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quarta-feira, 25 de março de 2020

Posted: 24 Mar 2020 02:13 PM PDT
Clique para exibir o slide.For 30 years, Brazilian activist Damião Braga, 53, has been fighting for the right of people of African descent to access land and property in Rio de Janeiro.
On the International Day of Remembrance of the Victims of Slavery and the Transatlantic Slave Trade, this year raising awareness to the dagers of racism and prejudice, his struggle is newly in focus.
A quilombola leader, he is frequently the target of threats and violence because of his activism. He demands from the State and the justice system the transfer of properties in a historical area of the city to the descendants of enslaved people.
During slavery (16th to 19th century), the term quilombola referred to the enslaved African people and Afro-descendants who fled the sugar cane mills and farms to form small villages called quilombos.
Today, the term refers to the descendants of these populations, who live in rural and urban communities, marked by cultural practices with strong links to ancestors. Quilombo territories and lands tenure regularization are guaranteed by the Brazilian Federal Constitution.
Braga leads Pedra do Sal, one of the main Brazilian urban quilombos, located in central Rio. Pedra do Sal was a secular residence of the enslaved Africans and their descendants.
The community wages a long-standing judicial and administrative battle to obtain ownership of the properties in the area, now owned by the State and claimed by the Catholic Church.
In 2005, the area was recognized as quilombola territory by the Brazilian government. Despite this, 15 years later, only two Afro-descendant families actually live on the site, since the land titling process has not been completed and most of the families have been evicted.
“Our right has already been recognized, Pedra do Sal is a quilombola territory. But now that right must be actually guaranteed”, said Braga, attributing this delay to the recent appreciation of real estate in central Rio before and after the Olympics, in 2016.
“For us, the titling of quilombola territories is a form of reparation, in the face of all that happened during the slavery period,” he said. “The territory was not titled precisely because of the structural racism that still persists”.
Braga and 25 families are now awaiting the conclusion of judicial and administrative proceedings to enforce their right.
For the community leader, his struggle for recognition is directly related to the fight against racism. “When we started to fight, to make this discussion about quilombola territory, the racism became even more evident, more visible.”
According to data from the National Institute of Colonization and Agrarian Reform (INCRA) of 2019, there are 1,700 ongoing processes for certification of quilombola communities in Brazil.
Braga is also a committee member of the Valongo Wharf Archaeological Site, listed as a World Heritage Site by the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO).
Valongo is in the former harbour area of Rio de Janeiro in which the old stone wharf was built for the landing of enslaved Africans reaching the South American continent from 1811 onwards. An estimated 900,000 Africans arrived in South America via Valongo.
“Valongo symbolizes the arrival of enslaved Africans in Brazil. The ‘Pretos Novos’ Cemetery symbolizes burial, those who are gone, and the Pedra do Sal quilombo symbolizes life, continuity, ”said Braga, citing historical sites in central Rio.

UN against racism in Brazil

On the occasion of the International Day in Memory of Victims of Slavery and the Transatlantic Slave Trade, the UN System in Brazil reminds all the work that is being done in the country to combat racism and discrimination.
During his first official visit to Brazil, held in February, the representative for South America of the United Nations Office for Human Rights (OHCHR), Jan Jarab, met with quilombola leaders to verify the situation of these communities.
The UN representative listened to the concerns of social leaders working in areas such as the rights of indigenous and quilombola peoples, rural movements and those affected by dams, focusing on the issue of violence in the countryside.
Reaffirming the commitment to implement the International Decade for People of African Descent (2014-2024), the UN System in Brazil also launched in 2017 the “Vidas Negras” (Black Lives) campaign.
The goal of the campaign is to draw attention and raise awareness of the impacts of racism, influencing strategic actors in the production and support of actions to combat discrimination and violence.
 
