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Posted: 21 Apr 2020 12:49 PM PDT
Você sabia que algumas espécies de árvores só podem ser germinadas na barriga de um elefante? Esse é apenas um exemplo de como plantas e animais – incluindo humanos – estão intrinsecamente conectados e não sobrevivem sem as bactérias e fungos que compõem os solos saudáveis. As plantas são a fonte do ar que respiramos e da maioria dos alimentos que ingerimos, mas sua saúde é frequentemente ignorada. Isso pode ter resultados devastadores: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que até 40% das culturas alimentares são perdidas anualmente devido a pragas e doenças vegetais. Isso deixa milhões de pessoas sem comida suficiente e prejudica seriamente a agricultura — a principal fonte de renda para as comunidades rurais. Por essas e outras razões, 2020 foi nomeado Ano Internacional da Saúde Vegetal pela Assembleia Geral das Nações Unidas. “A saúde das plantas está cada vez mais ameaçada. As mudanças climáticas e as atividades humanas degradaram os ecossistemas, reduziram a biodiversidade e criaram novos nichos onde as pragas podem prosperar”, diz Marieta Sakalian, especialista do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Saiba mais clicando aqui. Acesse o site oficial da iniciativa clicando aqui. Acompanhe assuntos relacionados ao ODS 15 aqui. |
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Posted: 21 Apr 2020 12:28 PM PDT
Foto: UNESCO
Intitulado “2010-2030: uma década para produzir uma África próspera e transformada por meio da Agenda 2030 e da Agenda 2063”, o Fórum foi organizado pelo Ministério da Educação Superior e Terciária, Inovação, Ciência e Desenvolvimento Tecnológico do Zimbábue. O evento foi realizado em cooperação com a UNESCO, a Comissão da União Africana (UA) e o Departamento de Ciência e Inovação da África do Sul. Um destaque durante o evento foi a sessão dedicada ao papel da tecnologia, da inovação e da acessibilidade à informação no avanço do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16 para “promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, fornecer acesso à justiça para todos, construir uma política eficaz, e instituições responsáveis e inclusivas em todos os níveis”. Esta sessão reuniu palestrantes e representantes de instituições regionais e da sociedade civil, bem como organizações internacionais, para compartilharem ideias sobre como as tecnologias emergentes e o acesso à informação podem avançar de forma efetiva os mandatos globais e continentais. Em sua palestra, Emeka Joseph Nwagboso, do Pink Blue Project, um dos vencedores do concurso Innovation in Action, discutiu como as TIC têm o potencial de fornecer acesso à assistência médica a pacientes com câncer na Nigéria e estimular ações contra a doença. Ele falou sobre como o aplicativo Pink Blue fornece aos pacientes acesso imediato a centros de tratamento do câncer, navegadores de suporte por pares e informações sobre o câncer disponíveis em vários idiomas, incluindo o pidgin. Com relação ao perigo do uso de informações falsas em todo o continente africano, o fundador e editor-chefe da revista zimbabuana “TechnoMag”, Toneo Tonderai Rutsito, disse que a desinformação e as informações incorretas “são barreiras à conquista da paz no contexto africano”. Para promover a paz, ele e outros membros do painel afirmaram que a proteção aos trabalhadores digitais, incluindo jovens trabalhadores em treinamento em inovação e tecnologia, e o acesso aberto à informação deve ser uma prioridade imediata para os governos. A conferência também debateu como a inteligência artificial (IA) pode desempenhar um papel fundamental no crescimento econômico nos âmbitos regional e continental. Tanto o diretor do Instituto Africano de Desenvolvimento Econômico e Planejamento, Karima Bounemra Ben Soltane, como o ex-ministro de Ciência de Ruanda, Romain Murenzi, insistiram que a formulação de políticas e a provisão estatal adequadas devem acompanhar o desenvolvimento da IA para prevenir e mitigar seus efeitos negativos quando essas tecnologias começarem a ser integradas nas economias africanas. Um tema transversal do evento foi que os governos africanos deveriam acelerar seus esforços na implementação de leis de acesso à informação, de modo a promover o compartilhamento de informações e dados, a transparência e a ciência aberta para alcançar o desenvolvimento sustentável. Comprometida com o avanço da tecnologia e o acesso a políticas de informação para o desenvolvimento sustentável, a UNESCO promove a criação de sociedades do conhecimento. Isso inclui a defesa da inclusão, da paz, da participação e da igualdade, por meio do uso inovador das tecnologias da informação e comunicação (TIC). Na África e em outros lugares, a UNESCO promove a causa do acesso público à informação como um direito que possibilita justiça, paz e instituições fortes. O trabalho da UNESCO no monitoramento e elaboração de relatórios sobre o acesso público à informação foi possível com o apoio da Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (SIDA), e da Alemanha e dos Países Baixos, que contribuíram para o Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC). Para mais informações sobre as ações de apoio à mídia, melhoria no acesso à informação e avanço das tecnologias digitais no combate à pandemia, acesse: https://pt.unesco.org/covid19/ |
