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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Quem é Davi Alcolumbre, o 1º judeu presidente do Senado do Brasil

Quem é Davi Alcolumbre, o 1º judeu presidente do Senado

Senador é um dos mais jovens a assumir o comando da Casa

Pleno.News - 03/02/2019 12h15

O Senado elegeu neste sábado (2), o parlamentar Davi Alcolumbre (DEM-AP) como presidente. Ele obteve 42 dos 77 votos, em uma sessão tumultuada. Sua ascensão representa uma vitória para os aliados do governo Jair Bolsonaro.
O novo presidente expressou seu desejo de “reunificar” a Casa e afirmou que não conduzirá os trabalhos com base no “revanchismo”.
– Os meus adversários terão, todos eles, de minha parte, pujante disposição para o diálogo e a cooperação. Todos serão tratados com a mais absoluta deferência e respeito – disse Alcolumbre em seu discurso inicial.
Além de ser novato no Senado e um dos mais jovens da história a chegar ao posto, outra curiosidade sobre Alcolumbre é de que ele se tornou o primeiro parlamentar judeu a assumir a presidência da Casa. Conheça mais do recém-eleito abaixo.
RELIGIÃOO presidente do Senado é filho do mecânico José Tobelem e da empresária Julia Alcolumbre. A família Alcolumbre é descendente de judeus oriundos da Península Ibérica e do Marrocos.
Ela chegou ao Amapá em 1949, fugida da guerra e das perseguições. Junto com essa família, também vieram os Zagury, os Bemerguy, os Peres, os Benoliel, os Barcessat, e os Amar. A família de Davi se instalou na região através do comércio e segue a tradição judaica ortodoxa.
ATUAÇÃO POLÍTICA
Alcolumbre, de 41 anos, está em seu primeiro mandato no Senado, no quinto ano na Casa. Ele iniciou a carreira política como vereador em Macapá, capital do Amapá, mas deixou o cargo para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2003.
Atuou como deputado até 2015 e depois foi para o Senado Federal. Lá, foi presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo e se envolveu ativamente na discussão sobre a cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB). Alcolumbre foi contra.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Saiba quem é Davi Alcolumbre, o novo presidente do Senado

Por Gustavo Garcia, G1 — Brasília
 

O senador Davi Alcolumbre durante sessão de uma comissão do Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoO senador Davi Alcolumbre durante sessão de uma comissão do Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O senador Davi Alcolumbre durante sessão de uma comissão do Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), 41anos, eleito neste sábado (2) para comandar a Casa pelos próximos dois anos, está no primeiro mandato como senador.
O novo presidente do Senado é aliado do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que, nos bastidores, articulava apoio a ele. A mulher de Lorenzoni, Denise Verbeling, trabalha no gabinete do Alcolumbre.
Embora seja de um partido posicionado mais à direita no espectro político, Alcolumbre tem entre seus principais conselheiros o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é de esquerda.
Os dois apoiaram a candidatura de Clécio Luis (Rede), atual prefeito de Macapá, em 2016. Em 2018, Randolfe apoiou a candidatura de Alcolumbre ao governo do Amapá.
Casado e pai de dois filhos, Alcolumbre nasceu em Macapá (AP) em 19 de junho de 1977. É o quarto filho do mecânico José Tobelem e da empresária Julia Alcolumbre.
Começou a trabalhar no comércio da família. Iniciou o curso de ciências econômicas no Centro de Ensino Superior do Amapá (Ceap), mas não concluiu e resolveu seguir o caminho da política.

Trajetória política

A trajetória política se iniciou como vereador na cidade de Macapá. Exerceu o mandato por dois anos (de 2001 a 2002), quando deixou o cargo na metade para assumir o primeiro mandato como deputado federal.
Reelegeu-se duas vezes para a Câmara dos Deputados, totalizando três mandatos consecutivos.
Nas eleições de 2014, foi eleito senador para um mandato de oito anos. Em 2018, concorreu ao governo de Amapá, mas ficou em terceiro lugar.
Na ocasião, declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 770 mil em bens. Com a derrota, retomou o mandato de senador.
Conseguiu chegar à Presidência do Senado ao vencer, com 42 votos,uma eleição marcada por polêmicas.

