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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Posted: 20 Apr 2020 12:42 PM PDT
Crianças agachadas em um chão de terra. Elas olham para a câmera, sem sorrir. Foto: Watad/UNICEF
Por Henrietta Fore*
Hoje existem 250 milhões de crianças em todo o mundo vivendo em áreas em conflito. Para cada uma dessas crianças, é essencial que as partes em guerra atendam ao chamado do secretário-geral da ONU de depor suas armas como parte de um cessar-fogo global para enfrentar a pandemia da COVID-19. Cada uma dessas crianças precisa enfim ser protegida da violência.
As partes em conflito não serão capazes de combater a COVID-19 enquanto ainda lutam entre si.
No entanto, quase um mês após o apelo do secretário-geral, conflitos violentos continuam sendo travados em partes do Afeganistão, Burkina Faso, Iêmen, Líbia, Mali, Síria e Ucrânia, entre outros.
Para as crianças que vivem esse pesadelo, um cessar-fogo pode significar a diferença entre a vida e a morte.
Um cessar-fogo global protegeria as crianças de serem mortas, mutiladas ou forçadas a partir de suas casas por causa dos conflitos. Pararia os ataques a infraestruturas vitais, como centros de saúde e sistemas de água e saneamento. Isso abriria espaço para populações vulneráveis acessarem serviços essenciais, como assistência médica – serviços essenciais para interromper uma pandemia. Isso criaria oportunidades para o envolvimento com as partes em conflitos pela libertação segura de crianças de forças e grupos armados.
Houve alguns desenvolvimentos positivos, com as partes em conflitos em 11 países já comprometidas com a cessação das hostilidades durante a pandemia.
No entanto, muito mais precisa ser feito para haver uma diferença significativa para as crianças nesses locais.
Primeiro, todas as partes em conflito devem fazer e respeitar acordos de cessar-fogo, ponto final.
Segundo, as autoridades e grupos que controlam o território devem facilitar o acesso sem restrição ao pessoal humanitário, para que possamos alcançar crianças e famílias com serviços essenciais, incluindo alimentação, saúde, proteção, água e saneamento. Esse acesso também pode ser usado para reparar ou reabilitar infraestruturas-chave que podem ter sido afetadas pelos combates, para que as populações sejam mais bem protegidas da propagação da COVID-19.
Terceiro, forças e grupos armados não devem impedir a entrega de suprimentos de socorro ou impedir que as pessoas necessitadas obtenham serviços. Todos os civis sob o controle do governo ou de grupos da oposição devem receber assistência vital para sua sobrevivência e bem-estar.
Quarto, as partes em conflito devem libertar todas as crianças mantidas em detenção por causa dos conflitos armados ou de segurança nacional. Forças e grupos armados também devem libertar crianças de dentro de suas fileiras. Como sempre, o UNICEF está pronto para ajudar as autoridades para se preparem para libertar crianças, inclusive pela identificação de condições seguras.
Enquanto os combates continuam, o mesmo acontece com a marcha silenciosa da COVID-19 contra crianças e populações vulneráveis, presas no meio dos dois.
Um cessar-fogo global serviria de modelo de cooperação e solidariedade para combater a COVID-19, uma pandemia que ameaça toda a humanidade, especialmente os mais vulneráveis entre nós. Um cessar-fogo não apenas melhoraria significativamente nossas chances de derrotar a doença a curto prazo, como também poderia estabelecer as bases para uma paz estável e duradoura – e isso seria decisivo para as crianças e seu futuro.
Henrietta Fore, diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
 
Posted: 20 Apr 2020 12:17 PM PDT
WFP Centro de Excelência contra a Fome Brasil firmou parceria com a startup de impacto social Ribon para levantar fundos para fornecer itens de limpeza e proteção a escolas públicas brasileiras.
No Brasil, as aulas na rede pública foram suspensas como parte das medidas de combate à pandemia da COVID-19. Isso significa que mais de 40 milhões de crianças atendidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar estão sem receber refeições escolares todos os dias.
Uma nova lei aprovada nas últimas semanas, entretanto, permite que prefeituras e governos estaduais distribuam às famílias desses alunos os alimentos que seriam utilizados para elaborar as refeições durante o período de suspensão de aulas.
Mas muitas dessas escolas estão precisando de kits de higiene e proteção (luvas, detergente, esponja) para fazer a entrega de maneira segura, sem expor as famílias e os profissionais.
Após o período de arrecadação dentro do aplicativo, os itens serão adquiridos por meio de chamada pública e então distribuídos às escolas.
Os municípios beneficiados estarão dentro do grupo daquelas cidades com menos de 25 mil alunos, e que já começaram a distribuição dos alimentos desde o início da pandemia. Os critérios, entretanto, serão reavaliados constantemente ao longo da campanha.

Como funciona

Para doar, basta baixar o aplicativo Ribon aqui. Ao acessar o aplicativo, os usuários podem fazer doações gratuitas usando seus ribons, que são moedas virtuais acumuladas diariamente no app.
Para ganhar as moedas, os usuários podem ler notícias de impacto social que são do seu interesse ou fazer uma doação em dinheiro. Com 100 ribons, é possível fornecer o equivalente a 1 refeição escolar sem risco de contaminação.
Para saber mais sobre a campanha e baixar o aplicativo acesse rib.app.link/wfpbrasil

Sobre a Ribon

A socialtech foi fundada em Brasília pelo então estudante de Engenharia de Produção da UnB (Universidade de Brasília), Rafael Rodeiro, em 2016. Três anos depois, a Ribon passou por aceleração na Cotidiano, investimento da Redpoint, e atualmente participa do programa CUBO do Itaú.

