Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador BIELORRUSSIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BIELORRUSSIA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de junho de 2017

Rússia, Bielorrússia e Sérvia iniciam manobras perto da fronteira da OTAN

OUVIR RÁDIO
    Exercícos militares Irmandade Eslávica (foto de arquivo)

    Rússia, Bielorrússia e Sérvia iniciam manobras perto da fronteira da OTAN

    © Sputnik/ Radoje Pantovic
    EUROPA
    URL curta
    393507301

    A fase ativa das manobras Irmandade Eslávica 2017, com a participação das Forças Aerotransportadas da Rússia, Forças de Operações Especiais da Bielorrússia e Brigada Especial da Sérvia começou no domingo no polígono bielorrusso de Brest.

    De acordo com o plano das manobras, os militares começaram a realizar missões antiterroristas em um destacamento conjunto no âmbito de uma operação de manutenção da paz em um estado condicional, operando sob mandato da ONU, disse aos jornalistas o coronel Aleksei Sgibnev, coordenador dos exercícios pela parte russa.
    "Hoje começou a primeira etapa da fase ativa das manobras — preparação de um grupo tático internacional a nível de batalhão, constituída por destacamentos russos, bielorrussos e sérvios para a realização de missões antiterroristas e seu deslocamento para uma determinada região com o atravessamento de um obstáculo aquático e desembarque", contou Sgibnev.
    Segundo ele, na segunda-feira à tarde e na noite de 12 para 13 os destacamentos do grupo tático internacional terão de cumprir missões que visam tomar e manter sob controle a região de responsabilidade para depois realizar lá atividade antiterroristas com uso de um grupo de helicópteros de busca e assalto. "No total, durante o dia serão simulados cerca de dez cenários tácticos", sublinhou Sgibnev.
    A primeira fase dos treinamentos Irmandade Eslávica 2017, ou seja, a formação e coordenação do grupo tático internacional a nível de batalhão, decorreu no polígono de Brest entre 6 e 11 de junho. A segunda fase (ativa) das manobras, isto é, a realização prática de missões antiterroristas no âmbito do grupo multinacional, terá lugar entre 12 e 14 deste mês. Das manobras participam mais de um milhar de militares da Rússia, Bielorrússia e Sérvia e mais de 150 unidades de veículos blindados russos e bielorrussos. As armas, veículos e munições dos militares sérvios foram cedidos gratuitamente pelas Forças Armadas bielorrussas.

    Mais:

    Mais de 5.000 militares da OTAN começam treinamentos de grande escala na Lituânia
    Sérvia vai processar a OTAN pelos bombardeios à antiga Iugoslávia em 1999
    Tags:
    treinamento militarmanobrasIrmandade Eslávica 2017SérviaBielorrússiaRússia
    COMENTAR NO FACEBOOKCOMENTAR NA SPUTNIK

    quinta-feira, 25 de setembro de 2014

    ARMENIA A CAMINHO DA UNIÃO EURO-ASIATICA

    Ontem, 20:39

    Armênia a caminho da União Econômica Euroasiática: vantagens e obstáculos

    Armenia, Uniao aduaneira, economia

    O acordo de adesão da Armênia à União Econômica Euroasiática poderá ser assinado em Minsk a 10 de outubro. A capital da Bielorrússia irá receber os líderes dos países-membros da União Econômica Euroasiática. Segundo as pesquisas, a integração no espaço econômico eurasiático único obtém a aprovação de mais de 60% da população da Armênia.