Atuação legislativa

Desde 2015 no Senado, Alcolumbre participou de votações importantes e polêmicas na Casa. O parlamentar do Amapá votou, por exemplo, a favor da reforma trabalhista em 2017.
No mesmo ano, ajudou o Senado a derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou o então senador Aécio Neves (PSDB-MG), hoje deputado federal.
O tucano foi afastado pelo Supremo após ser denunciado pela Procuradoria Geral da República, com base nas delações da JBS, pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Com os votos de 44 senadores, Aécio pôde retomar as atividades parlamentares.
No ano passado, Alcolumbre votou a favor do reajuste para ministros do STF. Por 41 votos, o Senado aprovou reajuste de 16% nos salários dos magistrados. O vencimento passou de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.
Em 2016, votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que perdeu o mandato e deu lugar a Michel Temer no Palácio do Planalto.
    • Dielo Truda
      HÁ 14 MINUTOS
      Não precisamos nem de políticos nem de patrões comandando a nossa vida! Viva a autogestão, viva o anarquismo!
      MAIS DO G1

      sábado, 2 de fevereiro de 2019

      DAVI ACOLUMBRE ,ELEITO PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL DO BRASIL

      Davi Alcolumbre (DEM-AP) é eleito presidente do Senado




      Davi Alcolumbre (DEM-AP) é eleito presidente do Senado

      Ainda em primeiro turno, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito presidente do Senado após desistência de Renan Calheiros (MDB-AL).

      O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito para o seu primeiro mandato como presidente do Senado Federal.
      Em uma sessão dividida em duas partes por conta de um chilique da senadora Katia Abreu (PDT-TO), que ontem se recusava a aceitar que Davi Alcolumbre (DEM-AP) ocupasse o cargo de presidente em exercício, o presidente da casa foi eleito em uma votação feita em cédulas, mas com a liberdade para a publicidade dos votos.
      As cédulas, no entanto, também causaram polêmica. Ao final da primeira votação, iniciada por volta das 15h30, foram encontradas 82 cédulas dentro da urna que deveria conter apenas 81. Depois de muito bate-boca, trituração dos votos e de ver o presidente em exercício rasgar, depois de ter olhado, as cédulas avulsas, ficou decidido que a votação seria reiniciada.
      A sessão ainda contou com uma ida de Renan Calheiros à tribuna do Senado para reclamar dos senadores do PSDB, que decidiram divulgar seus votos com antecedência, e de Flavio Bolsonaro, que o fez após ter votado secretamente na primeira votação. O senador alagoano acabou por desistir da candidatura, reclamando da “falta de transparência” do pleito em que os seus colegas optaram por dar satisfações aos seus eleitores.
      Mesmo com a renúncia de Renan, os senadores prosseguiram com a votação sem alterar as cédulas, o que explica o fato de Calheiros ter recebido votos na eleição.
      Eduardo Braga (MDB-AM), Jader Barbalho (MDB-PA), Renan Calheiros (MDB-AL) e Maria do Carmo (DEM-SE) se ausentaram da votação após o espetáculo do alagoano, fazendo com que o total de votos fosse de 77, ao invés de 81, número de senadores.
      Confira abaixo total de votos que cada senador na disputa recebeu:
      • Ângelo Coronel (PSD-BA): 08
      • Davi Alcolumbre (DEM-AP): 42
      • Esperidião Amin (PP-SC): 13
      • Fernando Collor (Pros-AL): 03
      • Renan Calheiros (MDB-AL): 05
      • Reguffe (sem partido-DF): 06

      João Guilherme

      João Guilherme


      Estudante e interessado em política, história e religião.


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