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sábado, 14 de março de 2020

Posted: 13 Mar 2020 01:39 PM PDT

Saiba mais sobre o novo coronavírus e compartilhe: paho.org/bra/covid19 e onu.org.br/tema/coronavirus.
 
Posted: 13 Mar 2020 01:36 PM PDT
Jovens da ilha caribenha de Dominica. Foto: UNDPLAC
Jovens da ilha caribenha de Dominica. Foto: UNDPLAC
O surto de coronavírus pode ter forçado milhões ao redor do mundo a se “distanciar socialmente”, mantendo um metro de distância para impedir a propagação, mas isso não impedirá as pessoas de se unirem contra o racismo, declarou em Genebra nesta sexta-feira (13) a alta-comissária da ONU para os direitos humanos.
Michelle Bachelet dirigia-se ao Conselho de Direitos Humanos, cujos membros reuniram-se para para debater o progresso desde o lançamento da Década Internacional de Afrodescendentes, em 2014.
“Como a COVID-19, o racismo e a xenofobia são assassinos contagiosos”, disse ela. “No contexto atual, neste Conselho, precisamos nos unir e trabalhar pelo bem comum, mantendo distâncias físicas entre nós. Mas nossa convicção e nossa determinação em promover os direitos humanos são tão fortes quanto sempre foram.”

Pare a discriminação, promova a inclusão

A Assembleia Geral da ONU estabeleceu a Década Internacional para promover e proteger os direitos humanos das pessoas de ascendência africana, que totalizam cerca de 200 milhões em todo o mundo.
Bachelet descreveu a Década como “uma plataforma única” que enfatiza as importantes contribuições dos afrodescendentes para a sociedade. Também promove medidas para acabar com a discriminação e apoiar sua inclusão total.
“De fato, em todo o mundo — e independentemente de serem descendentes de vítimas de escravidão ou migrantes recentes — pessoas de ascendência africana sofrem discriminação intolerável e constituem alguns dos grupos mais pobres e marginalizados”, afirmou.
A Assembleia Geral realizará uma revisão dos progressos da Década Internacional quando se reunir no final deste ano. Os países avaliarão o progresso, compartilharão boas práticas e decidirão sobre outras ações.
Bachelet expressou esperança de que em breve seja estabelecido um Fórum Permanente sobre pessoas de ascendência africana e que seja redigida uma declaração sobre o respeito aos seus direitos humanos: o primeiro passo para um tratado que seria juridicamente vinculativo.
Nesse ínterim, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) vem trabalhando com países, sociedade civil e agências da ONU em seu papel de coordenador da Década Internacional.
Esse engajamento desencadeou inúmeras iniciativas, como a adoção de planos de ação nacionais contra a discriminação, o estabelecimento de mecanismos nacionais de monitoramento e reclamações e a criação de um programa anual de bolsas de estudo que beneficiou mais de 80 pessoas de 32 países.
Embora tenha reconhecido esses passos adiante, a chefe de direitos das Nações Unidas enfatizou a necessidade de mais ação: “precisamos combater a violência policial desproporcional, o perfilamento racial, o encarceramento em massa e a discriminação racial estrutural em saúde, emprego, educação e moradia”, afirmou.

COVID-19 e o Conselho de Direitos Humanos da ONU

Embora Bachelet tenha dito que a COVID-19 não interromperá as ações para promover os direitos humanos, a doença afetou esta última sessão do Conselho de Direitos Humanos.
Na quinta-feira (12), o Conselho decidiu suspender as reuniões a partir desta sexta-feira (13), levando em consideração as medidas adotadas pelo governo suíço para impedir a propagação do novo coronavírus.
“O Conselho nunca foi suspenso por uma (pandemia). Ele foi suspenso por razões técnicas em vários momentos, portanto, não há comparação real, mas é a única coisa sensata, razoável e responsável a ser feita nesta fase”, disse a presidente Elisabeth Tichy-Fisslberger ao UN News em Genebra.
Antes de concluir, o Conselho nomeou 19 especialistas em direitos humanos sob seu sistema de Procedimentos Especiais e estendeu todos os mandatos que teriam expirado nesta sessão.
Os Procedimentos Especiais obrigam os detentores de mandatos a pesquisar e coletar informações sobre uma vasta gama de violações de direitos humanos em todo o mundo. Eles são independentes da ONU e não recebem remuneração por seu trabalho.
 