Sobre o WFP Centro de Excelência

O WFP Centro de Excelência contra a Fome Brasil é um hub global de diálogo para formação de políticas públicas, aprendizagem, desenvolvimento de capacidades e assistência técnica Sul-Sul.
É parte do departamento de Programas e Políticas Públicas do Programa Mundial de Alimentos (WFP), maior agência humanitária do mundo, que presta assistência a mais de 86 milhões de pessoas globalmente.
O Centro de Excelência é o resultado de uma parceria que existe desde 2011 entre o WFP e o governo do Brasil.
O escritório apoia governos em África, Ásia e América Latina no desenvolvimento de soluções sustentáveis, programas e políticas públicas contra a fome que sejam geridas por governos nacionais.
O maior objetivo do WFP Centro de Excelência é aproximar países que enfrentam desafios similares nas áreas de segurança alimentar e nutricional, com foco especial em programas de compra local para alimentação escolar ligados à agricultura familiar e à nutrição.
 
Posted: 20 Apr 2020 12:00 PM PDT
No sentido anti-horário, Lang Lang, Celine Dion, Lady Gaga eAndrea Bocelli cantam "Prayer". Foto: Reprodução
No sentido anti-horário, Lang Lang, Celine Dion, Lady Gaga eAndrea Bocelli cantam “Prayer”. Foto: Reprodução
O especial One World Together At Home reuniu no sábado (18) alguns dos maiores músicos e artistas do mundo para celebrar os trabalhadores de todo o planeta que lutam contra a pandemia de COVID-19.
O evento foi organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela iniciativa Global Citizen e pela artista norte-americana Lady Gaga, que definiu o espetáculo como “uma carta de amor ao mundo”.
Centenas de pessoas participaram do espetáculo que juntou música com depoimentos de trabalhadores de saúde de todo o mundo e das comunidades que os apoiam.
Ao longo de mais de oito horas, participaram artistas de várias gerações, incluindo Rolling Stones, Stevie Wonder, Billie Eilish, Paul McCartney, Beyoncé, John Legend, Lizzo, Jennifer Hudson, Taylor Swift e Elton John.
Em mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o mundo enfrenta “uma crise como nenhuma outra” e precisa se unir para superá-la.
O chefe da ONU contou que, “através da linguagem universal da música”, o mundo saudava “a bravura e o sacrifício de heróis na área da saúde e outras.”
Guterres repetiu o seu pedido de um cessar-fogo global, dizendo que este é necessário para que o mundo “se concentre no inimigo comum, o vírus.”
Ele afirmou ainda que, unidos, derrotaremos o vírus e reconstruiremos “um mundo mais justo, como cidadãos globais unidos e nações unidas.”
Falando no início do evento, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Tijjani Muhammad-Bande, disse que “a solidariedade tem sido a primeira e melhor linha de defesa” nos 75 anos das Nações Unidas.
Segundo ele, os funcionários de saúde e todos os trabalhadores essenciais “personificam o melhor da humanidade, ao cuidar dos mais vulneráveis, muitas vezes com grandes sacrifícios pessoais.”

Vulneráveis

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, também participou, lembrando o tema da campanha para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de “não deixar ninguém para trás”.
Lembrando que “a COVID-19 é uma ameaça para as pessoas em todos os lugares”, ela pediu que o mundo “continue lutando unido para impedir a pandemia, apoiar os mais vulneráveis e recuperar melhor, em solidariedade”.
Encerrando a noite, o chefe da OMS, Tedros Ghebreyesus, descreveu o último número, com Lady Gaga, Celine Dion, John Legend, Andrea Bocelli e Lang Lang cantando “Prayer”, como “um belo final para um concerto importante, que trouxe solidariedade, compaixão, arte e humor a milhões de pessoas, por muitas horas e fusos horários”.
 
