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Posted: 21 Dec 2019 12:02 PM PST
Humorista gravava série Os Roni
O humorista Whindersson Nunes passou mal durante as gravações do seriado Os Roni, nesta sexta-feira (20), e foi levado às pressas para um hospital em São Paulo.
A assessoria do youtuber informou que ele passou mal por causa de baixa imunidade e de uma forte gripe. Ele foi medicado e já passa bem.
– De uns quatro dias pra cá comecei a passar mal, fiquei muito mal. Cancelamos as gravações. Mas amanhã estou fazendo show em BH e depois de amanhã em Varginha – afirmou Whindersson.
A gravação desta sexta seria a última do seriado neste ano, segundo o Multishow. No entanto, ela precisou ser cancelada devido à ausência de Whindersson.
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Posted: 21 Dec 2019 07:56 AM PST
A popularidade de Jair Bolsonaro, segundo o Ibope, está em queda.
“A avaliação positiva (ótimo e bom) do governo era de 35% em abril, caiu para 32% e 31% em junho e em setembro, respectivamente.
Agora está em 29%.
A avaliação negativa (ruim e péssimo), por sua vez, subiu de 27% em abril para 32% em junho, em setembro chegou a 34%.
Agora alcançou 38%.”
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politica evolutiva mundo laico pela separação da religião do estado por la separação de la religión del estado evolutionary secular political world ,the separation of religion from state Эволюционный светская политическая мир отделение религии от государства/العالم السياسي العلماني التطوري فصل الدين عن الدولة עולם פוליטי חילוני אבולוציונית הפרדת דת מהמדינה
domingo, 22 de dezembro de 2019
sábado, 21 de dezembro de 2019
Boletim diário da ONU Brasil: “Países e bancos de desenvolvimento prometem mais de US$10 bi para apoio a refugiados” e 8 outros.
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Posted: 19 Dec 2019 11:51 AM PST
Refugiados rohingya em campo de Cox’s Bazaar, Bangladesh, durante visita do secretário-geral da ONU em julho de 2018. Foto: ONU
De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), bancos em desenvolvimento, assim como Estados e outras partes interessadas, assumiram compromissos financeiros que totalizaram mais de 10 bilhões de dólares. Para o ACNUR, o Fórum revelou uma “mudança decisiva” em direção a ações de longo prazo para assistir as mais de 25 milhões de pessoas no mundo que deixaram seus países em decorrência de conflitos, perseguição e violência. “O apoio público ao asilo tem hesitado nos últimos anos. E, em muitos casos, comunidades que acolhem refugiados têm se sentido sobrecarregadas ou esquecidas. Mas situações de refugiados são ‘crises’ somente quando as deixamos se tornar crises, pensando nelas em prazos curtos, deixando de planejar ou trabalhar em conjunto entre setores e negligenciando as comunidades em que eles chegam”, disse Filippo Grandi, que chefia o ACNUR. Promessas amplasO Fórum é um elemento-chave para o Pacto Global sobre Refugiados, firmado pela comunidade internacional em dezembro de 2018. Ele demanda que o Fórum Global sobre Refugiados seja realizado a cada quatro anos.Mais de 3 mil pessoas participaram da primeira edição, incluindo representantes de governos, organizações financeiras internacionais, empresas, sociedade civil e organizações humanitárias e de desenvolvimento, assim como os próprios refugiados. Os compromissos substanciais assumidos durante o evento incluem escolas para crianças refugiadas, novas políticas governamentais, energia limpa, infraestrutura e melhor apoio a comunidades e países anfitriões. Segundo o ACNUR, o setor privado ficou responsável por uma série de compromissos, entre eles o forte apoio à criação de oportunidades de emprego para refugiados. Além disso, grupos empresariais se comprometeram com 250 milhões de dólares, enquanto pelo menos 15 mil empregos serão disponibilizados a refugiados, assim como cerca de 125 mil horas por ano serão dedicadas à assistência jurídica gratuita. Por fim, muitos países de origem assumiram compromissos relacionados ao retorno voluntário e à reintegração de refugiados e outras comunidades deslocadas. Segundo o ACNUR, outras promessas também são esperadas, e indicadores foram estabelecidos para monitorar o progresso e avaliar o sucesso das medidas, como criação de empregos, disponibilidade de vagas em escolas e redução de níveis de pobreza. Uma reunião de inventário será realizada em dois anos, e a segunda edição do Fórum Global sobre Refugiados está agendada para o final de 2023. |
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Posted: 19 Dec 2019 11:24 AM PST
Os venezuelanos Ricardo e Maria e seu filho de um mês moram em um abrigo em Manaus (AM). Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo
O intuito da cooperação é facilitar o acesso ao emprego formal e a oportunidades de geração de renda por meio de programas de treinamento vocacional e empresarial, cursos de línguas e capacitações. Os beneficiados também receberão informações sobre seus diferentes direitos no Brasil, incluindo prevenção à exploração e discriminação laboral. A ação da OIM com USAID prevê também a sensibilização do setor privado para promover o acesso dos migrantes ao mercado de trabalho com capacitações direcionadas aos empregadores. Informações para a sociedade em geral também serão disseminadas, especialmente via campanha contra a exploração laboral. O projeto terá ainda uma estratégia para apoiar mulheres e jovens para ajudá-los a superar desafios específicos. Com as atividades e novas parcerias desenvolvidas entre autoridades locais, sociedade civil e setor privado, espera-se ampliar a visibilidade de que o migrante também é um agente de desenvolvimento econômico na sociedade de acolhimento, que pode enriquecer a cultura empresarial com seus conhecimentos e idioma. “Buscamos com essa abordagem combinada entre o apoio direto, o fortalecimento das habilidades dos migrantes e a sensibilização do setor privado e dos parceiros da sociedade civil contribuir para a integração econômica dos migrantes na sociedade brasileira ao longo prazo”, explica o chefe de missão da OIM no Brasil, Stephane Rostiaux. O projeto será implementado em Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, estados com maior concentração de migrantes. As atividades estão previstas para começar em janeiro de 2020 e devem durar dois anos. |
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Posted: 19 Dec 2019 10:46 AM PST
Totens ilustram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na sede da ONU em Nova Iorque – Foto: Manuel Elias/UM Photo
Além de colaborar com o fortalecimento de políticas públicas sustentáveis locais, a participação de representantes da sociedade civil organizada e do setor privado também marcou as ações neste ano. Para 2020, serão aprofundadas as análises locais dos municípios selecionados para a segunda etapa do projeto. As ações são resultado de uma parceria entre a Petrobras e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No primeiro semestre de 2019, as ações do projeto focaram na disseminação de informações sobre os ODS nas 116 cidades selecionadas. Foram feitas capacitações com gestores públicos, representantes da sociedade civil organizada e do setor privado de todos esses municípios. Por meio de encontros presenciais, os gestores discutiram os principais desafios ao desenvolvimento local e dialogaram sobre estratégias para fortalecer o alcance da Agenda 2030 nesses municípios. Outro passo para disseminar os ODS junto aos gestores públicos dos municípios atendidos pelo projeto foi a elaboração do curso à distância “Integrando a Agenda 2030 para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”. Ao longo de dois meses, mais de 2.300 alunos participaram do curso. Nas aulas, conteúdos sobre o processo de adoção da Agenda 2030, conceitos sobre desenvolvimento territorial, principais fontes de informação sobre o tema e como os municípios podem acelerar o processo de implementação das metas dos ODS. Para os alunos que completaram o curso, foram fornecidos certificados de participação. Para a segunda fase do projeto, que teve início em novembro, foram selecionados 28 municípios, em diferentes regiões do país. Gestores públicos, representantes da sociedade civil organizada e do setor privado das cidades selecionadas para essa etapa participarão do “Programa Presencial de Capacitação”. O curso, que terá 40 horas, capacitará os gestores a se tornarem multiplicados do ODS e, assim, formatar políticas para implementar um plano de trabalho local alinhado às metas da Agenda 2030. O curso presencial é composto de dez atividades relacionadas ao alinhamento estratégico aos ODS de organismos e instrumentos públicos. O PNUD promoverá, nesses encontros, rodas de diálogo e fornecerá insumos para a implementação de mais cinco projetos locais voltados ao desenvolvimento sustentável. |