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Posted: 21 Apr 2020 12:11 PM PDT
Cerca de 100 profissionais de rádios comunitárias da África Oriental e Austral trabalharão em estreita colaboração com os governos nacionais e locais para apresentar respostas à atual pandemia. Foto: Pixabay
Essa rede fortalece os mecanismos de colaboração para melhor realizar a cobertura dos desafios relacionados ao novo coronavírus em áreas remotas. Cerca de 100 profissionais de rádios comunitárias destas regiões trabalharão em estreita colaboração com os governos nacionais e locais, bem como com os parceiros de desenvolvimento, para apresentar respostas à atual pandemia. Na Índia, 25 meios de comunicação comunitários trabalharão em estreita colaboração com as autoridades responsáveis pelo gerenciamento de desastres para alcançar uma audiência geral a mais ampla possível, mas principalmente comunidades tribais e marginalizadas. O objetivo é integrar formalmente as rádios comunitárias em planos, procedimentos e processos de gerenciamento de desastres, tanto no âmbito nacional quanto no estadual, para garantir uma resposta eficaz a esta e a futuras crises. O projeto beneficiará estações de rádio comunitárias, privadas e públicas, atingindo 47 milhões de pessoas. No Caribe, a prioridade da mídia será combater a desinformação. Cinquenta profissionais de mídia em nove países do Caribe Oriental serão rapidamente capacitados para verificar de modo eficaz os fatos e combater a desinformação e o sensacionalismo sobre o coronavírus. O projeto contribuirá para aumentar a capacidade da mídia de cobrir o surto com os mais altos padrões profissionais e fornecer informações confiáveis para os cidadãos lidarem com esta emergência sanitária. Esses são os objetivos de quatro iniciativas aprovadas esta semana pelo Escritório do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação da UNESCO (IPDC), um programa intergovernamental que mobilizou apoio para o desenvolvimento da mídia nos últimos 40 anos, inclusive em tempos de emergências de saúde pública e desastres naturais. “Passamos por diferentes emergências no passado, mas o que estamos vendo agora com a COVID-19 não tem precedentes”, disse a presidente do IPDC, Anna Brandt, embaixadora da Suécia para a UNESCO. “A mídia e os jornalistas de todo o mundo desempenham um papel fundamental, pois fornecem um serviço público essencial à população. Com a crise atual, eles enfrentam enormes dificuldades – com sua situação financeira ainda mais debilitada e cada vez mais tendo de combater a desinformação”, acrescentou Brandt. “Nos países em desenvolvimento, a crise do coronavírus só vai agravar um ambiente já desafiador para a mídia, particularmente para a mídia comunitária que, em geral, carece de capacidade e recursos, mas que também atende às comunidades mais vulneráveis”, disse o diretor-geral adjunto de Comunicação e Informação da UNESCO, Moez Chakchouk. “Esses projetos contribuirão para responder às necessidades atuais com a colaboração reforçada entre os meios de comunicação, bem como com o aumento do uso de meios e serviços digitais”, acrescentou. A UNESCO é a agência das Nações Unidas com mandato para promover “o livre fluxo de ideias por palavras e imagens”. Seu Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC), criado em 1980, é o único fórum multilateral do Sistema das Nações Unidas destinado a mobilizar a comunidade internacional para discutir e promover o desenvolvimento da mídia nos países em desenvolvimento. Alinhados à prioridade global da UNESCO em igualdade de gênero, todos os projetos do IPDC promovem a igualdade entre homens e mulheres e buscam realizar ações transformadoras da equidade entre os gêneros. A UNESCO está monitorando de perto o impacto desta crise na liberdade de imprensa, na segurança dos jornalistas e no direito fundamental de acesso à informação. Em um contexto de desafios sem precedentes para os setores de mídia e tecnologia digital, a UNESCO criou um “centro de recursos de respostas selecionadas à COVID-19”, com ações para apoiar a mídia, melhorar o acesso à informação e alavancar tecnologias digitais na luta contra a pandemia. |
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Posted: 21 Apr 2020 11:21 AM PDT
O Banco Mundial liberará US$ 160 bilhões de dólares nos próximos 15 meses para ajudar os países a se recuperarem da pandemia. Foto: MSC shipping.
