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Posted: 06 Apr 2020 12:36 PM PDT
Marcando o Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda – lembrado anualmente em 7 de abril –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a importância de rejeitar ativamente o ódio e a xenofobia, “e rejeitar as forças da polarização, do nacionalismo e do protecionismo”. O genocídio em Ruanda foi um dos episódios mais tristes da história da humanidade, quando mais de um milhão de pessoas foram assassinadas de forma sistemática em apenas cem dias. Embora a ampla maioria das vítimas seja da etnia tutsi, outros indivíduos que agiam com moderação – como hutus, twa e outros opositores – também foram brutalmente assassinados. “Neste dia, honramos aqueles que foram mortos. E nos inspiramos com a capacidade de reconciliação e restauração daqueles que sobreviveram”, afirmou Guterres. Ele destacou que crimes dessa natureza são um forte lembrete para que os países trabalhem para evitar atrocidades desse tipo. “Temos de dizer não ao ódio e à xenofobia, e rejeitar as forças da polarização, do nacionalismo e do protecionismo. Apenas reconhecendo que somos todos parte de uma única família humana, partilhando o mesmo planeta, seremos capazes de responder aos desafios globais que enfrentamos – da covid-19 à mudança climática”, afirmou. Desde o genocídio, Ruanda mostrou que é possível “se erguer das cinzas, para curar e reconstruir uma sociedade mais forte e mais sustentável”, acrescentou. “À medida que olhamos em frente para acelerar os esforços para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, devemos tirar inspiração da lição contínua de Ruanda.” |
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Posted: 06 Apr 2020 12:35 PM PDT
Foto: ACNUR/Martim-Gray-Pereira
O Grupo de Trabalho de Especialistas em Pessoas de Ascendência Africana disse em comunicado divulgado nesta segunda-feira (6) que a discriminação estrutural pode exacerbar a desigualdade no acesso a cuidados de saúde e tratamento, levando a disparidades raciais nos resultados de saúde e aumento da mortalidade e morbidade entre afrodescendentes. “Apesar das respostas robustas, os Estados não reconheceram os riscos específicos à saúde enfrentados pelas pessoas de ascendência africana ou como a discriminação racial, a discriminação implícita e os estereótipos raciais podem permear tais políticas”, afirmou Ahmed Reid, presidente do Grupo de Trabalho. O especialista em direitos humanos enfatizou que outro problema era a falta de representação de pessoas afrodescendentes em altos níveis decisórios. “Isso impede a alavancagem de conhecimento e proteção em relação às necessidades das pessoas de ascendência africana na resposta à COVID-19”. O Grupo de Trabalho enfatizou que os governos deveriam examinar como o uso do poder discricionário, sem orientação adequada, afeta os riscos e a vulnerabilidade das pessoas de ascendência africana na crise. “Intervenções que parecem neutras podem licenciar ou facilitar o viés racial, sem cuidado e atenção. Até o momento, nenhum esforço de proteção concentrou a resposta da saúde pública nas vulnerabilidades específicas das pessoas de ascendência africana”, disse Reid. “Isso também levanta a preocupação paralela de que mesmo a produção de pesquisa e conhecimento em resposta a esta crise pode ignorar barreiras específicas aos cuidados ou o impacto racial e discriminatório da política”. Em sua declaração, o Grupo de Trabalho observou: “os profissionais de saúde estressados e sobrecarregados e a liderança local precisam de mais orientações, e não menos, para evitar a discriminação racial neste momento crítico, incluindo dados desagregados para garantir tratamento equitativo”. Um número desproporcional de pessoas de ascendência africana trabalha em indústrias de serviços, vive em comunidades densamente povoadas, enfrenta insegurança alimentar e falta d’água e muitas vezes não tem acesso a moradias seguras. “Essas são fontes adicionais de risco e vulnerabilidade. Em muitos Estados, as pessoas de ascendência africana desproporcionalmente servem como auxiliares de saúde em casa, prestadores de cuidados e pessoal de parto que ajudam hospitais e sistemas de saúde a se concentrarem nos casos mais graves, apesar de não haver esforços públicos para garantir sua segurança e proteção.” O Grupo de Trabalho disse que a presença desproporcional de afrodescendentes em prisões e campos de refugiados e de deslocados internos em muitas partes do mundo é particularmente preocupante, dado o risco extremo de contágio, a falta de medidas de proteção e o uso de trabalho das pessoas encarceradas. “A disponibilidade contínua de pessoas de ascendência africana para servir nesta crise não deve ser interpretada como descartável.” “Os Estados que usam esta pandemia para suspender ou reverter os direitos humanos relacionados a ações afirmativas, meio ambiente, saúde pública, justiça criminal e governança geralmente prejudicam desproporcionalmente as pessoas de ascendência africana de uma maneira que persistirá por muito tempo após a crise ser resolvida”, disse Reid. O Grupo de Trabalho elogiou as respostas robustas à pandemia da COVID-19, mas instou os governos a reconhecerem a mesma urgência dos direitos humanos em tempos comuns e garantir o acesso à educação, moradia, Internet, assistência médica e necessidades básicas em todos os momentos, e para todas as pessoas. O Grupo de Trabalho faz parte do que é conhecido como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Procedimentos Especiais, o maior corpo de especialistas independentes no sistema de Direitos Humanos da ONU, é o nome geral dos mecanismos independentes de pesquisa e monitoramento do Conselho que abordam situações específicas de países ou questões temáticas em todas as partes do mundo. Seus especialistas trabalham de forma voluntária; eles não são funcionários da ONU e não recebem salário por seu trabalho. Eles são independentes de qualquer governo ou organização e servem em sua capacidade individual. |
