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Posted: 18 Mar 2020 01:22 PM PDT
Clique para exibir o slide.Todas as manhãs, depois que sua mãe sai para o trabalho, a síria Naamat, de 11 anos, troca a fralda do irmão mais novo, Ibrahim, e lhe dá uma mamadeira de leite em pó.
Ela então prepara um café da manhã simples com pão, óleo e zaatar repleto de tomilho para compartilhar com seus outros dois irmãos mais novos antes de arrumar suas mochilas e caminhar com eles para pegar o ônibus da escola. Ibrahim fica com uma vizinha. “Naamat tem apenas 11 anos, mas está vivendo a vida de uma mulher de 30 anos”, diz sua mãe, Fatima. “É por causa da nossa situação”, responde Naamat. “Tenho que ajudar meus pais e meus irmãos. Eles não têm mais ninguém além de mim.” O mês de março marca o início do conflito na Síria, que este ano completou nove anos. Durante todos esses anos, milhões de sírios viram suas casas destruídas, perderam seus parentes, se separaram de suas famílias e tiveram suas vidas adiadas. A guerra obrigou Naamat, uma refugiada de apenas 11 anos que hoje vive na Jordânia, a assumir responsabilidades muito além de sua pouca idade. Sua mãe limpa casas e ganha 5 dinares da Jordânia (7 dólares) por meio dia de trabalho. Mahmoud, o pai de Naamat, está impossibilitado de trabalhar ou cuidar de seus filhos devido aos efeitos físicos e psicológicos de suas experiências na Síria. Com isso, muitas das tarefas domésticas ficam aos cuidados de Naamat. Mahmoud foi preso em 2011 depois de realizar suas orações de sexta-feira. Fatima desconhecia o paradeiro do marido. Em 2013, ela foi forçada a fugir dos combates em Homs com seus filhos Naamat e Fahed. Primeiro a família deslocou-se até a província de Deraa, no sul da Síria, antes de cruzar a fronteira para a Jordânia. “Foi a pior noite da minha vida”“Caminhamos do pôr do sol até o nascer do sol”, lembra Fatima. “Foi a pior noite da minha vida. Estava escuro e podíamos ouvir o som de balas à distância. Estava muito frio e havia neve, e não tínhamos como nos aquecer.”Na época, Naamat tinha apenas 4 anos, mas ela ainda se lembra da desorientação que sentiu ao chegar ao campo de refugiados de Zaatari, no norte da Jordânia. Dezenas de outros refugiados sírios vivem no local. “Fiquei surpresa porque morava em uma casa e fomos morar em tendas. Fiquei realmente chocada. Em casa, estávamos sempre quentes e, de repente, me vi em uma barraca, e com frio.” Fatima se mudou com os filhos para a capital da Jordânia, Amã. Mais ou menos um ano depois, ela reencontrou o marido. “Bateram na porta e quando eu abri, ele estava lá. Pensei que ele estivesse morto.” Sete anos após sua chegada à Jordânia, a família ainda luta para se manter. O apartamento desgastado perto do centro de Amã, que eles alugam por 100 dinares (140 dólares) por mês, é quase totalmente desprovido de móveis. Os colchões no chão servem sentar e dormir, e a comida raramente dura mais de um dia. A pequena renda que Fatima recebe nem de longe é o suficiente para fornecer o básico para sua família. Mas, graças aos 140 dinares (197 dólares) que recebe mensalmente da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), e aos vales-alimentação fornecidos pelo Programa Mundial de Alimentos (WFP), Fatima consegue pagar o aluguel, manter os filhos alimentados e arcar com o transporte escolar. É um cenário semelhante ao da maioria dos mais de 5,5 milhões de refugiados sírios registrados que vivem nos principais países anfitriões da região: Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. A proporção de refugiados que vive abaixo da linha da pobreza passa dos 60% em muitos desses países e mais de um terço das crianças refugiadas sírias estão fora da escola. A prolongada crise também colocou uma pressão enorme sobre os recursos das comunidades locais que antes acolhiam os refugiados generosamente. “Eu não vou me desesperar”A situação precária que milhões de refugiados enfrentam após nove anos de conflito é o que continua a impulsionar casos de casamento precoce e trabalho infantil. Crianças como Naamat continuam assumindo tarefas domésticas.No entanto, apesar da responsabilidade atribuída a ela pela situação e da