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Posted: 19 Dec 2019 10:22 AM PST
Ita Tin é presidente-executiva do Clue, aplicativo de monitoramento menstrual. Foto: Clue/Divulgação
O aplicativo para celular, além de trazer previsões sobre menstruação, tensão pré-menstrual (TPM) e janela de fertilidade, também mostra informações sobre o corpo feminino com conteúdo educativo. O Clue está disponível em espanhol, português e inglês. A adesão da empresa à Aliança é um gesto de apoio à agenda de direitos reprodutivos e sexuais no Brasil. Por meio de ações como campanhas, debates, disseminação de informação de qualidade e outras atividades pontuais ou continuadas, o Clue trabalha para que meninas e mulheres alcancem seu pleno potencial e exercem seu direito de tomar decisões autônomas sobre sua sexualidade e vida reprodutiva. Em nota, Ita Tin, presidente-executiva do Clue, ressaltou a importância de o aplicativo ser um parceiro oficial do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil. “O Brasil é um dos nossos maiores mercados e sabemos que milhões de pessoas no país usam nosso app e seguem, todo mês, nosso conteúdo educativo do helloclue.com/pt. Os compromissos firmados sob a aliança nos ajudarão a contar ainda mais histórias sobre saúde reprodutiva, menstrual e sexual desde uma perspectiva brasileira, o que se alinha com a missão geral do Clue de promover o empoderamento e a autonomia de mulheres e pessoas com ciclos”, diz. A Aliança é uma iniciativa dos setores privado e filantrópico, em parceria com o UNFPA e com apoio das Embaixadas dos Países Baixos e do Canadá, para a promoção da saúde e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil. Lançada em 2018, a Aliança tem como mantenedoras o Instituto Ethos e as empresas MSD e Semina, além das signatárias Accor Hotels, Jontex, Magazine Luiza, Movimento Mulher 360, Pantys, Laboratório Sabin, SESC, The Body Shop e, agora, Clue. |
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Posted: 19 Dec 2019 09:55 AM PST
O venezuelano Steven e três amigos tentam pegar carona até o Paramo de Berlim, o pico mais alto em sua jornada de Cucuta (Venezuela) para Bogotá, na Colômbia. Foto: OIM/Muse Mohammed
Em discurso no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Bachelet descreveu a miséria contínua que os cidadãos mais pobres do país enfrentam, vivendo em tempos de hiperinflação. Hoje, o salário mínimo “cobre apenas 3,5% da cesta básica”, acrescentou, em meio a “falhas no serviço público”, incluindo assistência médica para crianças. Bachelet insistiu que alegações de execuções extrajudiciais vem acontecendo desde agosto, segundo avisos anteriores de seu escritório, que também destacou o uso excessivo da força contra os manifestantes, prisões arbitrárias, maus-tratos e tortura. As vítimas dessas alegações foram principalmente jovens que se tornaram alvo de membros das Força de Ação Especial (FAES) no contexto de operações de segurança realizadas em bairros periféricos, afirmou. Com base nas informações fornecidas pelo procurador-geral da Venezuela, a alta-comissária disse que, desde agosto de 2017, 770 funcionários foram denunciados por violar direitos humanos, dos quais pelo menos 55 receberam 68 acusações de homicídio. “É importante conhecer o número total de queixas de violações de direitos humanos recebidas pelo escritório da procuradoria-geral durante este período, incluindo supostas execuções extrajudiciais, a fim de avaliar o impacto do trabalho da procuradoria-geral nesta área”, disse Bachelet. No início deste mês, o Conselho de Direitos Humanos anunciou a nomeação de três investigadores que atuarão em uma missão de verificação de fatos na Venezuela. A iniciativa está alinhada com a resolução elaborada pelo Conselho que solicitou o envio urgente de uma missão à Venezuela “para investigar execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias, tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes ocorridos desde 2014, com o objetivo de garantir total responsabilidade para criminosos e justiça para as vítimas”. Segundo informações do Observatório Venezuelano de Conflitos Sociais, mais de 16.400 protestos ocorreram até agora este ano — sendo 4.433 nos últimos três meses. A alta-comissária observou que a maioria deles foi “liderada por profissionais das áreas de educação, saúde e indústria, que protestavam por conta das más condições de trabalho e da falta de suprimentos e equipamentos básicos em escolas e hospitais”. Repressão em segurançaEm meio a protestos liderados por membros da oposição, estudantes e apoiadores do governo no mês passado, Bachelet destacou que uma quantidade considerável de membros das forças de segurança foi mobilizada contra aqueles que não apoiam o presidente Nicolás Maduro.Um acordo foi firmado entre o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Venezuela, com o objetivo de instalar dois escritórios de direitos humanos da ONU em Caracas, concedendo acesso “a todo o país, inclusive aos centros de detenção”, disse Bachelet. “Meu escritório aprecia a disposição das autoridades em revisar o progresso das investigações sobre as suspeitas de execuções extrajudiciais no contexto das operações de segurança e das mortes que ocorreram durante os protestos de 2017”, acrescentou a alta-comissária. Em resposta à atualização de Bachelet, a delegação para a Venezuela negou que houvesse uma crise no país, antes de condenar as sanções “unilaterais” impostas pelos Estados Unidos. Migrações devem chegar a 6,5 milhões em 2020Até o momento, 4,7 milhões de venezuelanos deixaram o país, disse a alta-comissária, citando dados da Plataforma de Coordenação para Refugiados e Migrantes — e até o fim do próximo ano, esse número deve chegar a 6,5 milhões.Com relação às migrações em andamento, Bachelet disse estar preocupada com o fato de países anfitriões vizinhos estarem exigindo “altos requisitos de entrada”. Sair da Venezuela está se tornando cada vez mais difícil, já que as autoridades do país aumentaram o custo de emissão de passaportes em 70% — “um custo equivalente a 54 salários mínimos”, continuou Bachelet. Isso, por sua vez, levou a um aumento do número de pessoas recorrendo a contrabandistas e traficantes e ao desaparecimento de três barcos com destino ao Caribe entre abril e junho deste ano, com 102 homens, mulheres e crianças a bordo. |
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Posted: 19 Dec 2019 09:02 AM PST
Clique para exibir o slide.O resultado da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP25) foi frustrante no que se refere ao compromisso dos países de assumir metas mais ambiciosas para a redução das emissões, mas a maior atuação da sociedade civil e do setor privado foi um fator positivo do evento realizado até o último fim de semana em Madri, na Espanha, sob a presidência do Chile.