Posted: 20 Apr 2020 11:50 AM PDT
Enquanto todo o Sistema da ONU está unido para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, a Organização também está aumentando esforços para dar voz ao público global através da iniciativa para seu aniversário de 75 anos – UN75. Lançada em janeiro, a iniciativa acontecerá ao longo de 2020 para dar a todas as pessoas a oportunidade de elencar as prioridades globais ao participar do diálogo UN75 ou completando uma pesquisa online de apenas um minuto, disponível em http://www.un75.online, com perguntas em 53 línguas, incluindo português.
Resultados preliminares, baseados em dados coletados entre 1º de janeiro de 2020 e 24 de março de 2020 foram publicados hoje:
1. Uma grande maioria – 95% – dos participantes concordaram com a necessidade dos países trabalharem juntos para lidar com tendências globais, com um notório apoio a partir do fim de fevereiro, quando a crise causada pela COVID-19 se espalhou pelo mundo. O apoio surge em todas as faixas etárias e níveis de escolaridade. Ideias de reforço da cooperação internacional incluem parcerias mais efetivas com a sociedade civil e o setor privado, maior envolvimento de mulheres, jovens, povos indígenas e grupos vulneráveis na construção de políticas públicas.
2. Clima e meio ambiente estão no topo da lista de assuntos que mais afetarão a humanidade no futuro – com mais do que o dobro de respostas do que qualquer outro assunto. Conflito e violência aparecem em segundo, riscos em saúde em terceiro, tendo um aumento acentuado desde o início de março.
3. As cinco prioridades de futuro citadas foram proteção ambiental, proteção de direitos humanos, menos conflitos, acesso igualitário a serviços básicos e discriminação zero.
“Anseio pelos nossos esforços continuados para garantir que o aniversário de 75 anos da nossa Organização seja significativo e para usar este marco para refletir na cooperação multilateral que o mundo precisa neste tempo, ambos para enfrentar imediatamente a pandemia e para alcançar os objetivos de longo termo pelos quais as Nações Unidos foram fundadas”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Além da pesquisa online, a iniciativa UN75 envolve diálogos – a maioria agora no ambiente digital – organizados por parceiros em todo o mundo. Estes dados serão complementados com pesquisas, pesquisas acadêmicas, e análise de mídia e de mídias sociais em cerca de 70 países. Os resultados serão apresentados em setembro de 2020, durante a comemoração oficial do aniversário de 75 anos da ONU. Um relatório final será publicado em janeiro de 2021.
Os dados parciais coletados entre janeiro e março incluem 35.556 pesquisas online de 186 estados membros, além de 5.688 participações através de aplicativos. Mais de 330 diálogos aconteceram em 87 países-membros da ONU.
Participe da pesquisa aqui.
 
Posted: 20 Apr 2020 11:44 AM PDT
Sergio Vieira de Mello, fotografado em outubro de 1996 na sede do ACNUR, em Genebra Foto: A. Hollmann/ACNUR
Com apenas 21 anos de idade, Sérgio Vieira de Mello iniciou sua trajetória trabalhando com ajuda humanitária. Sua carreira começou na Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), cuja principal missão é proteger pessoas que foram forçadas a deixar tudo para trás para escapar de guerras, conflitos e perseguições.
Sérgio Vieira de Mello nasceu no Rio de Janeiro e mudou-se para a França, no início dos anos 60, para estudar filosofia em Paris, onde participou das manifestações de maio de 68. Tornou-se funcionário da ONU no ano seguinte, quando tinha apenas 21 anos. Passou a maior parte de sua carreira servindo missões pelo ACNUR. Atuou em crises humanitárias em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Camboja, trabalhando com refugiados e em contextos de guerra.
No Sudão, Sérgio participou diretamente das operações do ACNUR para o transporte aéreo de bens domésticos e alimentos para refugiados sudaneses e repatriados após a assinatura de um acordo de paz que pôs fim a 17 anos de guerra civil.
No Camboja, uma das operações mais complexas do ACNUR até então, Vieira de Mello coordenou a repatriação de 360 mil cambojanos refugiados. Também foi responsável pela operação de repatriação e reintegração de moçambicanos que deixaram o país durante a guerra. Foi então que, aos 28 anos, Sérgio assumiu o comando do escritório do ACNUR em Moçambique, tornando-se um dos mais jovens representantes do ACNUR em operação de campo.
Entre 1999 e 2002, Sérgio liderou a missão da ONU que acompanhou a transição do Timor Leste para a independência. O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmava que Sérgio era “a pessoa certa para resolver qualquer problema”. O compromisso do brasileiro com as causas humanitárias o levou ao cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos em 2002.
Em 2003, enquanto atuava como representante oficial do Secretário-geral das Nações Unidas para o Iraque, buscando solucionar o violento conflito que assolava o país, Sérgio foi vítima de um ataque fatal à sede da ONU em Bagdá.
A memória e legado de Sérgio Vieira de Mello está viva em todos que dedicam suas vidas às causas humanitárias e em todos que cultivam valores de paz, tolerância e cooperação. Sua história é um marco para o ACNUR, para o Brasil e para o mundo, e as lições que sua vida inspira sempre trarão a esperança de um mundo melhor.
Desde 2003, o ACNUR implementa a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) em cooperação com centros universitários de todo o Brasil e com o Comitê Nacional para Refugiados (CONARE). Ao longo dos anos, a Cátedra tem se revelado um ator fundamental para garantir que pessoas refugiadas e solicitantes de refúgio tenham acesso a direitos e serviços no Brasil, oferecendo ainda apoio ao seu processo de integração local.
Confira aqui o trailer do filme Sergio, que está disponível na Netflix.