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Posted: 06 Apr 2020 12:34 PM PDT
A inatividade física é um dos principais fatores de risco para a mortalidade no mundo. Foto: Annie Spratt/Unplash
O prazo para participar desta consulta pública é às 17h do dia 17 de abril de 2020. Para participar, acesse aqui. O objetivo principal dessas diretrizes é fornecer recomendações para a população, baseadas nas evidências mais recentes disponíveis sobre a quantidade de atividade física (frequência, intensidade e duração) que oferecerá benefícios à saúde e mitigará os riscos à saúde. Além disso, pela primeira vez, essas diretrizes se estendem para fornecer recomendações sobre a associação entre comportamento sedentário e desfechos em saúde. As diretrizes foram desenvolvidas para crianças e adolescentes, adultos, idosos e três subpopulações, ou seja, mulheres grávidas e em período de pós-parto e pessoas que vivem com condições crônicas ou com necessidades especiais. Todas as contribuições enviadas serão coletadas e consolidadas pelo Grupo Diretor de Diretrizes da OMS e apresentadas ao Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes para aprimorar as últimas recomendações. As diretrizes finais substituirão as recomendações sobre atividade física para a saúde lançadas em 2010, contemplando os avanços mais recentes baseados em evidências sobre esses comportamentos e consequências associadas à saúde. A inatividade física foi identificada como um dos principais fatores de risco para a mortalidade no mundo, contribuindo para o aumento do sobrepeso e obesidade. Em 2010, a OMS publicou recomendações globais sobre atividade física para a saúde que detalhavam intervenções para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) por meio de atividade física no nível populacional. As recomendações especificavam os diferentes tipos, frequência e duração da atividade física para benefícios de saúde ideais para três faixas etárias da população: jovens de 6 a 18 anos, adultos de 18 a 65 anos e pessoas idosas. As diretrizes de 2010 forneceram apenas orientações gerais sobre os riscos de comportamento sedentário devido a evidências insuficientes para orientar declarações mais específicas na época. Nos últimos dez anos, houve um grande aumento das evidências sobre os impactos dos diferentes tipos, durações e intensidades de atividade física e comportamento sedentário sobre a saúde, bem como uma melhor compreensão sobre as associações entre os níveis de atividade física e desfechos clínicos relacionados à saúde. As novas evidências incluem o impacto da atividade física no bem-estar mental e na saúde cognitiva, na saúde de idosos e crianças menores de 5 anos. Há também um reconhecimento crescente da importância das diretrizes de atividade física que incluam pessoas com necessidades especiais. Em 2019, a OMS publicou novas diretrizes globais sobre atividade física, comportamento sedentário e sono para crianças menores de 5 anos de idade, em resposta à Recomendação 4.12 da Comissão sobre o Fim da Obesidade Infantil, que pedia orientações claras sobre esses três tópicos em crianças pequenas. O plano de ação global para atividade física 2018-2030 (GAPPA) identificou como prioritária (Ação 4.1) a necessidade de atualizar as diretrizes de 2010 sobre atividade física em jovens, adultos e idosos. Os Estados Membros solicitaram à OMS que priorizasse a atualização das Diretrizes de 2010 na Resolução da Assembleia Mundial da Saúde, ocorrida em maio de 2018 (WHA71.6). A OMS identificou o desenvolvimento dessas novas diretrizes como um bem global de saúde pública no programa de trabalho para 2020-2021 (GPW13). A OMS estabeleceu um Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes (GDG), composto por especialistas e profissionais de várias disciplinas e de todas as regiões da OMS para atualizar as recomendações de 2010. O GDG se reuniu em julho de 2019 e definiu o escopo do trabalho e posteriormente revisou as evidências coletadas. Em fevereiro de 2020, o GDG se reuniu novamente para concluir a revisão das evidências e atualizou a proposta de diretrizes sobre atividade física e comportamento sedentário. A consulta está em formato de pesquisa semiestruturada para orientar os respondentes nas perguntas principais e para permitir a coleta eficiente dos comentários recebidos. Leia a proposta das diretrizes e participe desta consulta pública até 17h do dia 17 de abril de 2020. Ao enviar seus comentários, você concorda que seu nome, afiliação e feedback serão compartilhados com o Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes, convocado pela OMS. A leitura da proposta das diretrizes pode levar de 30 a 45 minutos. A participação neste processo é completamente voluntária. Esteja ciente de que, se você decidir participar, poderá parar de participar a qualquer momento. Você também poderá ler as várias seções e retornar para enviar seus comentários posteriormente. |
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Posted: 06 Apr 2020 11:50 AM PDT
Para as crianças mais vulneráveis, a ausência de sistemas adequados de proteção social exacerba sua exposição à crise de COVID-19. Foto: UNICEF
