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domingo, 10 de janeiro de 2021

Chiune Sugihara: o herói japonês que salvou mais de 6 mil judeus na II Guerr

 

Chiune Sugihara: o herói japonês que salvou mais de 6 mil judeus na II Guerra

Dos horrores da II Guerra muitas histórias tristes surgiram e nomes de pessoas honradas também. Chiune Sugihara é um deles.

Obviamente, não há nenhuma guerra bela ou gloriosa, há somente dor, barbárie, tristeza e sofrimento.

O único lugar onde os confrontos parecem ter glória são nos filmes, e ela provavelmente soa como uma ofensa para quem viveu os horrores.

No entanto, uma coisa podemos afirmar, a guerra revela o pior e o melhor do ser humano. Buda Sakyamuni afirmou que a batalha não é entre o bem e o mal, é entre o conhecimento e a ignorância.

Geralmente, os lembrados nas guerras são os monstros produzidos, Hitler e Mengels são alguns deles.

No entanto, aqueles que deveriam ser eternizados por seus feitos acabam caindo no esquecimento.

Isso acontece, pois a ignorância caminha de salto e o conhecimento caminha descalço. Conheça a história de Chiune Sugihara, um herói japonês que caminhou descalço.

Quem foi Chiune Sugihara?

Chiune Sugihara e famíliaChiune Sugihara e família

Sugihara nasceu no dia 01 de janeiro de 1900 em Kozuchi (atualmente Mino). Filho de uma família de classe média alta.

Seu pai queria que ele se tornasse físico, mas após reprovar propositalmente na prova de admissão foi estudar inglês em Tóquio.

Em 1919 prestou uma vaga no Ministério das Relações Exteriores e foi aprovado. Sua primeira tarefa foi em Harbin na China para fazer parte de um comitê que negociava uma ferrovia que era disputada entre União Soviética, Japão e China.

Enquanto esteve em Harbin aprendeu alemão e russo, além de se tornar especialista em assuntos russos.

Era um diplomata promissor, porém por não compactuar com a forma que os japoneses tratavam a população chinesa foi considerado um servo desobediente do imperador.

Seu coração sempre falava mais alto, nunca deixava sua compaixão e empatia de lado e é isso que fez a diferença.

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O Vice-Cônsul do Império Japonês

Suas habilidades e competências na esfera diplomática eram exatamente o que o Japão precisava na Europa.

Em 1939 foi designado para trabalhar em Kaunas, na Lituânia, como vice-cônsul no consulado japonês.

Sua tarefa era monitorar as relações entre União Soviética e Alemanha e reportá-las a Berlim e Tóquio. Também tinha contatos com a inteligência polonesa.

No mesmo ano que Sugihara foi a Europa, a invasão à Polônia teve início e os judeus poloneses fugiram para a Lituânia.

A tensão se tornou muito grande, tanto para os judeus da Lituânia, quanto da Polônia. A única salvação seria um passaporte com um visto garantido para algum país distante da política antissemita que se disseminava na Europa.

Judeus estavam em risco

judeus da Lituânia e Polônia

Por conta da situação, muitas pessoas temendo por suas vidas foram ao consulado japonês com esperança de conseguir um visto.

Porém, o Japão nunca fora, até então, um país aberto a estrangeiros e sua política de imigração era rígida.

A maioria era recusada por falta de recursos financeiros. Chiune Sugihara trabalhava no consulado e novamente sua empatia e coração falaram mais alto.

Inicialmente, Sugihara, consultou o Ministério dos Assuntos Exteriores para saber como proceder diante da situação calamitosa que se apresentava diante dele.

A resposta era negativa para aquelas pessoas e o visto para o Japão só seria concedido em condição de trânsito para países terceiros.

Consciente de que o pacto de não agressão Nazi-Soviético tinha prazo para acabar e a guerra na Lituânia não demoraria a chegar, Sugihara decidiu agir por conta própria.

A lista de Chiune Sugihara

De 18 de julho até 4 de setembro de 1940 ignorou as ordens do ministério e passou a conceder o máximo de vistos aos judeus para território japonês. Assim surgiu a lista de Chiune Sugihara.

Em desespero, Sugihara, fez encontros com oficias soviéticos para negociar a viagem dos refugiados pelas vias ferroviárias Trans-Siberiana arriscando sua vida. Os oficias chegaram a cobrar cinco vezes o valor normal da viagem.

