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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Áustria decide derrubar casa natal do nazista Adolf Hitler

Áustria decide derrubar casa natal do nazista Adolf Hitler

Hitler nasceu e viveu seus primeiros três anos em Braunau am Inn.
'Porão pode ficar, mas em cima será construído novo edifício', diz ministro.

Da Agência Efe
Hitler nasceu e viveu seus primeiros três anos na casa (Foto: Joe Klamar/AFP)Hitler nasceu e viveu seus primeiros três anos na casa (Foto: Joe Klamar/AFP)
O governo da Áustria anunciou nesta segunda-feira (17) que derrubará a casa natal do antigo ditador nazista Adolf Hitler (1889-1945) na cidade de Braunau am Inn.
Em entrevista à versão eletrônica do jornal "Die Presse", o ministro do Interior austríaco, Wolfgang Sobotka, informou que a "casa de Hitler será posta abaixo. O porão pode ficar, mas em cima será construído um novo edifício".
"Depois, a casa será entregue ao município (de Braunau) para fins caridosos ou fins oficiais", acrescentou o ministro, que cumpre assim com a recomendação de uma comissão de 13 especialistas que estudou durante meses o que fazer com este edifício.
Em comunicado, Sobotka precisou pouco depois que "compartilha a opinião da comissão segundo a qual seria razoável uma profunda reforma arquitetônica" da casa.
Desta forma, acrescentou o ministro conservador, será impedido de forma permanente que o edifício adquira uma "força simbólica".
Durante anos, a casa tinha sido alugada da proprietária pelo Estado austríaco e o município de Braunau para evitar que se transformasse em um santuário neonazista.
Em julho, o governo austríaco aprovou uma lei para expropriar a casa natal do ditador nazista, um edifício que está sob proteção por ter alicerces do século XVII.
Hitler nasceu e viveu seus primeiros três anos de vida em Braunau am Inn, uma cidade situada junto à fronteira com a Alemanha.
A desapropriação pôs fim a uma longa batalha judicial com a proprietária, que tinha se negado a vender o imóvel ao Estado.
Alguns especialistas criticaram o fato de que com uma possível derrubada, a Áustria perderia a possibilidade de relembrar seu próprio passado nazista.
Sobotka rejeitou hoje estas alegações e destacou que a república alpina "conta com uma cultura da memória que funciona", por exemplo com o antigo campo de concentração de Mauthausen, onde foram assassinadas cerca de 100 mil pessoas.
O ministro acrescentou que a Áustria está construindo duas "Casas da História", uma em Viena e outra na cidade de Sankt Pölten, onde se seguirá fomentando o trabalho histórico.
A comissão de analistas estava composta por historiadores, juízes e Oslar Deutsch, presidente da comunidade judaica da Áustria, dizimada durante o Holocausto com o assassinato de 65 mil judeus austríacos, enquanto outros 130 mil conseguiram escapar.
Hitler nasceu em 20 de abril de 1889 na rua Salzburger Vorstadt, 15, de Braunau, mas, em poucas semanas, sua família se mudou para outro endereço dentro da mesma cidade, que finalmente deixou três anos mais tarde.
Em 1938, após a anexação da Áustria pela Alemanha nazista, o edifício foi comprado por Martin Bormann, um estreito colaborador de Hitler, e os nazistas transformaram o local em um "centro cultural".
Depois da guerra, o edifício foi comprado de novo pela família dos proprietários originais, que permitiram a instalação de uma biblioteca.
Mais tarde, os inquilinos da casa foram uma escola, um banco, um instituto técnico e até 2001 um lar para jovens incapacitados.
Desde então, a casa estava vazia e o Estado austríaco e o município de Braunau pagavam à dona 4,7 mil euros mensais de aluguel para evitar um uso não desejado do lugar.
Com a desapropriação decidida por lei em julho, o Estado austríaco precisa indenizar à proprietária.
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sábado, 15 de outubro de 2016

Escócia dá 1º passo rumo a novo plebiscito sobre independência: Entenda o que isso significa

Escócia dá 1º passo rumo a novo plebiscito sobre independência: Entenda o que isso significa

  • 13 outubro 2016
Nicola SturgeonImage copyrightAP
Image captionPremiê Nicola Sturgeon disse que fará 'o que for necessário' para proteger interesses da Escócia
A premiê escocesa, Nicola Sturgeon, anunciou a realização, na próxima semana, de uma consulta sobre planos de realizar um segundo plebiscito sobre a independência do país em relação ao Reino Unido.
Sturgeon disse em conferência do Partido Nacional Escocês (SNP, na sigla em inglês), do qual é líder, que haverá publicação de uma lei de plebiscito, primeiro passo necessário para a nova votação.
No primeiro plebiscito, em 18 de setembro de 2014, o "não" venceu com 55% dos votos.
Mas o que motiva essa nova iniciativa e qual é seu significado? E qual é a probabilidade de a votação ser refeita tão pouco tempo depois da primeira?

Por que a premiê escocesa quer um novo plebiscito?