A avaliação é de representantes do corpo diplomático de Espanha e Chile, assim como de membros da academia presentes em encontro que reuniu em torno de 30 pessoas na sede do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), na capital fluminense, na última terça-feira (17). A intenção do evento foi compartilhar reflexões e discutir desafios para o futuro do combate às mudanças do clima. “Infelizmente, os resultados não foram tão ambiciosos como gostaríamos, mas foi um evento importante (…). Houve mobilização da sociedade civil e das empresas”, disse o cônsul-geral da Espanha no Rio de Janeiro, Luis Prados Covarrubias. “Foi útil para difundir a consciência da importância de agirmos rápido.” Na opinião do cônsul-geral, a atuação de empresas e da sociedade civil como um todo pode gerar pressão sobre os governos nacionais, que se verão obrigados a acelerar o cumprimento das atribuições frente ao Acordo de Paris, firmado em 2015. “A Espanha assumiu a responsabilidade de sediar a cúpula porque tem compromisso com o tema”, salientou. De acordo com Covarrubias, a Espanha já mantém uma posição destacada mundialmente na produção de energias renováveis — é o quinto país do mundo em potência eólica instalada e a 12ª potência mundial em capacidade da produção de energia renovável — e tem como meta aumentar para 70% o componente de energia renovável em sua matriz energética até 2030, atingindo a neutralidade de emissões de CO2 em 2050. O país, ao lado do Peru, lidera a mobilização de atores no eixo temático de “transição justa” no combate às mudanças climáticas. Em setembro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou uma nova iniciativa que visa garantir que a criação de emprego decente e a proteção dos meios de subsistência estejam no centro dos esforços dos países na ação climática. A iniciativa foi desenvolvida pela Cúpula de Ação Climática, juntamente à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a outros membros da Área de Ação dos Impulsionadores Sociais e Políticos da Cúpula, co-liderada por Espanha e Peru. “O mundo espera soluções concretas e mais ambiciosas. As novas gerações esperam mais de nós, pedem resposta mais sólida e urgente”, disse por sua vez o cônsul-geral do Chile no Rio, Juan Carlos Barrientos. A professora adjunta da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Letícia Cotrim da Cunha — co-autora do sexto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) — alertou durante o evento para o aumento das emissões de gases de efeito estufa desde a aprovação do Acordo de Paris. “O ritmo atual de emissões arrisca provocar mudanças irreversíveis”, disse. Segundo ela, as emissões globais de gases aumentaram 4% desde 2015, enquanto seria necessário reduzi-las em mais de 7% ao ano na próxima década para atingir as metas do acordo climático. Aprovado por 195 países, o Acordo de Paris visa limitar o aumento da temperatura global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais. Isso exigirá reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global, em 45% até 2030, e alcançar a neutralidade de carbono em 2050. A professora também considerou os resultados da COP25 como frustrantes, especialmente diante da falta de consenso sobre as regras do mercado de carbono. Novas negociações serão realizadas em novembro do ano que vem em Glasgow, na Escócia, durante a COP26. “O governo britânico também ficou decepcionado com os resultados (da COP25). Nem todos os países mostraram ambição suficiente. Assegurar essa ambição é nosso maior desafio para a COP26”, disse o cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro, Simon Wood. De forma a garantir mais ambição na implementação de suas metas, o acordo exige que cada país prepare e comunique Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) a cada cinco anos. Esse ciclo começa em 2020, cinco anos após as nações terem apresentado suas primeiras NDCs. Segundo Wood, entre os focos da próxima conferência estão discussões sobre financiamento, sobre soluções baseadas na natureza e de adaptação e resiliência. “Para nós, além do brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), nossa prioridade internacional é a COP26”, disse. “Temos mais oportunidades do que barreiras para a transição a um futuro com menos carbono”, declarou. Kimberly Mann, diretora do UNIC Rio, lembrou que o secretário-geral da ONU se disse decepcionado com o resultado da conferência deste ano, mas que não pretende desistir, uma vez que ativistas e jovens estão se fazendo ouvir nas ruas. “A mudança climática não é mais um problema de longo prazo. A crise atinge desproporcionalmente os mais vulneráveis. É necessária vontade política para mudar o curso dessa história”, declarou a diretora do UNIC Rio.
Durante a COP25, o secretário-geral da ONU reconheceu que líderes empresariais e financeiros têm feito sua parte para vencer as mudanças climáticas. Mais de 170 grandes empresas globais se comprometeram a definir metas científicas e verificáveis de redução de emissões. “Em apoio a esses esforços, convoco vocês, líderes do setor privado e da sociedade civil, a desafiarem seus governos a aproveitarem esta oportunidade para esclarecer suas políticas de desenvolvimento econômico que permitirão que suas empresas invistam decisivamente em um consumo líquido zero de emissões de carbono no futuro”, disse Guterres na ocasião. Leia mais sobre a COP25: COP25: ONU pede esforços do setor empresarial na luta contra mudanças climáticas António Guterres lamenta fim da COP 25 sem consenso Secretário-geral da ONU pede transformação na forma como o mundo gera energia |
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Posted: 19 Dec 2019 07:56 AM PST
Ação de saúde pública para controlar vetores da malária em Machadinho D’Oeste, em Rondônia. Foto: OPAS
Várias delas foram finalistas do prêmio “Campeões contra a Malária nas Américas”, promovido desde 2009 pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Saiba mais sobre cada uma nos textos e vídeos abaixo: 2019: São Gabriel da Cachoeira São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, reduziu pela metade a alta incidência de malária, implementando ações de diagnóstico e tratamento precoces, controle de vetores e mapeamento de casos em tempo real, com alianças importantes e otimização do escopo na atenção primária. 2018: Machadinho D’Oeste Machadinho D’Oeste, no estado de Rondônia, implementou uma série de estratégias que resultaram em um maior acesso ao diagnóstico e tratamento, ampliação do uso de mosquiteiros e redução de 44% nos casos da doença entre 2016 e 2017. 2018: DSEI Alto Rio Solimões O DSEI Alto Rio Solimões, no estado do Amazonas, reduziu em 70% o número de casos desde 2015 em uma área de difícil acesso, que abriga mais de 70 mil pessoas distribuídas entre 13 comunidades indígenas ribeirinhas. 2017: Eirunepé Eirunepé, no estado do Amazonas, reduziu em 98% a carga da malária em grupos populacionais vivendo em áreas de difícil acesso. O projeto envolveu vários setores e fortaleceu a capacidade das instituições locais. 2017: Parque Nacional do Jaú No Parque Nacional do Jaú, estado do Amazonas, um projeto feito com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ampliou a detecção de casos de malária, reduzindo o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento. Essas ações permitiram diminuir em 95% o número de casos totais e eliminar a malária causada pelo Plamodium falciparum na região. 2015: Ministério da Saúde O Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, atingiu o menor número de casos da doença dos últimos 34 anos, alcançando as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O país reduziu em mais de 75% a quantidade de casos de malária em relação ao ano 2000. 2011-2012-2013: Secretaria Estadual de Saúde do Acre O Programa Estadual de Controle da Malária do Acre reduziu exitosamente a epidemia da doença, fortalecendo a integração entre as ações de vigilância e atenção primária e implantando o uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa de duração. 