Posted: 24 Mar 2020 01:39 PM PDT
Clique para exibir o slide.Há 30 anos, o ativista brasileiro Damião Braga, 53, luta pelo direito dos afrodescendentes ao acesso a terras e imóveis na cidade do Rio de Janeiro.
Na ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas, cujo foco deste ano é o combate ao racismo e à discriminação, Braga concedeu entrevista às Nações Unidas.
Líder quilombola, ele é frequentemente alvo de ameaças por exigir na Justiça e do Estado que propriedades de uma região central e histórica da cidade sejam transferidas aos descendentes de pessoas escravizadas.
No período da escravidão no Brasil, o termo quilombola referia-se às pessoas escravizadas africanas e afrodescendentes que fugiram dos engenhos de cana de açúcar e fazendas para formar pequenos vilarejos chamados de quilombos.
Hoje, o termo se refere aos descendentes dessas populações escravizadas, que vivem em comunidades rurais e urbanas, caracterizadas por agricultura de subsistência e práticas culturais vinculadas a seus ancestrais.
O reconhecimento dos territórios quilombolas e sua regularização fundiária estão previstos pela Constituição Federal de 1988.
Braga é presidente do Conselho Diretor da Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal, um dos principais quilombos urbanos brasileiros, localizado na região central da capital fluminense.
A Pedra do Sal foi residência secular de escravizados, ex-escravizados, negros libertos, negros livres e, agora, de seus descendentes.
É lá que ele e a comunidade travam uma batalha judicial e administrativa de longa data para obter a titularidade de imóveis hoje detidos majoritariamente pelo Estado brasileiro e também reivindicados pela Igreja Católica.
Em 2005, a região foi reconhecida como território quilombola pelo governo brasileiro. Apesar disso, 15 anos depois, poucas famílias afrodescendentes de fato vivem no local, uma vez que o processo de titulação dos imóveis não foi concluído e as famílias, despejadas.
“O nosso direito já foi reconhecido. A Pedra do Sal é território quilombola. Mas agora falta a efetivação desse direito”, explicou Braga, atribuindo essa demora à recente valorização dos imóveis na região central do Rio após a reurbanização para os Jogos Olímpicos de 2016.
“Para nós, a titulação dos territórios quilombolas é uma forma de reparação, frente a tudo aquilo que foi a escravidão”, disse Braga. “O território não foi titulado justamente em função desse racismo estrutural”.
Braga e a comunidade formada por cerca de 25 famílias aguardam agora a conclusão de processos judiciais e administrativos para efetivação de seu direito.
Para ele, a luta pelo reconhecimento quilombola está diretamente relacionada à luta contra o racismo. “Quando começamos a lutar, a fazer essa discussão sobre o território quilombola, esse racismo ficou ainda mais evidente, mais latente, mais visível.”
Segundo dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) de 2019, existem 1,7 mil processos em andamento para certificação de comunidades quilombolas no Brasil.
Damião também é membro titular do Comitê Gestor do Cais do Valongo, principal porto de chegada de pessoas escravizadas nas Américas e hoje listado como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
“O Cais do Valongo simboliza a chegada dos africanos escravizados no Brasil. O Cemitério dos Pretos Novos simboliza o enterramento, aqueles que se foram, e o quilombo Pedra do Sal simboliza a vida, a continuidade”, disse Braga, citando pontos históricos da região central do Rio.
Estima-se que mais de 900 mil africanos escravizados tenham chegado à América do Sul via Cais do Valongo.

ONU contra o racismo no Brasil

Em sua primeira viagem oficial ao Brasil, realizada em fevereiro, o representante para América do Sul do Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Jan Jarab, reuniu-se com lideranças quilombolas para verificar a situação dessas comunidades no país.
Neste contexto, o representante da ONU teve a oportunidade de ouvir as preocupações de lideranças sociais com atuação em áreas como direitos dos povos indígenas e quilombolas, movimentos rurais e de atingidos por barragens, com foco no tema de violência no campo.
Reafirmando o compromisso de implementação da Década Internacional de Afrodescendentes (2014-2024), o Sistema ONU no Brasil também lançou há três anos a campanha “Vidas Negras”.
A iniciativa busca ampliar, junto à sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais, a visibilidade do problema da violência contra a juventude negra no país.
O objetivo é chamar atenção e sensibilizar para os impactos do racismo na restrição da cidadania de pessoas negras, influenciando atores estratégicos na produção e apoio de ações de enfrentamento da discriminação e violência.
 
