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Posted: 16 Mar 2020 01:54 PM PDT
As pessoas que chegam ao aeroporto de Luxor, no Egito, são rastreadas quanto a sintomas de coronavírus. Foto: Khaled Abdul Wahab
A OMS criticou repetidamente a falta de urgência por parte de muitos países quando se trata de testes, isolamento e rastreamento de contatos (ou seja, monitorar cuidadosamente as pessoas que estão em contato próximo com alguém que foi infectado). Em seu briefing de segunda-feira, Tedros reconheceu a rápida escalada nas medidas de distanciamento social em todo o mundo, que inclui muito mais fechamento de escolas, cancelamento de eventos esportivos e, em alguns países, fechamento de negócios onde as pessoas se reúnem, como restaurantes, bares, cinemas, e teatros. No entanto, simplesmente seguir as diretrizes de comportamento pessoal (como distanciamento social, lavagem regular das mãos e tosse no cotovelo) não é, disse Tedros, suficiente para “extinguir a pandemia”. “Você não pode combater um incêndio com os olhos vendados”, disse ele, ressaltando a importância de testar todos os casos. “Não podemos parar esta pandemia se não soubermos quem está infectado”. Cerca de 1,5 milhão de testes foram enviados pela OMS a 120 países para atender à demanda global, e a agência está trabalhando com empresas para disponibilizá-los aos necessitados. Orientação para cuidados em casaTedros observou que muitos países já excederam sua capacidade para atender casos leves em unidades de saúde e, se estiverem nessa situação, devem priorizar pacientes mais velhos e aqueles com condições de saúde pré-existentes.Uma opção para pacientes com sintomas leves é que eles sejam isolados e tratados em casa, explicou. Isso pode colocar outras pessoas na mesma casa em risco; portanto, os profissionais de saúde devem seguir as orientações da OMS sobre como prestar assistência da maneira mais segura possível. O paciente e o cuidador devem, por exemplo, usar máscaras médicas quando estiverem no mesmo quarto, dormir em quartos separados e usar um banheiro diferente; o cuidador deve lavar as mãos após qualquer contato com o paciente ou com o ambiente imediato do paciente; e visitantes não devem ser permitidos. Como os pacientes ainda podem infectar outras pessoas após deixarem de ficar doentes, as medidas devem continuar por pelo menos duas semanas após o desaparecimento dos sintomas. “Não faça estoques”A lavagem frequente das mãos não é apenas uma questão de higiene pessoal: é também, declarou Tedros, um ato de solidariedade, porque reduz o risco de você infectar outras pessoas, em sua comunidade e no mundo: “faça por si mesmo, faça para os outros”, afirmou.A OMS também está pedindo às pessoas que manifestem sua solidariedade, não estocando itens essenciais. Isso pode criar escassez de medicamentos e outros produtos, o que pode agravar a situação. No entanto, Tedros recebeu com satisfação a resposta ao Fundo de Solidariedade ao Coronavírus, lançado pela OMS e parceiros na sexta-feira (13). Desde então, cerca de 110 mil pessoas contribuíram com quase 19 milhões de dólares, que serão usados para comprar testes de diagnóstico, suprimentos para profissionais de saúde e apoiar pesquisa e desenvolvimento. O chefe da OMS também mencionou o desafio #safehands (mãos seguras), um exercício de conscientização online, incentivando as pessoas a compartilhar seus vídeos promovendo a importância da lavagem correta das mãos, que vem atraindo a atenção de muitos participantes, incluindo celebridades e líderes mundiais. Pessoal da ONU que presta assistência aos governos nacionais Enquanto isso, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, anunciou que equipes da ONU estão trabalhando com autoridades em todo o mundo, para apoiar os planos nacionais de preparação e resposta à COVID-19. Em muitos países, disse o porta-voz, o pessoal da ONU está fornecendo conhecimentos adicionais aos governos, em áreas como saúde pública, resposta humanitária e de emergência, bem como conscientização da comunidade e comunicação de riscos. Na Ásia, por exemplo, vários órgãos da ONU estão apoiando os esforços do governo em áreas como finanças e economia, educação e água e saneamento, com apoio imediato a fábricas de roupas e trabalhadores migrantes e um foco especial nas mulheres. E na América Latina e no Caribe, e na África, os especialistas em comunicação da ONU estão apoiando os esforços de conscientização da comunidade e de comunicação de risco em nível nacional. |