Sessenta e quatro deles já estão em curso: um em Cabo Verde, um em São Tomé e Príncipe e quatro na América Latina e Caribe. O anúncio foi feito no último dia dos encontros de primavera entre o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que se realizaram de forma virtual ao longo da semana. O Banco Mundial liberará 160 bilhões de dólares nos próximos 15 meses para ajudar os países a se recuperarem da pandemia. Desse total, 50 bilhões de dólares virão da Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA), que fornece doações ou empréstimos facilitados para as economias mais pobres do mundo. David Malpass lembrou que esses mesmos países terão, a partir de 1º de maio, suspensão temporária do pagamento das dívidas com os credores do G20, ou seja, as maiores economias do planeta. A decisão foi tomada na última quarta-feira, na reunião do grupo, e valerá até o fim do ano, trazendo alívio para países que vêm sentindo mais fortemente os impactos da crise. O presidente do Banco Mundial celebrou essa medida e defendeu maior transparência no processo de endividamento dos países. Será preciso fortalecer os sistemas de monitoramento e avaliação, por exemplo, a fim de assegurar que os governos usem esse espaço financeiro para investir melhor em saúde e educação. Segundo Malpass, os países que forem mais transparentes se tornarão mais atrativos a investimentos internacionais, inclusive do setor privado. Finalmente, o presidente do Banco Mundial enfatizou a necessidade de sistemas de proteção social para trabalhadores dos setores em crise, como é o caso das pequenas e médias empresas e do setor de turismo. Os países precisarão, entre outros desafios, criar condições para que esses profissionais consigam ser realocados em outros que ofereçam melhores oportunidades. |
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Posted: 21 Apr 2020 11:18 AM PDT
A falta de acesso à água e saneamento básico é um dos principais entraves às medidas preventivas de contaminação pelo coronavírus, deixando milhões de brasileiros em risco. Neste sentido, as periferias urbanas, os assentamentos irregulares e as comunidades rurais ficam ainda mais vulneráveis. Para lidar com estes desafios, a Rede Brasil do Pacto Global promoveu, no dia 17 de abril, o webinar ‘Perspectivas de especialistas da área de recursos hídricos sobre os impactos da COVID-19 no Estado de São Paulo’. Participaram do webinar o presidente da Sabesp, Benedito Braga; o Secretário-Executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Castro Lahóz; e a Responsável Regional do Programa de Acesso a Água e gestora da equipe Cidades Sustentáveis da Fundación Avina, Telma Rocha. O presidente da Sabesp, Benedito Braga, afirma que o saneamento sempre esteve ligado à saúde, contribuindo de várias formas: desde a higiene até a coleta de esgoto, passando pela distribuição de água potável e o combate às doenças de veiculação hídrica. “Mas temos grandes desafios nas áreas de ocupação informal, onde há grande dificuldade de instalação de redes e onde estamos investindo através de programas como o Água Legal e Se Liga na Rede para atender as populações mais carentes”, explicou o presidente da Sabesp. Confira aqui o webinar completo |
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Posted: 21 Apr 2020 10:39 AM PDT
Massimo é chef do premiado restaurante Osteria Francescana, em Modena. Foto: unplash/@maxdelsid
Nada novo até aqui. Mas esta está longe de ser sua rotina normal. Como milhões de outros italianos, Massimo está em quarentena enquanto o país luta contra a COVID-19. Os italianos demonstraram coragem, paciência e criatividade para superar esse período difícil. Massimo é chef do premiado restaurante Osteria Francescana, em Modena, e cofundador com sua esposa Lara Gilmore da organização Comida para a Alma (Food for Soul, em inglês), que combate o desperdício alimentar através da inclusão social. Ele está inspirando e entretendo os espectadores do “Quarentena na Cozinha” (Kitchen Quarantine, em inglês), um programa de culinária online transmitido pelo Instagram para ensinar a fazer ótimas refeições com o que temos em casa, reduzindo o desperdício e as saídas para comprar alimentos. “A Quarentena na Cozinha é uma maneira divertida de interagir com famílias de todo o mundo, cozinharmos juntos, compartilharmos ideias, desfrutarmos da companhia uns dos outros e ensinarmos às pessoas as boas práticas culinárias, como limpar a geladeira para limitar o desperdício, usar sobras para preparar algo novo e comer alimentos diferentes”, diz Bottura. Pode não parecer óbvio, mas o desperdício alimentar está ligado às doenças zoonóticas – doenças transmitidas de animais para seres humanos – como a COVID-19. A agricultura é a principal responsável pela expansão humana a ecossistemas naturais, o que pode ser problemático, como explicou a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Inger Andersen, em uma