2010: Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas A Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS) implementou um plano plurianual de prevenção e controle da malária, que incluía parcerias intersetoriais. A medida reduziu os danos sociais e econômicos causados pela doença, minimizando a exposição da população a fatores de risco e expansão da governança no setor da saúde sobre o controle da transmissão da malária. Prêmio A premiação do “Campeões contra a Malária nas Américas” é realizada todo dia 6 de novembro, data em que se celebra o Dia da Malária nas Américas. A partir de 2019, houve uma mudança na forma de escolha dos finalistas. Assim, atualmente podem ser nominados municípios de alta carga da doença que estão envidando esforços significativos para reduzir a transmissão da malária com vistas à eliminação. As localidades que já fazem parte da iniciativa da OPAS “Municípios que eliminam a malária” poderão se autonomear para o prêmio. Em relação aos que não fazem parte, é feita uma consulta às autoridades nacionais e locais dos países para a indicação de outros municípios de alta carga de malária. Entre os parceiros da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que participam da entrega deste reconhecimento estão a Fundação das Nações Unidas; a Escola de Saúde Pública do Instituto Milken da Universidade de George Washington; o Centro de Programas de Comunicação da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins; o Consórcio de Saúde Global da Escola Stempel de Saúde Pública e Serviço Social; a Universidade Internacional da Flórida; e Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene. Eliminação Em maio de 2019, Argélia e Argentina foram oficialmente reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como livres da malária. A certificação é concedida quando um país prova que interrompeu a transmissão autóctone da doença por pelo menos três anos consecutivos. Ao todo, 38 países e territórios já foram declarados livres da malária – sendo 17 deles localizados na Região das Américas. A malária é uma doença potencialmente fatal, causada por parasitos transmitidos às pessoas por meio da picada de mosquitos infectados. Aproximadamente metade da população mundial está em risco de contraí-la, principalmente aqueles que vivem em países de baixa renda. Nas Américas, 132 milhões de pessoas – das quais 42,5 milhões no Brasil – vivem em áreas de risco para a doença. |
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Posted: 19 Dec 2019 07:43 AM PST
A iniciativa conjunta estimula o desenvolvimento de regiões rurais em 58 municípios do estado. Foto: Governo do Piauí
A missão cumpre agenda no Piauí até a sexta-feira (20). Houve reuniões em Teresina (PI) entre o secretário de estado da Agricultura Familiar, Hébert Buenos Aires, e o oficial de projetos do FIDA no Brasil, Hardi Vieira, e seis integrantes da equipe. O objetivo dos encontros foi fazer um balanço do que já foi implementado este ano, preparar novas ações e delinear recomendações e prioridades para 2020. Segundo o secretário de Agricultura Familiar, a reunião também serviu para determinar onde serão aplicados os recursos remanescentes. As equipes também trabalham em um novo projeto de desenvolvimento do Piauí, denominado Piauí Sustentável e Inclusivo, que terá financiamento de 150 milhões de dólares por parte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A carta-consulta já foi elaborada e enviada ao Ministério da Economia, de acordo com o secretário estadual. “Essa equipe estará em campo visitando os locais onde terão, principalmente, as obras maiores, que são as 15 barragens, já levando as informações básicas para o desenho do projeto que estamos propondo”, disse superintendente da Secretaria de Agricultura Familiar, Francisco das Chagas Ribeiro. “Já tivemos uma consultoria aqui que nos ajudou a produzir a carta-consulta aprovada pela grupo técnico da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) e que deverá ser aprovada pelo plenário da comissão, responsável por dar o aval para o acordo de empréstimo”, completou. Hardi Vieira ressaltou os avanços do Projeto Viva o Semiárido, que está implementando 211 iniciativas de inclusão produtiva no Semiárido do estado, com recursos aplicados nas diversas áreas como ovinocaprinocultura, avicultura, cajucultura, fruticultura, psicultura e mandiocultura. “Vimos também a importância de investimentos mistos que incluem, por exemplo, reuso de água, quintais produtivos e pequenas criações na implementação e no envolvimento, principalmente de mulheres”, destacou o oficial. Projetos especiais que tratam da agricultura biosalina estão sendo implementados em parceria com o Programa Água Doce (PAD). Foi reforçado o engajamento de comunidades e povos tradicionais e dos jovens nas atividades do projeto. No segundo semestre do ano, houve apoio direto do Projeto Viva o Semiárido à Rota do Cordeiro e Rota do Mel, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com o Programa Semear Internacional (PSI). “O Piauí foi selecionado de modo que as experiências do projeto ficaram mais conhecidas, e os participantes ficaram muito impressionados, principalmente com as ações desenvolvidas com a Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Município de Betânia do Piaui (Ascobetânia) e com a Cooperativa dos Produtores e Produtoras Rurais da Chapada Vale do Rio Itaim (Coovita), que estão se transformando em referência nacional e internacional”, disse Vieira. Fonte: Governo do Estado do Piauí |
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Posted: 18 Dec 2019 12:28 PM PST
Na cerimônia de assinatura, o presidente do CNJ, ministro Dias Toffoli, afirmou que os três termos de cooperação técnica estão voltados à concretização de importantes projetos no âmbito do Judiciário. Foto: CNJ
O acordo envolve três projetos: a consolidação dos Laboratórios de Inovação, Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (LIODS); o fortalecimento da gestão de informações sobre a atenção às crianças no Sistema de Justiça; e a revisão do projeto “Fortalecimento do Monitoramento e da Fiscalização do Sistema Prisional e Socioeducativo”. Na cerimônia de assinatura, o presidente do CNJ, ministro Dias Toffoli, afirmou que os três termos de cooperação técnica estão voltados à concretização de importantes projetos no âmbito do Judiciário. “As parcerias firmadas com o PNUD têm em comum a finalidade de imprimir efetividade a direitos fundamentais assegurados no texto constitucional e em diplomas e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário”, declarou. Segundo a representante-residente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, a parceria com o CNJ tem foco no alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes. “Esse é o objetivo estruturante, necessário para fazer avançar os demais objetivos. Nesse contexto, o PNUD trabalha com o CNJ a fim de garantir o acesso à Justiça e o respeito aos direitos humanos e à dignidade das pessoas privadas de liberdade, crianças e adolescentes”, afirmou. Consolidação dos LIODSO primeiro acordo assinado trata da consolidação dos LIODS e do fortalecimento das capacidades do CNJ para a produção e gestão de dados e pesquisas em temas relacionados à Agenda 2030.Além disso, o termo prevê a capacitação de magistrados e servidores do Judiciário para atuarem nos LIODS, com o propósito de promover uma atuação integrada, aperfeiçoar a prestação de serviços e alinhar as diretrizes estratégicas às metas dos ODS. Atenção às criançasO segundo projeto é sobre o fortalecimento da gestão de informações para a proteção das crianças na primeira infância no Sistema de Justiça brasileiro. Tem como foco o desenvolvimento de estudos e pesquisas, assim como a elaboração de metodologia quantitativa e qualitativa voltada à investigação da realidade do atendimento prestado às crianças pelo Judiciário e pelas instituições da rede de proteção e promoção à primeira infância.O acordo contará, ainda, com a expertise do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) para atividades como estudos comparativos e intercâmbio de melhores práticas internacionais. Justiça PresenteO terceiro acordo revisa o projeto de cooperação técnica “Fortalecimento do Monitoramento e da Fiscalização do Sistema Prisional e Socioeducativo”, firmado em 2018 entre CNJ e PNUD.Essa revisão tem por finalidade promover ajustes necessários à plena efetividade do programa Justiça Presente, a partir dos avanços já obtidos e da necessidade de adequação sob o ponto de vista metodológico, financeiro, orçamentário e operacional, incluindo a criação de um fundo voltado à sustentabilidade das ações do projeto. O programa tem por objeto o desenvolvimento de estratégias para combater a superlotação e a superpopulação carcerária no Brasil, com enfoque nas políticas de alternativas penais e de monitoração eletrônica, bem como nas ações de atenção ao Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), a fim de garantir direitos de adolescentes em cumprimento e pós-cumprimento de medidas socioeducativas. No escopo do projeto, também estão previstas ações relacionadas com a promoção da cidadania e garantia de direitos das pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional, assim como a implementação nacional do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU). |
ONU BRASIL
Em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das ISTs, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais, o Fundo de População da Nações Unidas (UNFPA) realizou em Boa Vista (RR) oficina de prevenção combinada com foco na oferta de testagem rápida para HIV por amostra de fluido oral no âmbito do projeto Bora Saber.
