos do presidente.
"Neste momento de reflexão a gente tem que chamar a atenção de que não é possível ter desobediência civil, de que as regras precisam ser mantidas para uma convivência na democracia, de que nós estamos com mais de 30 anos de democracia —que é o mais longo período de normalidade institucional na vida republicana começado em 1989 — e que nós devemos prosseguir nesse trabalho. Aperfeiçoar sim, a democracia, romper com ela, jamais", afirmou o ministro.
Ontem, Bolsonaro participou de ato com críticas ao STF e ao Congresso em frente ao Palácio do Planalto. Bolsonaro afirmou no evento ter "chegado ao limite" e que contaria com "as Forças Armadas ao lado do povo".
"Chegamos no limite, não tem mais conversa. Daqui pra frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, ela será cumprida a qualquer preço, e ela tem dupla mão", disse o presidente. "Temos o povo ao nosso lado, nós temos as Forças Armadas ao lado do povo, pela lei, pela ordem, pela democracia e pela liberdade", afirmou Bolsonaro.

A manifestação ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, barrar a indicação do delegado Alexandre Ramagem, próximo da família Bolsonaro, para a direção da Polícia federal.
No debate de hoje, Gilmar Mendes disse acreditar que Bolsonaro "exagera" quando faz declarações a seus apoiadores e adota tom mais moderado no diálogo institucional.
"Quanto à fala do presidente Bolsonaro, eu tenho a impressão, especialmente os jornalistas já se acostumaram, a fazer uma decodificação das falas do presidente Bolsonaro", disse Mendes.
"Às vezes ele fala para esse seu público de militantes e aí então muitas vezes há esses exageros, e depois ele faz a sua retificação", disse o ministro do STF.

Posted: 04 May 2020 10:12 PM PDT

O governo vai retirar o sigilo bancário das operações de crédito envolvendo recursos públicos federais, inclusive em transações com estados, municípios, além de autarquias e fundações da administração pública.

Bolsonaro retira sigilo bancário de operações com recursos públicos

A medida foi definida em um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) ratificado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (25) durante live em sua página no Facebook.

Ao lado do advogado-geral da União, André Luiz Mendonça, o chefe do Executivo declarou:
“Nós temos que ser transparentes. Quantas vezes eu falei de caixa preta do BNDES? Tem melhorado o BNDES? Tem melhorado sim, mas nós queremos algo que seja aberto a toda administração pública. Não pode mais ter aquela história de que esse ministério, esse banco oficial ou essa estatal não pode [abrir os dados].”
Segundo o advogado-geral da União, o parecer cria efeito vinculante sobre toda a administração pública e deverá ser observado pelos gestores:
“Todos os órgãos de controle, Polícia Federal, tribunais de Conta, eles vão ter acesso livre ao dinheiro público, ou seja, tem um dinheiro da União que foi repassado ao BNDES , lá para o município ou para o estado, esses órgãos de controle vão ter acesso livre. Não vai poder ser defendido que não pode ter acesso por causa do sigilo bancário. Não tem sigilo bancário, a partir dessa assinatura, em relação ao dinheiro público federal.”

Posted: 04 May 2020 10:00 PM PDT

No total, o mundo já passou de mais de 1,1 milhão de pessoas que se recuperaram da doença


Brasil está entre os 10 países com mais curados de Covid-19 Foto: EFE/Matteo Bazzi


Enquanto os casos de coronavírus e o número de óbitos crescem no mundo, aumenta também o número de pessoas que se recuperam da doença. E o Brasil alcançou uma importante marca no combate à Covid-19, entrou no grupo dos 10 países em que mais pessoas se recuperaram.
O Brasil atualmente possui mais de 105 mil casos de coronavírus e um total de 42.991 pessoas recuperadas, o que coloca o país na nona posição entre os que tiveram mais pacientes curados da Covid-19.
No total, o mundo já passou de mais de 1,1 milhão de pessoas que se recuperaram da doença.
Os dados são da Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos.
Veja a lista completa:
Estados Unidos – 187.180 (Com 1.177.784 casos)
Alemanha – 132.700 (Com 165.914 casos)
Espanha – 121.343 (Com 218.011 casos)
Itália – 82.879 (Com 211.938 casos)
Irã – 79.379 (Com 98.647 casos)
China – 78.709 (Com 83.965 casos)
Turquia – 68.166 (Com 127.659 casos)
França – 51.009 (Com 169.583 casos)
Brasil – 42.991 (Com 105.222 casos)
Canadá – 25.760 (Com 61.814 casos)