 
Posted: 20 Apr 2020 11:01 AM PDT
Fatima, 16, e seu filho recém-nascido em um abrigo para meninas e mulheres que sofreram violência sexual e de gênero, em Mogadíscio, Somália. Foto: UNICEF / Kate Holt
Fatima, 16, e seu filho recém-nascido em um abrigo para meninas e mulheres que sofreram violência sexual e de gênero, em Mogadíscio, Somália. Foto: UNICEF / Kate Holt
A relatora especial das Nações Unidas sobre violência contra as mulheres, suas causas e consequências, Dubravka Šimonović, está acompanhando de perto os impactos da pandemia de COVID-19 no direito das mulheres a uma vida livre de violência.
Como ela alertou em uma declaração recente em 27 de março de 2020, os esforços para lidar com a atual crise de saúde podem levar a um aumento da violência doméstica contra as mulheres.
De acordo com dados iniciais das polícias e de serviços de linha direta, a violência doméstica já aumentou em muitos países, pois as medidas que impõem isolamento obrigam muitas mulheres a se manterem em casa sob o mesmo teto com os agressores, agravando assim sua vulnerabilidade à violência doméstica, incluindo os feminicídios.
O risco é agravado pelo fato de haver menos intervenções policiais; fechamento de tribunais e acesso limitado à justiça; fechamento de abrigos e de serviços para as vítimas e acesso reduzido aos serviços de saúde reprodutiva.
A relatora especial sobre violência contra a mulher deseja receber todas as informações relevantes sobre o aumento dos casos de violência de gênero no contexto da pandemia de COVID-19 por parte de sociedade civil, Estados, instituições nacionais de direitos humanos, organizações internacionais, academia e outras partes interessadas. As respostas devem refletir sobre os seguintes problemas:
1. Até que ponto houve um aumento da violência contra as mulheres, especialmente a violência doméstica, no contexto das quarentenas promovidas por conta da pandemia de COVID-19? Forneça todos os dados disponíveis sobre o aumento da violência contra as mulheres, incluindo violência doméstica e feminicídios, registrados desde o início da crise de COVID-19.
2. As linhas de apoio administradas pelo governo e/ou sociedade civil estão disponíveis? Houve um aumento no número de chamadas no contexto da pandemia de COVID-19?
3. As mulheres vítimas de violência doméstica podem ter isenção nas medidas restritivas de movimento se enfrentarem violência doméstica?
4. Os abrigos estão abertos e disponíveis? Existem alternativas para abrigos disponíveis se eles estiverem fechados ou sem capacidade suficiente?
5. As ordens de proteção estão disponíveis e acessíveis no contexto da pandemia de COVID-19?
6. Quais são os impactos no acesso das mulheres à justiça? Os tribunais estão abertos e fornecem proteção e decisões em casos de violência doméstica?
7. Quais são os impactos das atuais medidas restritivas e bloqueios no acesso das mulheres aos serviços de saúde? Especifique se os serviços estão fechados ou suspensos, particularmente aqueles que se concentram na saúde reprodutiva.
8. Forneça exemplos de obstáculos encontrados para prevenir e combater a violência doméstica durante os bloqueios provocados pela pandemia de COVID-19.
9. Forneça exemplos de boas práticas para prevenir e combater a violência contra as mulheres e a violência doméstica e combater outros impactos de gênero da pandemia de COVID-19 pelos governos.
10. Forneça exemplos de boas práticas para prevenir e combater a violência contra as mulheres e a violência doméstica e para combater outros impactos de gênero da pandemia de COVID-19 por ONGs e instituições nacionais de direitos humanos ou organismos de igualdade.
11. Envie informações adicionais sobre os impactos da crise de COVID-19 na violência doméstica contra mulheres não cobertas pelas perguntas acima.
Todas as submissões devem ser enviadas para vaw@ohchr.org o mais rápido possível e serão recebidas até 30 de junho de 2020. É necessário fazer as submissões em inglês, francês ou espanhol. Indique se não deseja que a submissão seja disponibilizada ao público.
 
Posted: 20 Apr 2020 08:03 AM PDT
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala em Genebra sobre a pandemia da  COVID-19. Foto: ONU/Eskinder Debebe
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala em Genebra sobre a pandemia da COVID-19. Foto: ONU/Eskinder Debebe
O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse em uma reunião virtual das principais economias globais do G20 no domingo (19) que, embora seja encorajador que alguns países estejam planejando diminuir os bloqueios contra a COVID-19, “é essencial que essas medidas sejam um processo realizado em fases”.
Tedros Adhanom Ghebreyesus reiterou o agradecimento da ONU ao G20 por se comprometer a fortalecer ainda mais o mandato da OMS na coordenação da luta internacional, observando que todos os países do grupo foram afetados e todos estão em diferentes estágios da resposta.
Com alguns países como Áustria, Alemanha e Itália começando a anunciar um alívio das restrições, com base em dados encorajadores como a queda de casos e de mortes em hospitais, Tedros disse que era fundamental ver o levantamento das restrições de movimento “não como o fim da a epidemia em qualquer país; mas apenas o começo da próxima fase”.
“É vital nesta próxima fase que os países eduquem, engajem e capacitem seus cidadãos para prevenir e responder rapidamente a qualquer ressurgimento”, disse ele, acrescentando ser essencial garantir capacidade de “detectar, testar, isolar e cuidar de todos os casos e rastrear todos os contatos e garantir que seus sistemas de saúde tenham capacidade para absorver qualquer aumento de casos.”
Ele recebeu uma promessa do país que está na presidência do G20, a Arábia Saudita, de mobilizar 500 milhões de dólares para apoiar os esforços globais contra a pandemia, incluindo ações concretas com o Global Innovation Hub do G20 para a Saúde, a Digital Health Task Force e o Global Patient Safety Leaders Group.
O chefe da OMS disse estar profundamente preocupado com o fato de que o vírus parece estar agora “ganhando ritmo em países que carecem da capacidade de muitos países do G20 de responder a ele”. “É necessário apoio urgente, não apenas para que possam responder à COVID-19, mas para garantir a continuidade de outros serviços de saúde essenciais.”