entrevista recente ao The Guardian. “A perda contínua dos espaços naturais nos aproximou demasiadamente de animais e plantas que abrigam doenças que podem ser transmitidas para os seres humanos”, disse ela. “À medida que nos aproximamos dos habitats naturais, o contato entre seres humanos e hospedeiros animais aumenta – gerando maior probabilidade de interação entre vetores e humanos”. As pessoas desperdiçam cerca de um terço de todos os alimentos que são produzidos ao ano, o equivalente a 1,3 bilhões de toneladas. Essa perda alimentar também significa perda de recursos, como água e terra. Acabar com o desperdício nos ajudará a economizá-los e a mitigar a mudança climática – grandes ameaças à saúde humana. Reduzir o desperdício é uma prioridade da Comida para a Alma, com seus projetos de refettorio (refeitório) em todo o mundo recuperando mais de 200 toneladas de sobras alimentares que seriam destinadas a aterros sanitários. Os ingredientes são transformados em refeições nutritivas e servidas em um ambiente de convívio para aqueles que sofrem extrema vulnerabilidade social, incluindo os sem-teto e os refugiados. Mas Massimo quer inspirar ações adicionais sobre a perda de alimentos em toda a sociedade, mostrando que os produtos descartados – como vegetais machucados ou alimentos fora de datas arbitrárias de validade – podem se tornar algo delicioso e nutritivo. “Se pudermos usar todos os ingredientes, reduziremos a quantidade de resíduos produzidos e faremos compras mais eficientes”, disse ele. “Compras compulsivas são o ponto de partida para a superprodução e exploração dos recursos agrícolas. Questões como perda de biodiversidade, mudança climática e vulnerabilidade social estão conectadas. Um hábito ruim leva a outro, o que cria um círculo vicioso, e a natureza sofre com o resultado.” “Nós podemos solucionar esse problema ao olhar os ingredientes com outros olhos. O desafio é pensar, por exemplo, em uma maçã ou uma banana mesmo com suas imperfeições: elas ainda podem ser saborosas e nutritivas se usadas adequadamente. Meu conselho é comprar alimentos sazonalmente e encontrar maneiras criativas de usar o que você já tem, ao invés de sair para comprar mais.” “Uma das minhas receitas favoritas feitas com restos de alimentos é a passatelli, que qualquer pessoa pode fazer em casa. Trata-se de uma massa tradicional de Modena feita com farinha de rosca, que minha avó Ancella costumava fazer para minha família. Eu aprendi com ela e agora amo fazer aqui em casa. Essa também foi uma das primeiras receitas da Quarentena na Cozinha”. Claro que o problema não vai ser completamente resolvido por simplesmente redirecionarmos o desperdício alimentar. É importante que os consumidores olhem para seus próprios perfis de consumo e comprem apenas o que precisam. Os supermercados também precisam observar as práticas e padrões de datação de alimentos para reduzir a quantidade jogada fora. Isso deve ser feito em toda a cadeia alimentícia, até chegarmos à fazenda. O desperdício é apenas uma parte do problema. O consumo cada vez maior de alimentos que exigem utilização intensiva de recursos, como a carne vermelha e os ultra processados, também está impulsionando a conversão de áreas naturais para a agricultura – destruindo ecossistemas, reduzindo a biodiversidade e contribuindo para as mudanças climáticas. Os parceiros dos refettorio estão sempre melhorando sua programação para elevar a consciência da comunidade e melhorar o sistema alimentar local. A organização Comida para a Alma está pesquisando o papel transformador da natureza para melhorar a resiliência dos mais vulneráveis, com conceitos de design arquitetônicos, iniciativas de jardinagem urbana e educação culinária. Essas atividades evidenciam o valor da comida, o que é necessário para produzi-las e as aplicações práticas para mantermos espaços verdes mesmo em uma era de rápida urbanização. No cerne dos desafios que a humanidade enfrenta – sejam pandemias emergentes, perda de biodiversidade ou mudanças climáticas – está o nosso relacionamento disfuncional com a natureza. À medida que superarmos a pandemia da COVID-19 e chegarmos a um mundo bastante transformado, será necessário desenvolver um relacionamento muito mais saudável com o planeta. “Se não cuidarmos da natureza, não poderemos cuidar de nós mesmos”, disse Andersen. “E, à medida que a população mundial avança para 10 bilhões de pessoas, precisamos entrar no futuro com ela como nossa principal aliada”. Para saber mais sobre Massimo Bottura e acompanhar a Quarentena na Cozinha, siga-o no Instagram: https://www.instagram.com/ |
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Posted: 21 Apr 2020 10:02 AM PDT
Momentos do evento One World: Together At Home, apoiado pela ONU em favor do combate à COVID-19. Foto: Reprodução