“As consequências da pandemia – perda de empregos, estresse prolongado e deterioração da saúde mental – serão sentidas pelas famílias nos próximos anos”, diz Pia Rebello Britto, chefe de desenvolvimento da primeira infância do UNICEF. “Para as crianças mais vulneráveis, a ausência de sistemas adequados de proteção social exacerba sua exposição à crise.” Nas novas recomendações preliminares divulgadas, em 30 de março, o UNICEF insiste para que as empresas considerem o impacto de suas decisões de negócios sobre as trabalhadoras e suas famílias e apoiem a proteção social sempre que possível. O UNICEF e a OIT também pedem aos governos que fortaleçam medidas de proteção social, especialmente para famílias vulneráveis, inclusive apoiando os empregadores a continuar fornecendo trabalho e renda e garantindo apoio financeiro às pessoas que perdem seus empregos. “O diálogo social – consulta e colaboração entre governos, trabalhadores, trabalhadoras e empregadores, empregadoras – é essencial. Para que as respostas sejam eficazes e sustentáveis, elas precisam ser construídas com base na confiança e em uma ampla gama de experiências ”, disse Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da OIT. A COVID-19 impõe ainda mais ônus às mulheres em casa, enquanto as expõe a uma maior insegurança de renda e ao aumento dos níveis de violência doméstica. Segundo a ONU Mulheres, é necessária uma abordagem coordenada e centrada nas pessoas. As empresas têm um papel fundamental a desempenhar para garantir o bem-estar das funcionárias e atender às suas necessidades diferenciadas em suas cadeias de suprimentos e base de clientes, disse Anna Falth, chefa da equipe da ONU Mulheres para os Princípios de Empoderamento das Mulheres. Políticas e práticas voltadas para a família, incluindo emprego e proteção à renda, licença remunerada para cuidar de pessoas da família, acordos de trabalho flexíveis e acesso a cuidados infantis de emergência e de qualidade podem fazer uma diferença crítica. Elas permitem que as pessoas se protejam e cuidem de si mesmas e de seus filhos e filhas e aumentam a produtividade e a sensação de segurança das trabalhadoras e trabalhadores. As recomendações preliminares para as empresas mitigarem as consequências negativas decorrentes da COVID-19 incluem: . Monitorar e seguir os conselhos nacionais das autoridades locais e nacionais e comunicar informações críticas à força de trabalho. . Avaliar se as políticas atuais do local de trabalho fornecem apoio suficiente a trabalhadoras, trabalhadores e suas famílias. . Aplicar boas práticas ao implementar políticas novas ou já existentes, baseadas no diálogo social, nas leis trabalhistas nacionais e nas normas internacionais de trabalho. Certifique-se de que todos os trabalhadores e trabalhadoras tenham direito a medidas de apoio no local de trabalho, sem discriminação, e que todas as pessoas as conheçam, entendam e se sintam confortáveis em usá-las. . Proteger o local de trabalho contra discriminação e estigma social, facilitando o treinamento e garantindo que os mecanismos de denúncia sejam confidenciais e seguros. . Implementar acordos de trabalho para toda a família, para dar aos trabalhadores e trabalhadoras maior liberdade de quando e onde podem cumprir suas responsabilidades profissionais. Se acordos de trabalho flexíveis não forem possíveis, considere um apoio alternativo para as mães e pais que trabalham, como o apoio as crianças. . Apoiar os pais e as mães trabalhadoras com opções de acolhimento a crianças, que sejam seguras e apropriadas no contexto da COVID-19. . Prevenir e enfrentar os riscos no local de trabalho, fortalecendo as medidas de segurança e saúde ocupacional. . Fornecer orientação e treinamento sobre medidas de segurança e saúde ocupacional e práticas de higiene. . Incentive as trabalhadoras e trabalhadores a procurar atendimento médico adequado em casos de febre, tosse e dificuldade em respirar. . Apoiar os funcionários e funcionárias a lidar com o estresse durante o surto da COVID-19. . Apoiar as medidas de proteção social do governo, em conformidade com a Convenção nº 102 da OIT (Normas mínimas) e a Recomendação nº 202 da OIT sobre pisos de proteção social. O apoio da empresa pode incluir, por exemplo, subsídios para os trabalhadores e trabalhadoras acessarem seguros de saúde, desemprego e incapacidade de trabalhar e deve estender-se as trabalhadoras e trabalhadores do setor informal. |
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Posted: 06 Apr 2020 11:06 AM PDT
À medida que o mundo responde e se recupera da atual pandemia, precisará de um plano robusto para proteger a natureza, para que a natureza possa proteger a humanidade, segundo o PNUMA. Foto: Unplash
Ebola, gripe aviária, vírus da gripe H1N1 (ou gripe suína), síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), febre de Rift Valley, síndrome respiratória aguda súbita (SARS), vírus do Nilo Ocidental, vírus zika – e agora o novo coronavírus COVID-19 – todas causaram ou ameaçaram causar grandes pandemias, com milhares de mortes e bilhões em perdas econômicas. Pesquisadores ainda não identificaram o ponto exato em que o vírus SARS-CoV-2 foi transferido de animais para humanos e se apresentou na forma de COVID-19. No entanto, uma coisa é clara: o novo coronavírus não será a última pandemia. Em 2016, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) sinalizou preocupação com o aumento mundial de epidemias zoonóticas. Especificamente, apontou que 60% de todas as doenças infecciosas emergentes nos seres humanos são zoonóticas e estão intimamente ligadas à saúde dos ecossistemas. Atividade humana e ecossistemas De acordo com o relatório Fronteiras, do PNUMA, as zoonoses são oportunistas e prosperam onde há mudanças no ambiente, mudanças nos hospedeiros animais ou humanos ou mudanças no próprio patógeno. No século passado, uma combinação de crescimento populacional e redução de ecossistemas e de biodiversidade culminou em oportunidades sem precedentes para a transmissão de patógenos entre animais e pessoas. Em média, uma nova doença infecciosa surge em humanos a cada quatro meses, diz o relatório. Mudanças no ambiente As atividades humanas resultaram em grandes mudanças no