OMS soou o alarme “alta e claramente”

Em resposta às críticas dos Estados Unidos e de outros céticos sobre o tratamento dado pela OMS aos estágios iniciais da emergência internacional de saúde na China, Tedros declarou que “desde o início”, a agência “tocou o alarme em tom alto e claro”.
“E continuamos cumprindo nosso mandato de coordenar a resposta global, trabalhando com parceiros para salvar vidas. Reunimos milhares de cientistas e especialistas em todo o mundo para desenvolver orientações técnicas detalhadas para os países. Enviamos suprimentos de diagnóstico de laboratório e equipamentos de proteção individual para muitos países e ampliamos a capacidade de testagem.”
Tedros observou que a OMS treinou mais de 1,5 milhão de profissionais de saúde, lançou o estudo “Solidariedade”, para gerar dados robustos de segurança e eficácia sobre quatro medicamentos, o que pode levar a um avanço no tratamento para diminuir a taxa de mortalidade.
A comunidade internacional se uniu em apoio à resposta global, disse ele ao G20, com mais de 900 milhões de dólares prometidos até agora para o Plano Estratégico de Preparação e Resposta da agência.
Por meio da Força-Tarefa da Cadeia de Suprimentos da ONU, ele disse que a OMS estava trabalhando com o Programa Mundial de Alimentos (WFP) e outros parceiros para distribuir equipamentos de proteção individual a países de todo o mundo.
Tedros concluiu fazendo três pedidos às economias mais poderosas do planeta: “primeiro, exortamos cada um dos países a continuar lutando contra a pandemia com determinação, guiada pela ciência e pelas evidências. Segundo, esperamos que os países do G20 continuem apoiando a resposta global à COVID-19.”
“Em breve publicaremos um segundo Plano Estratégico de Preparação e Resposta, com uma estimativa dos recursos necessários para a próxima fase.”
Por fim, ele pediu a todos os países do G20 que trabalhem juntos para aumentar a “produção e distribuição equitativa” de suprimentos essenciais e que removam barreiras comerciais que colocam em risco os trabalhadores da saúde e seus pacientes.
“A pandemia da COVID-19 nos lembrou uma verdade simples: somos uma só humanidade. Compartilhamos o mesmo planeta. Compartilhamos as mesmas esperanças e sonhos. Compartilhamos o mesmo destino”, concluiu.
 
Posted: 20 Apr 2020 07:24 AM PDT
Foto: UNESCO
A COVID-19 apresentou uma série de novos desafios para pais e responsáveis de crianças, a maioria das quais está fora da escola. No entanto, o confinamento também pode ser uma oportunidade – para a aprendizagem, a criatividade e a descoberta.
Para incentivar essa criatividade, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) está convidando crianças entre 6 e 12 anos a desenhar um dos sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO que seja importante para elas. Pode ser um sítio do Patrimônio Mundial situado em sua própria comunidade, uma lembrança de um período recente de férias em família em um desses sítios, ou um lugar que viram em um livro, em um filme ou em um programa de TV. Para saber mais sobre as histórias por trás de cada sítio do Patrimônio Mundial, acesse aqui a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
A seleção dos desenhos levará em conta a arte, a originalidade e a diversidade.
A Exposição de Pequenos Artistas será exibida no site da UNESCO e o prazo de envio dos desenhos é dia 17 de maio de 2020.
Para se inscrever, é necessário o consentimento dos pais ou dos responsáveis, que deve ser compartilhado por meio da conta do Instagram desses adultos em nome da criança participante. Para ser elegível, a conta do Instagram por meio da qual as inscrições são publicadas deve ser definida como “Pública”, para que sejam visíveis para a UNESCO.
Como participar:
1 – Siga a UNESCO no Instagram
2 – Dê um “like” no post da Convocação da UNESCO para a Exposição de Pequenos Artistas (UNESCO Little Artists Exhibition Call)
3 – Publique no Instagram uma foto e uma breve descrição da obra de arte inspirada em um sítio do Patrimônio Mundial, incluindo o nome do artista, sua idade e seu
país, usando a hashtag #ShareOurHeritage e a tag @unesco
4 – Compartilhe o post da Convocação da UNESCO para a Exposição de Pequenos Artistas (UNESCO Little Artists Exhibition Call) como uma story no Instagram, com a hashtag
#ShareOurHeritage e a tag @unesco tag
Através desta iniciativa, a UNESCO espera que as crianças possam expressar sua criatividade durante esta época difícil e aprender mais sobre o extraordinário patrimônio cultural do mundo. A ideia é também contar com o apoio dos professores, incluindo os membros da Rede de Escolas Associadas da UNESCO (UNESCO Associated Schools Network), para a apoiar e compartilhar esta iniciativa com suas redes de contatos. Uma série online desenvolvida especialmente para crianças e adolescentes, intitulada “Patrimonito’s World Heritage Adventures”, também está disponível no site da UNESCO.
 
