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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

EXELENTÍSIMA
Señora
 
PRESIDENTE DE BRASIL  DILMA ROUSSEFSECRETARIO GENERAL DE LA EXCELENCIA DE LA PRESIDENCIA DE LA REPUBLICA DE BRASILGILBERTO SR CARVALHO
EXCELENCIA EL MINISTRO DE JUSTICIA DE BRASILDOCTOR JOSÉ EDUARDO CARDOZOEXCELENCIA DEL MINISTRO DE RELACIONES EXTERIORES DE BRASILSEÑOR Luiz FigueiredoEXCELETÍSSIMA PRESIDENTE DE ARGENTINASra. Cristina Kirchner
EXCELENCIAPresidente de UruguayJOSÉ SEÑOR MUJICA
SU EXCELENCIA EL PRESIDENTE DE PARAGUAYSr. Horacio CartesEXELENTÍSSIMO PRESIDENTE DE VENEZUELA Sr. Nicolás Maduro

Ya he pasado por esta carta para dirigirme a Vuestra Excelencia / S
1 ) Propongo un proyecto de ley para todos los países miembros que permitan la libre circulación de los ciudadanos , y también puedo trabajar a los ciudadanos de un país a otro, como execer la profesión.2 ) Propongo la creación de una unión aduanera UNASUR , la creación de un impuesto común sobre el movimiento de bienes, BRASIL ICMS (impuesto sobre bienes y servicios ) en ARGENTINA IVA ( IMPUESTO AL VALOR AGREGADO ) este ejemplo, el impuesto común trigo argentino pagarían 10 % de impuesto regular y se vende libremente en Brasil, el mismo ejemplo con el café de Brasil en ARGENTINA .3 ) Me propongo para acelerar la entrada de otros países de América del Sur en el Mercosur

LIBERDADE DE CIRCULAÇÕA NO MERCOSUL

português-espanhol
portugués-español


EXCELENTÍSSIMA SENHORA
 PRESIDENTE DO BRASIL
SENHORA DILMA ROUSSEF

EXCELENTÍSSIMO SENHOR SECRETARIO GERAL DA  PRESIDENCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL
SR GILBERTO DE CARVALHO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO DA JUSTIÇA DO BRASIL
DOUTOR JOSÉ EDUARDO CARDOZO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO BRASIL
SENHOR LUIZ FIGUEIREDO

EXCELETÍSSIMA SENHORA PRESIDENTE DA ARGENTINA
SENHORA CRISTINA KICHNER
EXCELENTÍSSIMO SENHOR
PRESIDENTE DO URUGUAI
SENHOR JOSÉ MUJICA
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO PARAGUAI
SENHOR HORACIO CARTES

EXELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DE VENEZUELA SENHOR NICOLÁS MADURO

Venho atraves desta carta a me dirigir a VOSSA EXCELÊNCIA/S
1) Proponho um projecto lei para todos os paises membros permitindo a livre circulação dos cidadãos ,podendo tambem trabalhar o cidadão de um pais noutro ,como execer a profissão .
2) Proponho a criação de uma união alfandegaria unasul , criando um imposto comum de circulação de mercadorias em, BRASIL ICMS(IMPOSTO DE CIRCULAÇÃO ,MERCADORIAS E SERVIÇOS) em ARGENTINA IVA(IMPOSTO AO VALOR AGREGADO)  esse imposto comum  por exemplo o trigo argentino pagaria 10% de imposto comum e seria vendido livremente no BRASIL ; o mesmo por exemplo com café brasileiro em ARGENTINA.
3)Proponho a aceleração da entrada dos demais paises sul americanos no mercosul

A CHINA CONQUISTA A ÁFRICA

China "conquista" África

China, África
Colagem: Voz da Rússia

Na última década, assistimos a uma atividade sem precedentes da China na África. A China afasta com êxito, ou mais precisamente, já afastou os britânicos, franceses e os portugueses dos países africanos.