Posted: 04 May 2020 07:47 PM PDT


Três ex-presidentes da República discutiram nesta segunda-feira (4) os rumos políticos do país em uma videoconferência organizada pelo site "Conjur". Em comum, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Melo e Michel Temer disseram considerar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, extrapolou as atribuições do Judiciário ao barrar a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral do Polícia Federal.
“Acho que o presidente atual ao partir para a agressão, abre espaço para que outros poderes queiram cumprir funções que são próprias do Executivo”, disse FHC. “O STF exagerou, mas não se pode dar a desculpa de que não consegue governar porque está sendo bloqueado, que é a retórica que está sendo utilizada por Bolsonaro no momento”, acrescentou.

Já Temer admite ter ligado para Bolsonaro para o que chamou de “palpite”, e relatou as duas proposições que fez ao atual presidente. “Pedi licença e dei dois conselhos: um, que ele deveria decretar um isolamento social de 10, 12 dias no país, dizendo que iria fazer uma revisão no final do período. O outro palpite foi que não fale mais todo dia com a imprensa, o que ele faz toda a manhã e pauta o país, gerando conflitos o dia todo. É preciso ter um porta-voz, o presidente deve falar apenas uma ou duas vezes na semana”, acrescentou.
Segundo Temer, Bolsonaro recebeu bem a conversa, mas “depois pode-se ver que ele conduziu a questão de outra maneira”.
Já para Collor, o próprio Bolsonaro é quem pode arrefecer os conflitos no Brasil ao mudar sua postura. “Minha preocupação é grande, há uma crise constitucional em gestação, e tudo depende de o presidente evitar estes conflitos, estas palavras que criam desassossego. Quem pode trazer paz é são as ações do presidente, que deveriam ser mais de acordo com o homem cordial que é o brasileiro”, disse Collor.
Fonte: CNN Brasil 

Posted: 04 May 2020 07:06 PM PDT

Preço médio dos cerca de 3.000 equipamentos chegaria a R$ 180 mil; empresa do Rio intermediou aquisição

São Paulo
Uma compra superior a meio bilhão de reais, feita sem licitação pelo governador João Doria (PSDB) para aquisição de respiradores dado o caráter de urgência, causou estranhamento em integrantes da administração estadual e levou o Ministério Público de SP à abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias dessa operação.

São 3.000 aparelhos importados da China por um intermediário do Rio de Janeiro a um custo de US$ 100 milhões (ou mais de R$ 550 milhões). Esse é o maior gasto individual da gestão tucana com ações contra o coronavírus e representa quase metade do R$ 1,2 bilhão estimado pelo governo de custos extras com a pandemia.
A Secretaria da Saúde estadual afirma que cumpriu as exigências legais e os decretos estadual e nacional de calamidade pública. Aponta, ainda, a urgência do equipamento, dado o agravamento da pandemia no estado, e o fato de o governo federal ter comprado toda a oferta de respiradores nacionais.

Mesmo tendo adotado o combate ao novo coronavírus como uma das vitrines de seu governo, e esperar pela entrega dos equipamentos já nesta semana, Doria nada detalhou até agora sobre essa compra em seus comunicados praticamente diários no Palácio dos Bandeirantes.
A única divulgação oficial se limitou às poucas mais de 20 linhas do despacho publicado no Diário Oficial do estado na última quinta (23) e retificado na sexta (24) de abril de 2020. A aquisição é atribuída à Coordenadoria Geral de Administração, que organiza e realiza compras pela Secretaria da Saúde aos vários órgãos da pasta.