A formação pretende acelerar e fortalecer a resposta a HIV/Aids, Sífilis e Hepatites virais, prioritariamente entre pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas no município, com base nas recomendações da Agenda Estratégica do Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde. “Nosso papel aqui é capacitar as pessoas que atuam diretamente na resposta e atendimento ao fluxo migratório sobre o estigma e discriminação, prevenção combinada, educação e sexualidade”, afirmou Diego Callisto, analista técnico do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde. “Nesse sentido, o projeto Bora Saber vai permitir a ampliação do acesso e o cuidado dessas populações por meio de ações de prevenção combinada, por meio da testagem rápida por amostra de fluido oral, da entrega de preservativos femininos e masculinos, e informações de qualidade sobre o acesso a tratamentos e demais serviços de saúde”, completou. O projeto também tem um foco mais específico na realização de ações de testagem rápida do HIV (fluido oral) em Boa Vista voltadas para pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas, prioritariamente entre populações LGBT, realizadas de forma regular no Espaço Amigável do UNFPA, no Posto de Triagem (PTRIG) da Operação Acolhida e de forma itinerante nos abrigos para a ampliação do diagnóstico oportuno. “O Bora Saber busca trazer informação qualificada, testagem, vínculo e retenção ao tratamento numa abordagem de direitos humanos entre pares. Existe uma alta prevalência de HIV entre a comunidade LGBTI, que sofre estigma e preconceito, o que dificulta o acesso a serviço de saúde, informações e insumos preventivos, ficando vulneráveis a essa e outras infecções sexualmente transmissíveis”, disse Caio Oliveira, oficial de programa para Juventude e HIV do UNFPA. “Com essa demanda, o projeto em Roraima é voltado para a população migrante que frequenta os postos de triagem. Ali, nós vamos ofertar esse pacote de informações qualificadas para essas pessoas ter acesso a serviços de saúde.” Sobre o projetoO #BoraSaber prevê a participação de adolescentes e jovens na mobilização pela oferta de testagem, informação qualificada sobre prevenção do HIV e infecções sexualmente transmissíveis.Além disso, casos positivos são vinculados aos serviços de saúde para início imediato do tratamento. Em Roraima, o projeto é implementado no contexto da resposta humanitária, disponibilizando a testagem rápida de HIV por meio do fluido oral para a população refugiada e migrante, e capacitando os profissionais de saúde que trabalham na resposta na realização destes testes. |
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Posted: 20 Dec 2019 10:51 AM PST
O secretário-geral da ONU, António Guterres, em reunião com o papa Francisco na Cidade do Vaticano, em Roma. Foto: ONU/Rein Skullerud
O chefe da ONU elogiou o representante da Igreja Católica Romana por ser um “mensageiro da humanidade”, abordando em suas falas temas como a crise de refugiados, a pobreza, as desigualdades e a emergência climática. “Essas mensagens vão ao encontro dos valores fundamentais da Carta das Nações Unidas — ou seja, reafirmar a dignidade e o valor do ser humano. Para promover o amor das pessoas e cuidar do nosso planeta. Para defender nossa humanidade e proteger nosso lar em comum. Nosso mundo precisa disso mais do que nunca”, disse o secretário-geral da ONU. Guterres chegou a Roma vindo de Madri, que recentemente recebeu a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, conhecida como COP25, que terminou no último dia 13 sem um consenso entre os países. O secretário-geral da ONU convocou os países a se comprometerem com a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2050, mudança essencial para para que a humanidade sobreviva, de acordo com cientistas. O papa Francisco também destacou a necessidade de ações climáticas urgentes. Falando em espanhol, ele agradeceu aqueles que lutam para criar uma sociedade mais humana e justa, e incentivou todos a ouvirem os jovens que estão lutando por um mundo melhor. “É necessário que nos reconheçamos como membros de uma só humanidade, cuidando das nossas terras, geração após geração, que nos foi confiada por Deus sob custódia, para que possamos cultivá-la e deixá-la de herança para nossos filhos. O compromisso de reduzir emissões poluentes e promover uma ecologia abrangente é urgente e necessário: precisamos fazer algo antes que seja tarde demais”, disse o Pontífice. O Papa também alertou sobre a indiferença sobre o sofrimento de outros. “Não podemos — não devemos — desviar o olhar de injustiças, desigualdades, o escândalo da fome no mundo, da pobreza, das crianças que morrem porque não têm água, comida e cuidados necessários. Não podemos desviar o olhar de qualquer tipo de abuso contra os pequenos. Precisamos combater essa praga juntos”, completou. Paz necessária em tempos turbulentosO encontro entre os dois líderes aconteceu pouco antes do Natal, descrito pelo secretário-geral da ONU como um momento de paz e bondade.Apesar disso, ele expressou tristeza pelo fato de que algumas comunidades cristãs são impossibilitadas de comemorar esse feriado em paz. Ao mesmo tempo, comunidades judaicas e muçulmanas também estão sendo perseguidas, enquanto membros das três religiões estão sendo mortos em razão da sua fé, inclusive em casas de culto. Guterres ressaltou que mais deve ser ser feito para promover um entendimento mútuo e o combate ao ódio crescente. “Nesses tempos turbulentos e difíceis, precisamos nos unir pela paz e harmonia”, disse. O Papa Francisco pediu a pessoas de todos os lugares que tivessem maior fé na comunidade internacional. “Confiança no diálogo entre pessoas e nações, no multilateralismo, no papel de organizações internacionais, na diplomacia como um instrumento de compreensão e entendimento, são indispensáveis para se construir um mundo em paz”, disse. Vaticano deve intensificar medidas para acabar com o abuso infantil, diz especialista da ONUA decisão do papa Francisco de abolir a política de sigilo da Igreja Católica Romana em casos de abuso sexual infantil é um passo bem-vindo — agora o Vaticano deve agir para garantir justiça e reparação para todas as vítimas, disse um relator especial da ONU.“O véu de sigilo que cercava esses crimes abomináveis e que impedia as vítimas de obter justiça e reparação foi levantado”, disse Maud de Boer-Buquicchio, relator especial sobre a venda e exploração sexual de crianças. “Esse bem-vindo gesto do Papa, que reconhece a escala da crise, significa que as vítimas não terão mais que viver no desespero de que esses crimes passem despercebidos e impunes. Agora que a transparência dentro das hierarquias da Igreja foi alcançada, está aberto o caminho para a responsabilização civil e criminal secular por esses abusos.” “No entanto, é apenas um primeiro passo. O Vaticano deve agora tomar todas as medidas necessárias para garantir que a justiça e a reparação das vítimas em todo o mundo sejam realizadas por meio de investigações rápidas e completas que estão sujeitas a escrutínio público, a acusação de supostos autores e a imposição de relatórios obrigatórios para todos os clérigos e funcionários que conhecimento desses atos hediondos.” |
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Posted: 20 Dec 2019 09:58 AM PST
O I Encontro das Guardiãs da Agrobiodiversidade do Semiárido Baiano foi realizado até quarta-feira (18) em Senhor do Bonfim (BA) reunindo mais de 300 agricultoras familiares para discutir temas como caderneta agroecológica (contabilização da produção das mulheres), feminismos, empoderamento e autonomia.