Posted: 24 Mar 2020 01:03 PM PDT
Campanha da FIFA com OMS contará com jogadores de futebol para repassar mensagens de prevenção a COVID-19. Foto: Pexels
Campanha da FIFA com OMS contará com jogadores de futebol para repassar mensagens de prevenção a COVID-19. Foto: Pexels
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) se uniram para combater a doença causada pelo coronavírus e lançaram uma nova campanha de conscientização liderada por jogadores de futebol de renome internacional, incluindo o goleiro brasileiro Alisson Becker. Eles estão pedindo que todas as pessoas do mundo sigam cinco passos essenciais para impedir a propagação da doença.
A campanha “Pass the message to kick out coronavirus” (“Passe a mensagem para dar um chutão no coronavírus”, em tradução livre) promove cinco etapas para proteger a saúde, de acordo com as orientações da OMS, focadas em lavar as mãos, não tocar o rosto, manter distância física, ficar em casa e ter etiqueta respiratória (ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço de papel – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos).
Duranto o lançamento virtual desta campanha na sede da OMS em Genebra, Suíça, o diretor-geral da organização, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a FIFA tem passado a mensagem de forma muito ativa desde o início da pandemia. “Seja por meio de campanhas ou financiamento, a FIFA tem enfrentado o coronavírus e estou muito satisfeito que o futebol internacional esteja apoiando a OMS a dar um chutão no coronavírus. Não tenho dúvidas de que, com esse tipo de apoio, venceremos juntos”, disse o diretor-geral da OMS.
Para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, é necessário trabalhar em equipe para combater o coronavírus. “A FIFA se uniu à OMS porque a saúde vem em primeiro lugar. Peço à comunidade internacional do futebol que se junte a nós no apoio desta campanha para passar a mensagem adiante. Alguns dos maiores jogadores, que disputaram belos jogos, deram seu nome à campanha e estão unidos no desejo de passar a mensagem para dar um chutão na COVID-19”, explica o presidente da FIFA.
A FIFA também se comprometeu a enviar US$ 10 milhões para apoiar o Fundo Solidário de Resposta ao COVID-19 da OMS. Vinte e oito jogadores estão envolvidos na campanha em vídeo, que será publicada em 13 idiomas. São eles:
Sami Al Jaber (Árabia Saudita), Alisson Becker (Brasil), Emre Belözoğlu (Turquia), Jared Borgetti (México), Gianluigi Buffon (Itália), Iker Casillas (Espanha), Sunil Chhetri (Índia), Youri Djorkaeff (França), Han Duan (China), Samuel Eto’o (Camarões), Radamel Falcao (Colômbia), Laura Georges (França), Valeri Karpin (Rússia), Miroslav Klose (Alemanha), Philipp Lahm (Alemanha), Gary Lineker (Inglaterra), Carli Lloyd (Estados Unidos da América), Lionel Messi (Argentina), Mido (Egito), Michael Owen (Inglaterra), Park Ji-sung (República da Coreia), Carles Puyol (Espanha), Célia Šašić (Alemanha), Asako Takakura (Japão), Yaya Touré (Costa do Marfim), Juan Sebastián Verón (Argentina), Sun Wen (China) e Xavi Hernández (Espanha).
A campanha em vídeo, que será publicada nos canais digitais dos jogadores e da FIFA, também está sendo fornecida para 211 associações e agências de mídia que são membros da FIFA, juntamente com um kit de artes gráficas para ser usado nas mídias sociais, de forma a reverberar a mensagem.
Mãos
“Comece pelas suas mãos”, diz Alisson Becker, embaixador da OMS para a promoção da saúde, goleiro do Liverpool FC e da Seleção Brasileira e eleito o melhor goleiro do mundo da FIFA, no futebol masculino, em 2019. “Por favor, lave suas mãos com frequência usando sabão ou um higienizador a base de álcool”.
Essa lavagem frequente com sabão e água, ou com uma solução manual à base de álcool, mata vírus que podem estar em suas mãos. É simples, mas é muito importante.
Cotovelos
“Cubra o nariz e a boca com o cotovelo flexionado ou um lenço de papel quando espirrar ou tossir”, diz Carli Lloyd, duas vezes vencedora da Copa do Mundo da FIFA de futebol feminino pela seleção dos Estados Unidos. “No caso do lenço, descarte-o imediatamente e lave as mãos”.
O coronavírus é espalhado por gotículas. Ao seguir a higiene respiratória, você protege as pessoas ao seu redor de contraírem vírus como os de resfriado, gripe e coronavírus.
Rosto
“Evite tocar seu rosto, principalmente os olhos, o nariz e a boca para impedir que o vírus entre no seu corpo”, acrescenta o atacante do FC Barcelona e da Argentina, Lionel Messi – eleito melhor jogador do mundo de futebol masculino da FIFA em 2019 e várias vezes vencedor do prêmio Bola de Ouro da FIFA.
As mãos tocam em muitas superfícies e podem rapidamente pegar o vírus. Uma vez contaminadas, as mãos podem transferir os vírus para o seu rosto, de onde eles podem se mover dentro do seu corpo, fazendo você se sentir mal.
Distância
“Nas relações sociais, dê um passo para trás”, diz Han Duan, que representou a China PR 188 vezes em uma carreira internacional que durou 11 anos. “Fique a pelo menos um metro de distância dos outros”.
Ao manter esse distanciamento social, você evita respirar as gotículas de alguém próximo que espirra ou tosse.
Sintomas
“Se estiver se sentindo mal, fique em casa”, conclui Samuel Eto’o, ex-atacante do FC Barcelona e Camarões, que representou seu país 114 vezes. “Siga todas as instruções fornecidas pelas autoridades de saúde locais”.
Se você tiver febre, tosse e dificuldade de respirar, procure atendimento médico e ligue para avisar sobre seus sintomas antes de sair (para o estabelecimento de saúde ou para uma linha telefônica preparada para receber esse tipo de ligação, como o 136 no Brasil).
Mantenha-se informado com as orientações mais recentes das autoridades locais de saúde sobre a situação em sua área. Por favor, siga as instruções específicas dadas por elas. Isso ajuda a proteger a pessoa e a impedir a propagação de vírus e outras infecções.
 