meio ambiente. Ao alterar o uso da terra – para assentamento, agricultura, extração de madeira, indústrias extrativas e sua infraestrutura associada – os seres humanos se fragmentam e invadem habitats de animais. Ao destruir as zonas naturais de amortecimento que normalmente separariam os humanos dos animais, criam oportunidades para que os patógenos se espalhem dos animais selvagens para as pessoas. As mudanças climáticas – principalmente o resultado das emissões de gases de efeito estufa – exacerbam a situação. Mudanças de temperatura, umidade e sazonalidade afetam diretamente a sobrevivência de micróbios no ambiente; e as evidências sugerem que as epidemias de doenças se tornarão mais frequentes à medida que o clima continuar mudando. A rápida mudança do clima também impede pessoas com menos recursos de responderem rapidamente, deixando-as mais vulneráveis e ampliando seus riscos de danos pela propagação de doenças zoonóticas. Mudanças nos hospedeiros do patógeno Mudanças nas populações humanas e animais que servem como hospedeiros para certos patógenos também resultam, frequentemente, de atividades humanas. Elas podem estar relacionadas à migração, urbanização, mudança de preferências alimentares, demandas comerciais e viagens. Em muitos países em desenvolvimento, o crescimento econômico e as mudanças demográficas das áreas rurais para as urbanas estimularam a demanda do consumidor urbano por laticínios e proteína animal. Isso levou à expansão das terras cultivadas e à criação mais intensa de animais nas proximidades e nas cidades, aumentando as oportunidades de exposição. Os animais domésticos geralmente servem como uma ponte epidemiológica entre a vida selvagem e as infecções humanas, como no caso da gripe aviária. Os patógenos circularam pela primeira vez em aves selvagens, infectaram aves domésticas e, depois, foram transmitidos aos seres humanos. A proximidade de diferentes espécies em “mercados úmidos” ou o consumo de animais selvagens também podem facilitar a transmissão entre animais e humanos. Os primeiros casos de SARS foram associados ao contato com gatos da cidade, vendidos em mercados úmidos. Acredita-se que alguns casos de Ebola na África Central tenham sido transferidos de animais para humanos por meio do consumo de carne de gorila infectada. A incubação – o tempo entre a infecção humana e a hora em que esse humano apresenta sinais de infecção – pode durar dias ou semanas. Mas milhões de pessoas, em circunstâncias normais, viajam todos os dias, de um país para outro, em apenas algumas horas. Assim, uma doença originada em um país pode se espalhar rapidamente para outros, independentemente das distâncias entre eles. Isso é particularmente visível na rápida disseminação da COVID-19, que afetou quase todos os países do mundo nos três meses seguintes ao primeiro caso relatado. Mudanças nos patógenos Os patógenos mudam geneticamente (mutação) à medida que evoluem, o que lhes permite explorar novos hospedeiros e sobreviver em novos ambientes. Um exemplo disso é a resistência emergente de patógenos a medicamentos antimicrobianos – como antibióticos, antifúngicos, antirretrovirais e antimaláricos – geralmente resultantes do uso indevido dos medicamentos, por pessoas ou em medicina veterinária. Integridade dos ecossistemas e saúde humana Os ecossistemas são inerentemente resistentes e adaptáveis e, ao sustentar a vida de diversas espécies, ajudam a regular doenças. Quanto mais biodiversidade um ecossistema possui, mais difícil é que um patógeno se espalhe rapidamente ou domine. A ação humana, no entanto, modificou as estruturas populacionais da fauna silvestre e reduziu a biodiversidade a uma taxa sem precedentes, produzindo condições que favorecem determinados hospedeiros, vetores e/ou patógenos. Por exemplo, a diversidade genética fornece uma fonte natural de resistência a doenças entre populações animais e, considerando que a criação intensiva de animais geralmente produz semelhanças genéticas entre rebanhos e bandos, isso os torna suscetíveis à propagação de patógenos de animais selvagens. Da mesma forma, as áreas de biodiversidade permitem que vetores transmissores de doenças se alimentem de uma variedade maior de hospedeiros, alguns dos quais são reservatórios de patógenos menos eficazes. Por outro lado, quando patógenos ocorrem em áreas com menos biodiversidade, a transmissão pode ser amplificada, como foi mostrado no caso do vírus do Nilo Ocidental e da doença de Lyme. Como observou a diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen, “gostando ou não, somos intimamente ligados à natureza. Se não cuidarmos dela, não poderemos cuidar de nós mesmos”. O que pode ser feito Abordar o surgimento de doenças zoonóticas requer falar sobre sua causa raiz – principalmente o impacto das atividades humanas nos ecossistemas. Isso significa reconhecer as relações estreitas entre a saúde humana, animal e ambiental. Significa aumentar o monitoramento da saúde humana e da vida selvagem em paisagens que estão no início do processo de transformação para desenvolver parâmetros, bem como melhorar o entendimento e a preparação para possíveis surtos e informar o avanço para minimizar os riscos aos seres humanos e à natureza. Isso exige esforços colaborativos, multissetoriais, transdisciplinares e internacionais, conforme a abordagem One Health. Com uma população global próxima de 10 bilhões, Andersen é enfática quanto ao fato de 2020 ser “um ano em que teremos que reformular fundamentalmente nosso relacionamento com a natureza”. O PNUMA, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e centenas de parceiros em todo o planeta estão lançando um esforço de 10 anos para prevenir, interromper e reverter a degradação dos ecossistemas em todo o mundo. Conhecida como a Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas 2021-2030, essa resposta à perda e degradação de habitats coordenada globalmente se concentrará na construção de vontades e capacidades políticas para restaurar a relação da humanidade com a natureza. erá uma resposta direta ao apelo da ciência, conforme articulado no Relatório Especial sobre Mudança Climática e Terra do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), e às decisões tomadas por todos os Estados Membros da ONU nas Convenções do Rio sobre mudança climática e biodiversidade e na Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. O PNUMA também está trabalhando com lideranças mundiais para desenvolver um novo e ambicioso Marco Pós-2020 de Biodiversidade e chamar a atenção de tomadores de decisão para questões emergentes (como zoonóticos). À medida que o mundo responde e se recupera da atual pandemia, precisará de um plano robusto para proteger a natureza, para que a natureza possa proteger a humanidade. |
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Posted: 06 Apr 2020 10:29 AM PDT
Presidente italiano, Sergio Mattarella, fala durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra. Foto: OIT/Marcel Crozet
A decisão foi tomada após restrições de viagens impostas em todo o mundo devido à pandemia e à necessidade de garantir a saúde e o bem-estar de delegadas(os) e funcionárias(os). Em vista disso, a 109ª Reunião da Conferência ocorrerá em junho de 2021. Apesar do adiamento da Conferência, a OIT e seus escritórios em todo mundo continuam trabalhando e seguirão a trabalhar em estreita colaboração com seus constituintes, parceiros de desenvolvimento e o sistema multilateral. A Organização está direcionando esforços significativos para abordar respostas políticas e técnicas à pandemia, a curto e longo prazo. A Conferência Internacional do Trabalho é realizada uma vez por ano em Genebra, na Suíça, para discutir questões-chave no mundo do trabalho, desenvolver e adotar Normas Internacionais do Trabalho e monitorar sua aplicação. A Conferência reúne representantes de governos, de trabalhadores e de empregadores dos 187 Estados-membros da OIT. |
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Posted: 06 Apr 2020 10:03 AM PDT
E enquanto as pessoas estão engajadas nas medidas de distanciamento social, como acontece em qualquer crise ou pandemia, as mulheres estão sendo afetadas pela COVID-19 de maneiras diferentes e menos visíveis. Enquanto todas as pessoas fazem a sua parte para retardar a disseminação da COVID-19 praticando o distanciamento e o isolamento social, a ONU Mulheres compartilha algumas das melhores recomendações para apoiar a igualdade de gênero em casa, em cada canto do planeta. 1. Compartilhe os cuidados em casaDesde cozinhar e limpar, buscar água e lenha ou cuidar de crianças e pessoas idosas, as mulheres realizam três vezes mais tarefas domésticas e trabalho não remunerado do que os homens.Enquanto mais e mais pessoas e famílias estão isoladas em suas casas para impedir a propagação da COVID-19, as responsabilidades com os cuidados estão sempre em alta. Cabe a toda família compartilhar o cuidado: o apoio a crianças por meio de ensino à distância ou a pessoas idosas e vulneráveis, cozinhar, limpar e administrar as famílias. 2. Conheça os fatos da COVID-19Embora as pessoas estejam se ajustando às novas normas e processam a ansiedade e a preocupação frente à pandemia, é muito importante conhecer todos os fatos e impedir a disseminação de informações erradas.Obtenha informações de fontes confiáveis e de especialistas. Você pode aprender mais sobre por que o gênero é importante na resposta à COVID-19 e obter informações e análises atualizadas na ONU Mulheres no documento: Igualdade de gênero é importante na resposta do COVID-19 (em inglês). E aprenda mais com as Nações Unidas aqui: https://nacoesunidas.org/tema/ 3. Leia, assista, ouça e compartilhe histórias de mulheresMantenha-se em segurança, com tarefas e aprenda mais sobre feminismo enquanto fica em casa. Leia um livro feminista que reflete como as experiências das mulheres ao redor do mundo são realmente diversas.Aqui estão as recomendações da ONU Mulheres para você começar. Encontre programas, podcasts, contas de mídia social e filmes exibidos, escritos ou produzidos por mulheres. Confira a coleção “Porque ela assistiu” elaborada pela ONU Mulheres na Netflix, que celebra as histórias de mulheres inspiradoras. Se você está procurando mais informações sobre a história dos direitos das mulheres, confira a linha do tempo interativa da ONU Mulheres. 4. Fale sobre a igualdade de gênero com sua famíliaDistanciamento social significa que o lar se torna uma escola para muitas famílias em todo o mundo. Adicione feminismo ao currículo.Converse sobre igualdade de gênero com sua família, amigos e amigas – especialmente crianças, meninos e meninas. Conversando com as crianças sobre igualdade entre todos os sexos e o que ainda precisa ser feito para alcançarmos um mundo igual, você as prepara para liderar o caminho para um futuro melhor para todas as pessoas. 5. Continue seu ativismo onlineEm todo o mundo, as mulheres estão sendo desproporcionalmente afetadas pelo impacto social e econômico da crise do novo coronavírus, o que exacerba as desigualdades de gênero já existentes.Continue a defender os direitos das mulheres e a igualdade de gênero participando da campanha Geração Igualdade, da ONU Mulheres, e expressando o seu compromisso com um futuro igual nas mídias sociais, usando #GeraçãoIguadade. Você pode baixar GIFs legais, slogans e muito mais em nosso pacote de mídia social. Você também pode encontrar cards de dados, imagens e vídeos informativos sobre o #coronavírus e mensagens de solidariedade no pacote de mídia social #COVID19 da ONU Mulheres. 