Tedros Ghebreyesus destacou que a verba irá para várias organizações, incluindo 55 milhões de dólares para o Fundo de Resposta de Solidariedade da OMS. O chefe da OMS agradeceu à cantora, à iniciativa Global Citizen bem como os músicos, comediantes e funcionários humanitários pela iniciativa. A transmissão do concerto One World, #TogetherAtHome ocorreu em plataformas digitais e redes de TV. Tedros destacou que o Fundo de Resposta de Solidariedade da OMS já desembolsou mais de 194 milhões de dólares doados por mais de 270 mil pessoas, corporações e fundações. Ele frisou que “o alívio das restrições não representa o fim” da pandemia em nenhum país. E sublinhou que essa situação “exigirá um esforço contínuo de indivíduos, comunidades e governos para continuar suprimindo e controlando o vírus”. Em nível global, a agência notificou 2.314.621 de casos e 157.847 mortes até segunda-feira (20). Tedros afirmou que os chamados bloqueios podem ajudar a aliviar a disseminação do vírus em um país, mas por si só não podem acabar com a pandemia. O apelo às nações é que “possam detetar, testar, isolar e cuidar de todos os casos, além de rastrear todos os contatos”. Na segunda-feira, 15 chefes de agências da ONU escreveram uma carta ao jornal britânico The Guardian, destacando o risco de alastramento do coronavírus em países mais vulneráveis do mundo. Ajuda aos países mais vulneráveisAté o momento, doadores internacionais prometeram cerca de um quarto dos 2 bilhões de dólares que a ONU pediu em março para aplicar na resposta de emergência à COVID-19.Para os chefes de agência, a ajuda aos países mais vulneráveis “é do interesse de todos para impedir que o vírus se espalhe sem controle, destruindo vidas, economias e continue a circular”. De forma especial, cerca de 350 milhões de dólares devem ser destinados ao estabelecimento de um sistema de logística global. Este mecanismo deverá apoiar pontes aéreas e de carga para o movimento de pessoas e de equipamentos importantes em meio à interrupção do tráfego aéreo e às restrições de movimento. |
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Posted: 21 Apr 2020 09:48 AM PDT
Karambu Ringera, fundadora e presidente da ONG Iniciativas Internacionais pela Paz. Foto: UNAIDS
Ringera diz que a paz é holística — embora sua organização foque em mulheres que vivem com HIV e crianças órfãos pela AIDS, ela acredita que também está trabalhando pela paz. Seu trabalho começou no início dos anos 2000, quando Ringera era estudante nos Estados Unidos. Nas férias de verão, quando voltou para sua cidade natal, Meru, no Quênia, conheceu um grupo de mulheres, algumas das quais haviam perdido recentemente seus maridos. A maioria das mulheres não sabia a causa da morte de seus maridos, mas visto que as mortes relacionadas à AIDS no Quênia estavam no auge, Ringera suspeitou do motivo. Ela incentivou as mulheres a descobrirem seu próprio estado sorológico para HIV, para que não seguissem os passos de seus maridos. Movida pela difícil situação das mulheres que conheceu, onde muitas não tinham condições de enviar seus filhos para a escola ou ter acesso ao tratamento do HIV, quando retornou aos Estados Unidos, Ringera organizou um evento cultural, no qual a comida queniana era servida e as pessoas poderiam aprender sobre a cultura africana. Ela arrecadou US$ 400 — o suficiente para enviar sete crianças para a escola. Ringera queria ajudar mais crianças no Quênia e, para isso, decidiu contar com a ajuda das próprias mulheres para que elas criassem uma solução. Ringera segue o provérbio que diz que é importante “não apenas dar o peixe às pessoas, mas ensinar a pescar”. Para Ringera, era importante que as mulheres entendessem que elas poderiam se ajudar. Assim, as mulheres da cidade de Meru decidiram que fabricariam jóias, as quais poderiam ser vendidas em seus eventos culturais de captação de recursos. Ao mesmo tempo, as mulheres começaram a desenvolver outras habilidades, como tecelagem e serviço de fornecimento de refeições coletivas, para que pudessem iniciar seus próprios negócios e se sustentar. Quase duas décadas depois, Ringera dirige uma organização não governamental que ajuda órfãos, mulheres vivendo com o HIV e sobreviventes de violência a realizarem iniciativas sustentáveis para que alcancem estabilidade e autossuficiência. No começo, muitas dessas mulheres que trabalham na Iniciativas Internacionais pela Paz, não podiam pagar um uniforme escolar de US$ 3 para seus filhos. Hoje, Ringera está orgulhosa por muitas terem colocado seus filhos na universidade. “As pessoas, mesmo em circunstâncias vulneráveis, podem transformar suas vidas. Temos mulheres, jovens e crianças para mostrar que isso é possível. Precisamos criar intervenções que inspirem as pessoas a salvarem elas mesmas”, afirmou Ringera. No entanto, a atual pandemia da COVID-19, preocupa Ringera. “Vamos precisar de uma boa estratégia para sobreviver como uma família”, disse. “Desde 2009, quando a Casa das crianças Kithoka Amani (KACH na sigla em inglês) foi aberta, é a primeira vez que fechamos as portas. Fizemos isso imediatamente depois de ouvir as notícias sobre o novo coronavírus”, conta Ringera. A casa abriga 76 crianças, que precisam ser alimentadas três vezes ao dia. Ringera acha que a susentabilidade é fundamental — ela e sua equipe estão plantando, mantendo galinhas e tentando coletar alimentos para pelo menos três meses. “Sinto que cada vez mais as pessoas precisam criar seus próprios sistemas sustentáveis onde elas estão, para que durante desafios como esse, pelo menos possam ter sua própria alimentação”, concluiu Ringera. |