Recentemente, uma revista saiu com uma capa sintomática: o continente africano todo coberto de vermelho com cinco estrelas da bandeira da China. Foi precisamente assim que a revista caraterizou a presença da China no continente africano.
O que leva a China a aumentar sua presença em África? O que dá a política chinesa ao continente e do que é que os africanos não gostam nela? Tentamos responder a essas perguntas juntamente com Tatiana Deich, cientista do Instituto da África da Academia das Ciências da Rússia.
O início do século XXI ficou marcado pela expansão econômica chinesa em África, sublinha a cientista russa. Os principais motivos da presença chinesa em África são controlar fontes de matérias-primas, encontrar esferas de investimento e novos mercados para escoar os artigos da sua indústria que se desenvolve impetuosamente:
"A China lutou sempre com Taiwan pela influência em África. E, no fim do século passado, uma série de países mantinham relações com Taiwan, outros, poucos, reforçavam as relações com a China. No início do novo século, a situação mudou bruscamente: 50 países de África mantêm relações com a China e apenas 4 países conservam laços com Taiwan. Depois de conseguir a independência, o Sudão do Sul reconheceu a China. E aí a ajuda que ia de Taiwan era incomparável com a que a China presta atualmente. A pequena Gâmbia foi o 51º país africano que estabeleceu laços e relações com a China. Restam apenas três países: Suazilândia, São Tomé e Príncipe e Burkina-Faso, que ainda não reconheceram a China e continuam a cooperar com Taiwan. Mas, ao mesmo tempo, a China há muito que tenta infiltrar-se em São Tomé e Príncipe e realiza isso com êxito. As ações chinesas já se afirmaram firmemente na economia desse país."
A atenção da China para com África é explicada também pelo crescente peso político na arena mundial. As relações com África são parte da estratégia de Pequim com vista a criar uma nova ordem mundial. A China necessita de apoio nas organizações internacionais. Precisa de aliados no confronto com os EUA, bem como na consecução do objetivo que se reflete na fórmula: “no mundo há apenas uma China e Taiwan é sua parte inseparável”.
A China aposta também na África na questão dos direitos humanos, objeto de constantes discussões com o Ocidente. Por isso, os países do continente, muitos dos quais lembram-se da ajuda de Pequim na luta pela independência nacional, passaram a ocupar um lugar importante na estratégia chinesa de criação de um bloco de países do "Sul", considera Tatiana Deich:
"O princípio da política externa chinesa em África tornou-se um: a não ingerência nos assuntos internos de outros países. Eles contrapõem-se aos países ocidentais que sempre ligaram a sua ajuda a África a algumas condições obrigatórias, assinala Tatiana Deich. Por exemplo, Angola pediu um empréstimo ao FMI em 2004. Este último exigia mudanças na política, no respeito dos direitos humanos. Mas a China concedeu o empréstimo sem quaisquer condições e em grande envergadura. E, hoje, a presença da China é visível não só nos Estados com grandes riquezas naturais, mas também com os que não possuem riquezas semelhantes. A China ajuda também esses países enviando para eles os seus médicos, técnicos, professores, cria a infraestrutura necessária."
Na África trabalham cerca de 18 mil médicos chineses. Chegam em brigadas, constroem hospitais. Em alguns países já foram criados centros especiais de combate à malária, afirma Tatiana Deich. Verdade seja dita, os especialistas ocidentais encontraram uma falha nisso: as máquinas fornecidas chegam com instruções em chinês. E as máquinas ficam paradas, não são utilizadas até que os africanos não encontram especialistas.