consciência de que essas não são responsabilidades de uma criança de 11 anos, a determinação silenciosa de Naamat a ajudou a se destacar na escola. Ela é a melhor aluna em várias matérias. “Amo estudar porque sei que é isso que me dará um futuro bonito”, diz. “Perdi parte da minha infância, mas encontro o que resta dela nos estudos e na construção um futuro para mim. Ainda não perdi isso e não vou me desesperar.” É essa esperança, que vive pelo fato de a Jordânia ter aberto suas escolas e comunidades para refugiados sírios, que mantém Naamat e sua família. Mesmo após nove anos, as comunidades anfitriãs continuam demonstrando uma solidariedade notável. “Você nunca sente que ela está vulnerável”Para Fatima, ver a resiliência e o otimismo que Naamat possui dá a ela a esperança de que a família supere sua situação atual.“A vida foi muito dura para mim e para minha família. Enfrentamos muitos desafios: a dor da guerra e a dor de deixar para trás nossos entes queridos, a situação financeira, tornar-nos refugiados, tantas coisas…”, diz Fátima. “Mas Naamat tem uma personalidade muito forte. Você nunca sente que ela está machucada ou vulnerável.” Naquela tarde, depois que Fatima voltou do trabalho para assumir as responsabilidades da casa, Naamat saiu para brincar com dois amigos do bairro. Enquanto pulavam corda, a expressão séria que Naamat usa durante a maior parte do dia desapareceu brevemente e foi substituída por um sorriso de pura alegria. |
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Posted: 18 Mar 2020 12:42 PM PDT
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Posted: 18 Mar 2020 12:10 PM PDT
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Posted: 18 Mar 2020 11:40 AM PDT
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Posted: 18 Mar 2020 11:37 AM PDT
Para Kristalina Georgieva, a melhor forma de defender a economia do impacto negativo do coronavírus é através de uma coordenação e contato constantes entre os atores financeiros. Foto: pixabay/leo2014
Para ela, a melhor forma de defender a economia do impacto negativo do novo coronavírus é através de uma coordenação e contato constantes entre os atores financeiros. Em seu blog, publicado na página do FMI, ela lembrou que vários líderes internacionais já tomaram medidas de política monetária, e que é preciso fazer um pouco mais. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) estima que o novo vírus cause perdas de até 1 trilhão de dólares à economia global. Para a diretora-gerente do FMI, com a disseminação do novo coronavírus, os governos terão de aumentar medidas de estímulo fiscal em todo o mundo. O Fundo divulgou uma série de passos para ajudar a driblar o impacto a longo prazo sobre a economia. MonitoramentoA proposta é priorizar gastos com saúde e com quem precisa de ajuda. Georgieva realçou três aspectos: a política monetária, o estímulo fiscal e a resposta regulatória.Ela acredita que medidas de contenção combinadas com monitoramento devem diminuir o ritmo e a disseminação do vírus. A chefe do FMI afirma que os governos devem chegar aos mais afetados, com licença de saúde paga, e ao comércio, com alívio nos impostos. Já nos países desenvolvidos, os bancos centrais devem continuar apoiando a demanda e a confiança dos consumidores, garantindo o fluxo de crédito. A diretora-gerente ressalta que a fuga de investimentos de economias emergentes pode ser determinante para esses países. EquilíbrioSegundo ela, é hora de os sistemas financeiros buscarem um equilíbrio entre preservar a estabilidade, manter a solidez do sistema bancário e apoiar a atividade econômica.Georgieva anunciou que o FMI está pronto para mobilizar o empréstimo de 1 trilhão de dólares aos países do órgão. E a prioridade são aqueles mais vulneráveis. Países de baixa renda, por exemplo, podem receber até 10 bilhões de dólares sob taxas de juro zero. Para o FMI, apenas uma resposta unida e coordenada poderá ser capaz de vencer os estragos da COVID-19 à economia global. |
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Posted: 18 Mar 2020 10:27 AM PDT