Posted: 24 Mar 2020 12:38 PM PDT
Funcionário do ACNUR inspeciona e embala itens de ajuda, incluindo sabão, toalhas de papel descartáveis e termômetros, para distribuir aos assentamentos de refugiados no Irã como parte da resposta à COVID-19. Foto: ACNUR/Farha Bhoyroo
Funcionário do ACNUR inspeciona e embala itens de ajuda, incluindo sabão, toalhas de papel descartáveis e termômetros, para distribuir aos assentamentos de refugiados no Irã como parte da resposta à COVID-19. Foto: ACNUR/Farha Bhoyroo
Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) transportou na segunda-feira (23) cerca de 4,4 toneladas de itens essenciais de ajuda médica, incluindo suprimentos para apoiar a resposta à COVID-19 no Irã.
Foram entregues máscaras, luvas e medicamentos essenciais para ajudar a resolver a crítica escassez no sistema de saúde do país.
Outros voos estão programados nas próximas semanas para transportar itens adicionais de ajuda, remédios e equipamentos de proteção individual (EPI) para os profissionais de saúde.
Há quase 1 milhão de refugiados no Irã que têm acesso aos mesmos serviços de saúde que a comunidade de acolhida e estão cobertos pela resposta nacional à saúde. No entanto, hospitais e centros de saúde estão lutando para lidar com o número cada vez maior de pessoas que precisam de ajuda urgente.
“Esses itens são essenciais para melhorar os cuidados de saúde no Irã, beneficiando refugiados e seus anfitriões”, afirmou Ivo Freijsen, representante do ACNUR no Irã.
“Somos solidários com o povo do Irã e estamos totalmente mobilizados para ajudar a conter a disseminação da COVID-19 e mitigar o impacto sobre os mais vulneráveis, entre eles os refugiados”, acrescentou.
O vírus agora se espalhou para todas as 31 províncias do Irã. Os refugiados, a maioria dos quais vive ao lado das comunidades de acolhida em vilarejos, vilas e cidades, correm o mesmo risco que os iranianos de pegar a COVID-19.
Já nos estágios iniciais da epidemia, o ACNUR, em coordenação com o governo do Irã, distribuiu itens de higiene básica, como sabão e toalhas de papel descartáveis, para cerca de 7.500 famílias de refugiados que vivem em assentamentos em todo o país.
Também foram disponibilizados itens de ajuda aos parceiros do governo e das ONGs que igualmente estão envolvidos na prestação de assistência aos refugiados.
O ACNUR continua trabalhando em estreita colaboração com o Departamento de Assuntos Estrangeiros e Imigração do Irã, bem como o Ministério da Saúde e Educação Médica, agências da ONU, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e ONGs parceiras nacionais e internacionais para aumentar a conscientização sobre as principais medidas de prevenção entre refugiados e comunidades de acolhida.
Globalmente, o ACNUR está buscando urgentemente 33 milhões de dólares para aumentar as atividades de preparação, prevenção e resposta para atender às necessidades imediatas de saúde pública de refugiados e comunidades anfitriãs, motivadas pela disseminação da COVID-19 em todo o mundo.
No Irã, o ACNUR busca 9,5 milhões de dólares para suas medidas emergenciais contra a COVID-19 e para apoiar o sistema nacional de saúde ao qual refugiados têm acesso.