Mais uma preocupação: medicamentos contrafeitos. A China utiliza habilmente o fato de na África não existir o devido controlo e não haver praticamente sistemas de distribuição dos produtos e serviços, frisa Tatiana Deich.
Mas na África não só entra a medicina chinesa, mas também a cultura e a ciência. São assinadas dezenas de acordos nessas esferas e eles, o que é o principal, realizam-se. Hoje, as posições da China aí não podem ser comparadas com as ocidentais, tão grandes são as envergaduras. No ano passado, as trocas comerciais entre a África e a China atingiram os 198 milhões de dólares. Se, no início do milênio, a China "inundava" África com produtos da sua indústria ligeira, nos últimos anos, começaram a chegar aí computadores, maquinaria, novas tecnologias. Os chineses lançaram um satélite nigeriano. Foi à segunda tentativa, mas foi, recorda Tatiana Deich. E isso permite estabelecer comunicações com regiões remotas na Nigéria e noutros países.
As relações da China com a África do Sul desenvolvem-se de forma mais intensa. O país tornou-se membro do BRICS. E, através dessa organização, a China exerce também influência nos estados africanos. Angola vem em segundo lugar pela importância e Moçambique vem a seguir.
A diplomacia dá também forte apoio ao avanço econômico da China em África. Nos últimos anos, todos os líderes chineses visitaram o continente. Por exemplo, Hu Jintao visitou-o seis vezes: duas vezes como vice-presidente e quatro como presidente da República Popular da China. Estabeleceu-se a tradição de começar o ano novo com uma visita do ministro das Relações Exteriores da China a África. A participação da China na manutenção da paz visa convencer os estados africanos a ver na China uma grande potência, mas pacífica, que defende os interesses deles e, ao mesmo tempo, um contrapeso à influência do Ocidente.
O número de chineses que vivem e trabalham em África situa-se, segundo várias fontes, entre 700 mil e 1 milhão. Nuns países são muitos, noutros são poucos. Tudo depende dos governos desses países, da sua reação à presença dos chineses. Existe uma diáspora chinesa que vive em África há muito tempo, mas há trabalhadores que foram temporariamente, mas ficaram. Há ilegais que se tornam um problema para alguns países.
Os chineses são frequentemente criticados pelo fato de fazerem concorrência aos trabalhadores locais. Recentemente, um político moçambicano declarou: "Como é que a China se pode considerar um país em desenvolvimento se ela tira o pão ao nosso pobre país?". Colisões claramente desagradáveis. E exemplos desses são cada vez mais: na África do Sul, na Nigéria, no Congo, em Moçambique, no Quênia e noutros países.
Em resposta às queixas, a China reforma rapidamente a sua ajuda e começa a criar na África centros de preparação profissional, sem abandonar o mercado comercial e econômico, mas reforçando a sua presença.
A China controla a concessão de créditos com objetivos definidos no local, apostando na realização de projetos de desenvolvimento socioeconômico. Segundo Wen Jiabao, dirigente do Conselho de Estado da China, aos países do continente foi prestada ajuda na realização de mais de mil projetos na agricultura, indústria, energia, infraestruturas e noutras esferas.
A ajuda chinesa não é transparente, os seus números, regra geral, não são revelados, são publicados dados extremamente contraditórios. Não obstante, é evidente que Pequim se transforma num doador considerável dos países de África, concedendo-lhes anualmente uma média de 1-2 milhões de dólares de ajuda.
Como já foi assinalado, o Fórum China-África e as suas pomposas cúpula com a participação de dirigentes dos países africanos contribui para o aumento do prestígio da China em África. Ao investir na extração de matérias-primas, a China, ao mesmo tempo, torna-se o principal jogador na esfera da infraestrutura africana, que necessita muito de investimentos.