Uma avaliação inicial sobre impacto da COVID-19 no mundo trabalho global indica que os efeitos serão de grande alcance, levando milhões de pessoas ao desemprego, ao subemprego e à pobreza no trabalho. Foto: pixabay/geralt
No entanto, se houver uma resposta política coordenada internacionalmente, como aconteceu na crise financeira global de 2008-2009, o impacto no desemprego global poderá ser significativamente menor. A nota de avaliação preliminar intitulada “COVID-19 e o mundo do trabalho: Impactos e respostas” (COVID-19 and the world of work: Impacts and responses) defende a adoção de medidas urgentes, em larga escala e coordenadas, baseadas em três pilares: proteger as/os trabalhadoras(es) no local de trabalho; estimular a economia e o emprego; e apoiar os postos de trabalho e a renda. Essas medidas incluem a ampliação da proteção social, o apoio à manutenção de empregos (ou seja, trabalho com jornada reduzida, licença remunerada e outros subsídios) e aos benefícios fiscais e financeiros, inclusive para micro, pequenas e médias empresas. Além disso, a avaliação propõe medidas de política fiscal e monetária, além de empréstimos e do apoio financeiro a setores econômicos específicos. Cenários diferentesCom base em diferentes cenários para o impacto da COVID-19 no crescimento do PIB global, as estimativas da OIT indicam um aumento no desemprego global entre 5,3 milhões (cenário “baixo”) e 24,7 milhões (cenário “alto”) a partir de um nível base de 188 milhões em 2019.Em termos comparativos, a crise financeira global de 2008-2009 aumentou o desemprego global em 22 milhões. Também se espera que o subemprego aumente em larga escala, pois as consequências econômicas da pandemia se traduzem em reduções nas horas de trabalho e nos salários. O trabalho autônomo nos países em desenvolvimento, que geralmente serve para amortecer o impacto das mudanças, pode não ter esse efeito desta vez, devido a restrições ao deslocamento de pessoas (por exemplo, prestadores de serviços) e de bens. Quedas no emprego também significam grandes perdas de renda para as/os trabalhadoras(es). O estudo estima que essas perdas fiquem entre 860 bilhões e 3,4 trilhões de dólares até o final de 2020. Isso se traduzirá em quedas no consumo de bens e de serviços, afetando as perspectivas dos negócios e das economias. Estima-se também que a pobreza no trabalho aumente significativamente, pois “a pressão sobre a renda resultante do declínio da atividade econômica devastará os trabalhadores próximos ou abaixo da linha de pobreza”. A OIT estima que entre 8,8 milhões e 35 milhões a mais de pessoas estarão trabalhando em situação de pobreza em todo o mundo, em comparação com a estimativa original para 2020 (que previa uma diminuição de 14 milhões). Respostas políticas rápidas e coordenadas“Isso não é somente uma crise global da saúde, é também uma grande crise do mercado de trabalho e econômica que está causando um enorme impacto nas pessoas”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.“Em 2008, o mundo formou uma frente unida para enfrentar as consequências da crise financeira global e o pior foi evitado. Precisamos desse tipo de liderança e determinação agora”, acrescentou. O estudo da OIT alerta que certos grupos serão afetados desproporcionalmente pela crise do emprego, o que poderia aumentar a desigualdade. Isso inclui pessoas com empregos menos protegidos e com baixos salários, principalmente jovens e trabalhadores mais velhos, assim como mulheres e migrantes. Esses últimos são vulneráveis devido à falta de proteção e de direitos sociais, ao passo que as mulheres tendem a estar sobre-representadas em empregos mal remunerados e nos setores afetados. “Em tempos de crise como a atual, temos duas ferramentas principais que podem ajudar a mitigar os danos e a restaurar a confiança pública. Em primeiro lugar, o diálogo social, envolvendo os trabalhadores e os empregadores e seus representantes, é vital para construir a confiança pública e apoiar as medidas que precisamos para superar esta crise”, disse Ryder. “Em segundo lugar, as normas internacionais de trabalho fornecem uma base comprovada e confiável para as respostas políticas que se concentram em uma recuperação sustentável e equitativa. Tudo precisa ser feito para minimizar os danos às pessoas neste momento difícil”, concluiu. |