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Posted: 16 Mar 2020 01:24 PM PDT
Criança caminha na neve em um assentamento informal que recebe famílias deslocadas do sul de Idlib e das províncias rurais de Alepo, no noroeste da Síria. Foto: UNICEF/Baker Kasem
“A guerra na Síria tem mais um marco vergonhoso hoje”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, que esteve na Síria na semana passada. “Quando o conflito entra no seu décimo ano, milhões de crianças estão entrando na segunda década de vida, cercadas por guerra, violência, morte e deslocamento. A necessidade de paz nunca foi tão urgente”. De acordo com dados verificados de 2014 – quando o monitoramento oficial começou – até 2019: Mais de 9 mil crianças foram mortas ou feridas no conflito; Cerca de 5 mil crianças – algumas com apenas 7 anos – foram recrutadas para a luta; Quase 1 mil instalações médicas e de educação foram atacadas. Como esses são apenas os números verificados, é provável que o verdadeiro impacto dessa guerra nas crianças seja mais profundo. “O contexto na Síria é um dos mais complexos do mundo. Infelizmente, a violência e o conflito ativo continuam em vários locais, inclusive no noroeste, com graves consequências para as crianças, enquanto em outras regiões as crianças estão se reconectando com parte de sua infância perdida, reconstruindo lentamente sua vida”, disse Ted Chaiban, diretor regional do UNICEF para o Oriente Médio e Norte da África, que acompanhou a diretora-executiva em sua viagem à Síria. “É evidente, no entanto, que nove anos de combates brutais levaram o país à beira do precipício. As famílias nos disseram que, em casos extremos, não tinham escolha a não ser enviar suas crianças para o trabalho ou casar cedo suas meninas. Nenhum pai ou mãe deve ser forçado a tomar essas decisões.” No noroeste da Síria, a escalada do conflito armado, combinada com as duras condições do inverno e as temperaturas em declínio, no topo de uma crise humanitária já terrível, causou um forte prejuízo a centenas de milhares de crianças e famílias. Mais de 960 mil pessoas, incluindo mais de 575 mil crianças, foram deslocadas desde 1º de dezembro de 2019. No nordeste da Síria, pelo menos 28 mil crianças de mais de 60 países continuam definhando em campos de deslocados, privados dos serviços mais básicos. Apenas 765 crianças foram repatriadas para seus países de origem a partir de janeiro deste ano. Os impactos mais extensos de quase uma década de conflito incluem: Duas em cada cinco escolas não podem ser usadas porque estão destruídas, danificadas, abrigando famílias deslocadas ou sendo usadas para fins militares; Mais da metade de todas as unidades de saúde não está em condições de funcionar; Mais de 2,8 milhões de crianças estão fora da escola na Síria e nos países vizinhos; Mais de dois terços das crianças com deficiência física ou mental necessitam de serviços especializados indisponíveis em sua área; Os preços dos itens básicos aumentaram 20 vezes desde o início da guerra. “As partes em guerra e aqueles que as apoiam não conseguiram acabar com o massacre na Síria”, disse Fore. “Nossa mensagem é clara: parem de atingir escolas e hospitais. Parem de matar e mutilar crianças. Concedam-nos o acesso cruzado e transfronteiriço de que precisamos para alcançar os necessitados. Muitas crianças já sofreram por muito tempo”. O UNICEF trabalha com uma ampla rede de parceiros na Síria e nos países vizinhos para fornecer ajuda às crianças. Apenas no ano passado, o UNICEF conseguiu alcançar: Quase 750 mil crianças com imunização ou vacinação de rotina contra o sarampo; Mais de 1 milhão de crianças com apoio psicossocial; Quase 3 milhões de crianças com educação formal e não formal; Mais de 5,3 milhões de pessoas com água potável por meio de melhorias nos sistemas de abastecimento de água; Quase 2 milhões de pessoas com instalações de água, saneamento e higiene e serviços de saneamento. Atualmente, o UNICEF precisa de 682 milhões de dólares para manter esses programas que salvam vidas, mas o financiamento é curto. “A única solução para a crise na Síria é por meios diplomáticos”, disse Chaiban. “A assistência humanitária não vai pôr fim à guerra – mas ajudará a manter as crianças vivas. Contamos com o apoio generoso de nossos doadores para continuar apoiando as crianças da Síria, apesar de todas as outras crises que ocorrem na região e no mundo”. |