Você pode apoiar os esforços do ACNUR no combate à COVID-19! Faça uma doação agora mesmo!

 
Posted: 24 Mar 2020 12:03 PM PDT
A escala e a velocidade dos fechamentos de escolas e universidades representa um desafio sem precedentes para o setor da educação. Foto: UNICEF/Raoni Libório
Mais de 850 milhões de crianças e jovens — aproximadamente a metade da população estudantil mundial — permanecem afastados das escolas e universidades, com fechamentos nacionais efetivos em 102 países e fechamentos locais em outros 11 por conta do novo coronavírus.
A escala e a velocidade dos fechamentos de escolas e universidades representam um desafio sem precedentes para o setor da educação.
Os países do mundo inteiro se apressam para preencher a lacuna com soluções de educação a distância. Elas abrangem desde alternativas de alta tecnologia, como videoaulas em tempo real realizadas a distância, até opções de menor tecnologia, como a programação educativa em canais de televisão ou rádio.
Como resposta imediata aos fechamentos em massa de escolas, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) estabeleceu um grupo de trabalho COVID-19 para proporcionar assessoria e assistência técnica aos governos que trabalham para oferecer educação aos estudantes fora da escola.
A Organização também está promovendo reuniões virtuais periódicas com os ministros da Educação do mundo inteiro para compartilhar experiências e avaliar as necessidades prioritárias.
A UNESCO também está lançando uma Coalizão Mundial para a Educação COVID-19, que reúne associados multilaterais e o setor privado, entre os quais Microsoft e GSMA, para ajudar os países a implantar sistemas de aprendizagem a distância a fim de reduzir ao mínimo os transtornos educacionais e manter o contato social com os alunos.
“A situação atual impõe aos países imensos desafios para conseguir proporcionar uma aprendizagem ininterrupta a todas as crianças e jovens de forma equitativa”, disse a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay.
“Estamos intensificando nossa resposta mundial mediante a criação de uma coalizão para garantir uma resposta rápida e coordenada. Além de satisfazer as necessidades imediatas, este esforço é uma oportunidade de repensar a educação, ampliar a aprendizagem a distância e fazer com que os sistemas educacionais sejam mais robustos, abertos e inovadores.”
“As dificuldades aumentarão exponencialmente caso os fechamentos das escolas se prolonguem”, afirmou Stefania Giannini, subdiretora geral de Educação da UNESCO. “As escolas, ainda que estejam longe de serem perfeitas, desempenham uma função niveladora na sociedade e quando estas se fecham, as desigualdades se agravam”.
A UNESCO continuará organizando periodicamente seminários na web e reuniões virtuais para que os representantes dos países tenham a oportunidade de trocar informações sobre a eficácia das abordagens utilizadas em diferentes contextos, aproveitando o sucesso de sua reunião ministerial no dia 10 de março da qual participaram 73 países.
A UNESCO listou as repercussões, muitas das quais vão mais além do setor da educação, para ajudar os países a prever e mitigar os problemas. Entre esses efeitos, constam os seguintes:
– A interrupção da aprendizagem: As desvantagens são desproporcionais para os alunos desfavorecidos, que geralmente têm menos oportunidades educacionais fora da escola.
– A nutrição: Muitas crianças e jovens dependem das refeições gratuitas ou com desconto oferecidas pelas escolas para se alimentar e fazê-lo de forma saudável. Quando as escolas fecham, a nutrição fica comprometida.
– Proteção: As escolas oferecem segurança a muitas crianças e jovens e, quando elas fecham, os jovens ficam mais vulneráveis e correm mais riscos.
– Os pais não estão preparados para a educação a distância no lar: Quando as escolas fecham, frequentemente se pede aos pais que facilitem a aprendizagem das crianças no lar, e eles podem ter dificuldades para realizar essa tarefa. Principalmente no caso de pais com educação e recursos limitados.
– Acesso desigual aos portais de aprendizagem digital: A falta de acesso à tecnologia ou a uma boa conexão de Internet é um obstáculo para a aprendizagem contínua, principalmente para os estudantes de famílias desfavorecidas.
– Lacunas no cuidado das crianças: Na falta de opções alternativas, os pais que trabalham costumam deixar seus filhos sozinhos quando as escolas fecham, o que pode levar a condutas de risco, incluindo uma maior influência da pressão dos colegas e o abuso de substâncias.
– Altos custos econômicos: Os pais que trabalham têm mais probabilidades de faltar ao trabalho quando as escolas fecham para cuidar de seus filhos. Isso resulta em perda de salário e redução da produtividade.
– Maior pressão sobre as escolas e os sistemas escolares que permanecem abertos: Os fechamentos localizados de escolas pressupõem uma carga para as outras, uma vez que os pais e os funcionários redirecionam as crianças para as escolas que estão abertas.
– Aumento das taxas de evasão escolar: É um desafio garantir que as crianças e jovens voltem e permaneçam na escola quando as atividades retornarem após os fechamentos. Isso vale especialmente para o caso de fechamentos prolongados.
– Isolamento social: As escolas são centros de atividade social e interação humana. Quando as escolas fecham, muitas crianças e jovens perdem o contato social, que é fundamental para a aprendizagem e o desenvolvimento.