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Posted: 18 Mar 2020 09:17 AM PDT
Covid-19 deixa mais de 776 milhões de alunos fora da escola foto: Unesco
Evento virtual sobre soluções de ensino à distância reuniu governos de 73 países. A UNESCO apoia o aprendizado à distância e inclusivo. Segundo o representante da UNESCO, Vincent Defourny, a agência aconselha aliviar o impacto sobre o currículo escolar de várias formas. “A primeira coisa é fazer o uso mais extensivo possível de todos os recursos à distância, que podem ser pela internet, rádio, televisão e todas as formas que permitam aprender e manter contato com a aprendizagem à distância”, explicou. Defourny recomendou também a importância da manutenção de vínculo com os alunos. Segundo ele, é muito importante que a estratégia de cada professor seja adaptada à circunstância do país e à circunstância da sua turma. “Por isso, o currículo será revisado. Mas damos a possibilidade de manter esse vínculo de aprendizagem e de trabalhar à distância da melhor forma possível”, afirmou o dirigente. Continuidade – Como parte das medidas para tentar retardar a propagação do novo coronavírus, a UNESCO apoia ações para minimizar perturbações no sistema de educação e facilitar a continuidade do aprendizado, especialmente para os mais vulneráveis. Uma reunião virtual com Ministérios da Educação dos países afetados e preocupados em garantir meios alternativos de aprendizado para crianças e jovens juntou 73 países, incluindo ministros e vice-ministros. Os temas discutidos incluiam: ajuda para preparar e implementar soluções de aprendizado à distáncia e de forma inclusiva, experiências e recursos digitais para abrir oportunidades a mais alunos sem grandes custos. A UNESCO incentiva plataformas de aprendizagem para apoiar a continuidade das aulas sem afetar o currículo local, parcerias para educação à distância e acompanhamento global de escolas e dos alunos afetados. Oportunidades – A UNESCO destaca que o fechamento das escolas, mesmo que temporário, traz um alto custo social e econômico. Na área da nutrição, por exemplo, muitos menores ficam sem a alimentação que a escola oferece. Os pais com limitações às ferramentas digitais podem sofrer com esta falta de acesso. A UNESCO aponta que vários menores também podem ter maior exposição a comportamentos de risco ficando sozinhos em casa. |
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Posted: 18 Mar 2020 08:34 AM PDT
Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.
Esta é uma das 14 recomendações da ONU Mulheres para Américas e Caribe divulgadas na terça-feira (17) por meio da publicação “COVID-19 na América Latina e no Caribe: como incorporar mulheres e igualdade de gênero na gestão da resposta à crise”, que aborda as dimensões de gênero na pandemia. Para o escritório regional da ONU Mulheres, garantir a dimensão de gênero na resposta requer alocação de recursos suficientes para responder às necessidades de mulheres e meninas e promover consultas diretas com organizações sobre a situação das mulheres e as medidas apropriadas para enfrentar a pandemia. Também exige garantir a disponibilidade de dados desagregados por sexo e análise de gênero, incluindo taxas diferenciadas de infecção, impactos diferenciados da carga econômica e de assistência, barreiras de acesso das mulheres e incidência de violência doméstica e sexual, além de assegurar que as necessidades imediatas das mulheres que trabalham no setor de saúde sejam atendidas. A ONU Mulheres alerta que a COVID-19 tem impactos e implicações diferentes para mulheres e homens. E destaca que as mulheres são essenciais na luta contra a pandemia, sejam elas socorristas, profissionais de saúde, voluntárias da comunidade e prestadoras de cuidados. Ressalta, ainda, que as mulheres estão na linha de frente da resposta e, por isso, assumem custos físicos e emocionais. Mulheres e impacto econômico“As mulheres continuam sendo as mais afetadas pelo trabalho não remunerado. Devido à saturação dos sistemas de saúde e ao fechamento das escolas, as tarefas de cuidado recaem principalmente sobre as mulheres que, em geral, têm a