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Posted: 21 Apr 2020 09:31 AM PDT
A previsão é de um forte aumento do desemprego com efeitos negativos na pobreza e na desigualdade, disse Alicia Bárcena em sua apresentação. Foto: EBC
A secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, apresentou o relatório especial COVID-19 N⁰ 2, intitulado Dimensionar os efeitos da COVID-19 para pensar a reativação (em espanhol), sobre o seguimento dos efeitos econômicos e sociais da atual crise, derivada do impacto do novo coronavírus na região (cujo primeiro relatório foi apresentado no último dia 3 de abril). Em uma coletiva de imprensa virtual transmitida ao vivo da sede da Comissão Regional da ONU em Santiago, no Chile, Bárcena divulgou também as novas projeções de crescimento para cada um dos países-membros da Comissão. Segundo o relatório, desde antes da pandemia, a América Latina e o Caribe já acumulavam sete anos de baixo crescimento, com uma média de 0,4% entre 2014 e 2019. A crise que a região está sofrendo neste ano, com uma queda do PIB de -5,3%, será a pior em toda a sua história. Para encontrar uma contração de magnitude comparável, é necessário retroceder à Grande Depressão de 1930 (-5%) ou mais ainda, até 1914 (-4,9%). O documento também afirma que a crise do coronavírus chegou à América Latina e ao Caribe por meio de cinco canais: redução do comércio internacional, queda nos preços dos produtos primários, intensificação da aversão ao risco e o agravamento das condições financeiras mundiais, menor demanda de serviços turísticos e redução das remessas. “Os efeitos da COVID-19 gerarão a maior recessão que a região sofreu desde 1914 e 1930. Espera-se um forte aumento do desemprego com efeitos negativos na pobreza e na desigualdade”, declarou Bárcena em sua apresentação. “Os países da região anunciaram medidas importantes, que devem ser reforçadas mediante a ampliação do espaço fiscal. É urgente ter acesso aos recursos financeiros com base em um apoio flexível dos organismos financeiros multilaterais, acompanhado por linhas de crédito de baixo custo, alívio do serviço da dívida e de eventuais cancelamentos dessas dívidas.” “Além disso, é necessário repensar o modelo de inserção da região e as alternativas de reativação à luz das mudanças estruturais que ocorrerão na globalização e no mundo pós-COVID-19”, acrescentou a alta funcionária da ONU. Ao detalhar as suas projeções, a CEPAL prevê que a América do Sul contrairá 5,2%, devido ao fato de que vários países dessa sub-região serão muito afetados pela queda da atividade da China, que é um mercado importante para suas exportações. Na América Central, a queda deve ser de 2,3%, afetada pela queda do turismo e pela redução da atividade nos Estados Unidos, seu principal parceiro comercial e fonte de remessas; enquanto o Caribe deve ter contração de 2,5%, devido à redução na demanda por serviços turísticos. A interrupção das cadeias de valor produzida pela pandemia afetará com maior intensidade as economias brasileira e mexicana, que possuem os maiores setores manufatureiros da região. Para o Brasil, a projeção é de retração de 5,2% e para o México, de 6,5%. O valor das exportações da região deve ter queda de cerca de 15%. Os maiores impactos serão nos países da América do Sul, especializados na exportação de bens primários e, portanto, mais vulneráveis à diminuição dos preços das commodities. Por sua vez, o valor das exportações da América Central, do Caribe e do México sofrerá o impacto da desaceleração da economia dos Estados Unidos. O México também será atingido pela queda no preço do petróleo. As projeções antecipam, também, uma importante deterioração nos indicadores do trabalho em 2020. A taxa de desemprego regional ficará em torno de 11,5%, um aumento de 3,4 pontos percentuais com relação ao nível de 2019 (8,1%). Dessa forma, o número de desempregados na região deve chegar a 37,7 milhões. Da mesma forma, a elevada participação das pequenas e médias empresas (PMEs) na criação do emprego (mais de 50% do emprego formal) aumenta os impactos negativos, pois esse setor foi duramente afetado pela crise, enquanto a desigualdade de gênero será acentuada com medidas como o fechamento das escolas, o isolamento social e o aumento de pessoas doentes, pois aumentará a sobrecarga de trabalho não remunerado das mulheres. A queda de 5,3% do PIB