O encontro foi uma realização da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vincula à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Pró-Semiárido, projeto fruto do acordo de empréstimo feito entre o Governo do Estado da Bahia e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas. No primeiro dia do encontro (17), houve troca de experiências sobre a sistematização das cadernetas agroecológicas, e foram divulgados dados expressivos da produção das mulheres na agricultura. A contabilização da produção registrada pelas 351 mulheres que usam as cadernetas no projeto soma 404 tipos de produtos de origem animal, vegetal, beneficiados, medicinais e artesanato. A renda gerada por meio da venda, troca, consumo e doação do que é produzido por essas mulheres corresponde a mais de 173 mil reais, no período de agosto a outubro deste ano. “A caderneta deu visibilidade para aquilo que toda mulher sertaneja está acostumada a fazer, só que muitas mulheres dizem: ‘eu não faço nada, só tomo conta da casa, meu marido que trabalha’. Mas toda mulher gera alguma renda. Então, essa caderneta chegou para nós para dar visibilidade ao nosso trabalho”, disse a agricultora Maria Silvani Gonçalves que mora na comunidade de Angico, no distrito de Pinhões, em Juazeiro. Além da presença das agricultoras que têm registrado sua produção nas cadernetas, o evento teve a participação de parceiros, técnicos e técnicas e Agentes Comunitários Rurais (ACRs). Na mesa de abertura, as boas-vindas foram dadas pelo chefe local do Pró-Semiárido, Cleiton Lin, e contou com a presença de Beth Cardoso, da organização CTA da Zona da Mata de Minas Gerais; da Professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Laeticia Jalil; da agricultora, Maria Silvani; e da gerente de gestão do conhecimento do programa Semear internacional, Aline Martins. Beth Cardoso é uma das idealizadoras da Caderneta Agroecológica. Em sua fala, ela traçou um histórico de como se constituiu a ferramenta metodológica e destacou que a caderneta vem mostrar a importância da produção das mulheres. “A gente fala que a caderneta é um instrumento político e pedagógico porque é a partir do aprendizado sobre a própria produção que elas passam a ter autonomia financeira. A produção das mulheres é a riqueza que não aparece nem nos dados econômicos, então, a caderneta é boa também para mostrar que as mulheres estão fazendo rodar a roda da economia.” Com informações do Governo do Estado da Bahia |
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Posted: 20 Dec 2019 09:41 AM PST
Nos stands e eventos paralelos ao fórum, o Brasil esteve presente por meio de iniciativas que têm promovido a integração local e a convivência entre pessoas refugiadas e a população brasileira. Foto: ACNUR/Jesus Cova
O Brasil participou do fórum com uma delegação governamental e também com iniciativas que promovem a integração de longo prazo e a convivência pacífica entre a comunidade refugiada e a população brasileira. A delegação governamental apresentou à comunidade internacional a Operação Acolhida e a recente decisão do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) de reconhecer mais de 21 mil solicitantes de refúgio venezuelanos como refugiados, entre outras boas práticas brasileiras. Também manteve encontros bilaterais com outros países e empresas. Iniciativas como a Associação Cultural Canarinhos da Amazônia (que atende crianças e famílias venezuelanas na cidade de Pacaraima), o artesanato das mulheres indígenas Warao refugiadas no Brasil e o futebol multicultural da equipe Pérolas Negras também representaram o país no fórum, que reuniu mais de 3 mil participantes e 750 diferentes delegações. “Quero saudar os compromissos feitos por países, líderes empresariais, sociedade civil e pessoas refugiadas para redobrar esforços em apoio à inclusão, autossuficiência e soluções desta população”, afirmou o alto-comissário das Nações Unidas para refugiados, Filippo Grandi, no encerramento do primeiro Fórum Global de Refugiados. Entre os 11 compromissos apresentados pela delegação brasileira estão esforços para ampliar a interiorização de refugiados e migrantes venezuelanos e manter a política de acolhimento, assistência e inclusão desta população, aprofundar o engajamento da sociedade com pessoas refugiadas por meio da oferta de empregos e participar no Processo de Quito (mecanismo regional de coordenação para a Situação Venezuela), compartilhando a experiência da resposta brasileira a este deslocamento – um dos maiores da histórica da América Latina. O governo brasileiro se comprometeu ainda a continuar explorando modalidades de reassentamento com patrocínio privado e comunitário, manter a concessão de vistos humanitários para pessoas afetadas pelo conflito na Síria, fortalecer o sistema nacional de refúgio e oferecer vias de regularização migratória para pessoas não elegíveis como refugiadas. A delegação foi chefiada pelo Subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Antônio José Barreto de Araújo Jr., e integrada pela Secretária Nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj Pinto, pelo Secretário Nacional de Assuntos de Soberania e Cidadania do Itamaraty, Embaixador Fábio Mendes Marzano e pelo coordenador da Força Tarefa Logística Humanitária, General Eduardo Pazuello, contando com outros representantes do governo brasileiro. “O compromisso do governo brasileiro e de outros atores públicos e privados comprovam que, apesar de um ambiente global desafiador, há um compromisso compartilhado de proteger aquelas pessoas que foram forçadas a abandonar seus lares em busca de proteção internacional”, disse Jose Egas, representante do ACNUR no Brasil. Iniciativas brasileirasNos estandes e eventos paralelos do fórum, o Brasil esteve presente por meio de iniciativas que têm promovido a integração local e a convivência entre pessoas refugiadas e a população brasileira. Entre elas, a Associação Cultural Canarinhos da Amazônia, que coordena um coral de 150 jovens e crianças refugiadas brasileiras e venezuelanas em Pacaraima (na fronteira entre os dois países) e apoia suas famílias.Apoiado pelo ACNUR, a associação oferece treinamento musical, e oficinas de costura, artesanato e culinária para mulheres. Adicionalmente, facilita o aprendizado de português para todos, acelerando a inserção cultural e econômica de refugiados e migrantes venezuelanos na sociedade brasileira. Quem passou pelo estande da Made51 – plataforma do ACNUR para venda de artesanato produzido por pessoas refugiadas – pode verificar a beleza do artesanato ancestral de mulheres indígenas venezuelanas da etnia Warao, todos feitos com palha de buriti. Cestos, vasos, chapéus, bolsas, bandejas e outros objetos compunham a mostra. Atualmente, estima-se que 4,5 mil indígenas Warao vindos da Venezuela encontram-se refugiados no Brasil e muitos encontram-se sobre a proteção do ACNUR. Em uma quadra esportiva de Genebra, o Brasil estava representado pela academia de futebol Pérolas Negras, que fornece acesso ao esporte, ensino de idiomas (português e inglês), alojamento e pensão em tempo integral a refugiados no Brasil. A academia foi inaugurada em 2016, com um moderno centro de treinamento da cidade de Paty de Alferes, no Rio de Janeiro. Com ela, jovens atletas têm a chance de continuar a estudar e a ter uma educação esportiva com oportunidades para entrar no mercado profissional. Outra participação brasileira no fórum foi a do professor Gilberto Rodrigues, da Universidade Federal do ABC (UFABC), representando a Cátedra Sérgio Vieira de Mello do ACNUR como uma boa prática de acesso de pessoas refugiadas ao ensino superior no Brasil. CompromissosUma análise inicial indica grandes compromissos financeiros foram feitos durante o Fórum Global sobre refugiados. Mais de 4,7 bilhões de dólares foram comprometidos pelo Grupo Banco Mundial em projetos que beneficiam a população refugiada e comunidades de acolhida – inclusive com a criação de empregos no setor privado.Anúncio semelhante foi feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (cerca de 1 bilhão de dólares). Outros 2 bilhões de dólares foram comprometidos por países e interlocutores do setor privado. A lista completa de compromissos está disponível aqui. “O apoio público ao tema do refúgio oscilou nos últimos anos. Em muitos casos, as comunidades que acolhem as pessoas refugiadas se sentiram sobrecarregadas ou esquecidas”, constatou o chefe do ACNUR, Filippo Grandi. “Mas as situações de refugiados são ‘crises’ somente quando permitimos que elas assim se tornem, pensando a curto prazo, deixando de planejar ou trabalhar em conjunto entre setores e negligenciando as comunidades de acolhida. Nesse fórum, vimos uma mudança decisiva para a visão de longo prazo”. O Fórum é um elemento-chave do novo Pacto Global sobre Refugiados, que foi afirmado pelos Estados membros da ONU em Nova York em dezembro de 2018. Sob o Pacto, os Fóruns Globais de Refugiados acontecem a cada quatro anos, sendo que o próximo está programado para o final de 2023. |