responsabilidade de cuidar de familiares doentes, pessoas idosas e crianças”, acrescenta o documento.O escritório regional alerta para as especificidades do impacto econômico da COVID-19 nas mulheres. Segundo a agência da ONU, as mulheres são particularmente afetadas pela pandemia porque elas costumam ser maioria entre trabalhadoras informais e domésticas. As quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços, afetando também os setores de comércio e turismo, que também empregam muitas mulheres. De acordo com a entidade, a redução da atividade econômica afeta, em primeira instância, trabalhadoras informais que perdem seus meios de sustento de vida quase imediatamente, sem nenhuma rede ou possibilidade de substituir a renda diária. Outro aspecto é o duplo desafio em trabalhadoras domésticas “de um lado, que enfrentam desafios decorrentes da maior carga de cuidados devido ao aumento do trabalho não remunerado nas residências e do cuidado das crianças durante o fechamento das escolas; por outro lado, a possibilidade de perda de renda quando, por motivos de saúde, são solicitadas a parar de trabalhar por conta do risco de infecção para as famílias com as quais trabalham”. Violência contra as mulheresA violência de gênero é outro componente de atenção em pandemias, como o COVID-19.“Em um contexto de emergência, aumentam os riscos de violência contra as mulheres e meninas, especialmente a violência doméstica, aumentam devido ao crescimento das tensões em casa e também o isolamento das mulheres.” As sobreviventes da violência podem enfrentar obstáculos adicionais para fugir de situações de violência ou acessar ordens de proteção que salvam vidas e/ou serviços essenciais devido a fatores como restrições ao movimento de quarentena, disse a ONU Mulheres para Américas e Caribe. A entidade lembrou que a pandemia da COVID-19 causou um aumento de estigma, xenofobia e discriminação, como foi observado na Ásia, onde foram verificadas “expressões relacionadas à raça, gênero e status migratório, que levam a maior desigualdade, distanciam as pessoas dos serviços de que precisam e exacerbam estereótipos”. Outra observação sobre as especificidades de gênero é a exploração sexual para fins comerciais decorrentes de “mecanismos negativos de enfrentamento à crise”, a exemplo do fechamento de serviços de alimentação nas escolas e comunidades, escassez de alimentos e restrições ao movimento de pessoas, como parte da falta de segurança alimentar e dificuldades de acesso a alimentos nutritivos e seguros. Mulheres, saúde e trabalhoEntre as medidas de saúde pública, a ONU Mulheres para Américas e Caribe recomenda que as mensagens cheguem às mulheres na sua diversidade, e abordem as necessidades dos diferentes papéis sociais desempenhados por elas, além de garantir a atenção primária e o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva.No que se refere aos direitos econômicos, a entidade reitera o pedido “para medidas diretas de compensação a trabalhadoras informais, incluindo trabalhadoras de saúde, trabalhadoras domésticas, migrantes e dos setores econômicos mais afetados pela pandemia, além de reconhecer e redistribuir a carga de trabalho não remunerado em casa nos cuidados de saúde e de crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência”. Acesse o documento completo aqui. |
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Posted: 18 Mar 2020 07:49 AM PDT
Adolescente brasileira grávida. Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr
De acordo com a agência da ONU para saúde sexual e reprodutiva, o tema é um assunto de saúde pública significativo durante epidemias, e a gravidez e parto seguros dependem de sistemas de saúde funcionais e de completa adesão a precauções de infecções. O Fundo de População informou que até agora não há evidência científica sobre uma maior suscetibilidade de mulheres grávidas ao COVID-19. “No entanto, a gravidez traz mudanças físicas que podem fazer com que mulheres grávidas estejam mais suscetíveis a infecções respiratórias virais”, informou a agência em comunicado, lembrando que grávidas com doenças respiratórias devem ser tratadas como prioridade máxima devido ao risco