regional e o aumento do desemprego devem ter um efeito negativo direto sobre a renda dos domicílios e sua possibilidade de contar com recursos suficientes para satisfazer as necessidades básicas. Nesse contexto, a taxa de pobreza na região deve aumentar em 4,4 pontos percentuais este ano, passando de 30,3% para 34,7%, o que significa um aumento de 29 milhões de pessoas em situação de pobreza. Por sua vez, a extrema pobreza deve crescer 2,5 pontos percentuais, passando de 11,0% para 13,5%, o que representa um aumento de 16 milhões de pessoas. “Os líderes do G-20 devem apoiar as organizações multilaterais a emprestarem a taxas de juros favoráveis e aliviar a dívida dos países altamente endividados adiando ou cancelando. Caso contrário, os pagamentos serão impossíveis e o espaço fiscal será comprometido. São necessárias medidas excepcionais para enfrentar uma crise sem precedentes. Não haverá progresso sem cooperação e solidariedade internacionais”, enfatizou Bárcena. A crise produtiva trará mudanças que persistirão além da pandemia sanitária, de acordo com o relatório. Será necessária uma maior resiliência nas redes de produção, diversificando os fornecedores em termos de países e empresas, privilegiando locais mais próximos aos mercados consumidores finais (nearshoring) e realocando processos produtivos e tecnológicos estratégicos (reshoring). As empresas já estão adequando seu funcionamento interno às medidas de distanciamento social, acelerando a tendência à automação e digitalização, e há uma agudização na fragilidade do multilateralismo. A CEPAL acrescentou que a globalização não será revertida, mas haverá uma economia mundial mais regionalizada em torno de três polos: Europa, América do Norte e Leste da Ásia. “É necessário preparar-se para o mundo pós-COVID-19. Devemos pensar no futuro da região na nova geografia econômica, devido à elevada dependência de manufaturas importadas”, afirmou Bárcena. “São necessárias políticas industriais que permitam à região fortalecer suas capacidades produtivas e gerar novas capacidades em setores estratégicos”, acrescentou. “Para influenciar a nova economia mundial, a região deve avançar rumo à uma maior integração regional, tanto no aspecto produtivo, comercial e tecnológico. A coordenação de nossos países em questões macroeconômicas e produtivas é crucial para negociar as condições da nova normalidade, particularmente em uma dimensão urgente na crise atual e no médio prazo: a do financiamento para um novo estilo de desenvolvimento com igualdade e sustentabilidade ambiental”, enfatizou Bárcena. Mais informações:
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Posted: 21 Apr 2020 06:53 AM PDT
O evento online internacional (em inglês) ocorrerá no dia 23 às 9h (horário de Brasília) e também chamará atenção para a importância de modelos e mentores e como eles podem inspirar meninas e mulheres jovens a seguirem carreiras no campo da tecnologia. Clique aqui para ver a programação e participar. Também haverá um chat no Twitter (em inglês) no dia 23 às 10h30 (horário de Brasília), por meio da página @Equals Global Partnership. No Brasil, ocorrerá por meio de videoconferência o evento “Meninas nas TICs: expandindo horizontes, mudando atitudes”, que ocorre no mesmo dia, às 17. Para acessar a reunião, é necessário clicar em https://isoc.zoom.us/j/9475048 Segundo a diretora do Departamento de Desenvolvimento de Telecomunicações da UIT, Doreen Bogdan-Martin, a celebração global da data, quando a UIT e milhares de parceiros e apoiadores se reúnem para promover oportunidades de carreira para meninas e mulheres jovens no setor de tecnologia, é um dos principais eventos do calendário anual da organização. “Mas este ano, enfrentamos um desafio sem precedentes. A emergência de saúde global COVID-19 virou nosso mundo de cabeça para baixo. Limitar a propagação desse vírus altamente infeccioso exige mudanças radicais na maneira como trabalhamos e interagimos”, declarou, em comunicado. “Grandes eventos em todo o mundo estão sendo cancelados ou adiados. Na UIT, continuamos abertos aos negócios, mas de uma maneira diferente. Ainda estaremos comemorando o Girls in ICT Day no dia 23 de abril, mas em um formato virtual.” “Portanto, este ano, recomendamos que você concentre suas atividades em eventos de mídia social e eventos virtuais, em vez de reuniões ao vivo. Vamos transformar nossas restrições em uma oportunidade de realmente demonstrar o poder da tecnologia para mudar vidas”, declarou. |
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Posted: 21 Apr 2020 05:02 AM PDT
Clique para exibir o slide.“Solidãoriedade”. É da palavra inventada, na solidão da solidariedade, que o diretor e roteirista de audiovisual Bebeto Abrantes tira energia para enfrentar o distanciamento social. É também na vivência da solidão com solidariedade que ele encontra a criatividade para continuar trabalhando em meio à pandemia da COVID-19.