O Japão não adotou as leis antissemitas do Eixo apesar da Alemanha ter pressionado o governo.

Os judeus, graças a Chiune Sugihara, puderam ir para territórios japoneses ficando salvos dos campos de concentração.

Sempo

Conhecido pelos judeus como Sempo era visto por eles com esperança. Escrevia os vistos nos passaportes dia e noite sem ceder para as pressões políticas e burocráticas que pairavam sobre ele.

Quando o consulado foi fechado e ele recebeu ordem de evacuar continuou escrevendo sem parar.

Quando não havia mais tempo, assinou e carimbou folhas em branco e distribuiu para os judeus que faltavam na esperança de poder salvá-los também.

Segundo relatos de sobreviventes, pouco antes de embarcar, emocionado Sugihara disse: “Por favor, me perdoem, não posso mais escrever e desejo o melhor a todos.”

Um homem desconhecido na multidão respondeu: “Sempo. Nunca esqueceremos você. Com certeza, nos veremos novamente!” Enquanto o trem partia, desconsolado, jogou mais documentos pela janela para os refugiados.

O legado de Sempo

Chiune Sugihara passou o resto da guerra trabalhando nos consulados de Praga e Bucareste. Em 1944 foi preso pelas tropas soviéticas. Passou 2 anos como preso de guerra, mas voltou ao Japão em 1946 e morreu em 1986.

Sepultura de Chiune Sugihara

É difícil saber o número exato de vistos que ele concedeu aos refugiados, mas acredita-se que tenha salvado cerca de 6 mil pessoas.

Alguns vistos permitiam que famílias inteiras pudessem ser salvas. Infelizmente, nem todas conseguiram escapar, pois no ano seguinte a Alemanha invadiu a União Soviética.

Foi reconhecido por Israel em 1985 e recebeu o título de Justo Entre as Nações. Ele é concedido a pessoas que ajudaram os judeus durante o holocausto (shoah em hebraico).

Quando questionado o que o levou a tal ato respondeu com humildade: “Fiz porque tive piedade das pessoas, elas queriam ir embora, então, eu dei os vistos a elas.”

Suas ações altruístas passaram em grande parte despercebidos no Japão e somente após sua morte foi homenageado. Em Israel recebeu uma rua com seu nome em 2016.

 

sábado, 22 de outubro de 2016

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Alemania recuerda las primeras deportaciones de judíos, hace 75 años