6. Apoie a causaAs mulheres foram duramente atingidas pela COVID-19, pois constituem 70% das pessoas que trabalham do setor social e de saúde em todo o mundo e estão na linha de frente da resposta.Mais mulheres trabalham na economia informal e em empregos com salários mais baixos, e elas têm menos meios de se ajustar às dificuldades em suas vidas. Quando as famílias são colocadas sob pressão, a violência doméstica geralmente aumenta, assim como a exploração sexual. A COVID-19 provavelmente está impulsionando tendências semelhantes no momento. A ONU Mulheres está trabalhando para apoiar todas as mulheres na linha de frente da luta contra essa pandemia; promova acordos de trabalho flexíveis para mulheres com uma carga de cuidados; e priorize serviços para prevenir a violência doméstica baseada em gênero. Agora você também pode ajudá-las. Por favor, doe hoje em donate.unwomen.org 7. Eduque-seO distanciamento social e a auto-quarentena significam mais tempo para aprender. Sobre igualdade de gênero em emergências à infraestrutura, faça um dos cursos online gratuitos e de ritmo individual da ONU Mulheres.Você também pode fazer passeios virtuais e ver exposições online de alguns dos museus mais famosos do mundo, do Musée d’Orsay em Paris ao Museu Britânico em Londres, Van Gogh Museum em Amsterdã, Guggenheim na cidade de Nova Iorque e muito mais. Enquanto você está em distanciamento social, aproveite a oportunidade para aprender sobre mulheres artistas que foram negligenciadas ao longo da história e continuam subvalorizadas. Você pode até aprender sobre os principais marcos do movimento pelos direitos das mulheres, o progresso, a retração e as vozes e aspirações de mulheres líderes de todos os cantos do mundo na exposição online “Geração Igualdade: a hora é agora!” 8. Faça sua parte, salve vidasHá muitas maneiras de você se conectar à sua comunidade enquanto está em distanciamento social. Pratique a solidariedade social, com distância física!O que quer que você esteja passando agora, saiba que há alguém passando por experiências semelhantes, tentando se ajustar a esse novo normal. Apoiar as pessoas ao seu redor e ficar perto da sua comunidade pode ajudar a permanecer forte enquanto ajuda as outras pessoas. 9. Cuide da sua saúde mentalPriorizar a saúde mental é importante durante períodos de alto estresse. Defina um lembrete para dar um tempo nas notícias. Encontre momentos de felicidade se conectando com amigos, amigas e familiares, relaxando e praticando a atenção plena.Como a pandemia da COVID19 está mantendo a maioria das pessoas longe de pessoas amadas, é completamente normal sentir ansiedade, exclusão ou se sobrecarregar com as responsabilidades profissionais ou familiares. Lembre-se, você não está sozinha, sozinho. Estamos juntas e juntos nisso. Nós vamos superar isso juntas e juntos. |
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Posted: 06 Apr 2020 09:53 AM PDT
Em uma mensagem especial em vídeo dedicada ao Dia Mundial da Saúde, lembrado anualmente em 7 de abril, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou que a data é marcada em um ano particularmente difícil para todos. “Hoje, minha mensagem é para nossos profissionais de saúde – enfermeiras(os), parteiras(os), técnicos, paramédicos, farmacêuticos, médicos, motoristas, profissionais de limpeza, administradores e muitos outros – que trabalham dia e noite para nos manter seguros”, disse. “Hoje, estamos mais profundamente gratos do que nunca a todos vocês, enquanto trabalham sem parar, colocando-se em risco, para combater os danos dessa pandemia.” Ele lembrou que 2020 é o ano internacional das(os) profissionais de enfermagem e obstetrícia, reconhecendo “sua experiência e compromisso especiais”. “Todos nós temos motivos para agradecer pelo cuidado e profissionalismo das(os) enfermeiras(os) e parteiras(os). Eu sei que eu tenho”, disse Guterres. O secretário-geral lembrou que enfermeiras e enfermeiros assumem alguns dos maiores encargos com a saúde, realizando trabalhos difíceis e aguentando longas horas – muitas vezes com risco de lesões, infecções e uma carga de saúde mental pesada. “Elas(es) geralmente oferecem conforto no final da vida”, lembrou. Já as parteiras proporcionam conforto no início da vida, acrescentou. “Durante uma pandemia, o trabalho delas(es) é ainda mais desafiador, pois trazem nossos recém-nascidos com segurança para este mundo.” E encerrou: “Às(os) enfermeiras(os) e parteiras(os) do mundo: obrigado pelo seu trabalho. Nestes tempos traumáticos, digo a todos os profissionais de saúde: estamos com você e contamos com você. Vocês nos deixam orgulhosos; vocês nos inspiram. Somos gratos a vocês. Obrigado pela diferença que estão fazendo, todos os dias e todos os lugares.” |
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Posted: 06 Apr 2020 09:19 AM PDT
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ou 75 minutos de alta intensidade por semana, ou uma combinação de ambos. Essas sugestões podem ser realizadas mesmo em casa, sem equipamento especial e com espaço limitado. À medida que novos casos da COVID-19 continuam aumentando, muitos indivíduos saudáveis e fisicamente ativos estão sendo obrigados a ficar em casa em isolamento social. Em muitos países, academias de ginástica e outros locais onde as pessoas normalmente realizam atividades físicas estão fechadas e permanecerão assim para conter a disseminação do coronavirus. Ficar em casa por períodos prolongados pode representar um desafio para permanecer fisicamente ativo. O comportamento sedentário e os baixos níveis de atividade física podem ter efeitos negativos na saúde, bem-estar e qualidade de vida dos indivíduos. O isolamento social também pode causar estresse adicional e desafiar a saúde mental dos cidadãos. Os diferentes modos de realizar atividade física e relaxamento podem ser ferramentas