Sua origem está diretamente ligada à decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, conhecida como Brexit.
A Escócia rejeitou a medida por 62% a 38%, enquanto o "sim" venceu no Reino Unido como um todo, com 52% dos votos.
Em 24 de junho, o dia seguinte ao Brexit, Sturgeon disse que uma nova votação sobre a independência escocesa era "muito provável".
Ela defende que a Escócia tem o direito de escolher um caminho diferente se não for permitido ao país proteger seus interesses "dentro do Reino Unido".
Apoiadores da independência escocesa marcham en GlasgowImage copyrightPA
Image captionNo plesbiscito de 2014, o 'sim' pela independência perdeu, com 45% dos votos
"Estou certa de que a Escócia terá a possibilidade de reconsiderar a questão da independência e fazê-lo antes de o Reino Unido sair da União Europeia - se isso for necessário para proteger os interesses de nosso país", afirmou Sturgeon.
"Então, posso confirmar hoje que uma Lei de Plebiscito de Independência será publicada para que seja feita uma consulta na próxima semana."
Sturgeon disse na mesma ocasião que os parlamentares do SNP serão contra o Brexit quando o assunto for votado pela Câmara dos Comuns no próximo ano e que eles trabalharão para convencer os membros de outros partidos a fazer o mesmo. "Não só pela Escócia, mas por todo o Reino Unido."

É uma posição unânime entre os líderes políticos da Escócia?

Sturgeon enfrenta a oposição de David Mundell, secretário de Estado escocês, que atua como representante do país na administração britânica e é o único integrante escocês do Partido Conservador, o mesmo da atual premiê britânica, Theresa May, no Parlamento do Reino Unido.
Mundell pediu que Sturgeon "comprometa seu governo a trabalhar construtivamente com o governo britânico para aproveitar as oportunidades que virão e não fazer a Escócia retroceder aos debates constitucionais divisivos do passado".
"Falar constantemente sobre um novo plebiscito de independência cria incerteza e prejudica a economia escocesa em um momento em que nosso crescimento é menor do que o do Reino Unido como um todo."

Quais são as chances do novo plebiscito ser realizado?

Uma consulta não significa que uma decisão sobre a realização da votação já esteja tomada nem que ela de fato será realizada, esclarece Brian Taylor, editor de política da BBC Escócia. "Não significa quase nada", diz Taylor.
Sturgeon não prometeu nem ameaçou que de fato levará à frente o plebiscito, destaca Sarah Smith, editora para Escócia da BBC News.
Ela ainda enfrenta alguns problemas. Pesquisas de opinião apontam que o apoio à independência quase não aumentou desde o plebiscito britânico que determinou a saída da União Europeia.
E as atuais circunstâncias econômicas, com a queda do preço do petróleo, são menos favoráveis do que há dois anos. "Sturgeon não vai se apressar para realizar uma votação que ela pode perder", afirma Smith.
Sturgeon reconheceu que, se houver uma nova votação, seria preciso trabalhar para convencer os cidadãos de que a independência seria benéfica, mas deixou claro que a opção ainda está sobre a mesa e que se está se preparando para isso caso acredite que o momento seja favorável.
"Não vejo um novo plebiscito ocorrendo em 2017, talvez em 2018", avalia Taylor. "Primeiro, os termos do Brexit precisam estar mais claros para que a independência tenha força como alternativa a isso."

Qual é a mensagem que o anúncio de Sturgeon envia para o governo britânico?

Houve na fala da premiê uma declaração muito mais significativa e que gerou poucos aplausos.
Sturgeon disse que seu governo fará propostas, que já estão sendo elaboradas, para manter o máximo possível de laços da Escócia com a União Europeia após o Brexit.
Isso ocorreria com a Escócia ainda parte do Reino Unido e não exigiria uma lei de plebiscito nem a independência. Mas demandaria conferir novos poderes ao Parlamento escocês - como a possibilidade de fechar acordos transnacionais.
"Em outras palavras, exigiria um Reino Unido mais flexível. Talvez conferindo à Escócia um status especial como o da Irlanda do Norte", diz Taylor.
Theresa May
Image captionAnúncio de Stugeon foi interpretado como um alerta à premiê britânica, Theresa May
"Ela está desafiando (a premiê britânica) Theresa May a vislumbrar essa opção e a levá-la a sério, como parte das mudanças que ocorrerão com a saída da União Europeia."
Em resposta ao discurso de Sturgeon, a porta-voz de May disse que a premiê está "totalmente comprometida em se envolver com o povo escocês, entender seus interesses e garantir que, em meio à negociação da saída da União Europeia, sejam tomadas medidas em prol do Reino Unido".
Theresa May já havia feito uma declaração semelhante pouco depois da decisão favorável a deixar a União Europeia, quando prometeu "envolver totalmente" o governo escocês nas discussões de como se dará essa saída.
Nenhuma dessas discussões ocorreu até o momento, e Sturgeon teme não ser ouvida quando elas ocorrerem.
Seu discurso é um alerta sobre a possibilidade de recorrer ao novo plebiscito caso as preocupações da Escócia sejam ignoradas.
Afinal, não há recado mais claro do que dizer: "Se vocês pensam por um segundo que não estou sendo séria ao dizer que farei o que seja necessário para proteger os interesses da Escócia, pensem de novo".