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Posted: 16 Mar 2020 01:23 PM PDT
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Posted: 16 Mar 2020 12:54 PM PDT
O documento fornece orientações cruciais e uma lista de itens que devem ser verificados para manter as escolas seguras. Foto: UNICEF
O documento foi elaborado por Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC), UNICEF e Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento fornece orientações cruciais e uma lista de itens que devem ser verificados para manter as escolas seguras. Também aconselha as autoridades nacionais e locais sobre como criar e implementar planos de emergência para manter as instalações educacionais seguras. No caso de fechamento de escolas – como já foi decretado no Rio de Janeiro, em Goiás e no Distrito Federal e está começando em São Paulo e outros estados e municípios –, as orientações incluem recomendações para mitigar os possíveis impactos negativos no aprendizado e no bem-estar das crianças e dos adolescentes. Isso significa ter planos sólidos para garantir a continuidade da aprendizagem, incluindo opções de educação a distância – como estratégias de educação online e transmissões de rádio de conteúdo acadêmico e acesso a serviços essenciais para todas as crianças. Esses planos também devem incluir as etapas necessárias para a eventual reabertura segura das escolas. Onde as escolas permanecem abertas e para garantir que as crianças e suas famílias permaneçam protegidas e informadas, o documento solicita: O fornecimento de informações às crianças sobre como elas devem se proteger; A promoção de melhores práticas de lavagem das mãos e higiene e o fornecimento de suprimentos de higiene; A limpeza e desinfecção de edifícios escolares, especialmente instalações de água e saneamento; e O aumento do fluxo de ar e ventilação. A educação pode incentivar estudantes a que se tornem defensores da prevenção e do controle de doenças em casa, na escola e na comunidade, conversando com outras pessoas sobre como evitar a propagação de vírus. Manter operações escolares seguras ou reabrir escolas após o fechamento exige muitas considerações, mas, quando bem feitas, podem promover a saúde pública. Por exemplo, as diretrizes escolares seguras implementadas na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa durante o surto de ebola de 2014 a 2016 ajudaram a impedir a transmissão escolar do vírus. O UNICEF está incentivando os sistemas educacionais – estejam as escolas abertas ou atuando de forma remota – a que forneçam aos alunos um apoio integral. Além de explicar às crianças como proteger a si mesmas e suas famílias, é preciso facilitar o apoio à saúde mental e ajudar a prevenir o estigma e a discriminação, incentivando estudantes para que sejam gentis uns com os outros e evitem estereótipos ao falar sobre o vírus. A nova orientação também oferece dicas e listas de verificação úteis para pais e responsáveis, bem como para crianças e estudantes. Essas ações incluem: Monitorar a saúde das crianças e mantê-las em casa, se estiverem doentes; Incentivar as crianças a que façam perguntas e expressem suas preocupações; e Tossir ou espirrar em um lenço de papel ou na dobra do cotovelo e evitar tocar rosto, olhos, boca e nariz. |
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Posted: 16 Mar 2020 12:25 PM PDT
Existem 9,4 milhões de jovens desempregadas e desempregados na América Latina e no Caribe, 23 milhões não estudam ou trabalham e mais de 30 milhões só conseguem emprego informal. Foto: Reprodução