Posted: 13 Mar 2020 12:07 PM PDT
Clique para exibir o slide.Colagens que refletem a vida de mulheres capazes de mudar suas trajetórias e o mundo estarão expostas durante o mês de março, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, na Casa da ONU, prédio Lélia Gonzalez, em Brasília (DF). As obras são de autoria da artista plástica e representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil (UNFPA), Astrid Bant.
As obras retratam, por meio de múltiplas camadas, como é de praxe na técnica de colagem, várias mulheres que viveram restrições para atingir seus potenciais, mas ainda assim alcançaram realizações corajosas. São retratadas figuras históricas, como Frida Kahlo, e outras anônimas, como todas as mulheres indígenas e afrodescendentes que se autolibertaram da escravidão.
“Essas colagens dialogam diretamente com o potencial de realização das figuras femininas ao longo da história, que muitas vezes não foi alcançado, e como é importante deixar que elas se libertem e sejam donas de seus corpos, suas vidas e seus destinos”, afirma Astrid Bant.
 
Posted: 13 Mar 2020 11:59 AM PDT
O evento contou com mais de 200 adolescentes que puderam participar da exposição interativa, talkshow e cinedebate. Foto: Guilherme Cruz/Divulgação
O evento contou com mais de 200 adolescentes que puderam participar da exposição interativa, talkshow e cinedebate. Foto: Guilherme Cruz/Divulgação
Adolescentes do município de Cascavel (PR) participaram da abertura da Caravana Tá no Rumo no fim da semana passada, parte do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná. A iniciativa é da ITAIPU Binacional e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
A atividade passou por Cascavel nos dias 5 e 6 de março. O evento ainda percorrerá entre os meses de março e abril as cidades de Formosa do Oeste, São Miguel do Iguaçu, Palotina, Medianeira, Guaíra, Toledo e Corbélia.
O encontro teve exposição interativa, talkshow e cinedebate e a participação de mais de 200 adolescentes.

Interação e diálogo são marcas da caravana

Ao entrar na exposição interativa da caravana Tá no Rumo, a primeira personagem que as/os adolescentes encontram é Juliana, uma menina indígena.
Ela convida a pensar sobre os caminhos que podemos construir para nossas vidas. Ao desbravar o cenário, adolescentes são surpreendidos(as) ao levar os olhos para o teto estrelado, com a pergunta: “quantos futuros possíveis existem para você?”.
O questionamento instiga os sonhos e leva a pensar sobre os próximos passos. O diálogo com familiares também é um dos elementos que auxiliam a sedimentar esse futuro. Foi o que inspirou a assistente social Rafaela Zulmira de Oliveira Moraes a levar seus dois filhos para a caravana.
“Temos um diálogo aberto em casa, então, o interesse em trazê-los é para conhecerem e viver experiências que auxiliem nas suas descobertas e no acesso à informação. Trazê-los para um evento como este é uma oportunidade de conhecer e aprender de outras maneiras.”
Para Abner, de 12 anos, as atividades serviram para alicerçar novos conhecimentos. “Achei muito legal, porque eles debateram assuntos sobre os quais a gente não fala muito. Eu convidaria outros jovens, porque muitos deles não têm a oportunidade de conversar com os pais sobre esses assuntos”, disse.
Para Kemelyn, de 19 anos, estudante de Pedagogia, o espaço trouxe contribuições para sua formação. “É uma boa iniciativa para os jovens conhecerem esse processo da gravidez na adolescência e sobre a sexualidade. Ter alguém recomendado para falar com os adolescentes, dizer o que é isso, e saber que pode buscar um posto de saúde, traz uma outra realidade”, complementou.
A exposição interativa guarda muitos momentos de reflexão com questionamentos que fazem adolescentes se depararem com múltiplas realidades.
Nos setes ambientes retratados, cada um com um personagem que engloba diferentes perfis na juventude, são abordados temas como direitos das crianças, adolescentes e jovens até infecções sexualmente transmissíveis (IST’s), identificação de violências e abusos, prevenção da gravidez não intencional e projetos de vida.
Veja a programação completa da caravana Tá no Rumo em www.tanorumo.com.br.
 