Alemania recuerda las primeras deportaciones de judíos, hace 75 años

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"Selección" de judíos húngaros en la rampa de Auschwitz Foto Yad Vashem Dominio Público
Unas 200 personas se congregaron en la estación de trenes Grunewald de Berlín para recordar a las víctimas de la primera de las deportaciones sistemáticas de judíos a guetos y campos de concentración y de exterminio, que hace hoy 75 años llegaban a su destino, el gueto polaco de Lodz.
Bajo un cielo gris, los asistentes al acto depositaron rosas blancas en las vías y a lo largo del andén número 17 de esta estación, del que partió ese primer transporte de víctimas del nazismo.
El presidente del Parlamento alemán, Norbert Lammert, llamó a combatir el antisemitismo y la xenofobia, al tiempo que subrayó que la democracia sola no es capaz de inmunizar contra el extremismo y el fascismo.
Por eso, actos conmemorativos como el celebrado en el andén número 17 de la estación de Grunewald son “tan importantes, porque son no sólo una expresión de respeto hacia las víctimas, sino también de responsabilidad hacia el futuro”, afirmó.
Horst Selbiger, testigo del Holocausto, pronunció en un emotivo discurso el nombre de los seis bebés que viajaron en esa primera deportación y que murieron asesinados en 1942.
“Seis (víctimas) por seis millones de judíos asesinados, sacrificados, matados de hambre, golpeados, quemados, muertos en manos de los asesinos alemanes y sus cómplices”, dijo.
Selbiger, de 88 años, pidió: “Por favor, luchen conmigo para que semejantes asesinatos de niños a nivel industrial no vuelvan a ocurrir.”
El primero de estos denominados “transportes especiales” hacia el este europeo partió el 18 de octubre de 1941 desde el andén número 17 de esta estación berlinesa, con más de mil hombres, mujeres y niños hacinados en sus vagones.
El objetivo era convertir Berlín en una ciudad “libre de judíos”, en palabras del ministro de Propaganda nazi, Joseph Goebbels.
Entre octubre de 1941 y 1945, hasta 56.000 judíos fueron enviados sólo desde Berlín en trenes de mercancías a guetos y campos de concentración y exterminio nazis. En toda Alemania, fueron al menos 130.000, de los que apenas nadie sobrevivió.
A este primer transporte siguieron otros 183, frecuentemente con una diferencia de sólo unos pocos días, a los guetos erigidos por los nazis en Lodz y Varsovia (Polonia), Minsk (Bielorrusia), Riga (Letonia) y Theresienstadt (Checoslovaquia), así como al campo de exterminio de Auschwitz (Polonia).
El régimen nacionalsocialista alemán contó con la complicidad necesaria del Reichsbahn, los ferrocarriles del III Reich, sin el cual las deportaciones no habrían podido realizarse de manera tan amplia, rápida y eficiente.
Aunque la mayoría de estas deportaciones se llevaban a cabo en sencillos vagones de mercancías, la tarifa que se aplicaba a los que eran transportados a una muerte casi segura era la de un transporte en tercera clase.
Los adultos debían abonar cuatro céntimos por kilómetro recorrido, los niños entre cuatro y diez años, la mitad, y los más pequeños no pagaban.
Cuando el transporte superaba las 400 personas, el Reichsbahn aplicaba una tarifa reducida para grupos.
Las deportaciones constituyeron así también un negocio en el que la vida de los deportados, como dijo Lammert, “no valía ni un céntimo”.
En 1998 fue inaugurado un monumento conmemorativo en el andén número 17 para recordar a las víctimas de estas deportaciones.
En el borde del andén, unas placas colocadas en orden cronológico conforman un listado de todas las deportaciones, que se llevaron a cabo desde esa estación entre el 18 de octubre de 1941 y el 27 de marzo de 1945, con la cifra de deportados y su destino. EFE

domingo, 13 de março de 2016

Confirman oficialmente el asesinato de Alberto Nisman

Confirman oficialmente el asesinato de Alberto Nisman 









El fiscal general ante la Cámara del Crimen, Ricardo Sáenz, emitió un dictamen en el que apunta que su colega Alberto Nisman, fue víctima de homicidio, en enero de 2015 días después de denunciar a la entonces presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, por presunto encubrimiento de terroristas.
"Concuerdo con los apelantes en que el objeto procesal de esta causa hasta el momento, lo constituye la hipótesis de que Alberto Nisman ha sido víctima del delito de homicidio", señala el dictamen del fiscal.
En este sentido, Sáenz señala que la investigación debería ser proseguida por la Justicia Federal de Buenos Aires, "que es la que tiene la competencia más amplia para conocer y dilucidar cuál de todas las hipótesis implicadas resulta finalmente aplicable al hecho".
"De lo contrario se pondría en riesgo la legalidad y se afectaría la garantía del juez natural", añade.
Nisman, que estaba a cargo de la investigación del atentado contra la sede del centro comunitario judío AMIA en el que fueron asesinadas 85 personas en 1994, fue hallado muerto en su domicilio el 18 de enero de 2015, horas antes de comparecer en el Congreso para explicar la demanda contra Cristina Fernández de Kirchner por supuesto encubrimiento de terroristas iraníes.
El fiscal basaba su denuncia en el acuerdo de entendimiento suscrito entre Argentina e Irán en 2013 y que, según Nisman, implicaba encubrir a los sospechosos del ataque a la AMIA a cambio de impulsar el intercambio comercial de granos argentinos por petróleo iraní.
Dicha denuncia fue finalmente archivada en mayo del año pasado.
Asimismo, más de un año después, la investigación sobre la muerte de Nisman sigue estancada y sin un dictamen oficial sobre las circunstancias del deceso.
Es así que Sáenz se muestra convencido en su informe de que "ante la sola posibilidad" de que Nisman fuese "asesinado cuatro días después de esa denuncia" la investigación debería ser proseguida por la Justicia Federal y declarar así la incompetencia de la Justicia de Instrucción en la que se halla el caso.
El fiscal de Cámara se adhiere en su informe a las
querellas que representan, por un lado a la madre de Nisman, Sara Garfunkel, y por otro a las dos hijas del fallecido y su ex mujer Sandra Arroyo Salgado, que han pedido apartar a la jueza Fabiana Palmaghini de la causa que investiga la muerte del fiscal.
Tras considerar que no hay pruebas suficientes para inclinarse hacia la hipótesis de homicidio, Palmaghini se negó a pasar el caso a la Justicia federal, una decisión que los familiares de Nisman, que defienden que fue asesinado, apelaron.
"Es el primer dictamen donde una autoridad judicial se expresa en términos de la hipótesis que nosotros hemos planteado de hace meses", dijo Manuel Romero Victorica, abogado de la ex mujer y las hijas del fiscal fallecido, quien en el momento de dar estas declaraciones no había leído todavía el dictamen.
El letrado, en una primera impresión, mostró "una gran satisfacción", al ser algo que las querellas venían planteando "desde hace mucho tiempo, prácticamente hasta ahora en soledad".