“O cenário de emprego juvenil na região é preocupante e ficará ainda mais complicado quando for sentido o impacto do coronavírus na economia regional”, disse Vinícius Pinheiro, diretor da OIT para a América Latina e o Caribe, comentando os dados regionais do relatório “Global Employment Trends for Youth 2020: Technology and future of Jobs” (GET Youth 2020, ou “Tendências Globais para o Emprego Juvenil 2020: a tecnologia e o futuro dos empregos”), apresentado em Genebra no começo de março. Pinheiro explicou que empregos temporários, em regime de meio período ou desprotegidos por serem em condições de informalidade, são os mais afetados pela deterioração da economia. “O coronavírus contagiará os mercados de trabalho e afetará os indicadores de emprego juvenil”, declarou. “Quando há uma crise, os jovens estão entre os primeiros a perder o emprego, principalmente os na economia informal e que estão em setores como turismo, transporte, comércio não eletrônico e outros serviços nos quais o teletrabalho não é uma opção”, acrescentou ele. Na América Latina e no Caribe, existem 9,4 milhões de jovens desempregados (as), 23 milhões que não estudam, nem trabalham nem estão em treinamento e mais de 30 milhões só conseguem emprego informal, de acordo com o novo relatório da OIT. A taxa de participação no mercado de trabalho das e dos jovens, que alcançou 48,7% em 2020, está diminuindo de forma leve, mas contínua, desde 2000, quando era de 53,7%. Isso significa que atualmente existem mais de 52 milhões de pessoas com idade entre 15 e 24 anos na força de trabalho regional, incluindo as empregadas e as desempregadas, mas que buscam ativamente emprego. A taxa de desemprego juvenil prevista para 2020 é de 18%. Esse percentual é pouco mais do que o dobro da taxa geral e três vezes maior do que a dos adultos, uma situação que se repete em quase todos os países. O desemprego é considerado a ponta do iceberg pela OIT, que também destaca a importância de considerar a alta taxa de informalidade de 62,4% para os jovens, 10 pontos percentuais acima do índice entre adultos. Isso implica que a maioria dos empregos disponíveis é precária, com baixos salários, sem proteção ou direitos. O relatório publicado pela OIT este ano faz uma referência especial ao fato de que um quinto dos jovens são não trabalha nem estuda, o que significa que eles não estão ganhando experiência no mercado de trabalho, nem recebendo renda proveniente de um emprego ou melhorando sua educação ou suas competências. Na América Latina e no Caribe, 21,7% de todos os jovens não trabalham nem estudam, uma taxa que também experimentou um leve aumento, mas persistente, desde 2000, quando era de 20,1%. “Uma taxa tão elevada de jovens que não estudam, trabalham ou recebem treinamento é altamente preocupante para a região”, destacou Pinheiro. Além disso, os dados do novo relatório da OIT refletem uma situação desfavorável para as jovens mulheres no mundo do trabalho. No caso dos jovens que não trabalham nem estudam, a taxa de mulheres é de 28,9%, o dobro da dos homens, de 14,6%. A maioria das 15,3 milhões de mulheres jovens tem dificuldades para acessar o mercado de trabalho, treinamento ou estudo devido a ocupações não remuneradas em casa. As diferenças de gênero na região também são visíveis no desemprego, pois a taxa de jovens mulheres desempregadas é de 22% e está quase 7 pontos percentuais acima da dos homens (15,2%) em 2020. O diretor regional da OIT destacou que “a falta de oportunidades de trabalho decente causa desânimo e frustração entre os jovens, o que pode até ter um impacto na governança e afetar o desenvolvimento social da região, porque, em muitos casos, afeta as trajetórias de trabalho durante toda a vida”. “Especialmente em um contexto de provável retração da demanda causada pela pandemia da COVID-19, é essencial promover medidas de estímulo econômico voltadas para os jovens”, acrescentou Pinheiro. “Temos que redobrar nossos esforços para criar oportunidades de emprego produtivo adequado para a próxima geração de trabalhadores”, destaca o relatório da OIT. Medidas de políticas integradas e eficazes são cruciais. As ações do lado da oferta (treinamento e educação) são importantes, mas não suficientes, a menos que sejam acompanhadas de medidas igualmente firmes para aumentar a demanda por mão de obra jovem, acrescenta o relatório da OIT. Relatório ” Tendências Globais para o Emprego Juvenil 2020: a tecnologia e o futuro dos empregos 2020” (em inglês) Página da OIT sobre emprego juvenil (em inglês) |
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Posted: 16 Mar 2020 11:56 AM PDT
Lavar as mãos com sabão, quando feito corretamente, é fundamental na luta contra a doença provocada pelo novo coronavírus (COVID-19). Foto: UNICEF