América Latina e Caribe: 95% das crianças estão fora da escola

Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que na América Latina e no Caribe, mais de 154 milhões de crianças, cerca de 95% dos alunos matriculados na região, estão temporariamente fora da escola devido à COVID-19.
Cerca de 90% dos centros de educação infantil e escolas de ensino fundamental e médio da América Latina e do Caribe permanecerão fechados pelas próximas semanas e esse percentual está crescendo rapidamente.
Essa situação, que pode durar mais do que o planejado inicialmente, aumenta o risco de abandono permanente, especialmente para crianças e adolescentes mais vulneráveis.
No Brasil, ainda não há uma determinação nacional para o fechamento das instituições de ensino, como em outros países da América Latina e do Caribe. No entanto, grande parte das redes públicas e da rede privada já determinou o fechamento das escolas.
Portanto, o UNICEF diz ser urgente tomar medidas para evitar a interrupção da educação e garantir o acesso a modalidades de ensino a distância continuadas e flexíveis para todas as crianças em casa, incluindo aquelas sem acesso à Internet e aquelas que têm alguma deficiência.
“Esta é uma crise educacional sem precedentes na história recente da América Latina e do Caribe”, disse Bernt Aasen, diretor regional a.i. do UNICEF para a América Latina e o Caribe.
“Nunca houve tantas escolas fechadas ao mesmo tempo. A expansão do coronavírus deixará a maioria das meninas e dos meninos fora da escola nas próximas semanas. Se o fechamento das escolas for prolongado, há um grande risco de as crianças e os adolescentes ficarem atrasados em seu aprendizado, e tememos que estudantes mais vulneráveis nunca voltem às salas de aula. É vital que eles não parem de aprender em casa.”
“Para continuar seus estudos em casa, todas as ferramentas e todos os canais disponíveis deverão ser utilizados, seja por rádio, televisão, Internet ou telefone celular. Só conseguiremos enfrentar esse desafio por meio de um esforço conjunto de governos, setor privado, pais, mães e crianças e adolescentes”, acrescentou Aasen.
Muitos países começaram a implementar modalidades de ensino a distância, incluindo cursos em plataformas digitais. No entanto, essas modalidades não são garantidas em toda a região, e nem todas as famílias têm acesso a elas, principalmente as mais vulneráveis.
Para o UNICEF, é prioritário fornecer conteúdo acessível no rádio e na televisão para crianças de baixa renda, em risco de exclusão, sem acesso à Internet, com deficiência, além de migrantes e comunidades indígenas.
Nesta semana, o UNICEF e seus parceiros lançarão a campanha de divulgação regional #AprendendoEmCasa por meio de seus canais digitais para fornecer às famílias e aos educadores da região ferramentas gratuitas de educação e entretenimento, além de dicas e exemplos de boas práticas de saúde e higiene.
O UNICEF diz reconhecer os esforços de todos os governos da região para garantir o direito à educação e afirma estar trabalhando com eles e outros parceiros para desenvolver modalidades de ensino a distância mais flexíveis que incluam conteúdo online, rádio e televisão, materiais de leitura e trabalhos de casa guiados.
 