A SERVIA NEGOCIA A ENTRADA NA UNIÃO EUROPEIA


Aproximação a Bruxelas pressupõe maior diálogo com o Kosovo e eventualmente um reconhecimento por Belgrado da independência da província.
A taxa de desemprego na Sérvia é de 20% e o salário médio de 400 euros mensais Adriano Miranda
Depois de ser, durante vários anos, um pária na cena política internacional, a Sérvia tem pressa de iniciar o processo histórico de negociações de adesão à União Europeia (UE), na esperança de rapidamente tirar proveito desta orientação estratégica para relançar a sua economia em crise.
O primeiro-ministro socialista Ivica Daviv lidera, esta terça-feira, a delegação sérvia em Bruxelas para o começo oficial das negociações. “Chegámos ao fim de um processo muito difícil. A Sérvia quer que as negociações para a adesão sejam rápidas e de boa qualidade”, declarou Dacic.
Segundo Tanja Misceviv, negociadora-chefe, estas conversações começarão pelo dossier mais difícil: aquele que diz respeito à justiça. “Tenho a impressão de estar ao volante de um Ferrari cujo motor arrancou e está em vias de acelerar”, afirmou não conseguindo disfarçar a sua impaciência.
A Sérvia obteve o estatuto oficial de candidato em Março de 2012, mas Bruxelas só anunciou a abertura das negociações um ano depois, quando em Abril de 2013, a Sérvia alcançou um acordo considerado histórico sobre a normalização das suas relações com o Kosovo.
Belgrado continua a recusar reconhecer a independência proclamada em 2008 pela maioria albanesa nesta província, mas sob pressão de Bruxelas, apaziguou as tensões e melhorou as suas relações com Pristina, para começar a ver abrir-se a porta do bloco dos 28.
As negociações de adesão pressupõem mais diálogo com as autoridades do Kosovo que Dacic descreve como um “assunto diário [de debate] e um pesadelo” para Belgrado. Muitas pessoas na Sérvia, e em particular os eurocépticos próximos do antigo primeiro-ministro nacionalista Vojislav Kostunica, pensam que o Kosovo continuará a ser o principal obstáculo na sua aproximação à UE. Temem que o país seja obrigado a reconhecer a independência do Kosovo antes de poder aderir à UE, o que é inconcebível para quase toda a classe política local. 
Desafios económicos
Mas até lá, a Sérvia será confrontada com outros desafios. Terá de reestruturar a sua economia em dificuldade e reformar o seu pesado sector público que sufoca as finanças governamentais. “Chegaremos à conclusão que a nossa administração não está suficientemente preparada, que não dispomos de capacidades institucionais e que serão precisos vários anos e investimentos para os colocar ao nível [dos europeus]”, disse Maja Bobic, analista de um grupo de reflexão local, o Movimento Europeu na Sérvia.
A Sérvia não conseguiu, até agora, reduzir o peso do sector público, que emprega mais de 700 mil pessoas num total de 1,7 milhões de pessoas que trabalham num país de 7,1 milhões de habitantes. Também não conseguiu pôr ordem nas empresas públicas habituadas a contrair dívidas.
Em vésperas do começo das negociações, a agência de notação financeira Fitch baixou a nota da Sérvia de “BB+” para “BB-” penalizando assim o Estado por não avançar com algumas reformas estruturais impopulares. Com um défice público que, pelo quinto ano consecutivo, ultrapassa os 7% do Produto Interno Brito (PIB), e uma dívida pública que superou os 60% do PIB, a Sérvia espera que as negociações de adesão melhorem a sua imagem.
“As negociações de adesão podem representar uma mensagem de incentivo para os investidores estrangeiros”, considera um analista económico Milan Culibrk. A taxa de desemprego atingiu 20,1% no país balcânico onde o salario mensal médio é de cerca de 400 euros. A Sérvia deveria também adaptar a sua agricultura, política ambiental e padrões de energia em função dos regulamentos europeus. “Esses sectores precisam de grandes ajustamentos e de muitos investimentos”, afirmou Maja Bobic.
Ognjen Trifunovic, um produtor de alimentação biológica, espera ver estas medidas implementadas em breve para poder exportar os seus produtos para o mercado europeu. “A nossa produção já está em linha com os níveis europeus”, disse à AFP.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CURDISTÃO E O PETROLEO 1

Khorshaid Deli: Curdistão e a batalha do petróleo


A questão do petróleo tem ganhado proeminência na relação política entre a Turquia, o Iraque e o Curdistão iraquiano, cuja capital é Erbil. Muitas perguntas e preocupações sobre os interesses e as opções abertas para os três estão sendo levantadas. A questão do petróleo está entrelaçada às da segurança do Estado, a estratégia e a independência, devido à dependência do povo sobre os produtos do petróleo em sua vida cotidiana e ao potencial colapso.