À medida que a pandemia continua a se espalhar, o UNICEF está lembrando o público a importância de se lavar as mãos como uma medida-chave de prevenção contra a COVID-19 e instando esforços renovados para fornecer acesso a essas intervenções básicas de saúde pública em todo o mundo. “Lavar as mãos com sabão é uma das coisas mais baratas e eficazes que você pode fazer para proteger você mesmo e os outros contra o coronavírus, bem como contra muitas outras doenças infecciosas. No entanto, para bilhões, mesmo as medidas mais básicas estão simplesmente fora de alcance”, disse Sanjay Wijesekera, diretor de Programas do UNICEF. “Está longe de ser uma ‘bala mágica’. Mas é importante garantir que as pessoas saibam quais medidas devem ser tomadas para manter a si e suas famílias seguras, mesmo que continuemos nossos esforços de longa data para disponibilizar higiene e saneamento básico a todos”. Em muitas partes do mundo, crianças, pais, professores, profissionais de saúde e outros membros da comunidade não têm acesso a instalações básicas para lavar as mãos em casa, em instalações de saúde, escolas ou em outros lugares. De acordo com as estimativas mais recentes: 40% da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas, não tem lavatório com água e sabão em casa. Quase três quartos das pessoas nos países menos desenvolvidos não têm instalações básicas para lavar as mãos em casa. 47% das escolas careciam de um lavatório com água e sabão, afetando 900 milhões de crianças em idade escolar. Mais de um terço das escolas em todo o mundo e metade das escolas nos países menos desenvolvidos não têm lugar para as crianças lavarem as mãos. 16% dos estabelecimentos de saúde, ou cerca de um em cada seis, não tinham banheiros funcionais ou instalações para lavar as mãos nos pontos de atendimento onde os pacientes são tratados. As populações urbanas estão particularmente em risco de infecções respiratórias virais devido à densidade populacional e a reuniões públicas mais frequentes em espaços lotados, como mercados, transporte público ou locais de culto religioso. As pessoas que vivem em favelas urbanas pobres – a pior forma de assentamento informal – estão particularmente em risco. Como resultado, lavar as mãos se torna ainda mais importante. Ainda hoje: Na África ao sul do Saara, 63% da população nas áreas urbanas, ou 258 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos. Cerca de 47% dos sul-africanos urbanos, por exemplo, ou 18 milhões de pessoas, carecem de instalações básicas para lavar as mãos em casa, tendo os moradores urbanos mais rico quase 12 vezes mais chances de ter acesso às instalações para lavar as mãos. Na Ásia Central e Meridional, 22% da população nas áreas urbanas, ou 153 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos. Por exemplo, quase 50% dos bengaleses urbanos – ou 29 milhões de pessoas – e 20% dos indianos urbanos – ou 91 milhões de pessoas – carecem de instalações básicas para lavar as mãos em casa. No Leste da Ásia, 28% dos indonésios urbanos, ou 41 milhões de pessoas, e 15% dos filipinos urbanos, ou 7 milhões de pessoas, carecem de instalações básicas para lavar mãos em casa. Lavar as mãos também é essencial para proteger os profissionais de saúde contra infecções e impedir a propagação do COVID-19 e outras infecções nos estabelecimentos de saúde. Como a resposta do coronavírus cobra seu preço dos serviços de saúde nos países afetados, a prática de lavar as mãos com sabão é ainda mais importante para afastar doenças respiratórias e diarreicas comuns. O UNICEF trabalha em todo o mundo para garantir que as crianças e seus pais tenham acesso a instalações apropriadas para lavar as mãos. Além disso, o UNICEF promove a lavagem das mãos em mais de 90 países, trabalhando com governos para desenvolver políticas, estratégias e planos de ação. Também apoiamos campanhas nacionais de lavagem das mãos, inclusive pelos meios de comunicação de massa, por meio do trabalho com profissionais da saúde e da assistência social para garantir que promovam a lavagem das mãos e por meio do trabalho com escolas e professores para ensinar às crianças a importância de ser lavar as mãos. Como parte de sua resposta ao coronavírus, o UNICEF também está lembrando ao público a melhor maneira de lavar as mãos adequadamente: Molhe as mãos e os pulsos com água corrente Aplique sabão suficiente para cobrir as mãos e os pulsos molhados Esfregue todas as superfícies, incluindo as costas das mãos, entre os dedos e as unhas, por pelo menos 20 segundos Enxágue abundantemente com água corrente Seque as mãos com um pano limpo ou toalha de uso individual |