Posted: 13 Mar 2020 11:28 AM PDT
A primeira ação da parceria será a construção pela OIM de um guia com orientação para órgãos públicos que tenham interesse em incluir migrantes em seus quadros de serviço terceirizado. Foto: Flickr/ ilouque (CC)
A primeira ação da parceria será a construção pela OIM de um guia com orientação para órgãos públicos que tenham interesse em incluir migrantes em seus quadros de serviço terceirizado. Foto: Flickr/ ilouque (CC)
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) assinaram em fevereiro (28) um acordo de cooperação para atividades e estudos em parceria. As duas organizações trabalharão em conjunto para melhor garantir os direitos dos migrantes e da comunidade brasileira em temas de suas esferas de atuação.
A primeira ação da parceria será a construção pela OIM de um guia com orientação para órgãos públicos que tenham interesse em incluir migrantes em seus quadros de serviço terceirizado. A demanda partiu de uma consulta formulada pelo TRF3 sobre boas práticas de diversidade no setor público.
“A integração bem-sucedida dos migrantes passa pelo acesso ao trabalho e aos direitos, e o judiciário é um ator-chave para essa integração exitosa. A preocupação expressa pela Tribunal sinaliza a importância da construção de ferramentas de informação que auxiliem os gestores públicos no dia a dia do exercício de suas funções”, destaca o chefe de missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux.
Desde 2018, diversos juízes federais participaram de ações de capacitação da OIM oferecidas em Brasília (DF), São Paulo (SP) e Genebra, na Suíça. Com o acordo, novos projetos poderão ser iniciados fortalecendo iniciativas de capacitação e fortalecimento institucional.
Para a presidente do TRF3, desembargadora federal Therezinha Cazerta, a conscientização e a capacitação são fundamentais para o auxílio aos refugiados e migrantes. Segundo ela, o acordo assinado irá abrir caminhos para a qualificação e a integração dessas pessoas no país. “Precisamos de um projeto consistente para concretizar ações eficazes diante de crise humanitária de tamanha proporção”, completou.
A cidade de São Paulo tem realizado ações relativas à governança migratória, beneficiando não apenas os migrantes internacionais, mas também os brasileiros que retornam ao país. O estado de São Paulo é o terceiro da federação que mais recebe brasileiros retornados do exterior no programa de retorno voluntário da OIM (AVR, na sigla em inglês).
Ao TRF3 cabe processar e julgar as causas em que a União, suas entidades autárquicas e empresas públicas federais figurem como interessadas, além de outras questões previstas na Constituição.
O tribunal também possui competência para ações de cunho internacional, de direitos de comunidades indígenas e de questões relativas à nacionalidade. Na esfera criminal, atua em temas como o contrabando, tráfico internacional de entorpecentes e sonegação fiscal. A 3ª região contempla os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde vivem aproximadamente 48 milhões de pessoas.
 
Posted: 13 Mar 2020 10:57 AM PDT
Yenni com sua filha Branyelis, de sete dias, e seu filho Moises, de três anos, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Victor Moriyama
A iniciativa se destina a apoiar a cooperação brasileira na resposta adequada às necessidades de mulheres refugiadas e migrantes, a pedido do governo brasileiro. Foto: ACNUR/Victor Moriyama
Em crises humanitárias, as populações notadamente mais afetadas são de mulheres e crianças. O grau de vulnerabilidade dessas pessoas venezuelanas em Roraima é alto, pois elas acabam expostas a riscos maiores de violência.
Diante deste cenário, o Ministério da Cooperação de Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, que é implementado por ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no estado.
A iniciativa se destina a apoiar a cooperação brasileira na resposta adequada às necessidades de mulheres refugiadas e migrantes, a pedido do governo brasileiro.
Cerca de 7 mil cidadãs e cidadãos venezuelanos vivem em abrigos e mais de 3 mil moram em abrigos informais ou nas ruas em situação de extrema precariedade, sem acesso a água, alimentos e outros serviços básicos, o que limita sua proteção e dignidade.
O programa conjunto se articula por meio de três estratégias: criar espaços seguros para mulheres refugiadas e migrantes venezuelanas e também brasileiras da comunidade local, criar oportunidades de integração socioeconômica e, igualmente, criar mecanismos para incorporar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres na resposta humanitária.
“Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil” tem como diferencial a incorporação da dimensão de gênero e o empoderamento de mulheres para atender de forma apropriada às necessidades das mulheres no contexto de crise humanitária.

Nações Unidas em Roraima

Para responder ao fluxo venezuelano, a ONU Brasil trabalha com governos e organizações parceiras para garantir a proteção, acolhimento e integração de refugiados e migrantes em território brasileiro.
Diferentes agências do sistema das Nações Unidas atuam nas três principais frentes de trabalho da Operação Acolhida, a resposta humanitária brasileira: ordenamento de fronteira, abrigamento e interiorização.
As agências atuam também para que a saúde sexual e reprodutiva não seja deixada de lado e que as pessoas mais vulneráveis não fiquem para trás nas respostas às emergências.
Foram implementados sistemas para suprimentos de higiene, obstetrícia e planejamento da vida reprodutiva, além de disponibilizar pessoal capacitado para atender e dar apoio a populações em situação de vulnerabilidade e garantir que as necessidades de mulheres, LGBTI, pessoas idosas, com deficiência e jovens sejam atendidas tanto em situações de emergência quanto nas fases de reconstrução.
 