Posted: 20 Apr 2020 07:04 AM PDT
A pandemia da COVID-19 encontra a América Latina e o Caribe em um momento fraco em seu desempenho econômico e social. Foto: pixabay/leo2014
A pandemia da COVID-19 encontra a América Latina e o Caribe em um momento fraco em seu desempenho econômico e social. Foto: pixabay/leo2014
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresentará na terça-feira (21) o relatório especial COVID-19 N⁰ 2 sobre o seguimento dos efeitos econômicos e sociais da atual crise decorrente do impacto do novo coronavírus na região, intitulado Dimensionar os efeitos da COVID-19 para pensar a reativação.
O novo relatório, cujo primeiro número foi apresentado no último dia 3 de abril, incluirá dessa vez uma atualização das projeções do crescimento econômico para a região e para cada um de seus países, levando em consideração as consequências que a pandemia poderá acarretar para o desempenho das economias da América Latina e do Caribe em 2020.
A apresentação do relatório será feita por meio de uma coletiva de imprensa virtual, por Alicia Bárcena, Secretária-Executiva da CEPAL, de Santiago, Chile, às 11h do Chile (12h de Brasília).
Será transmitida online pelo site da instituição e de suas redes sociais, como Twitter (@cepal_onu) e Facebook (https://www.facebook.com/cepal.onu).
Os jornalistas poderão enviar suas perguntas com antecedência para o e-mail: conferenciaprensa@cepal.org, que serão respondidas ao vivo pela secretária-executiva da CEPAL ao final da apresentação do documento. As perguntas serão recebidas até às 11h30 do Chile (12h30 de Brasília).
A pandemia da COVID-19 encontra a América Latina e o Caribe em um momento fraco em seu desempenho econômico e social.
A região cresceu a uma taxa estimada de apenas 0,1% em 2019. Como resultado da pandemia, as projeções para 2020 foram corrigidas de uma forma significativa para baixo.
Os detalhes da magnitude da queda na dinâmica econômica regional e de cada país serão divulgados na terça-feira, na apresentação da secretária-executiva da CEPAL.
Os meios de comunicação estão convidados a participar da coletiva de imprensa virtual. Os jornalistas devem conectar-se a partir das 11h do Chile (12h de Brasília) pelo site da CEPAL ou suas redes sociais, como Twitter (@cepal_onu) e Facebook (https://www.facebook.com/cepal.onu).
As perguntas sobre os temas da coletiva devem ser enviadas com antecedência para o e-mail: conferenciaprensa@cepal.org.  Elas serão recebidas até às 11h30 do Chile (12h30 de Brasília) de terça-feira, 21 de abril.
A edição eletrônica completa desse relatório da CEPAL, juntamente com um comunicado de imprensa com detalhes das taxas de crescimento atualizadas, estarão disponíveis no site da CEPAL e na página do Observatório COVID-19 da América Latina e do Caribe na terça-feira, 21 de abril, ao final da coletiva de imprensa.
O quê: Lançamento do Relatório especial COVID-19 N⁰ 2 da CEPAL: intitulado Dimensionar os efeitos do COVID-19 para pensar a reativação.
Quem:
  • Alicia Bárcena, Secretária-Executiva da CEPAL.
Quando: Terça-feira, 21 de abril de 2020, 11h do Chile (12h de Brasília)
Onde: Conexão virtual pelo site da CEPAL.

 
Posted: 20 Apr 2020 05:49 AM PDT
Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus (2019-nCoV), realizado pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em Vírus Respiratórios para o Ministério da Saúde. Foto: IOC/Fiocruz/Josué Damacena
Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus, realizado pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em Vírus Respiratórios para o Ministério da Saúde. Foto: IOC/Fiocruz/Josué Damacena
Um dos maiores desafios do século 21 é o combate à COVID-19 que infectou na última semana mais de 2 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Universidade de Johns Hokins citados por agências internacionais de notícias.
Diante deste cenário, a iniciativa Dia Mundial da Criatividade e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) uniram esforços para lançar uma plataforma de inscrições de soluções inovadoras que apoiam a resposta do Brasil à pandemia.
A partir do dia 21 de abril, empresas, startups e profissionais que tenham iniciativas inovadoras nas áreas de saúde, infraestrutura de saúde, geração de renda e inclusão, lar e família podem cadastrar soluções de qualquer região do país no site www.diamundialdacriatividade.com.br. As inscrições podem ser feitas até 21 de maio.
O mapeamento será aberto e disponível gratuitamente com a intenção de acelerar a conexão e a viabilização de potenciais aquisições, compras e distribuição de produtos e serviços que ajudem no combate aos problemas causados pelo novo coronavírus.
A plataforma ficará disponível para acesso gratuito por governos, organizações do Sistema ONU, instituições privadas, potenciais investidores e pessoas interessadas.
Os critérios de avaliação definidos nos formulários de cadastro levarão em consideração o grau de inovação das soluções inscritas. O regulamento está disponível no site.
“A inovação é um dos princípios do UNOPS, que aposta nela como uma das ferramentas para melhorar a vida das pessoas. Neste contexto de pandemia, é importante conhecer e dar visibilidade a iniciativas inovadoras que trazem soluções para a crise. Por isso, apoiamos o Dia Mundial da Criatividade no Brasil, afirma Claudia Valenzuela, representante do UNOPS no Brasil.
A base de dados cadastrados na plataforma ajudará a identificar e conectar quem busca soluções, produtos ou serviços a quem pode oferecê-los, além de inspirar outras iniciativas e multiplicar soluções.
“Acreditamos que embora existam grandes desafios, a criatividade humana sempre poderá resolvê-los. Por isso, lançamos oficialmente a chamada aberta para soluções inovadoras de combate aos problemas causados pela pandemia do novo coronavírus com o apoio do UNOPS”, diz Lucas Foster, idealizador do Dia Mundial da Criatividade.