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Trump propõe união entre EUA e Rússia contra militantes do Estado Islâmico

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10 de outubro de 2016 ITAR-TASS
Durante o debate no domingo (9), candidato republicano disse que comitiva da adversária Hillary Clinton apresenta acusações infundadas contra Moscou por razões políticas.
Cara a cara com Hillary, Trump não poupou críticas a sua política externa Foto:AP
O candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, sugeriu durante o debate com a democrata Hillary Clinton no domingo (9), que Washington e Moscou lutem conjuntamente contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).
“[O presidente sírio Bashar al-] Assad está matando o EI. A Rússia está matando o EI. O Irã está matando o EI. E agora os três se alinharam por causa de nossa política fraca”, disse Trump.
Mais cedo, o candidato já havia dito “que seria ótimo se nós nos déssemos bem com a Rússia. Poderíamos lutar juntos contra o EI”.
Trump disse ainda que a comitiva de Clinton tende a apresentar acusações infundadas contra Moscou por razões políticas.
A candidata pelo Partido Democrata culpou o governo sírio e a Rússia pela situação em Aleppo, alegando que Moscou não presta “qualquer atenção ao EI” e tem por único objetivo “manter Assad no poder”.
“Precisamos de certa influência com os russos porque eles não virão à mesa de negociações sem autoridade”, disse Hillary, ao repetir o apelo para o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea e a necessidade de armar os curdos, embora reconhecendo que o envio de tropas terrestres norte-americanas não funcionaria.
“Eu não usaria forças terrestres norte-americanas na Síria, penso que isso seria um erro muito grave”, acrescentou a candidata.
Trump rebateu as declarações da adversária, a quem criticou por não saber quem exatamente seriam os rebeldes frequentemente citados por autoridades e imprensa. “Quase tudo que ela fez na política externa foi um erro e um desastre”, arrematou.
Com a agência de notícias TASS
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encontro do brics em GOA(ÍNDIA)

Líderes do Brics posam para foto antes de jantar em Goa

KREMLIN.RU
Da esq. para dir., presidente sul-africano Jacob Zuma, presidente chinês Xi Jinping, primeiro-ministro indiano Narendra Modi, presidente russo Vladímir Pútin e presidente brasileiro Michel Temer reunidos antes de um jantar oferecido por Modi, como parte da 8ª cúpula do Brics, na Índia.

Egito pode reativar base militar russa

Egito pode reativar base militar russa

Cairo negocia restabelecimento de facilidades soviéticas em Sidi Barrani.
Presidents of Russia and Egypt meet in Sochi
Base egípcia reforçaria presença militar no Oriente Médio. Hoje, país só tem facilidades na Síria. Foto:Alexei Druzhinin / TASS
Moscou está negociando com o Cairo o arrendamento de antigas instalações militares em território egípcio, na cidade de Sidi Barrani. Se os governos dos dois países concordarem sobre as condições do arrendamento, a base militar poderá será restabelecida até 2019, de acordo uma fonte que não quis ser identificada.
Segundo ela, o Egito se mostra disposto a aceitar as condições russas, já que a ideia de ter uma base russa em seu território corresponde aos objetivos e interesses geopolíticos do Cairo.
Assim, Moscou entregaria todos os equipamentos necessários para o restabelecimento da base por via marítima.
Ter uma base militar no norte da África seria uma forma de resolver diversas questões geopolíticas para a Rússia, especialmente no Mediterrâneo ocidental, de acordo com analistas.
Reforço da presença militar
A restauração da base militar em Sidi Barrani ainda reforçaria a segurança internacional, segundo o vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma do Estado (câmara dos deputados na Rússia), Andrêi Krassov.
“O Egito e outros países entendem o papel da Rússia no equilíbrio de forças [...] Creio que devamos intensificar a cooperação com o Egito, inclusive na reconstrução da base militar”, disse.
O deputado Anton Morozov, membro do Comitê de Assuntos Internacionais da Duma, diz que, nas atuais condições, a Rússia precisa reforçar sua presença militar no Oriente Médio. 
“O Oriente Médio é uma área muito importante para a Rússia que também pode representar ameaças terroristas”, disse Morozov.
“Qualquer país precisa de bases militares fora do seu território. A base em Sidi Barrani ajudará não só a resolver o conflito sírio, mas também fortalecerá a posição da Rússia na Líbia”, diz o presidente da Associação Internacional de Contraterrorismo, Ióssif Linder.
“Trata-se de parte da estratégia de restauração do poder da Rússia na arena internacional. Moscou precisa restaurar as bases militares soviéticas, especialmente no norte da África. Isso não significa que a Rússia pretenda atacar com bases militares além das fronteiras, mas apenas uma medida de representação do país no exterior”, completa Linder.
No momento, a Rússia possui apenas uma base militar no Oriente Médio, localizada no aeroporto Hmeymim e que foi concedida a Moscou gratuitamente por Damasco em 26 de agosto de 2015.
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