Posted: 13 Mar 2020 10:18 AM PDT
O III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) reuniu 250 participantes, entre técnicos e secretários municipais, representantes de ministérios, acadêmicos, ativistas e sociedade civil. Foto: PNUMA
O III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) reuniu 250 participantes, entre técnicos e secretários municipais, representantes de ministérios, acadêmicos, ativistas e sociedade civil. Foto: PNUMA
Especialistas nacionais e internacionais debateram esta semana (10 e 11) em Brasília (DF) como se inspirar na natureza para criar soluções que enfrentem os grandes desafios urbanos e forneçam melhor qualidade de vida e resiliência climática.
O III Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) reuniu 250 participantes, entre técnicos, secretários municipais, representantes de ministérios, sociedade civil, acadêmicos e ativistas.
O encontro foi promovido por Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), por meio do Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (OICS), do Projeto CITinova, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), Ministérios da Economia (ME), Relações Exteriores (MRE) e Desenvolvimento Regional (MDR), Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA-DF), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).
Na abertura, Julio Francisco Semeghini Neto, secretário-executivo do MCTIC, ressaltou a importância da ciência no fortalecimento da cooperação internacional e vice-versa. “Os desafios globais contemporâneos vão além das fronteiras geopolíticas e das formas isoladas de resolução”, afirmou ele.
Regina Maria Silvério, diretora do CGEE, apontou a importância do tema “O Desafio da Água e as Cidades” neste momento de desastres climáticos, como as chuvas, enchentes e suas consequências, e o precário saneamento em todo o país. “Cerca de 100 milhões de brasileiros ainda não têm coleta de esgoto em casa, ou seja, quase 50% da população. Será necessário um esforço muito grande para que o Brasil atinja a meta que estabeleceu para 2030 de ter saneamento em 100% dos estados”, disse.
Para Asher Lessels, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), é um momento oportuno para o evento frente à emergência planetária. “A temperatura já atingiu 1,1 grau acima da média histórica global e, consequentemente, estamos enfrentando eventos climáticos extremos que, como humanidade, nunca experimentamos antes”, afirmou Asher.
“Na ONU, estamos chamando 2020 de o ‘SuperAno para a Natureza’. É um ano crítico para a humanidade começar a reverter a perda sem precedentes de biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas.”
Também participaram da abertura os representantes das agências apoiadoras Oscar Cordeiro, da ANA, Ignacio Ybañez Rubio, embaixador da Delegação da União Europeia, e Marco Túlio Scarpelli Cabral, chefe da Divisão de Meio Ambiente do Ministério de Relações Exteriores.
Em seguida, a diretora nacional do CITinova, Marcela Aboim Raposo, apresentou o projeto realizado pelo MCTIC com apoio de parceiros co-executores, entre eles o CGEE, que está desenvolvendo o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis, uma plataforma virtual de mapeamento e divulgação de soluções urbanas inovadoras contextualizadas ao território nacional.
Aboim Raposo ressaltou que as soluções baseadas na natureza e sua relação com a água e os desafios urbanos são destaque da atuação do Observatório. “Estamos disseminando e construindo conhecimento em torno desse tema para subsidiar a tomada de decisão em prol de cidades mais resilientes e sustentáveis”, afirmou.
Fernanda Capdeville apresentou o projeto ANDUS – Apoio à Agenda Nacional de Desenvolvimento Urbano Sustentável no Brasil, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O Projeto ANDUS é uma iniciativa de cooperação técnica entre os governos brasileiro e alemão para apoiar a elaboração de uma estratégia nacional de desenvolvimento urbano, no tripé econômico-social-ambiental da sustentabilidade.
Nos dois dias, painéis abordaram os temas: estratégias de gestão de recursos hídricos na transição para cidades sustentáveis; desafios e oportunidades para a universalização do saneamento no Brasil; soluções baseadas na natureza para água experiências da iniciativa privada; mulheres focadas em soluções baseadas na natureza. Também serão oferecidas duas oficinas pelo ICLEI Governos Locais pela Sustentabilidade sobre Empreendedorismo Baseado na Natureza (EBNs) e UrbanByNature no Brasil: o caminho daqui para frente.
 