Sobre o UNOPS

O UNOPS é um organismo das Nações Unidas. Em todo o mundo, o escritório apoia o Sistema ONU, seus parceiros e governos a fornecer soluções nas áreas de assistência humanitária, desenvolvimento, paz e segurança.
Sua missão é ajudar as pessoas a melhorarem suas condições de vida e os países a alcançarem a paz e o desenvolvimento sustentável, alinhado com os objetivos da Agenda 2030.
Os serviços prestados pelo UNOPS abrangem as áreas de infraestrutura, gerenciamento de projetos, compras, gestão financeira e recursos humanos.
Os parceiros solicitam os serviços para complementar suas próprias capacidades, aumentar a velocidade, reduzir riscos, promover a relação custo-benefício e melhorar a qualidade de seus projetos em diferentes áreas.

Sobre o Dia Mundial da Criatividade

O Dia Mundial da Criatividade é uma iniciativa fundada pelo psicólogo e ativista da criatividade brasileiro Lucas Foster para aumentar a conscientização sobre o papel da criatividade e da inovação na solução de problemas e, por extensão, no desenvolvimento econômico e social sustentáveis.
A comunidade global reúne educadores, empreendedores criativos, líderes empresariais, tecnólogos, formuladores de políticas públicas, pesquisadores e outros agentes de mudança para promover e conectar iniciativas em torno da criatividade, inovação, sustentabilidade e ações concretas para o desenvolvimento econômico, cultural e social.
A ação respondeu aos pedidos do secretário-geral das Nações Unidas sobre a Resolução 71/284 para chamar a atenção sobre a designação de 21 de abril como Dia Mundial da Criatividade e Inovação para todos os Estados-membros, organizações do Sistema das Nações Unidas e outros organismos internacionais e internacionais, organizações regionais, bem como sociedade civil, incluindo organizações não governamentais e indivíduos.
 
Posted: 17 Apr 2020 05:27 AM PDT
Indianara Machado Ramires Guarani Kaiowá é enfermeira em Dourados (MS)- Foto: Acervo Pessoal
Indianara Machado Ramires Guarani Kaiowá is a nurse in Dourados (MS)- Photo: Indianara Machado Ramires Guarani Kaiowá
Chronic vulnerabilities, intermittent water supply and food scarcity: these are some of the challenges to preventing the spread of coronavirus according to nurse Indianara Machado Indianara Ramires Guarani Kaiowá, who works with the Technical Coordination Centre for Dourados. The Centre manages the healthcare of more than 18,000 indigenous people living in Dourados, an area that encompasses the largest indigenous reserve in Brazil.
In an interview with UN Women Brazil in early April, the nurse explained why indigenous women, men and children were more vulnerable and pointed out how historical issues increased the risks posed to them by the new coronavirus pandemic.
The state of Mato Grosso do Sul, where Dourados is situated, has approximately 520 hospital beds in its Intensive Care Units (ICUs), 380 of them provided by Brazil’s Sistema Único de Saúde (SUS), the country’s publicly funded healthcare system. Yet in the city of Dourados, only 35 hospital beds are available for a total population of 210,000 people.
“We are already suffering from public policy failures that have resulted in a shortage of healthcare and quality education, sanitation and waste collection”, Indianara said. She also suggested that the reason for this could be attributed to “the very lack of demarcation of indigenous territories, in addition to the absence of policies for job generation and income”. The nurse also explained that the indigenous communities were very close to Dourados’ urban centre, generating a constant traffic of people between the villages and the city. She said that usually the village women travelled to the city to exchange cassava for rice, among other things, which raised concerns regarding their ability to respect social distancing recommendations.
Indianara has been disseminating information on COVID-19 to indigenous homes and communities and said that she has been trying to find solutions together with local authorities regarding the lack of supplies for the indigenous population. “Sometimes the water comes once a week, three or four times a week. It has generated a lot of concern and we have been working with managers to overcome this problem. “We need to work together to ensure that indigenous communities do not suffer during the pandemic” she explained.
Indigenous people from all over Brazil go to Brasília to participate in the Acampamento Terra Livre (Camp Free Land). (2018) - Photo: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.
Indigenous people from all over Brazil go to Brasília to participate in the Acampamento Terra Livre (Camp Free Land). (2018) – Photo: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.
Traditional knowledge – A focus on traditional care and spiritual knowledge has been an effective strategy to build solidarity within indigenous communities, in light of the fear caused by the new coronavirus. “Our elders have been helping to strengthen our youths spiritually. They have been praying and singing so that the indigenous youth and the community will remain strong throughout the pandemic, which is worrisome to families”, explained the healthcare professional.
 