Posted: 24 Mar 2020 11:13 AM PDT
Medidas como lavar as mãos e evitar aglomerações reduzem as chances de infecção pelo novo coronavírus. Foto: pixabay/Mylene2401
Medidas como lavar as mãos e evitar aglomerações reduzem as chances de infecção pelo novo coronavírus. Foto: pixabay/Mylene2401
Mais de 1,4 mil litros de sabonete líquido foram doados pela empresa brasileira de cosméticos Granado nesta terça-feira (24) a cinco projetos ligados a iniciativas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em prol de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro (RJ).
A ação tem como objetivo ajudar as populações de favelas da capital fluminense e da Baixada Fluminense a se proteger do novo coronavírus. Os galões foram entregues a organizações com atuação nessas comunidades, sendo distribuídos para as famílias apoiadas por cada projeto.
“É essencial fazermos chegar, neste momento, produtos de higiene e limpeza às famílias mais vulneráveis da cidade para que possam proteger a si e a seus vizinhos contra a COVID-19″, disse Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.
“Neste momento, o sabonete se tornou elemento essencial no combate ao vírus. Nós nos sentimos na obrigação de ajudar aqueles que mais precisam. Se todos fizerem o que está ao seu alcance, evitaremos o pior”, declarou a diretora de marketing e vendas da Granado, Sissi Freeman.
A Granado também doou milhares de litros de sabonete líquido para hospitais públicos e asilos.
No Rio de Janeiro, os sabonetes estão sendo entregues para cinco organizações não governamentais que farão sua distribuição: Agência Redes para Juventude/SAAF, projeto Eu Vivo Favela, Observatório de Favelas, Luta pela Paz e Visão Mundial.
 
