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segunda-feira, 20 de abril de 2020

"Não queremos negociar nada", diz Bolsonaro em ato que pedia AI-5
Eduardo Lucizano, do UOL
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou e discursou ontem da manifestação que pedia o fechamento do Congresso e a volta da ditadura militar no Brasil. "Não queremos negociar nada", afirmou Bolsonaro em frente ao Quartel General do Exército em Brasília.
Apesar dos pedidos de volta da ditadura, Bolsonaro disse que é preciso "manter a nossa democracia" e a "nossa liberdade". Mais uma vez o presidente contrariou a recomendação de isolamento social e do uso de máscaras ao sair de casa. O país registra 2.462 mortes por covid-19.
Alvo de protestos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizou. "Ele joga pedras e o Parlamento vai jogar flores", respondeu. "Temos de lutar contra o coronavírus e o vírus do autoritarismo".
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nas redes sociais que é "lamentável que o presidente adira a manifestações antidemocráticas. O momento é de união ao redor da Constituição contra toda ameaça à democracia. Ideal que deve unir civis e militares; ricos e pobres. Juntos pela liberdade e pelo Brasil".
Os ministros do STF Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes criticaram os atos. "Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve", afirmou Barroso. Gilmar Mendes disse que "Invocar o AI-5 e a volta da ditadura é rasgar o compromisso com a Constituição".

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