Posted: 13 Mar 2020 09:46 AM PDT
Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Foto: UNAIDS
Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Foto: UNAIDS
Por Winnie Byanyima*
A pandemia de COVID-19 está colocando luz sobre as respostas internacionais e nacionais às emergências de saúde — expondo lacunas em nossos sistemas, mostrando nossos pontos fortes e valendo-se da valiosa experiência de resposta a outras ameaças à saúde, como o HIV.
No UNAIDS, sabemos que as pessoas que vivem com HIV terão alguma ansiedade e perguntas sobre o surgimento do vírus que causa o COVID-19. Uma das lições mais importantes a serem tiradas da resposta à epidemia de HIV é ouvir e aprender com as pessoas mais afetadas. O UNAIDS continua a fazer isso.
É importante ressaltar que atualmente não há fortes evidências de que as pessoas que vivem com HIV correm um risco especialmente maior de contrair o COVID-19 ou que, se o fizerem, terão consequências mais graves.
Como na população em geral, pessoas idosas vivendo com HIV ou pessoas vivendo com HIV com problemas cardíacos ou pulmonares podem estar em maior risco de contrair o vírus e de sofrer sintomas mais graves.
Como para a população em geral, as pessoas que vivem com HIV devem tomar todas as medidas preventivas recomendadas para minimizar a exposição e prevenir a infecção.
À medida que o COVID-19 continua a se espalhar pelo mundo, será importante que pesquisas em andamento em ambientes com alta prevalência de HIV na população em geral possam esclarecer mais as interações biológicas e imunológicas entre o HIV e o novo coronavírus.
Entretanto, medidas legítimas para conter o vírus podem ter efeitos adversos não intencionais em pessoas vivendo com HIV.
Quando o surto de COVID-19 começou na China, o UNAIDS realizou uma pesquisa com pessoas vivendo com HIV para ouvir suas necessidades. Um estudo de acompanhamento mostrou que algumas pessoas vivendo com HIV estão começando a enfrentar desafios em relação ao recebimento de medicamentos. Isso está gerando ansiedade.
Em resposta, o UNAIDS vem trabalhando com redes de pessoas vivendo com HIV e funcionários do governo para apoiar entregas especiais de medicamentos nos pontos de coleta designados. Foi estabelecida uma linha direta na China para que as pessoas que vivem com HIV possam continuar expressando suas preocupações enquanto o surto persistir.
Com nossos parceiros, também estaremos monitorando de perto os desenvolvimentos nas cadeias de suprimentos globais para garantir que os insumos médicos essenciais continuem a chegar às pessoas que precisam deles e que as interrupções na fabricação de ingredientes farmacêuticos ativos sejam reduzidas ao mínimo.
O UNAIDS pede aos países que preparem suas respostas ao COVID-19 para garantir que as pessoas que vivem com HIV tenham acesso confiável aos medicamentos do tratamento.
Agora é urgente que os países implementem integralmente as diretrizes atuais de tratamento para o HIV da Organização Mundial da Saúde (OMS), e ofereçam a dispensação de medicação para vários meses, garantindo que a maioria das pessoas que vivem com HIV recebam três meses ou mais de seus medicamentos.
Isso ajudará a aliviar a carga sobre os serviços de saúde caso o COVID-19 chegue e permite que as pessoas mantenham seus tratamentos ininterruptos sem ter que arriscar maior exposição ao COVID-19 para reabastecer seus medicamentos.
A principal lição da resposta à AIDS é que o estigma e a discriminação não são apenas errados, mas também prejudiciais, tanto para a saúde de um indivíduo, quanto para os resultados de saúde pública em geral.
É por isso que o UNAIDS tem apoiado campanhas para reduzir o estigma e a discriminação enfrentados pelas pessoas afetadas pelo COVID-19. Nunca superamos uma ameaça à saúde por meio de estigma e discriminação e nossa resposta ao COVID-19 deve ser guiada por lições aprendidas com a resposta ao HIV.
Isso inclui ouvir as pessoas afetadas pelo surto e estabelecer confiança e comunicação entre as pessoas afetadas e as autoridades de saúde, mesmo antes do aumento da carga da doença.
Nossos maiores ganhos contra o HIV ocorreram em países que reduziram o estigma e a discriminação, incentivando as pessoas a testarem o vírus e procurarem tratamento, se necessário.
Usando os canais de comunicação recomendados por especialistas em saúde pública, vamos ouvir as pessoas afetadas pelo COVID-19 e levar em consideração sua experiência de vida para que possamos fortalecer nossa resposta ao vírus.
As mortes causadas pelo surto de COVID-19 são trágicas e meus pensamentos estão com suas famílias e entes queridos. Mas, se formos inteligentes, a comunidade internacional e os países usarão essa experiência para fortalecer ainda mais os sistemas de monitoramento e fazer investimentos adequados em infraestrutura de saúde, tanto em nível global quanto nacional.
O UNAIDS incentiva os governos e autoridades de saúde de todo o mundo a não adiar a implementação de programas de educação pública para todos os cidadãos sobre as medidas práticas que devem ser tomadas para reduzir a transmissão e a propagação do vírus em nível local.
Uma abordagem centrada nas pessoas é fundamental. Todos devem ter direito à saúde — é a nossa melhor defesa contra epidemias globais.
Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS)
 