aumentado de consequências adversas. De acordo com o Fundo de População da ONU, as mulheres grávidas devem tomar as mesmas precauções para evitar infecções recomendadas para todos os adultos, como evitar contato próximo com qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando; lavar as mãos com frequência com sabão e água, ou utilizar álcool em gel, cobrindo a boca e o nariz com um lenço ou o cotovelo quando tossir ou espirrar; e cozinhar completamente carnes e ovos. Todas as recomendações estão disponíveis no site da OMS. Até o momento, segundo o UNFPA, não há a uma vacina para prevenir ou tratamento para curar o vírus, mas é possível aliviar os sintomas. Tratamento para mulheres grávidas com suspeita ou confirmação de COVID-19 devem ser providenciados com as terapias de suporte e manejo clínico recomendadas pela OMS para pacientes adultos, em contato próximo com o obstetra e ginecologista. Mulheres amamentando não devem ser separadas de seus recém-nascidos porque não há evidências que mostrem que vírus respiratórios podem ser transmitidos por meio do leite materno, de acordo com a UNICEF. A mãe pode continuar amamentando, desde que sejam adotadas as precauções necessárias: ● Mães com sintomas que estejam bem o suficiente para amamentar devem utilizar máscara quando perto da criança (inclusive durante a amamentação), lavar as mãos antes e depois de ter contato com o bebê (inclusive durante a amamentação) e limpar/desinfetar superfícies contaminadas. ● Se a mãe estiver muito doente para amamentar, ela deve ser encorajada a tirar o leite de forma que possa ser dado pela criança por meio de um copo limpo e/ou uma colher — enquanto usando a máscara, levando as mãos antes e depois de ter contato com o bebê, e limpando/desinfetando superfícies contaminadas. O fornecimento de suporte em saúde mental e psicossocial para indivíduos afetados, familiares, comunidades e trabalhadores de saúde é uma parte crítica da resposta. O Fundo de População da ONU informou que permanece unido às comunidades afetadas, particularmente as mulheres e crianças mais vulneráveis, cuja proteção e saúde devem estar no centro dos esforços de resposta. Além disso, está trabalhando com equipes ao redor do mundo para rever a preparação interna, assim como nosso engajamento com parceiros, governos e comunidades que servimos para prevenir e responder à epidemia. “Enquanto o medo e a incerteza são respostas naturais ao coronavírus, nós precisamos ser guiados por fatos e informações sólidas”, afirmou Dra. Natalia Kanem, diretora-executiva do UNFPA. “Nós precisamos nos manter unidos em solidariedade, lutando contra o estigma e a discriminação, e garantindo que as pessoas tenham a informação e os serviços que precisam, especialmente mulheres grávidas e lactantes.” Crianças em risco – A diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore, lembrou em comunicado que centenas de milhões de crianças não estão na escola em todo o mundo, com fronteiras fechadas e vidas prejudicadas e assegurou que o trabalho de proporcionar saúde, educação, nutrição e proteção a crianças nunca foi tão crítico. “Com milhões de crianças desenraizadas, afetadas por guerras, morrendo de causas evitáveis, fora da escola ou perdendo vacinas essenciais, a necessidade de apoio nunca foi tão grande”, afirmou a dirigente. O comunicado reafirma que o UNICEF está trabalhando para ajudar a impedir a propagação do vírus entre as comunidades dos países afetados. “Estamos compartilhando informações precisas sobre como manter as famílias seguras, fornecendo kits médicos e de higiene para escolas e clínicas de saúde e mitigando o impacto do surto no acesso das crianças a saúde, educação e serviços sociais”, declarou Henrietta Fore. Ela lembrou que “agora, mais do que nunca, contamos com nossos doadores para continuar apoiando nossa missão para aqueles que não têm nada, nem ninguém – apesar destes tempos difíceis”. A diretora comparou o momento atual a “águas desconhecidas para todos”. “No UNICEF, estamos lutando contra um novo vírus, desmistificando mitos e combatendo desinformação, enquanto cuidamos do bem-estar de nossa equipe e de nossas próprias famílias”, concluiu.
Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF. Foto: Flickr (CC)/Asia Society
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Posted: 18 Mar 2020 07:37 AM PDT
O camaronês Ambuchu John tem 58 anos e é portador de deficiência visual. Na foto, ele está em sua nova casa com seus dois filhos mais velhos, tendo sido deslocado pelos combates no distrito de Buea, Camarões. Foto:
OCHA / Giles Clarke No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa afirmou que os países do continente precisam tomar “medidas ousadas” para interromper a disseminação do vírus, e um órgão de narcóticos apoiado pela ONU pediu a manutenção de estoques suficientes de medicamentos. Milhões ainda precisam de apoio da ONU para salvar vidas, lembra funcionário humanitárioUm alto funcionário humanitário da ONU lembrou, na terça-feira, que milhões de pessoas vulneráveis ainda contam com a ajuda da Organização para sobreviver.Em declarações ao UN News em Genebra, Jens Laerke, porta-voz do escritório de coordenação humanitária da ONU, ou OCHA, disse que alguns dos países afetados pela pandemia de coronavírus já estão em crise humanitária – devido a conflitos, desastres naturais e mudanças climáticas. “É extremamente importante que continuemos o trabalho de salvar vidas nesses países”, disse ele, “e que sustentemos a resposta humanitária em todo o mundo”. As equipes do OCHA em Genebra, disse Laerke, estão apoiando coordenação, gerenciamento de informações e logística do apoio humanitário. Nesse campo, o OCHA também está trabalhando para apoiar os países que já têm casos de COVID-19 ou podem tê-los no futuro. “É muito importante que não deixemos ninguém para trás nesta crise, e devemos combater isso juntos”, acrescentou, ecoando os pedidos da ONU por solidariedade global. ‘Tome a ação mais ousada para impedir ou retardar a propagação do vírus’, diz chefe da OMS EuropaAgora que a Europa é o epicentro da pandemia da COVID-19, todos os países, sem exceções, devem tomar as medidas mais ousadas para impedir ou retardar a propagação do vírus, disse na terça-feira Hans Kluge, chefe europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS).Kluge – falando de um escritório regional vazio da OMS em Copenhague, onde os funcionários estão trabalhando remotamente – declarou que, em um momento em que a demanda por apoio da OMS está crescendo, o vírus “pode ser reprimido pela solidariedade nas comunidades, nas nações e dentro da nossa região”. “Todo mundo na sociedade tem um papel a desempenhar: não se infectar e, se estiver infectado, proteger outras pessoas, especialmente idosos e pessoas com condições médicas pré-existentes.” Os governos estão fazendo o suficiente?Muitas pessoas estão perguntando se os governos estão fazendo o suficiente para interromper a disseminação do vírus, disse o chefe da OMS Europa, acrescentando que toda a região – onde um terço dos casos globais está sendo relatado – está “alerta e atenta”, atuando com prontidão e resposta em vários níveis.Kluge explicou que o contexto para cada país é diferente, dependendo do nível de infecção e da velocidade com que a COVID-19 está se espalhando. As ações básicas são as mesmas, disse ele, mas a ênfase muda dependendo do estágio em que um país chegou. Todos os países, no entanto, devem trabalhar para “se preparar e estar pronto; detectar, proteger e tratar; reduzir transmissão; e inovar e aprender, protegendo as pessoas vulneráveis”. Garantir o acesso ao medicamento: órgão de narcóticos da ONUEnquanto isso, o Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, com sede em Viena, disse que os governos devem garantir que os planos nacionais para combater o coronavírus não interfiram no fornecimento de substâncias controladas, como medicamentos para alívio da dor.O órgão apoiado pela ONU também instou todos os países a garantir que existam estoques-tampão suficientes de substâncias controladas para garantir a disponibilidade desses medicamentos durante toda a duração da pandemia. O presidente do Conselho, Cornelis P. de Joncheere, lembrou aos governos que, em emergências agudas, é possível usar procedimentos simplificados de controle para a exportação, transporte e fornecimento de medicamentos contendo substâncias controladas. |
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Posted: 17 Mar 2020 02:01 PM PDT
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politica evolutiva mundo laico pela separação da religião do estado por la separação de la religión del estado evolutionary secular political world ,the separation of religion from state Эволюционный светская политическая мир отделение религии от государства/العالم السياسي العلماني التطوري فصل الدين عن الدولة עולם פוליטי חילוני אבולוציונית הפרדת דת מהמדינה
quinta-feira, 19 de março de 2020
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