Em função da idade e algumas limitações de saúde, Bebeto teve que reinventar a rotina que enfrenta em isolamento total há mais de quarenta dias num apartamento no Rio de Janeiro (RJ). Os filhos, de 16 e 20 anos, estavam no turno da guarda compartilhada com a mãe e ele – considerado de grupo de risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – acabou ficando sozinho. Além de fazer exercícios e ministrar aulas online na Academia Internacional de Cinema, Bebeto teve a ideia de fazer um “filme processo” da rigorosa quarentena que o novo coronavírus impôs aos moradores da capital fluminense. A expressão “filme processo” descreve a trajetória de um documentário em construção e que, por enquanto, só se sabe o começo. Bebeto convidou Cavi Borges, dono da maior produtora independente do Rio – a Cavídeo, com 66 longas e mais de uma centena de curtas -, para o projeto Me Cuidem-se! . “Na sexta-feira, dia 21 de março de 2020, peguei o telefone e liguei pro Cavi. No sábado e no domingo a gente escolheu dez personagens, seguindo critério das diversidades de gênero, social e etária. Três dias depois a gente começou a receber os materiais”, relata o diretor e roteirista do projeto. Em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Bebeto conta que a primeira parte do filme reúne pessoas da zona sul do Rio e também do morro Santa Marta, do Complexo da Maré e de São Gonçalo. Eles mostram como estão se adaptando à nova rotina de isolamento social. Depois de compor o elenco, a única orientação foi pedir o material gravado na horizontal e enviado imediatamente por aplicativo de celular. “É um filme de urgência e enviamos tudo para a edição de Wellington Anjos. Optamos por sermos surpreendidos, mas precisamos receber o material rapidamente”, explica. O resultado final de Me Cuidem-se! ainda é uma surpresa para todos os envolvidos. Bebeto conta que o modelo de produção é totalmente inovador porque não houve nem haverá nenhum encontro presencial entre o elenco e a equipe. Duas partes do projeto, que deve resultar num longa metragem, já foram editadas e disponibilizadas em plataformas digitais. No segundo curta já editado, alguns personagens enfrentam dificuldades financeiras em função do isolamento. Para Bebeto, o conceito de autoria do audiovisual acaba se renovando no filme colaborativo e de compartilhamento. “Estou procurando reinventar tudo o que aprendi, aceitando contribuições de todos e contrariando o processo normal de criação”, explica o cineasta. E conclui: “Glauber Rocha dizia que a montagem do filme é muito racional e tira a crueza da imagem. Então é o que vou praticar, a crueza da imagem”. No projeto, os roteiristas e diretores devem acabar se tornando também personagens do filme. Calculando uma quarentena de dois meses e meio, a dupla estima ter um curta metragem a cada 15 dias, num total de 5 curtas, que depois serão transformados no longa-metragem. Cultura – A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconhece que a pandemia do novo coronavírus provocou o fechamento de patrimônios históricos, museus, teatros e cinemas, comprometendo o apoio financeiro a artistas e indústrias criativas. Por conta disso, a UNESCO lançou iniciativas para apoiar as indústrias culturais e o patrimônio cultural, como uma exposição virtual de propriedades patrimoniais e as campanhas digitais #CompartilheCultura e #CompartilheNossoPatrimônio. “Agora, mais do que nunca, as pessoas precisam de cultura”, disse Ernesto Ottone R., diretor-geral adjunto para Cultura da UNESCO. “A cultura nos torna resilientes. Isso nos dá esperança. Ela nos lembra que não estamos sozinhos”. Assista abaixo aos curtas já finalizados do Me Cuidem-se! |
politica evolutiva mundo laico pela separação da religião do estado por la separação de la religión del estado evolutionary secular political world ,the separation of religion from state Эволюционный светская политическая мир отделение религии от государства/العالم السياسي العلماني التطوري فصل الدين عن الدولة עולם פוליטי חילוני אבולוציונית הפרדת דת מהמדינה
terça-feira, 21 de abril de 2020
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