    A Rússia, a Bielorrússia e o Cazaquistão assinaram o tratado da União Econômica Euroasiática a 29 de maio em Astana. O acordo deverá entrar em vigor a partir de 1 de janeiro de 2015. Em setembro do ano passado, quando a União Econômica Euroasiática era apenas um projeto, Erevan tinha declarado sua vontade de aderir à União Aduaneira e, mais tarde, à União Econômica Euroasiática.
    Neste momento a versão final do acordo de adesão da Armênia à União Econômica Euroasiática já está pronta. Erevan, Minsk, Astana e Moscou se preparam para a assinatura do tratado. Na reunião de outubro na Bielorrússia, os líderes dos países participantes irão discutir a adesão à União não apenas da Armênia, mas também do Quirguistão.
    Até ao último momento a Armênia esteve enfrentando uma escolha: continuar a integração com seus parceiros históricos ou assinar o acordo de associação com a União Europeia, que Bruxelas propunha com insistência. Finalmente Erevan tomou a única decisão correta, diz o antigo embaixador da Rússia na Armênia Viacheslav Kovalenko:
    “Para países pequenos como a Armênia a integração representa uma garantia de proteção de seus interesses econômicos e de um crescimento econômico a longo prazo. O processo de integração euroasiática prevê um trabalho conjunto de elaboração das regras do jogo e um respeito mútuo pelas soberanias nacionais. Uma parte considerável desse caminho já foi percorrida, restam alguns problemas na área aduaneira e tributária que estão sendo discutidos neste momento.”
    Na opinião de Kovalenko, a Armênia, ao assinar o acordo, irá aceder a um amplo espaço para o desenvolvimento de sua economia nacional ao usar as vantagens da União Aduaneira. Isso abrange tanto os preços do petróleo, como o alargamento do mercado de escoamento de produtos agrícolas armênios. Não é menos importante a questão da política migratória: a adesão do país à União Econômica Euroasiática irá remover muitos obstáculos aos muitos trabalhadores imigrantes armênios que neste momento se encontram tanto na Rússia, como na Bielorrússia.
    Contudo, tal como se esperava, todas essas perspetivas não agradam nada a Washington, o qual ultimamente tem cada vez menos influência no Cáucaso de Sul. As pressões exercidas não têm precedentes, os norte-americanos há muito que desistiram de toda a etiqueta diplomática, refere o analista político Andrei Areshev, especialista em questões do Cáucaso:
    “Também existem problemas de caráter político. Nós compreendemos perfeitamente que a União Aduaneira e a União Econômica Euroasiática não são criadas no vazio. Nós vemos que a Rússia está numa situação bastante difícil devido à situação na Ucrânia. Há pouco tempo nós assistimos à embaixada estadunidense em Erevan ter aconselhado diretamente à Armênia a se manter afastada da Rússia. Ou seja, nós compreendemos que a linha de oposição aos processos de integração é bastante forte e consequente. Aqueles que a seguem irão usar quaisquer argumentos para travar esse processo.”
    A União Econômica Euroasiática é, em primeiro lugar, um projeto econômico. Durante o processo de elaboração do acordo foram registradas certas contradições. Mas o principal é que nenhuma delas é insolúvel, sublinha o diretor do Instituto do Cáucaso e analista político Alexander Iskandaryan:
    “As questões técnicas já estão praticamente resolvidas, inclusive em relação às tarifas alfandegárias. Falta apenas ajustar isso com os restantes países-membros da União Econômica Euroasiática. Aqui, além do espaço integrado, ainda existem contradições internas entre as partes, as quais, no entanto, não são tão graves que possam criar obstáculos sérios. A assinatura, a 10 de outubro, do documento para a entrada da Armênia na União Econômica Euroasiática será possível.”
    O Ocidente continua pressionando Erevan. Algumas forças gostariam muito que a questão “a União Econômica Euroasiática ou a União Europeia” fosse decidida na Armênia de acordo com o cenário ucraniano. Contudo, a liderança armênia, segundo tudo indica, tenciona se orientar de acordo com seus próprios interesses e não pelas vantagens que possa obter “do tio da América”.
    De resto, as vantagens desse acordo são compreendidas não apenas no espaço pós-soviético. O interesse em uma cooperação com a União Econômica Euroasiática já foi demonstrado pela Índia, pela China e por Israel.