Por Khorshaid Deli*


Quando se trata do Curdistão, parece que a questão do petróleo é fundamental para a construção de uma infraestrutura independente, embora já se tenha feito progresso significativo no caminho em direção à independência. A cidade multiétnica de Kirkuk, a 235 quilômetros de Bagdá, não é integrada à região curda, o que tornará difícil o sucesso da declaração de um Estado curdo.

Assim, a luta pelo petróleo e sua produção e distribuição está agora entre as maiores problemáticas para as regiões curdas.



De fato, nessa questão, elas não são diferentes de outros lugares: a batalha pelo petróleo não é desconhecida quando se trata de conflitos regionais e internacionais de interesse relativo aos recursos energéticos e às linhas de suprimento. O petróleo tem sido há muito tempo um fator que encoraja os Estados a redesenharem mapas políticos.

Curdistão e estratégia petrolífera

Desde a adoção da Constituição federal do Iraque, o petróleo tem sido uma das preocupações primárias da liderança curda, porque se trata de uma fonte essencial para a construção e o estabelecimento da região do Curdistão. Talvez o que trouxe esta questão à mesa, para a liderança curda, são as muitas disputas pelo petróleo que o governo do primeiro-ministro Nouri Al-Maliki teve com Erbil e, de fato, a falta de aprovação de uma lei sobre o petróleo nos anos recentes.

A falta de uma lei como esta levou o Curdistão a fortalecer suas habilidades de exportar o recurso de forma independente. Por um lado, a região curda está bem localizada para exportar petróleo à Turquia, aos países do Mediterrâneo e à Europa, enquanto, por outro lado, o governo local também abriu a porta ao trabalho com companhias petrolíferas internacionais que são entusiastas da ideia de investir na região, devido aos vastos benefícios que têm garantidos, em comparação com os negócios com Bagdá.

Disputas entre os curdos e a capital iraquiana têm exacerbado devido a questões de legalidade à volta dos contratos petrolíferos. A região curda afirma que Bagdá lhe deve mais de US$ 1,5 bilhão em pagamentos pelo petróleo, enquanto autoridades iraquianas acusam os curdos de contrabandear diversas cargas do recurso para a vizinha Turquia e para o Irã ilegalmente. Eles também exigem que a produção curda de petróleo seja reduzida de 175 mil barris por dia para 60 ou 70 mil.

Desde outra perspectiva, há novos confrontos entre Bagdá e companhias petrolíferas estrangeiras que não consideraram as advertências iraquianas, apesar do fato de que estão atualmente banidas do investimento em áreas não curdas do Iraque. Neste sentido, é preciso ressaltar o recente acordo assinado entre Ancara (Turquia) e Erbil (Curdistão), porque se trata de um acordo de bilhões de dólares que não só desenvolverá a estratégia petrolífera da região curda, mas também resultará no Curdistão com um fornecedor de petróleo para o exterior pela primeira vez na história.

Além deste acordo, há rumores sobre outro em que os curdos fornecerão 10 bilhões de metros cúbicos de gás para o estrangeiro através de um gasoduto separado, que corre através da Turquia. Este acordo será parte da estratégia curda para desenvolver seus recursos energéticos.

Esses acordos foram assinados depois de relatórios recentes que indicam que a produção de petróleo da região curda excedeu 400.000 barris por dia, deve alcançar um milhão até o fim do próximo ano e, possivelmente, ainda, dois milhões de barris diários em cinco anos.

Reservas de petróleo na região são estimadas em cerca de 45 bilhões de barris e esses recursos são, presumidamente, o que leva a batalha pelo petróleo para além das diferenças políticas e situações de emergências rumo a uma questão de segurança política e estratégica.

A batalha do petróleo

Está claro que a questão no petróleo no Curdistão pode agora ser classificada de uma batalha política por excelência. Ela foi além da luta entre o governo iraquiano e os curdos pelos recursos naturais e econômicos para uma questão de escolhas políticas e resultados com implicações legais e constitucionais.