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Posted: 20 Dec 2019 08:45 AM PST
Brasileiros se protegem do sol forte e altas temperaturas em Brasília. Foto:Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom
Nos últimos 12 meses, 24 países das Américas foram afetados por ondas de calor, entre eles Argentina, Bahamas, Barbados, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Honduras, Guatemala, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Venezuela e Uruguai. As previsões meteorológicas para a América do Sul indicam que há probabilidade de ondas de calor que podem aumentar o estresse induzido pelas altas temperaturas, reduzir a disponibilidade de água, aumentar o risco de incêndios florestais e a perda de colheitas. As ondas de calor também podem provocar cortes de energia elétrica, reduzindo o acesso à ventilação, refrigeração e ar condicionado. Planos de contingênciaDevido à situação, a OPAS publicou materiais de comunicação para o público geral sobre medidas que podem ser tomadas, bem como um guia para ajudar os países da região a formular planos de contingência para lidar com as ondas de calor.Essa publicação fornece recomendações que o setor de saúde e as agências meteorológicas podem implementar para se preparar e responder melhor a essa ameaça, evitar os efeitos adversos das ondas de calor, atender as pessoas afetadas e salvar vidas. O guia enfatiza que os planos de contingência devem determinar a probabilidade e a intensidade dos impactos na população, emitir alertas e garantir a implementação da resposta de acordo com o nível da ameaça. Os países devem fortalecer a vigilância epidemiológica da morbidade e da mortalidade associadas ao calor e melhorar a capacidade dos serviços de saúde (capacitação de profissionais, melhorias no desenho de novos hospitais e equipamento dos hospitais existentes em áreas de alto risco. As autoridades locais devem se comunicar efetivamente pelos meios de comunicação e outros canais sobre a ocorrência das ondas de calor, bem como sobre as respostas entre as agências, medidas de prevenção e autocuidado. Alguns países avançaram no sentido de melhorar a preparação frente às ondas de calor seguindo essas recomendações. Contudo, o conhecimento deste risco ainda é limitado e é necessário aumentar a capacidade de resposta. O impacto das ondas de calor na saúde humanaA exposição ao calor pode causar sintomas graves, como insolação, causada pela incapacidade do corpo de regular a temperatura; com isso, as pessoas podem apresentar pele quente, seca e vermelha, pulsação rápida e forte, náusea, cãibras e perda de consciência, o que pode levar ao coma e à morte.A maioria das mortes que ocorrem devido às ondas de calor é causada pelo agravamento de doenças infecciosas ou crônicas (cardiopulmonares, renais, endócrinas e psiquiátricas). Outros sintomas são edema nos membros inferiores, erupção cutânea no pescoço, dor de cabeça, irritabilidade, letargia e fraqueza. Pessoas com maior risco de sofrer complicações ou morte durante uma onda de calor são crianças, idosos e pessoas com condições crônicas que requerem medicação diária. As reações ao calor dependem da capacidade de cada pessoa se adaptar e efeitos graves podem aparecer repentinamente. Por isso, é importante prestar atenção aos alertas e recomendações das autoridades locais. Prevenindo os efeitos nocivos do calorA OPAS/OMS recomenda que as pessoas se informem sobre alertas e previsões meteorológicas no rádio e na TV; evitem a exposição ao sol durante os horários de maior calor; não deixem crianças ou pessoas idosas sem vigilância em veículos estacionados.Também recomenda evitar se exercitar ou praticar atividades intensas ao ar livre sem a proteção adequada; beber água a cada 2 horas, mesmo que não esteja com sede; tomar banhos frios ou banhos em locais seguros (evitando correntes fortes de água). Outras recomendações incluem manter a casa fresca, cobrindo janelas durante o dia e usando ar-condicionado ou ventiladores nas horas mais quentes. É necessário garanta que as conexões elétricas sejam seguras; se tiver alguma doença crônica e dizer uso contínuo de medicamentos, consultar o médico. O que fazer se houver sinais e sintomas de exaustão por calor ou insolação?A exaustão por calor ocorre em pessoas fisicamente ativas. Sem tratamento, a condição pode piorar e o indivíduo pode desenvolver insolação.A insolação é uma emergência médica com risco de morte. O indivíduo deve receber cuidados de saúde em um hospital; interromper todas as atividades físicas; chamar uma ambulância imediatamente; ir a um local fresco. A OPAS/OMS recomenda usar qualquer meio físico para facilitar o resfriamento (como resfriar a cabeça e o corpo com água e “abanar” a pessoa para reduzir a temperatura). Os sinais de alerta em casos moderados e graves: Exaustão por calor: Transpiração intensa; Pele fria e pálida; Temperatura abaixo de 40ºC; Tontura ou desmaio; Dor de cabeça; Respiração acelerada; Pulso rápido e fraco. Insolação: Pele quente, vermelha e seca; Temperatura acima de 40ºC; Dor de cabeça latejante; Perda de consciência ou coma; Pulso rápido e forte. |
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Posted: 20 Dec 2019 07:20 AM PST
Em Berlim, na Alemanha, a manifestação de jovens ‘Fridays for Future’ pede ações urgentes contra as mudanças climáticas. Foto: Fridays For Future/Jörg Farys
Crianças, adolescentes e jovens de todo o mundo saíram às ruas nos últimos meses para exigir seus direitos. Embora cada contexto seja único, do Oriente Médio à América Latina e ao Caribe, e na Europa, África e Ásia, os jovens estão pedindo ação em relação à crise climática, pelo fim da corrupção e da desigualdade, por uma melhor educação e oportunidades de emprego – e por um mundo mais justo para todos, em qualquer lugar. Portanto, é uma ironia de partir o coração que, ao defender seus direitos fundamentais, muitas crianças e muitos adolescentes estão tendo seus direitos roubados. Muitos desses protestos deixaram jovens manifestantes atrás das grades, feridos e, por vezes, mortos. Escolas foram fechadas e o serviços públicos interrompidos. Os direitos das crianças e dos adolescentes à assembleia pacífica e à liberdade de expressão, inclusive em protesto pacífico, estão consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança, o tratado de direitos humanos mais ratificado no mundo. Cabe aos Estados-membros garantir que as crianças e os adolescentes possam exercer esse direito de maneira segura e pacífica. Todos os atores devem abster-se da violência, e as garantias fundamentais para a proteção das crianças e dos adolescentes devem permanecer aplicáveis em todos os lugares, o tempo todo, inclusive onde houver agitação civil ou conflito armado. Meu apelo é para proteger crianças e adolescentes da violência e respeitar seu direito de falar e ser ouvidos. Dê a eles oportunidades para expressar suas preocupações de maneira significativa e participar de assuntos que afetam seu futuro. Ouça-os e responda de uma maneira baseada em princípios, construtiva e solidária. *diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) |
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Posted: 20 Dec 2019 07:07 AM PST
Prefeito Nelson Marchezan Júnior assinou o projeto de cooperação técnica internacional com as Nações Unidas para a revisão do Plano Diretor de Porto Alegre. Foto: Joel Vargas/PMPA