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Posted: 16 Mar 2020 11:07 AM PDT
Funcionária limpa as mãos na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe
Em um e-mail para todos os funcionários da ONU no início do fim de semana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou que a Organização “permanece aberta aos negócios”, mas “nosso trabalho será realizado em diferentes locais, usando diferentes tecnologias”. O chefe da ONU destacou a necessidade de “reduzir nossa presença física” na sede da ONU, implementando o teletrabalho em tempo integral, a menos que seja necessário um funcionário dentro de um escritório da ONU para realizar o trabalho essencial. Ele disse que o nível reduzido de pessoal será reavaliado após três semanas. Ele acrescentou que o pessoal da sede em Nova Iorque continuará a prestar apoio crítico aos outros escritórios principais em Genebra, Nairóbi e Viena, além de missões no campo, e ao conjunto de processos intergovernamentais que devem continuar, como o trabalho de Conselho de Segurança. “Nos próximos dias e semanas, dependeremos mais do que nunca do senso de responsabilidade e profissionalismo de todos”, disse o chefe da ONU na noite de sexta-feira (14). “Tenho a maior confiança no comprometimento da equipe em manter um ao outro em segurança, continuando a entregar para as pessoas que servimos.” O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, informou os jornalistas em Nova Iorque que havia duas preocupações principais: manter todos os funcionários que trabalham no complexo da ONU em segurança e ajudar a cidade a aplainar a curva de novos casos de COVID-19. “A segunda prioridade em paralelo é garantir que o trabalho da ONU continue. Temos 100 mil defensores da paz em campo, dezenas de milhares de trabalhadores humanitários que precisam ser apoiados”, disse. “Todos os oficiais seniores estão totalmente focados em garantir que o trabalho e o suporte continuem.” Ele disse que os humanitários em campo têm um dever especial de cuidar para implementar medidas mitigadoras para limitar a disseminação do coronavírus em algumas das populações mais vulneráveis da Terra. “O mesmo acontece com nossas operações de manutenção da paz. E é por isso que nós estamos mudando as rotações das tropas, tentando limitar as rotações, atrasando algumas delas. Queremos garantir que aqueles que são mais vulneráveis estejam protegidos pelo maior tempo possível.” Trabalho continua em Genebra, Viena e NairóbiO Palais des Nations, que abriga o escritório da ONU em Genebra, com mais de 1.600 funcionários, é o maior posto de serviço fora de Nova Iorque e, no sábado, a diretora-geral Tatiana Valovaya, reiterou o pedido do chefe da ONU para um teletrabalho eficaz, observando que “anexos permanecerão abertos para negócios, mas o trabalho será feito de maneira diferente.”A diretora do Serviço de Informações da ONU em Genebra, Alessandra Velluci, disse que os funcionários ouviram claramente a mensagem do secretário-geral de que a ONU estará lá para “fazer a nossa parte” em tempos difíceis, à medida que a COVID-19 continua se espalhando. “À luz de alguns casos do COVID-19 em organizações internacionais em Genebra, a partir de 16 de março, todo o pessoal da ONU baseado no Palais des Nations trabalhará remotamente, a menos que sua presença no edifício seja necessária”, disse ela. Em Viena, que abriga a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), entre outros, o trabalho remoto também ocorre a partir desta segunda-feira (16). “Essas medidas são tomadas sob orientação médica clara e com o bem-estar dos funcionários e de suas famílias como prioridade central”, disse uma declaração conjunta dos chefes das principais organizações com sede em Viena. “Como parte da comunidade em nosso país anfitrião, a Áustria, todos nós podemos ajudar a tentar conter a propagação da COVID-19 e reduzir o risco de transmissão.” Na sede da ONU na África, a UNON, na capital queniana Nairóbi, o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric disse na sexta-feira que os administradores também estavam implementando o trabalho remoto “em toda a extensão compatível com a continuidade dos negócios, a fim de reduzir substancialmente a exposição do pessoal ao trânsito e transporte público”. |