Para Bagdá, a questão do petróleo trata da soberania iraquiana. O primeiro-ministro Nouri al-Maliki repetiu diversas vezes que a assinatura de qualquer acordo relacionado com a produção e exportação de petróleo ao exterior é uma linha vermelha. Autoridades em Bagdá rejeitaram a sugestão do governo turco para a formação de um comitê tripartite (Ancara, Bagdá e Erbil) para lidar com a questão, e insistiram em que se um comitê for formado, será bilateral, entre Bagdá e Ancara, com representantes das áreas curdas.

Recentemente, o governo central iraquiano em Bagdá encerrou diversos contratos com companhias petrolíferas como a Total, Chevron e Exxon-Mobil, depois de elas terem assinado acordos com Erbil.

Em um esforço para confrontar ameaças de Bagdá, o governo curdo anunciou que tomou medidas para conter qualquer ameaça potencial do governo iraquiano. Isso significa que a batalha pelo petróleo tornou-se uma ferramenta política e estratégica para cortar laços entre Bagdá e Erbil.

Ainda assim, todos esses fatores fizeram pouco para abafar a determinação do governo curdo, porque funcionaram estrategicamente, de uma forma calma e autônoma. Por um lado, sua estratégia foi muito liberal e proporcionou muitos benefícios a companhias petrolíferas que a assinaram, o que, por sua vez, aumentou a produção de petróleo e os lucros enormemente (estimados entre 25% e 35% no Curdistão, e em meros 15% a 18% no resto do Iraque).

Isso levou muitas companhias petrolíferas a se mudarem para o Curdistão, o que levou Bagdá a perder seu controle sobre o setor petrolífero e sobre os rendimentos curdos em menos de dois anos. Por outro lado, autoridades curdas trabalharam incansavelmente com a Turquia para finalizar acordos para a exportação de petróleo e gás. Ignoraram as advertências de Al-Maliki, forçando-o a enviar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, instando Barack Obama a proibir companhias petrolíferas estadunidenses, nomeadamente a Chevron e a Exxon-Mobil, de assinar acordos com a região curda iraquiana.

Assim, apesar das tensões entre Bagdá e Ancara pela assinatura de um acordo com o Curdistão, o fato de a administração dos EUA ter levado em consideração as preocupações iraquianas assegura que a batalha pelo petróleo entre Bagdá e Erbil será impulsionada no próximo período.

O governo iraquiano ameaçou a cortar o governo curdo da sua parte do orçamento iraquiano, quase 17% do total. O presidente do governo curdo, Barzani Najirfan, respondeu a essas ameaças dizendo que todos os acordos assinados eram legais e constitucionais, e que não desistiria de qualquer um dos seus direitos.

Turquia e a independência curda

A Turquia aspira a ter acesso ao petróleo curdo, especialmente devido a recentes relatos sobre a descoberta de mais reservas petrolíferas. O governo turco acredita que construir uma parceria com o Curdistão levará a inúmeros benefícios estratégicos. No topo dessa lista está o fato de a Turquia vir a reduzir a sua dependência de petróleo de outras partes, como a Rússia e o Irã, e ser capaz de usar estes recursos petrolíferos para o seu próprio crescimento econômico e desenvolvimento, que experimentou um aumento de 9%. Além disso, ao tomar vantagem da oportunidade de resolver a questão curda, a Turquia fortalecerá o seu papel e a sua posição na região.

Ancara está agora enfrentando a ira do governo iraquiano, apesar das iniciativas recentes de renovar as relações entre os dois países. O governo turco não levou em consideração as advertências dos EUA ou que a promoção das relações curdo-turcas levariam a potencial desintegração do Iraque.

Quando se trata da região curda, o petróleo continua sendo uma chave para a independência, não importando se este caminho está cheio de confrontações políticas e militares com Bagdá. Isso chama à questão o destino de Kirkuk, que tem carregado o fardo do aumento da violência devido a confrontos recentes.