"No había habido ningún dictamen judicial que hasta el momento nos acompañara y el hecho de que el fiscal de la Cámara de Apelaciones se adhiera a nuestro recurso no deja de ser una satisfacción, porque no somos los únicos que vemos el expediente en el sentido en el que lo estamos planteando a los jueces", añadió.
Entre los puntos que trata en su dictamen, Sáenz dice coincidir con la querella presentada por el equipo que integra Victorica en que Nisman, "lejos de hallarse angustiado o deprimido, se encontraba satisfecho, de buen ánimo, plenamente convencido de la justicia de sus acciones, y abocado a la presentación que iba a efectuar ante los legisladores aquel 19 de enero".
El fiscal agrega que la tesis referida a que los estudios periciales realizados sobre las manos de Nisman y sobre el arma utilizada demuestran "que estamos en presencia de un homicidio".
Sáenz fue uno de los 10 fiscales que convocaron para el pasado 18 de febrero la marcha de "memoria y justicia" para recordar que hace 13 meses Argentina se "conmovía" con la muerte de quien investigaba el atentado terrorista "más brutal" que haya sufrido el país. EFE









quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

judeus na república islamica do irã

A autoridade iraniana elogiado as boas relações entre comunidade judaica da República Islâmica e do governo esta semana.

Iraniano parlamento o vice-falante Mohammad Hassan Aboutorabi-Fard fez os comentários em uma cerimônia de inauguração em Teerã para um monumento a cidadãos iranianos-judeu mortos na guerra Irã-Iraque.

"As posições explícitas da comunidade judaica no apoio a criação da República Islâmica e sua obediência ao líder supremo do (islâmica) Revolution demonstrar as ligações provenientes dos ensinamentos das religiões divinas," Agência de Notícias Tasnim citado Aboutorabi-Fard como dizendo.

De acordo com o relatório, o parlamentar iraniano também elogiou comunidade judaica do país para condenar o comportamento "violento e desumano" do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Jerusalén aprueba plan de viviendas para el barrio árabe

 
 
Nacional
Por recomendación de la Corte de Distrito
Jerusalén aprueba plan de viviendas para el barrio árabe


El Comité Local de Construcción y Planificación de Jerusalén aprobó un importante plan de construcción grande para un barrio árabe de Jerusalén oriental, a pesar de las objeciones de los concejales de la derecha.
El plan para el barrio Arav al-Swahara se extiende más de 1.500 dunams (375 acres) y hace un llamamiento para la construcción de 2.200 viviendas.
Aunque el alcalde de Jerusalén, Nir Barkat, y el teniente de alcalde Koby Kahlon, quien preside el comité de construcción y planificación, habían estado tratando de conseguir este plan aprobado desde hace varios años, fue bloqueado en varias ocasiones por activistas de derecha en conjunto con concejales ultraortodoxos.
A raíz de una acción legal por los vecinos del barrio, con la ayuda de Clínica Jurídica de los Derechos Humanos Universales de la Universidad Hebrea y el
abogado Ziad Kawar, el Corte de Distrito de Jerusalén ordenó al Consejo de la ciudad que debata el plan y tome una decisión. Los derechistas, liderados por Mati Dan, director de la asociación Ateret Cohanim, que patrocina numerosas iniciativas para la compra de propiedades árabes en Jerusalén oriental para judíos, y el concejal Aryeh King, votaron en contra.
Al final, sin embargo, el plan pasó con el apoyo de Kahlon, el representante del partido Yerushalmim Tamir Nir, y el concejal de Meretz Yosef Alalu.
El representante de Habait Hayehudi Dov Kalmanovich votó en contra, y los representantes ultraortodoxos de la comisión se abstuvieron.
Barkat elogió la decisión, diciendo: "La planificación de los barrios del este de Jerusalén por el municipio es una clara expresión de la soberanía israelí sobre todos los puntos de la ciudad y fortalece la unidad de Jerusalén".