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Posted: 16 Mar 2020 10:22 AM PDT
Medidas como lavar as mãos e evitar aglomerações reduzem as chances de infecção pelo novo coronavírus. Foto: pixabay/Mylene2401
O Fundo, o primeiro do gênero, permite que indivíduos, empresas e instituições de qualquer parte do mundo se unam para contribuir diretamente para os esforços de resposta global. A iniciativa foi criada pela Fundação das Nações Unidas e pela Fundação Suíça de Filantropia, junto à OMS. “Estamos em um ponto crítico na resposta global à COVID-19 e precisamos que todos participem desse grande esforço para manter o mundo seguro”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Somos imensamente gratos à Fundação das Nações Unidas e à Fundação Suíça de Filantropia por nos apresentarem e nos ajudar a criar esse fundo. Muitas pessoas e instituições têm dito que desejam contribuir para a luta contra o novo coronavírus. Agora elas podem.” O Fundo está sendo lançado com grande apoio, inclusive do Facebook e do Google, que instituíram um esquema de correspondência para recursos arrecadados por suas plataformas, enquanto doadores individuais também podem apoiar o fundo pelo site www.COVID19ResponseFund.org. “Não podemos ignorar o fato de que este é um problema verdadeiramente global e exige soluções verdadeiramente globais”, disse Elizabeth Cousens, presidente e CEO da Fundação da ONU. “O argumento da cooperação global não poderia ser mais claro – as comunidades em todos os lugares são afetadas e as pessoas querem contribuir. Este novo fundo criará espaço para pessoas de todos os lugares, juntas, combaterem esse vírus.” Os recursos serão direcionados para as ações descritas no Plano Estratégico de Preparação e Resposta à COVID-19 e permitirão que todos os países – particularmente os mais vulneráveis e em risco, com os sistemas de saúde mais frágeis – se preparem e respondam à crise do COVID-19, incluindo detectar casos rapidamente, interromper a transmissão do vírus e cuidar das pessoas afetadas. A OMS e seus parceiros estão buscando: financiamento para equipamentos de proteção aos profissionais de saúde da linha de frente; equipar laboratórios de diagnóstico; melhorar a vigilância e a coleta de dados; estabelecer e manter unidades de terapia intensiva; fortalecer cadeias de suprimentos; acelerar pesquisa e desenvolvimento de vacinas e terapêuticas; e adotar outras medidas críticas para ampliar a resposta de saúde pública à pandemia. O Fundo é hospedado por duas instituições: a Fundação das Nações Unidas (registrada nos Estados Unidos) e a Fundação Suíça de Filantropia (registrada na Suíça). Ambas as fundações estabeleceram relações com a Organização Mundial da Saúde, permitindo a transferência eficiente de recursos financeiros para permitir os esforços de resposta à COVID-19. Além das doações feitas pelo site www.COVID19ResponseFund.org, a Fundação das Nações Unidas também receberá doações por cheque ou transferência bancária de todo o mundo. Basta entrar em contato pelo e-mail COVID19Fund@unfoundation.org. Todas as doações feitas à Fundação das Nações Unidas e à Fundação Suíça de Filantropia são dedutíveis de impostos na medida permitida pela lei, quando aplicável (EUA e Suíça). Além disso, a Fundação Suíça de Filantropia firmou parceria com a Transnational Giving Europe para estender o benefício tributário a certos países europeus adicionais, quando aplicável. Para mais informações sobre COVID-19, acesse: http://www.paho.org/bra/ |
politica evolutiva mundo laico pela separação da religião do estado por la separação de la religión del estado evolutionary secular political world ,the separation of religion from state Эволюционный светская политическая мир отделение религии от государства/العالم السياسي العلماني التطوري فصل الدين عن الدولة עולם פוליטי חילוני אבולוציונית הפרדת דת מהמדינה
segunda-feira, 16 de março de 2020
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