valiosas para ajudar as pessoas manterem a calma e continuarem a proteger sua saúde durante esse período. A seguir, estão algumas dicas sobre como permanecer ativo e reduzir o comportamento sedentário em casa:Faça pausas curtas e ativas durante o dia. Breves períodos de atividade física somam às recomendações semanais. Você pode usar os exercícios sugeridos abaixo como inspiração para estar ativo todos os dias. Dançar, brincar com crianças e realizar tarefas domésticas, como limpeza e jardinagem, são outros meios para se manter ativo em casa.Siga uma aula de exercícios online. Aproveite as aulas de exercícios online. Muitos deles são gratuitos e podem ser encontrados no YouTube. Se você não tem experiência em executar esses exercícios, tenha cuidado e esteja ciente de suas próprias limitações. Ande. Mesmo em espaços pequenos, andar pode ajudá-lo a permanecer ativo. Se você receber uma ligação, fique em pé ou ande pela casa enquanto fala, em vez de sentar. Se você decidir sair para caminhar ou se exercitar, mantenha uma distância de pelo menos 1 metro das outras pessoas. Levante-se. Reduza seu tempo sedentário, levantando-se sempre que possível. Idealmente, tente interromper o tempo sentado e reclinado a cada 30 minutos. Considere montar uma mesa para continuar trabalhando em pé. Durante o lazer sedentário, priorize atividades cognitivamente estimulantes, como leitura, jogos de tabuleiro e quebra-cabeças. Relaxe. Meditação e respirações profundas podem ajudá-lo a manter a calma. Alguns exemplos de técnicas de relaxamento estão disponíveis abaixo. Para uma saúde plena, também é importante lembrar de comer de forma saudável e manter-se hidratado. A OMS recomenda beber água em vez de bebidas açucaradas. Adultos devem limitar ou evitar bebidas alcoólicas. Jovens, mulheres grávidas e lactantes não devem consumirbebiba alcoólica. Abuse das frutas e vegetais e limite a ingestão de sal, açúcar e gordura. Prefira grãos integrais ao invés de alimentos refinados. Para obter mais orientações sobre como comer de maneira saudável, veja aqui o informativo da OMS sobre alimentaçãosaudável. Exemplos de exercícios que podem ser feitos em casaPara ajudar as pessoas a permanecerem fisicamente ativas, a OMS preparou uma rotina de exercícios que podem ser realizados em casa.Elevação dos joelhos alternados com cotovelos Toque um joelho com o cotovelo oposto, alternando os lados. Encontre o seu próprio ritmo. Tente fazer isso por 1 a 2 minutos, descanse por 30 a 60 segundos e repita até 5 vezes. Este exercício deve aumentar a sua frequência cardíaca e as taxas de respiração. Prancha Apoie os antebraços firmemente no chão com os cotovelos na linha dos ombros. Mantenha os quadris no nível da cabeça. Mantenha a posição por 20 a 30 segundos (ou mais, se possível) e descanse por 30 a 60 segundos. Repita até 5 vezes. Este exercício fortalece seu abdômen, braços e pernas. Extensão do tronco Deite de bruços e toque as orelhas com as pontas dos dedos e levante a parte superior do corpo, mantendo as pernas no chão. Abaixe a parte superior do corpo novamente. Execute este exercício 10 a 15 vezes (ou mais), descanse por 30 a 60 segundos e repita até 5 vezes. Este exercício fortalece os músculos das costas. Agachamento Coloque os pés na distância do quadril, com os dedos dos pés apontando levemente para fora. Dobre os joelhos até o ponto de seu conforto, mantendo os calcanhares no chão e os joelhos na linha (e não a frente) dos pés. Flexione e estenda os joelhos. Execute este exercício 10 a 15 vezes (ou mais), descanse por 30 a 60 segundos e repita até 5 vezes. Este exercício fortalece suas pernas e glúteos. Elevação lateral do joelho Toque o joelho em seu cotovelo, elevando-os lateralmente, um lado de cada vez. Encontre o seu próprio ritmo. Tente fazer isso por 1 a 2 minutos, descanse por 30 a 60 segundos e repita até 5 vezes. Este exercício deve aumentar a sua frequência cardíaca e as taxas de respiração. Perdigueiro Coloque as mãos na linha dos ombros e os joelhos na linha dos quadris. Levante um braço para frente e a perna oposta para trás, alternando os lados. Execute este exercício 20 a 30 vezes (ou mais), descanse por 30 a 60 segundos e repita até 5 vezes. Este exercício fortalece seu abdômen, glúteos e músculos das costas. Ponte Deixe os pés firmes no chão com os joelhos sobre os calcanhares. Levante os quadris tanto quanto se sente confortável e lentamente abaixe-os novamente. Realize este exercício 10-15 vezes (ou mais), descanse por 30-60 segundos e repita até 5 vezes. Este exercício fortalece seus glúteos. Extensão dos cotovelos na cadeira Apoie-se no assento de uma cadeira com os pés a cerca de meio metro de distância da cadeira. Flexione os cotovelos enquanto abaixa os quadris em direção ao chão, depois estenda os cotovelos de modo a elevar o peso do seu corpo. Realize este exercício 10-15 vezes (ou mais), descanse por 30-60 segundos e repita até 5 vezes. Este exercício fortalece seus tríceps. Alongamento de peitoral Entrelaça os dedos atrás das costas. Estique os braços e alongue o peito para a frente. Mantenha esta posição por 20-30 segundos (ou mais). Esta posição alonga seu peitoral e ombros. Alongamento do tronco Com os joelhos flexionados no chão, traga seus quadris para os calcanhares. Relaxe seu abdômen sobre as coxas e alongue ativamente os braços para a frente. Respire normalmente. Mantenha esta posição por 20-30 segundos (ou mais). Esta posição alonga suas costas, ombros e laterais do corpo. Meditação sentada Sente confortavelmente no chão com as pernas cruzadas (uma alternativa é sentar-se em uma cadeira). Certifique-se de que suas costas estão retas. Feche os olhos, relaxe seu corpo e aprofunde progressivamente sua respiração. Concentre-se apenas em sua respiração, tentando deixar de lado as preocupações. Mantenha-se nesta posição por 5-10 minutos ou mais, para relaxar e esvaziar sua mente. Pernas para cima da parede Aproxime os quadris (5-10 cm) da parede e deixe as pernas descansarem para cima. Feche os olhos, relaxe seu corpo e aprofunde progressivamente sua respiração. Concentre-se apenas em sua respiração, tentando deixar de lado as preocupações. Descanse nesta posição por até 5 minutos. Esta posição deve ser confortável, relaxante e desestressante. |