O projeto fornecerá subsídios para aperfeiçoar a gestão do planejamento urbano e promover o desenvolvimento integrado e sustentável do município, com base nos princípios da Nova Agenda Urbana e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o de número 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis. Na cerimônia de assinatura, a representante-residente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, destacou que as ações previstas no projeto estão, de fato, intrinsecamente ligadas à Agenda 2030 e aos ODS. “Para um futuro mais sustentável, sem deixar ninguém pra trás, temos que ter planejamento urbano, eficiência energética, transporte e habitação adequados, isso irá definir o melhor para as futuras gerações. E todos estarão incluídos neste projeto. A prefeitura pode contar com total apoio do PNUD para que os objetivos sejam alcançados.” InovaçãoUm Plano Diretor inovador e que acolha seus habitantes e interesses é o que o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, disse esperar da parceria. “Vamos chegar lá para servir de exemplo para outras cidades do Brasil e do mundo. Estamos fazendo algo que a gente considera ideal para construir o modelo ideal para nossa cidade, com uma visão holística e ampla. Um Plano Diretor que sirva como uma ferramenta para melhorar a vida das pessoas”, disse.Para o secretário do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Germano Bremm, o Plano Diretor vai além de um governo. É um projeto da cidade. “A revisão está estruturada em duas fases: a primeira de produção de diagnósticos e da revisão da legislação, dos instrumentos urbanísticos e do plano estratégico, culminando com a entrega do Projeto de Lei do Plano Diretor à Câmara no final de 2020; e a segunda fase é de detalhamento territorial e desenvolvimento de modelos, por meio quais se revisarão os mapas e anexos do Plano Diretor, que vai até 2021”. Já o diretor da ABC, embaixador Ruy Pereira, destacou a conexão do processo de revisão do Plano Diretor com os compromissos assumidos por 193 países, incluindo o Brasil, em 2015. “Com este processo de revisão do Plano Diretor, Porto Alegre dá um exemplo ousado e se mobiliza para a implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas”. |
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Posted: 20 Dec 2019 07:00 AM PST
Qualquer nível de exposição à fumaça do tabaco apresenta riscos. A melhor maneira de prevenir doenças respiratórias e melhorar a saúde dos pulmões é evitar o consumo do tabaco e a exposição ao fumo passivo. Foto: Município de Aracruz
“O declínio no consumo entre os homens marca um ponto de virada na luta contra o tabaco”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Por muitos anos, testemunhamos um aumento constante no número de homens que usam produtos de tabaco que são mortais. Mas agora, pela primeira vez, enxergamos um declínio, impulsionado pelos governos que são mais rigorosos com a indústria do tabaco. A OMS continuará trabalhando em estreita colaboração com os países para manter essa tendência de queda”. Durante as duas últimas décadas, o consumo global do tabaco caiu de 1,397 bilhão em 2000 para 1,337 bilhão em 2018, ou em aproximadamente 60 milhões de pessoas. Isso foi em grande parte impulsionado por reduções no número de mulheres que consomem esses produtos (346 milhões em 2000 para 244 milhões em 2018 – uma queda acima de 100 milhões). No mesmo período, o consumo de tabaco entre o público masculino aumentou cerca de 40 milhões – de 1,050 bilhão em 2000 para 1,093 bilhão em 2018 (ou 82% dos atuais 1,333 bilhão de usuários de tabaco do mundo). O novo relatório mostra que, além de parar de crescer, o número de homens que consomem tabaco deve diminuir em mais de 1 milhão em 2020 (chegando a 1,091 bilhão de usuários) em comparação com os níveis de 2018; e, até 2025, menos 5 milhões (1,087 bilhão). Até 2020, a OMS projeta que haverá 10 milhões a menos de usuários de tabaco, homens e mulheres, em comparação com 2018, e outros 27 milhões a menos até 2025, totalizando 1,299 bilhões. Cerca de 60% dos países observam desde 2010 o declínio no número de usuários de tabaco. “As reduções no uso global de tabaco demonstram que, quando os governos introduzem e reforçam suas ações integrais baseadas em evidências, podem proteger o bem-estar de seus cidadãos e comunidades”, disse Ruediger Krech, diretor de promoção da saúde na OMS. Apesar de tais ganhos, o progresso no cumprimento da meta global estabelecida pelos governos de reduzir o consumo de tabaco em 30% até 2025 permanece fora de alcance. Com base nos avanços atuais, uma redução de 23% será alcançada até 2025. Atualmente, apenas 32 países estão no caminho de atingir a meta de redução de 30%. No entanto, a diminuição prevista de consumo de tabaco entre os homens, que representam a maioria dos usuários de tabaco, pode ser usada para acelerar os esforços e alcançar a meta global, pontuou Vinayak Prasad, chefe da unidade de controle de tabaco da OMS. “Menos pessoas estão usando tabaco, o que é um passo importante para a saúde pública global. Mas o trabalho ainda não está concluído. Sem intensificar a ação nacional, a queda projetada no uso do tabaco ainda não alcançará as metas de redução global. Nunca devemos desistir da luta contra a indústria de tabaco”, finalizou. O relatório mostrou que aproximadamente 43 milhões de crianças (de 13 a 15 anos) consumiram tabaco em 2018 (14 milhões de meninas e 29 milhões de meninos). Além disso, o número de mulheres que consumiram tabaco em 2018 foi de 244 milhões. Até 2025, deve haver 32 milhões mulheres fumantes a menos. A maioria dos avanços está acontecendo em países de baixa e média renda. A Europa é a região que registra o menor progresso na redução do consumo de tabaco entre mulheres. A região do Sudeste Asiático da OMS tem as maiores taxas de consumo de tabaco, de mais de 45% dos homens e mulheres com 15 anos ou mais de idade, mas se projeta que a tendência diminua rapidamente para níveis similares aos observados nas regiões da Europa e do Pacífico Ocidental – em torno de 25% até 2025. Prevê-se que a região do Pacífico Ocidental, incluindo a China, ultrapasse o sudeste da Ásia como a região com a maior média entre homens. Quinze países das Américas estão a caminho de atingir a meta de redução de 30% do consumo de tabaco até 2030, apresentando o melhor desempenho das seis regiões da OMS. Cada vez mais países estão implementando medidas eficazes de controle do tabaco, que estão tendo o efeito desejado de reduzir seu consumo. Os impostos sobre o tabaco não apenas ajudam a reduzir o uso e os custos com saúde, mas também representam um fluxo de receita para o financiamento do desenvolvimento em muitos países. Todos os anos, mais de 8 milhões de pessoas morrem por consumo de tabaco, ou seja, aproximadamente metade de seus usuários. Mais de 7 milhões dessas mortes são decorrentes do uso direto do tabaco, enquanto cerca de 1,2 milhão se deve à exposição ao fumo passivo. A maioria das mortes relacionadas ao tabaco ocorre em países de baixa e média renda, áreas que são alvo de intensa interferência e marketing da indústria do tabaco. Nota aos editores O relatório da OMS considera o uso de cigarros, cachimbos, charutos, narguilés, produtos de tabaco sem fumaça (como bidis, charutos e cigarros aromatizados) e produtos de tabaco aquecido. Cigarros eletrônicos não são abordados no relatório. O relatório apoia o monitoramento da meta 3.a dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que apela ao fortalecimento da implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco (FCTC). As medidas “MPOWER” da OMS estão alinhadas ao FCTC e demonstraram salvar vidas e reduzir custos de despesas médicas evitáveis. As medidas incluem monitorar políticas de uso e de prevenção do tabaco; proteger as pessoas contra a fumaça do tabaco; oferecer ajuda para a cessação do tabagismo; avisar a população sobre os perigos do tabaco; reforçar as proibições de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco; e aumentar os impostos sobre o tabaco. |
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