JERUSALEM APROVA PROJETO PARA CONSTRUÇÃO DE BAIRRO ÁARBE

Jerusalém aprova projeto para construção de bairro árabe

A Prefeitura de Jerusalém aprovou um projeto para a construção de um bairro árabe em Jerusalém Oriental, após anos de forte resistência

Ahmad Gharabli/AFP
Construção em Jerusalém Oriental
Jerusalém Oriental: projeto havia sido apresentado à Prefeitura há mais de 5 anos
Jerusalém - A Prefeitura de Jerusalém aprovou um projeto para a construção de um bairro árabe em Jerusalém Oriental, após anos de forte resistência por parte dos setores ultranacionalistas, que pretendem aumentar a presença judaica no mesmo local em que os palestinos reivindicam como capital.
A Comissão de Planejamento e Construção Local do consistório decidiu iniciar o projeto ontem, enquanto o primeiro passo para a construção do bairro Arav al Swahara é a criação de 2.500 casas distribuídas entre 150 hectares de terreno, afirmou nesta quinta-feira à Agência Efe Pepe Alalo, vereador do partido pacifista Meretz em Jerusalém.
O projeto havia sido apresentado à Prefeitura há mais de cinco anos, embora acabasse barrado por membros de direita, que também costumavam impedir a análise inicial da construção.
Já os cidadãos palestinos abriram requerimento à Suprema Corte israelense com o objetivo de que o projeto fosse analisado.
Após o pedido da população, o prefeito se viu obrigado a estudar o projeto e acabou submetendo-o a votação.
Alalo lamentou que, mesmo com esse "sinal verde" para a construção do bairro, "os setores direitistas tentarão se encarregar de diminuir o número de casas e de atrasar o início das obras".
No entanto, segundo a fonte, essa medida supõe um "passo positivo" e explicou que o plano geral é criar o bairro próximo à aldeia palestina de Tzur Baher e ao bairro judaico de Talpiot, ambos em território israelense.
O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, elogiou a decisão e disse que "o planejamento do bairro em Jerusalém Oriental feito pela prefeitura é uma clara representação da soberania de Israel sobre todas as outras cidades e reforça a unidade de Jerusalém".

15 fotos de medo, morte e revolta na Palestina e em Israel

Em mais um conflito entre Israel e Palestina, com ataques na Faixa de Gaza, mulheres, crianças e famílias inteiras precisam lidar novamente com o terror

REUTERS/Mohammed Salem
Uma menina palestina, de apenas quatro anos, se recupera no hospital após ser ferida em um ataque israelense que matou a sua mãe e outras duas pessoas da família.
São Paulo - Em mais um conflito sangrento entre Israel e Palestina, são as famílias inocentes que mais sofrem com as bombas e os ataques indiscriminados.
Por enquanto, foram 145 palestinos mortos em Gaza, 82 deles civis - incluindo 25 crianças.
Histórico
Tudo começou em junho, quando três adolescentes israelenses sumiram perto de Hebron, na Cisjordânia palestina.
O governo de Israel acusou o Hamas de sequestrar os jovens, iniciando buscas violentas na região de Gaza.
A brutalidade resultou em três palestinos mortos, sendo que um tinha apenas 13 anos. Foi a vez dos palestinos se revoltarem com tamanha covardia.
Dias depois, os corpos dos israelenses foram encontrados. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, presente no funeral, prometeu vingança.
Em julho, mais retaliação: um jovem palestino de 16 anos foi morto. A autópsia revelou que ele tinha sido queimado vivo.
Foi o estopim para que extremistas palestinos incitassem um ataque a Israel.
Já Israel aproveitou a deixa para investir contra o Hamas em Gaza, com bombardeios que atingem casas de famílias.