Posted: 13 Mar 2020 09:13 AM PDT
Um dos objetivos do projeto é estimular o setor de ar condicionado no Brasil a eliminar o uso do HCFC-22 – nocivo à Camada de Ozônio. Foto: Flickr / Peter Morgan (CC)
Um dos objetivos do projeto é estimular o setor de ar condicionado no Brasil a eliminar o uso do HCFC-22 – nocivo à Camada de Ozônio. Foto: Flickr / Peter Morgan (CC)
O Projeto para o Setor de Manufatura de Equipamentos de Refrigeração e Ar Condicionado (Projeto RAC), executado no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), lançou recentemente um novo relatório técnico com informações atualizadas sobre o uso de fluidos alternativos de refrigeração em equipamentos de ar condicionado residenciais.
O conteúdo se baseia nas publicações mais recentes do Painel de Avaliação Econômica e Tecnológica (TEAP) do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio.
O texto, em português, organiza em um único documento os principais dados referentes a soluções tecnológicas com baixo Potencial de Aquecimento Global (GWP) e zero Potencial de Destruição do Ozônio (PDO), abordando os fluidos refrigerantes alternativos disponíveis, tipos de equipamentos para o setor de ar condicionado, eficiência energética, segurança e normas técnicas.
O documento poderá ser utilizado pelo setor de ar condicionado como referência sobre as tendências tecnológicas em discussão no âmbito do Protocolo de Montreal.
O relatório foi elaborado por Roberto Peixoto, engenheiro naval e professor de Engenharia Mecânica, Energia e Meio Ambiente no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Peixoto também é membro do TEAP e co-presidente do Comitê de Opções Técnicas de Refrigeração, Ar Condicionado e Bombas de Calor (RTOC).
O Projeto RAC é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). Um dos objetivos do projeto é estimular o setor de ar condicionado no Brasil a eliminar o uso do HCFC-22 – nocivo à Camada de Ozônio.
Para baixar o novo relatório técnico em português, clique aqui.
 