Respirador pulmonar de fabricante chinesa modelo SH300, que o governo de SP comprou
Respirador pulmonar de fabricante chinesa modelo SH300, que o governo de SP comprou - Reprodução


Promotores ouvidos pela Folha afirmam que a dispensa de licitação para compras emergenciais é prevista em lei. Ela não dá, porém, carta branca para o administrador público realizar aquisições de qualquer forma.
Um dos pontos que chamam a atenção dos promotores, além da rapidez da entrega (tratando-se de importação da China), é o valor que deve ser pago em cada unidade: média de R$ 180 mil.
Mesmo em uma corrida mundial em busca desse tipo de aparelho, o preço de aquisição dos ventiladores é considerado elevado.
O governo paulista comprou dois modelos diferentes: um deles é o ICU Ventilator SH300, um respirador top de linha, e o outro, o Ax-400, da empresa Comen, que é um ventilador de anestesia, ambos fabricados por empresas chinesas.
O gasto com respiradores pelo governo paulista é acima daquele feito com outros modelos de ponta no mercado, encontrados à venda pela reportagem com preços na faixa de R$ 60 mil. Também está acima de cotações mais antigas feitas para o SH300, em páginas de vendas de produtos médicos na internet, nas quais os preços variam de U$ 3.500 a U$ 20.000 (entre R$ 19 mil e R$ 107 mil pelo câmbio última quarta-feira, 29) de abril de 2020.

Fontes do mercado de produção dos respiradores afirmam que, em meio à pandemia, os preços têm subido muito e apresentam grandes diferença até entre modelos idênticos, pois há uma espécie de leilão entre os produtos.
A reportagem encontrou unidades de respiradores, que devido à menor escala têm preço maior, por até R$ 145 mil.
No início de abril, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 6.500 respiradores mecânicos no valor de R$ 322,5 milhões, o que dá uma média de R$ 49,6 mil por unidade.
A compra foi feita de fabricante nacional, mas o prazo de entrega era bem maior do que o obtido pelo estado de São Paulo com o fornecedor chinês. No caso do governo federal, a entrega de 2.000 aparelhos ocorreria ainda em abril e o restante em até 90 dias.
A Secretaria da Saúde afirmou que "como o governo federal fez a aquisição de toda a produção nacional e, consequentemente, impediu que os estados comprassem respiradores no Brasil foi necessária a importação".
A gestão Doria afirma que os pacientes não podem esperar esse tempo e que os aparelhos serão disponibilizados no SUS paulista.

"Os respiradores estão em importação da China, por meio de aquisição de uma companhia escolhida após pesquisa de mercado junto a oito empresas por apresentar as melhores condições de mercado, como prazo e garantia de entrega e volume necessário, atendendo o objeto pretendido", diz nota.
O governo enviou as oito empresas para a Folha. A de menor valor ofereceu aparelho por R$ 63,6 mil, mas o equipamento não pôde ser entregue devido à requisição federal. Duas empresas ainda ofereceram aparelhos com valores menores, mas com prazo maior.
"A lógica da compra tem o tempo de entrega, que é mais do que fundamental. O estado não precisa de respirador em agosto. Precisa de respirador em maio. Ela tem uma segunda lógica que é de escala, de qualidade do produto e também de preço. Então, nas especificações e no tempo que São Paulo precisa dos respiradores nós compramos de quem ofertou o menor preço", afirmou o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM). "Se você acionar essa empresa que nos vendeu hoje, você terá um preço mais alto. E existe uma alta de demanda no mundo que fez com que os preços crescessem muito".
Garcia afirma que todo as requisições legais foram seguidas. Segundo ele, a Anvisa autorizou na terça a entrada dos equipamentos no país.
No caso da compra feita por Doria, assinada no dia 23 de abril de 2020, os aparelhos devem chegar ainda nesta semana ao sistema de saúde paulista. Até junho, todos estarão sendo utilizados, diz o governo.

Uma empresa de origem britânica, com sócios brasileiros e escritório no Rio, a Hichens Harrison & Co., intermediou o negócio do governo paulista com os fabricantes chinesas.
Os sócios brasileiros são Pedro Moreira Leite, que foi vice-presidente do conselho fiscal do Flamengo, e Fabiano Kempfer, que atuou no Ministério do Trabalho na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A empresa é especializada no comércio com a China e já atua também como fornecedora para o Metrô do Rio. Com operação nos Estados Unidos, a empresa também atuou na venda de respiradores para o governo de Nova York.
A reportagem procurou a Hichens Harrison, que respondeu por meio de nota. "Somos representantes e distribuidores exclusivos da Shenzen Comen Medical e da Beijing Eternity, fábricas de equipamentos hospitalares chineses, dentre outras empresas do gigante asiático. Por conta de nossos acordos de confidencialidade pedimos que faça contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde para maiores informações sobre aquisição de ventiladores pulmonares pelo Governo do Estado", diz o comunicado da empresa.
Fonte: Folha 