Em meio à batalha pelo petróleo curdo está a questão da posição turca no tema e das suas crescentes relações com o Curdistão. O governo turco, que já recusou antes ter qualquer forma de comunicação com o governo curdo, não está apenas estendendo o tapete vermelho aos ministros em Istambul e Ancara, mas também os recebeu em Diyarbakir, a cidade que os curdos consideram ser a sua capital histórica. O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan foi tão longe que convidou o presidente curdo-iraquiano Massoud Barzani à Turquia, uma decisão controversa que reverbera ainda hoje.

Uma questão fundamental aqui é a forma pela qual o governo turco fará as pazes com os curdos, enquanto desenvolve seus próprios interesses econômicos e estratégicos e a possibilidade de que isso leve à desintegração do Iraque? Este problema sem dúvida ainda suscitará uma questão ainda maior na Turquia, que é: quais serão as implicações da independência do Curdistão iraquiano sobre o território curdo na Turquia (que é três vezes maior do que seu correspondente no Iraque, tanto em termos de população quanto geográfico)?

É amplamente aceito que os interesses compartilhados entre a Turquia e o Curdistão são contraditórios, e que podem colidir ao longo do caminho, porque a questão curda está experimentando desenvolvimentos rápidos dentro do contexto da região toda. Talvez isso encoraje a Turquia a aprofundar suas relações com o Curdistão neste meio político complexo em que está seus desacordos com Bagdá sobre a implementação da política iraniana na área, uma decisão que a Turquia vê como um de muitos fatores das brechas profundas na crise síria.

Muitos acreditam que a empatia transbordante da Turquia com relação ao Curdistão pode ser atribuída à nostalgia turca relativa ao período em que os otomanos e a então nascente República Turca governou Mosul. A Turquia contestou a incorporação de Mosul ao Mandato Britânico sobre o Iraque, mas no final, perdeu o controle sobre a área num acordo avançado pela Liga das Nações, em 1926, entre a Turquia e o Reino Unido. Hoje, Mosul é uma cidade de maioria curda, chave para a região norte do Iraque.

Na atual situação regional, a Turquia faz esforços diplomáticos para demonstrar que não está muito longe de se filiar diplomaticamente com o Curdistão em níveis políticos, culturais, econômicos e até securitários. Enquanto isso, o Governo Regional Curdo demonstrou que é compatível com a política turca tanto a nível regional quanto bilateral, na forma de interesses e aspirações políticas comuns. Entretanto, não se pode negar que esses interesses e aspirações continuam mais ou menos contraditórios já que o Curdistão continua fazendo progresso no sentido da independência.

Com todos esses desenvolvimentos recentes, parece que a geografia curda está sendo redefinida novamente, chegando um passo mais próximo de alcançar o seu sonho de ser um Estado-nação independente. Enquanto isso, as dinâmicas de poder na região continuam a sofrer mudanças, e os curdos entraram na equação como atores-chave pela primeira vez em décadas.

A estratégia política da Turquia certamente os forçará a se examinarem e reavaliarem suas posições, porque seu interesse no petróleo ajudará a realizar o sonho do Curdistão iraquiano de estabelecer um Estado curdo independente, um resultado que não será aceito pelo resto da população curda, especialmente não na Turquia, ao menos não por enquanto. Parece que as condições causando tempestades no resto da região desencadearam uma primavera no Curdistão, enquanto ele se aproxima do seu sonho.

Fonte: Middle East Monitor
Tradução de Moara Crivelente, da redação do Vermelho

IMPRENSA DECLARAÇÃO APÓS CONVERSAÇÕES RUSSO-HÚNGARAS

Imprensa declaração após conversações russo-húngaro

14 jan 2014, 17:40 Novo-Ogaryovo, região de Moscovo
Comunicados de imprensa após conversações russo-Húngaro. Com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban. Foto: Presidencial Imprensa e Informação legenda completa
  • Foto: Imprensa Presidencial e Gabinete de Informação

Veja também:

Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Senhoras e senhores,
Durante nossas conversas com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, que cobrem uma ampla gama de questões relacionadas com a nossa cooperação. Nós revisamos nossos esforços conjuntos com vista a implementar os acordos alcançados em nossa reunião em Moscou no dia 31 de janeiro do ano passado, e fez planos para o futuro.
A Hungria é muito importante comercial da Rússia e parceiro econômico. Em termos de comércio exterior, a Rússia ea Hungria ocupam o primeiro lugar entre os Estados membros não pertencentes à UE, e em terceiro lugar geral depois de Alemanha e Áustria.
Ambos os países mantêm uma boa taxa de investimento mútuo - cerca de $ 2 bilhões em investimentos acumulados por tanto a Rússia na economia húngara e pela Hungria na economia russa.
Discutimos com o Sr. Primeiro-Ministro certos problemas em nosso comércio mútuo que identificamos dois anos. Esperamos ver números melhores para 2013, quando tê-los.
A nossa cooperação em energia nuclear é um bom exemplo. Hoje, assinaram um acordo sobre a construção de duas novas unidades de potência, enquanto que, desde já, o Paks Nuclear Power Plant é responsável por 40% de toda a produção de electricidade na Hungria.
O comissionamento das duas novas unidades, sem dúvida, melhorar a independência energética da Hungria e melhorar sua segurança.
Este é um acordo único desde 40% de todo o trabalho será realizado na Hungria. Isso significa que cerca de 3.000 milhões dólares serão gastos para manter postos de trabalho na Hungria e orçamento do país receberá mais de US $ 1 bilhão em impostos.
Também discutimos as fontes de energia tradicionais, trocaram impressões sobre o trabalho conjunto no âmbito do projecto South Stream, e discutimos nossas relações nas áreas culturais, humanitárias e espirituais, incluindo o intercâmbio de estudantes.
Estou certo de que o acordo a que chegámos hoje vai ajudar a expandir ainda mais a cooperação entre a Rússia ea Hungria em todas estas áreas.
Em conclusão, gostaria de agradecer ao Senhor Primeiro-Ministro para o trabalho conjunto e para a atmosfera que nós apreciamos não apenas durante essas conversas, mas também no decorrer do trabalho de nossos especialistas e representantes do governo.
Obrigado.
14 jan 2014, 17:40 Novo-Ogaryovo, região de Moscovo


PRESS STATEMENT FOLLOWWING RUSSIAN-HUNGRIAN TALKS

Press statement following Russian-Hungarian talks

Press statements following Russian-Hungarian talks. With Prime Minister of Hungary Viktor Orban. Photo: the Presidential Press and Information Office Full caption
PRESIDENT OF RUSSIA VLADIMIR PUTIN: Ladies and gentlemen,
During our talks with Prime Minister of Hungary Viktor Orban, we covered a broad range of issues pertaining to our cooperation. We reviewed our joint efforts aimed at implementing the agreements reached at our meeting in Moscow on January 31 last year, and made plans for the future.
Hungary is Russia’s very important trade and economic partner.  In terms of foreign trade, Russia and Hungary rank first among non-EU member states, and overall third after Germany and Austria.
Both countries maintain a good mutual investment rate – about $2 billion of accrued investment by both Russia in the Hungarian economy and by Hungary in the Russian economy.
We discussed with Mr Prime Minister certain problems in our mutual trade that we identified two years ago. We expect to see better figures for 2013, when we have them.
Our cooperation in nuclear energy is a good example. Today we signed an agreement on the construction of two new power units, while already now the Paks Nuclear Power Plant accounts for 40% of all electricity production in Hungary.
The commissioning of the two new units will undoubtedly enhance Hungary’s energy independence and improve its security.
This is a unique agreement since 40% of all the work will be performed in Hungary. This means that an estimated $3 billion will be spent to maintain jobs in Hungary and the country’s budget will receive over $1 billion in tax.
We also discussed traditional energy sources, exchanged views on joint work under the South Stream project, and discussed our relations in the cultural, humanitarian and spiritual areas, including student exchanges.
I am certain that the agreement we reached today will help further expand cooperation between Russia and Hungary in all these areas.
In conclusion, I would like to thank Mr Prime Minister for the joint work and for the atmosphere that we enjoyed not only during these talks, but also in the course of the work of our experts and government officials.
Thank you.