Posted: 13 Mar 2020 08:28 AM PDT
Um jovem refugiado lava as mãos em Mafraq, na Jordânia, onde um sistema de aquecimento movido a energia solar, instalado com o apoio da IKEA Foundation e da Practical Action, ajuda a fornecer água quente. Foto: ACNUR/Hannah Maule-ffinch
Um jovem refugiado lava as mãos em Mafraq, na Jordânia, onde um sistema de aquecimento movido a energia solar, instalado com o apoio da IKEA Foundation e da Practical Action, ajuda a fornecer água quente. Foto: ACNUR/Hannah Maule-ffinch
Por Michelle Bachelet e Filippo Grandi*
Se nós precisávamos lembrar que vivemos em um mundo interconectado, o novo coronavírus tornou isso mais claro do que nunca.
Nenhum país pode resolver esse problema sozinho, e nenhuma parcela de nossa sociedade pode ser desconsiderada se quisermos efetivamente enfrentar este desafio global.
O Covid-19 é um teste não apenas de nossos sistemas e mecanismos de assistência médica para responder a doenças infecciosas, mas também de nossa capacidade de trabalharmos juntos como uma comunidade de nações diante de um desafio comum.
É um teste da cobertura dos benefícios de décadas de progresso social e econômico em relação aqueles que vivem à margem de nossas sociedades, mais distantes das alavancas do poder.
As próximas semanas e meses desafiarão o planejamento nacional de crises e os sistemas de proteção civil — e certamente irão expor deficiências em saneamento, habitação e outros fatores que moldam os resultados de saúde.
Nossa resposta a essa epidemia deve abranger e focar, de fato, naqueles a quem a sociedade negligencia ou rebaixa a um status menor. Caso contrário, ela falhará.
A saúde de todas as pessoas está ligada à saúde dos membros mais marginalizados da comunidade. Prevenir a disseminação desse vírus requer alcance a todos e garantia de acesso equitativo ao tratamento.
Isso significa superar as barreiras existentes para cuidados de saúde acessíveis e combater o tratamento diferenciado há muito tempo baseado em renda, gênero, geografia, raça e etnia, religião ou status social.
Superar paradigmas sistêmicos que ignoram os direitos e as necessidades de mulheres e meninas ou, por exemplo, limitar o acesso e a participação de grupos minoritários será crucial para a prevenção e tratamento eficazes do COVID-19.
As pessoas que vivem em instituições — idosos ou detidos — provavelmente são mais vulneráveis ​​à infecção e devem ser especificamente incluídas no planejamento e resposta à crise.
Migrantes e refugiados — independentemente de seu status formal — devem ser plenamente incluídos nos sistemas e planos nacionais de combate ao vírus. Muitas dessas mulheres, homens e crianças se encontram em locais onde os serviços de saúde estão sobrecarregados ou inacessíveis.
Eles podem estar confinados em abrigos, assentamentos, ou vivendo em favelas urbanas onde a superlotação e o saneamento com poucos recursos aumentam o risco de exposição.
O apoio internacional é urgentemente necessário para ajudar os países anfitriões a intensificar os serviços — tanto para refugiados e migrantes quanto para as comunidades locais — e incluí-los nos acordos nacionais de vigilância, prevenção e resposta. Não fazer isso colocará em risco a saúde de todos — e o risco de aumentar a hostilidade e o estigma.
Também é vital que qualquer restrição nos controles das fronteiras, restrições de viagem ou limitações à liberdade de movimento não impeça as pessoas que possam estar fugindo da guerra ou perseguição de acessar a segurança e proteção.
Além desses desafios muito imediatos, o coronavírus também testará, sem dúvida, nossos princípios, valores e humanidade compartilhada.
Espalhando-se rapidamente pelo mundo, com a incerteza em torno do número de infecções e com uma vacina ainda a muitos meses de distância, o vírus está provocando ansiedade e medos profundos em indivíduos e sociedades.
Sem dúvida, algumas pessoas sem escrúpulos procurarão tirar vantagem disso, manipulando medos genuínos e aumentando as preocupações.
Quando o medo e a incerteza surgem, os bodes expiatórios nunca estão longe. Já vimos raiva e hostilidade dirigidas a algumas pessoas de origem do leste asiático.
Se continuar assim, o desejo de culpar e excluir poderá em breve se estender a outros grupos — minorias, marginalizados ou qualquer pessoa rotulada como “estrangeira”.
As pessoas em deslocamento, incluindo refugiados, podem ser particularmente alvo. No entanto, o próprio coronavírus não discrimina; os infectados até o momento incluem turistas, empresários internacionais e até ministros nacionais, que estão localizados em dezenas de países, abrangendo todos os continentes.
O pânico e a discriminação nunca resolveram uma crise. Os líderes políticos devem assumir a liderança, conquistando confiança através de informações transparentes e oportunas, trabalhando juntos para o bem comum e capacitando as pessoas a participar na proteção da saúde.
Ceder espaço a boatos, medos e histeria não apenas prejudicará a resposta, mas poderá ter implicações mais amplas para os direitos humanos e para o funcionamento de instituições democráticas responsáveis.
Atualmente, nenhum país pode se isolar do impacto do coronavírus, tanto no sentido literal quanto econômico e social, como demonstram as bolsas de valores e as escolas fechadas.
Uma resposta internacional que garanta que os países em desenvolvimento estejam equipados para diagnosticar, tratar e prevenir esta doença será crucial para proteger a saúde de bilhões de pessoas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) está fornecendo experiência, vigilância, sistemas, investigação de casos, rastreamento de contatos, pesquisa e desenvolvimento de vacinas. É a prova de que a solidariedade internacional e os sistemas multilaterais são mais vitais do que nunca.
A longo prazo, devemos acelerar o trabalho de construção de serviços de saúde pública equitativos e acessíveis. E a maneira como reagimos a essa crise agora, sem dúvida, moldará esses esforços nas próximas décadas.
Se nossa resposta ao coronavírus estiver fundamentada nos princípios de confiança pública, transparência, respeito e empatia pelos mais vulneráveis, não apenas defenderemos os direitos intrínsecos de todo ser humano; usaremos e criaremos as ferramentas mais eficazes para garantir que possamos superar essa crise e aprender lições para o futuro.
*Michelle Bachelet é a alta-comissária da ONU para direitos humanos. Filippo Grandi é o alto-comissário da ONU para refugiados. Este artigo foi originalmente publicado no site The Telegraph.
 