Posted: 10 Apr 2020 07:15 AM PDT

Clique para exibir o slide.At a construction site located near the headquarters of the Federal Police in Boa Vista, days begin and end in a symphony of hammers, drills and saws. The tools are handled by workers who speak different languages but who are jointly engaged in the urgent task of completing a temporary hospital for the monitoring and treatment of COVID-19. The facility is known as APC, the Área de Proteção e Cuidados (Protection and Care Zone ).
Pleased to see that the Brazilians are welcoming their countrymen who have fled to Nothern Brazil, the Venezuelan workers express the satisfaction that comes from helping their brothers. The APC assists both refugees and migrants who came from Venezuela to Roraima, as well as vulnerable Brazilians from local and state-wide communities.
Among these workers is Diego, a 33 year-old Venezuelan, who came to Brazil as a refugee in 2019 and has lived since then in one of the shelters provided by peração Acolhida. This initiativewas created by the Brazilian government to respond to the flow of refugees and migrants from Venezuela, and is supported by the Office of the United Nations High Commisser for Refugees (UNHCR) ), partner organizations and other UN entities in Brazil.
“I feel proud for helping in the fight against the new coronavirus. This place can save the lives of my Venezuelan friends and the Brazilians who welcome us in Roraima.” says Diego.
Built by the Logistics and Humanitarian Task Force of Operação Acolhida, the APC will have 1,200 hospital beds for the treatment of infected persons and another thousand vacancies for the monitoring of possible COVID-19 cases. Building these shelters is also an opportunity for Venezuelan workers to make a living, when so many economic uncertainties have resulted from the COVID-19 pandemic.
“Here in Brazil I know we will be taken care of. But I am afraid for the people who remain in Venezuela, I fear for my children who are there.” Diego’s main income comes from construction, and although he always sends money back home to his four children, he is still worried about them.
Diego is among the 25 Venezuelan workers who have joined the efforts of Operação Acolhida to build the shelters provided in the APC . Many of them are managed by the Brazilian entrepreneur Samuel Pereira da Silva, 59 years old, a Rio de Janeiro native who has established himself in Roraima. Another 24 Brazilian workers complement the team of builders.
“Feeling the gratitude of these men who have families and who are doing everything to provide the best for the Brazilians and Venezuelans who are here, and also for those who remain in Venezuela, is what motivates me to continue.” said the entrepreneur who employs 13 of the Venezuelans involved in the construction of the hospital, all of them with an authorized work permit.
In addition to the established team, Silva makes a daily request for eight other Venezuelans who live in any of the 11 Operação Acolhida’s temporary shelters in Boa Vista to join, so that they can also earn a day’s pay.
“This is a clear demonstration that Venezuelan refugees and migrants can join locals to promote peaceful coexistence between communities to the benefit of everyone,” said Arturo de Nieves, coordinator of UNHCR’s field actions in the Roraima and Amazonas states. He believes that the initiative will also serve the Brazilian population, by strengthening the national response to ensuring access to healthcare for all..
The mixed feelings between gratitude for being protected in Brazil and apprehension about relatives who remain in their country is common among the Venezuelans who work tirelessly to install floors and ceilings of the struct which are expected to house both possible and confirmed cases of COVID-19 among the refugee and migrant population in Roraima.
This is also the story of 21-year-old Yoslay Jose and his family. Yoslay and his brother Jackon Jose, 33, together with their 59-year-old father Jose Antonio, have been working in the construction business for the last couple of months. With support from their current contractor, they were able to to bring part of their family from Venezuela to Brazil, including Yoslay’s mother and sister, as well as Jackon’s wife and children.
“The three of us came first to try and achieve something before bringing my mother, sister and sister-in-law,” said Yoslay, whose family is still in Venezuela. “We are very happy that we are helping people, both Venezuelan and Brazilian, who may be in a vulnerable situation because of the new coronavirus. I am very grateful for the opportunity to build something that will assist people. It’s as if we’re giving back for what we received here in Brazil”, said Yoslay.
Entrepreneur Samuel, who follows the safety measures needed to protect his team from the new coronavirus, . believes that money will not be enough to over come this crisis. “Seeing these stories motivates me to stay here,” said Samuel, who teaches civil construction techniques to his team while providing training and professional experience. “If we can help, why not do it?”
 
Posted: 09 Apr 2020 06:32 AM PDT

Clique para exibir o slide.Working with fear of the unknown, health workers from São José Hospital in Joinville in the state of Santa Catarina (southern Brazil) are adopting new practices to protect themselves from the coronavirus. The team only uses Personal Protective Equipment (PPE), which has increased their confidence when treating patients who are experiencing symptoms of COVID -19 or who might possibly be infected with the disease.
The municipal hospital is part of the Unified Health System (SUS in Portuguese) and has an exclusive emergency room for patients who show symptoms of the coronavirus. The area has been completely isolated and assigned dedicated teams of health workers to provide care.
Nurse Camila Alves Leandro, coordinator of the emergency room, explained the situation at the hospital. There had been no confirmed case of COVID-19 there at the time she was interviewed, but five patients were awaiting test results and one worker was dismissed for presenting flu-like symptoms, following the Ministry of Health protocols.
Before the global health crisis, some equipment, such as overalls and face shields, were not routinely used at the hospital. Now, they provide the health workers with the necessary protection to take care of patients, enabling the workers to still provide patients with emotional comfort, according to Camila. She talked about the anguish that her team had been feeling and expressed joyful relief that she and her colleagues would be able to return home with peace of mind, confident that they would not contaminate their family members.
Using PPE is only one of the precautions that have been taken by the SUS team. Camila said they have been routinely following other safety measures, including showering after working in the hospital. In addition, they have been following step-by-step instructions on how to safely remove the equipment.
The contingency plan prepared by the hospital had considered the possibility of expanding this restricted area. “We are prepared for the worst, but I hope in the end we won’t need the increased space”, said Camila, with hope. The nurse believes that she and her colleagues will come out of this crisis more strengthened, as people, as professionals and as a team. “We see how fragile that we all are and we understand that we face the same risks”, she said.
Donation –São José Hospital received 200 overalls, 100 glasses, 350 boxes of gloves and 100 face shields with visors purchased by the United Nations Office for Project Services (UNOPS). The Attorneys’ Office of the Municipality of Joinville, which is linked to the Public Labor Ministry, identified the hospital as one that was in need of the equipment.
 

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