Posted: 04 May 2020 06:34 PM PDT

04/05/2020 22h19
A Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como Bancada da Bala, sugeriu ao presidente Jair Bolsonaro que peça o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no Senado "a partir da próxima ordem emanada por membro" da corte "em que se constate a flagrante inconstitucionalidade ou ilegalidade".
Deputado federal Capitão Augusto (PL-SP), presidente da Bancada da Bala - Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Deputado federal Capitão Augusto (PL-SP), presidente da Bancada da Bala Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados


O ofício assinado pelo deputado Capitão Augusto (PL-SP) cita a "independência e harmonia dos Poderes" prevista na Constituição e menciona a "anulação de ato do Chefe do Poder Executivo Federal" em "novo descompasso com o texto constitucional", se referindo à anulação da nomeação de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal na semana passada em decisão do ministro Alexandre de Moraes.
O Senado Federal é quem possui a atribuição exclusiva de processar e julgar os ministros do STF.
O documento fala ainda de outras decisões judiciais, como a que determinou que a então presidente Dilma Rousseff fosse afastada do cargo apenas quando o Senado votasse pela admissão do processo do impeachment, e não após a aprovação na Câmara, em 2016.

Augusto ainda informou que vai levar a todos os componentes da frente parlamentar uma proposta de emenda constitucional para determinar que decisões dos presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal só possam ser anuladas, mitigadas ou suspensas com os votos de dois terços do Supremo em sessão plenária.
A ideia do deputado é que isso também possa valer para proposições aprovadas pelas duas casas legislativas.

Posted: 04 May 2020 06:21 PM PDT


O pedido ocorre após decisões tomadas por ministros, de forma monocrática, que interferiam em atos do Executivo e causaram embates entre Poderes

Na imagem, o ministro do STF Marco Aurélio Mello

Na imagem, o ministro do STF Marco Aurélio Mello

Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello propôs, nesta segunda-feira (4), ao presidente da Corte, Dias Toffoli, que o plenário julgue pedidos contra atos de outros Poderes da República.
Mello argumenta que as questões de maior relevo, repercussão e importância acabam, por força do regimento, a ser submetidas ao plenário. Nesse contexto, inclui-se a possibilidade de exame de atos precípuos do Poder Legislativo ou do Executivo.
“Esforços devem ser feitos visando, tanto quanto possível, preservar a harmonia preconizada constitucionalmente, surgindo, de qualquer forma, com grande valor, o princípio da autocontenção”, devendo ser conferida “ênfase à atuação colegiada”, afirmou o ministro em ofício.

A solicitação ocorre após diversas decisões tomadas por ministros, de forma monocrática, que interferiam em atos do Executivo e causaram embates entre os Poderes.
No sábado (2), o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu o ato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que determinava a expulsão de funcionários da Embaixada da Venezuela em Brasília. A decisão também previa a expulsão de funcionários de consulados venezuelanos em Belém (PA), Boa Vista (RR), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
decisão tomada por Barroso recebeu críticas de Bolsonaro. Nas redes sociais, o presidente disse que o ministro do STF acatou, ao atender o pedido do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), os argumentos de um defensor do regime de Nicolás Maduro.
No último 29, o ministro Alexandre de Moraes barrou a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Bolsonaro criticou a decisão, negou interferência política na instituição, e disse que o ato quase provocou uma crise institucional.

Fonte: R7

Posted: 04 May 2020 11:46 AM PDT

Presidente foi claro: ou se cumpre a constituição, ou militares a farão cumprir
Jair Bolsonaro não está isolado, como muitos querem fazer que o povo acredite.