Posted: 13 Mar 2020 08:02 AM PDT
Na sede da ONU em Nova Iorque, muitos funcionários deixaram o prédio para trabalhar em casa. Foto: ONU/Loey Felipe
Na sede da ONU em Nova Iorque, muitos funcionários deixaram o prédio para trabalhar em casa. Foto: ONU/Loey Felipe
Diante da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, a COVID-19, os países devem intensificar esforços para combater sua disseminação, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra na quinta-feira (12).
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falou durante sua atualização regular sobre a nova doença por coronavírus, um dia após o anúncio da nova designação.
“Deixe-me ser claro: descrever isso como uma pandemia não significa que os países devam desistir. Pelo contrário, temos que dobrar (os esforços)”, afirmou.
“Esta é uma pandemia controlável. Os países que decidem desistir de medidas fundamentais de saúde pública podem acabar com um problema maior e um fardo mais pesado para o sistema de saúde, exigindo medidas mais severas de controle.”
A COVID-19 surgiu pela primeira vez em Wuhan, na China, em dezembro passado. Na quinta-feira, havia quase 125 mil casos em 118 países e territórios.
Tedros disse que a OMS está “trabalhando dia e noite” para apoiar os países em sua resposta.
A agência também está trabalhando com o Fórum Econômico Mundial e as Câmaras de Comércio Internacionais para envolver o setor privado, além da Federação Internacional de Futebol (FIFA).
Além disso, mais de 440 milhões de dólares foram comprometidos com o Plano Estratégico de Preparação e Resposta da OMS.
“Este é um novo vírus e uma nova situação. Estamos todos aprendendo e todos devemos encontrar novas maneiras de prevenir infecções, salvar vidas e minimizar o impacto. Todos os países têm lições para compartilhar”, afirmou.

Reuniões canceladas na sede da ONU

O porta-voz da ONU disse a jornalistas em Nova Iorque na quinta-feira que o secretário-geral António Guterres “tomou a decisão de cancelar todos os eventos paralelos patrocinados na sede pelo sistema das Nações Unidas, de 16 de março até o fim de abril, com efeito imediato”.
Stéphane Dujarric disse que o chefe da ONU está pedindo a todos os Estados-membros que considerem cancelar todos os eventos paralelos para as reuniões que estão patrocinando.
Em uma carta aos Estados-membros, Guterres disse que havia um sistema de ativação de resposta trifásico para gerenciar e coordenar emergências de saúde, com a sede da ONU em Nova Iorque atualmente na fase dois, que é um “modo ativo de redução de risco”.
Isso inclui a tomada de medidas para o distanciamento social no local de trabalho e a avaliação da necessidade de viagens e reuniões tendo em vista os riscos associados.
“Como você sabe, o prédio da ONU foi fechado para visitantes e o Secretariado instituiu arranjos para que os funcionários trabalhem de casa para reduzir a densidade populacional no prédio”, disse Dujarric, “reduzindo assim o risco de transmissão”.

O porta-voz observou que “desde o início do surto”, o secretário-geral da ONU vinha “equilibrando a segurança dos funcionários e de representantes dos Estados-membros com a necessidade de garantir que o trabalho da Organização continue, aqui e no mundo.”

Potencial ‘volatilidade’ econômica na América Latina e no Caribe

A pandemia de COVID-19 afetou tudo, desde viagens internacionais a horários de trabalho.
É também “uma nova fonte potencial de volatilidade” na América Latina e no Caribe devido aos vínculos significativos da região com a China por meio de comércio, investimento estrangeiro direto e empréstimos, de acordo com um oficial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Luis Felipe López-Calva, diretor regional do PNUD para a América Latina e o Caribe, informou que o comércio da região com a China aumentou de 12 bilhões de dólares em 2000 para 306 bilhões de dólares em 2018.
A China também contribuiu com mais de 90 bilhões de dólares em investimentos estrangeiros diretos entre 2005-2017.
No entanto, com a expectativa de que o crescimento do país asiático no primeiro trimestre caia acentuadamente e se recupere no final do ano, pode haver implicações para a região.
“Embora ainda seja muito cedo para entender completamente seu impacto no crescimento da China e como isso resultará em uma desaceleração em nossa região, o que sabemos até agora é que a COVID-19 está se espalhando a uma taxa acelerada e causou uma perturbação na economia da China”, escreveu López-Calva em um artigo recente publicado no jornal The Washington Post.
“O impacto do vírus no crescimento chinês e nos preços das commodities provavelmente também será um choque para a nossa região.”
 

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