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Posted: 06 Apr 2020 07:30 AM PDT
Soldados que integram as forças de paz da ONU são conhecidos como capacetes azul. Foto: ONU/Marie Frechon
Leia a íntegra: Ninguém, nenhuma comunidade, nenhum país está imune desta pandemia mortal. Esta é uma crise de dimensões globais, com impactos humanos, sociais e econômicos devastadores como já temos visto pelo que está acontecendo ao redor do mundo. Como chefe das Operações de Paz das Nações Unidas, estou particularmente preocupado com aquelas áreas onde a COVID-19 vai encontrar com o conflito armado. Pessoas em ambientes políticos frágeis, onde indivíduos estão vivendo em sociedades afetadas por conflito ou pós-conflito, com pouca ou nenhuma infraestrutura ou redes de segurança sanitária ou social, estão especialmente em risco. Como você lava as mãos sem acesso a água limpa? E agora para as mulheres que pagam um preço desproporcional como cuidadoras e integrantes das linhas de frente e que podem perder a habilidade de alimentar suas famílias por conta de economias em colapso? E se, além de tudo isso, pessoas estão vivendo sob ameaça de grupos armados ou atos terroristas? Assim como o corpo não pode se defender bem com um sistema imunológico comprometido, populações que são privadas de sistemas de saúde funcionais e redes de apoio são ainda mais vulneráveis à pandemia e suas consequências. O mesmo pode ser dito para lugares onde nossas operações de paz atuam – civis vulneráveis são os que correm mais risco. Continuando nossa missão de promover resolução de conflito Os trabalhadores das forças de paz das Nações Unidas não são remédio para a COVID-19, mas em muitos lugares eles são parte do plano de tratamento. Operações de paz devem continuar seu trabalho e manter capacidade operacional, assim podemos entregar nosso mandato de salvar vidas – promovendo resolução de conflito e protegendo as populações que servimos, assim como nosso pessoal da ONU. Em países como República Democrática do Congo, República Centro Africana, Mali e Sudão do Sul, onde a paz é frágil e as populações já sofreram muito, nossas missões estão apoiando as autoridades estatais e outros parceiros. Seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), continuamos a patrulhar, enquanto aplicamos as regras de distanciamento social e aumentamos o uso de recursos online. Enquanto isso, continuamos a dar toda a assistência direta que podemos, incluindo proteção a depósitos e a suprimentos humanitários. Nossas aeronaves estão voando numa época em que muitas outras não estão. Como sempre, isto é uma parceria. Os estados-membro que enviam pessoal militar e policial estão trabalhando conosco para suspender ou adiar planos de remanejamento e rotação. É hora de silenciar as armas Manter os capacetes azuis no terreno para ajudar a conter a pandemia é um passo importante para ajudar os países a vencer este desafio. Por isso, precisamos do apoio dos estados-membros mais do que nunca, em linha com a iniciativa Ação para Forças de Paz do Secretário-Geral (A4P), que permanece no cerne do nosso trabalho. A disposição deles em permanecerem comprometidos com as operações de paz é central para nossa habilidade de ajudar. No terreno, nós rapidamente adicionamos medidas de precaução, incluindo quarentena e confinamento, em cooperação com as autoridades do país anfitrião. Nossas missões também estão trabalhando de perto com autoridades nacionais para apoiar suas respostas. Estamos dando suporte multifacetado: estamos facilitando comunicações remotas graças a nossos meios tecnológicos, estamos ajudando a garantir que cadeias de suprimento críticas sejam mantidas e nosso pessoal está alertando as comunidades sobre o coronavírus, através de plataformas de rádio local e mídia digital, assim como durante o patrulhamento. A luta contra este vírus mortal – nosso inimigo comum – requer que todos nós estejamos unidos e atuemos juntos. Todos os trabalhadores das Forças de Paz da ONU que estão atualmente mobilizados merecem nosso apoio e gratidão; estes homens e mulheres continuam a servir sob a bandeira azul na causa da paz, em condições ainda mais difíceis em razão da COVID-19. Graças a eles, os esforços em consolidar a paz não enfraqueceram, apesar deste vírus que eles estão ajudando a combater. No dia 23 de março, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU afirmou que “é tempo de colocar o conflito armado em confinamento e focarmos juntos na verdadeira luta das nossas vidas”, pedindo que as partes beligerantes ao redor do mundo se comprometam com um cessar-fogo global. Nossas missões têm espalhado esta mensagem e a estamos repetindo agora – é tempo de silenciar as armas. (*) Jean-Pierre Lacroix é chefe das Forças de Paz das Nações Unidas. Este artigo foi publicado no jornal Le Monde no dia 2 de abril de 2020. |
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politica evolutiva mundo laico pela separação da religião do estado por la separação de la religión del estado evolutionary secular political world ,the separation of religion from state Эволюционный светская политическая мир отделение религии от государства/العالم السياسي العلماني التطوري فصل الدين عن الدولة עולם פוליטי חילוני אבולוציונית הפרדת דת מהמדינה
segunda-feira, 6 de abril de 2020
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