Pelo contrário.
A fala do presidente sobre o cumprimento da constituição.
E sobre o apoio das forças armadas teve fundo forte.
Ocorreu um dia após reunião de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas.
É o xeque-mate do presidente.
Fonte: O ALERTA
Foto: Antônio Cruz – Agência Brasil

Posted: 04 May 2020 11:02 AM PDT


Vice-presidente comentou sobre interferências nas decisões de Jair Bolsonaro

Vice-presidente Hamilton Mourão entre Sérgio Moro e Bolsonaro Foto: Divulgação

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse nesta segunda-feira (4) que o Supremo Tribunal Federal (STF) ultrapassou limites ao tomar decisões como a suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal e ao barrar a ordem do governo brasileiro para expulsar diplomatas venezuelanos aliados a Nicolás Maduro do Brasil.

– Julgo que cada um tem que navegar dentro dos limites da sua responsabilidade. Os casos mais recentes, que foi da nomeação do diretor-geral da Polícia Federal, a questão dos diplomatas venezuelanos eram decisões que são do presidente da República. É responsabilidade dele, é decisão dele escolher seus auxiliares, assim como chefe de Estado ele é o responsável pela política externa do país – disse Mourão em entrevista à Rádio Gaúcha.
Para Mourão, “os Poderes têm que buscar se harmonizar mais e entender o limite da responsabilidade da cada um”. Ele disse também entender que “hoje existe uma questão de disputa de poder entre os diferentes Poderes, existe uma pressão muito grande em cima do Poder Executivo”.
Militares endossam a visão do chefe do Poder Executivo de que há um exagero na corte e que as visões políticas de alguns ministros, como Celso de Mello, não podem comprometer suas decisões.
Neste sábado (2), Bolsonaro ficou especialmente irritado com uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF. O magistrado barrou a ordem do governo brasileiro para expulsar diplomatas venezuelanos aliados a Nicolás Maduro do Brasil.
– A questão da decisão do ministro Alexandre de Moraes, grande parte dela baseada na decisão do ministro Celso de Mello em relação ao inquérito que está correndo aí por solicitação da Procuradoria-Geral da República. Na minha visão, julgo que, volto a dizer, é responsabilidade do presidente da República escolher seus auxiliares. Quer a gente goste ou não – afirmou.

Nesta segunda, Bolsonaro nomeou Rolando Alexandre de Souza para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, posto que seria ocupado por Ramagem.
Mourão afirmou não conhecer Rolando.
– Só sei que ele estava atualmente lá na Agência Brasileira de Inteligência, que ele é ligado ao delegado Ramagem, que era a escolha inicial do presidente. No mais, não tenho nenhum conhecimento, até porque meus contatos com a Polícia Federal são extremamente limitados – disse.
*Folhapress

Posted: 04 May 2020 10:45 AM PDT

Freixo também não aprovou a nomeação de Ramagem, barrado por Moraes.

Wilson Dias | Agência Brasil


O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) não aprovou a indicação de Rolando Alexandre de Souza para comandar a diretoria-geral da Polícia Federal.
Rolando, já nomeado no Diário Oficial, é um dos assessores de Alexandre Ramagem, também delegado e atual chefe da Abin.
Por meio do Twitter, Freixo fez uma publicação ‘urgente’ para informar a nomeação.
Segundo ele, a nomeação é um ataque de Bolsonaro para tentar transformar a PM num campo familiar.
“Urgente! Bolsonaro acaba de nomear o braço direito de Alexandre Ramagem para o comando da PF. O presidente segue com seus ataques para tentar transformar a corporação numa polícia a serviço de sua família”, escreveu o parlamentar no Twitter.

URGENTE! Bolsonaro acaba de nomear o braço direito de Alexandre Ramagem para o comando da PF. O presidente segue com seus ataques para tentar transformar a corporação numa polícia a serviço de sua família.
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) May 4, 2020

Em outro post, que veio em seguida, Freixo não faz menção a Rolando, mas disse que será preciso ter ‘sabedoria’ e ‘coragem’ para o que virá.
“Tem um mundo que se desfez, um cotidiano, relações e saudades. Não volta mais! Vamos precisar de muita sabedoria e coragem para o que virá.”
Tem um mundo que se desfez, um cotidiano, relações e saudades. Não volta mais! Vamos precisar de muita sabedoria e coragem para o que virá.
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) May 4, 2020
Fonte: Conexão Política
Posted: 04 May 2020 07:46 AM PDT

O caso foi citado por Moro em depoimento como prova da interferência do presidente na PF.

Em depoimento prestado à Polícia Federal no último sábado (2), o ex-ministro Sergio Moro

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