Posted: 24 Mar 2020 10:53 AM PDT
Médica analisa exame para eventual diagnóstico de tuberculose. Foto: AGECOM/Carol Garcia
Médica analisa exame para eventual diagnóstico de tuberculose. Foto: AGECOM/Carol Garcia
As novas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) ajudarão a acelerar os esforços dos países para impedir que pessoas infectadas com tuberculose (TB) desenvolvam a doença, graças à administração de tratamento preventivo.
Estima-se que um quarto da população mundial esteja infectada com o bacilo da tuberculose. Essas pessoas não estão doentes ou contagiosas; no entanto, correm um risco maior de desenvolver a TB, especialmente aquelas que têm um sistema imunológico enfraquecido.
Oferecer-lhes tratamento preventivo contra a tuberculose não apenas servirá para protegê-los da doença, mas também reduzirá o risco de transmissão comunitária.
No marco do Dia Mundial da Tuberculose (24 de março), a OMS ressalta que a TB continua sendo a doença infecciosa mais mortal do mundo. Em 2018, 10 milhões de pessoas adoeceram com tuberculose em todo o mundo e 1,5 milhão de pessoas perderam a vida por esta doença.
“A COVID-19 está demonstrando como pessoas com doenças pulmonares e sistemas imunológicos debilitados podem ser vulneráveis”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
“O mundo está comprometido em acabar com a tuberculose até 2030; melhorar a prevenção é a chave para fazer isso acontecer. Milhões de pessoas precisam receber tratamento preventivo contra a tuberculose para deter o aparecimento da doença, prevenir o sofrimento e salvar vidas”.
Tedros destacou ainda a importância de dar continuidade aos esforços relacionados a problemas de saúde de longa data, como a TB, durante surtos mundiais como o causado pelo novo coronavírus.
Ao mesmo tempo, os programas existentes para combater a tuberculose e outras doenças infecciosas importantes podem ser aproveitados para melhorar a eficácia e a velocidade da resposta à COVID-19.
Embora tenha havido algum progresso no sentido de alcançar as metas estabelecidas na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre TB, em 2018, pouca atenção foi dada ao tratamento preventivo da doença.
Os líderes mundiais se comprometeram a garantir o acesso ao tratamento preventivo da tuberculose até 2022 para um mínimo de 24 milhões de pessoas em contato com outras com tuberculose ativa e 6 milhões de pessoas com HIV.
Até o momento, apenas uma pequena parte desse objetivo foi alcançada: em 2018, os países administraram o tratamento preventivo da TB a menos de 430.000 contatos e 1,8 milhão de pessoas.
A tuberculose continua sendo a principal causa de morte entre as pessoas vivendo com HIV. O tratamento preventivo da TB trabalha em sinergia com a terapia antirretroviral para prevenir a doença e salvar vidas.
Governos, serviços de saúde, parceiros, doadores e sociedade civil devem redobrar seus esforços para aumentar o acesso ao tratamento preventivo da TB aos níveis previstos.
As novas diretrizes unificadas recomendam várias abordagens inovadoras para expandir o acesso ao tratamento preventivo da TB.
A OMS recomenda expandir a aplicação do tratamento preventivo da TB entre as populações de maior risco, como contatos domésticos de pacientes, pessoas vivendo com HIV e outras pessoas em risco de ter imunidade reduzida ou viver em condições de superlotação.
A OMS recomenda integrar os serviços de tratamento preventivo da tuberculose nas atuais atividades de detecção de casos de TB. Recomenda-se que todos os contatos domiciliares de pacientes com TB e pessoas com HIV sejam rastreados quanto à TB ativa. Se a TB ativa for descartada, o tratamento preventivo da doença deve ser iniciado.
A OMS recomenda a realização de prova tuberculínica ou ensaio de liberação de interferon gama (IGRA) para detectar a infecção por TB. Ambos os testes são úteis na detecção de pessoas com maior probabilidade de se beneficiar do tratamento preventivo da TB, mas não devem se tornar uma barreira à expansão do acesso.
O teste da infecção por TB não é necessário antes do início do tratamento preventivo da tuberculose em pessoas vivendo com HIV e em crianças menores de 5 anos que estão em contato com pessoas que têm tuberculose ativa.
A OMS recomenda novas e mais curtas opções de tratamento preventivo, além da profilaxia diária com isoniazida por seis meses.
As alternativas mais curtas recomendadas atualmente incluem a administração diária de rifapentina em combinação com isoniazida por um mês; administração semanal de rifapentina em combinação com isoniazida por três meses; administração diária de rifampicina em combinação com isoniazida por três meses; ou a administração diária de rifampicina durante quatro meses.
Ao mesmo tempo que pessoas de todo o mundo se reúnem para lembrar o Dia Mundial contra a Tuberculose, a OMS chama governos, comunidades afetadas, organizações da sociedade civil, prestadores de cuidados de saúde, doadores, parceiros e indústria a juntarem forças e intensificarem a resposta à TB – especialmente em relação ao tratamento preventivo da doença, para garantir que ninguém seja deixado para trás”, disse Tereza Kasaeva, diretora do Programa Mundial contra a Tuberculose da OMS.
“As novas orientações da OMS mostram o caminho a seguir para milhões de pessoas acessarem rapidamente novas ferramentas e opções mais curtas e seguras para tratamento preventivo. A hora de agir é agora”.
Para ter acesso às novas orientações, clique aqui.
 
Posted: 24 Mar 2020 09:35 AM PDT

A COVID-19 é uma doença grave e todas as pessoas que vivem com HIV devem tomar todas as medidas preventivas recomendadas para minimizar a exposição ao novo coronavírus e se prevenir da infecção.
Até o momento, não há fortes evidências de que as pessoas que vivem com HIV corram um risco especialmente maior de contrair a COVID-19 ou de que, caso isso ocorra, elas possam apresentar um resultado pior em seus organismos. Contudo, isso não significa que as pessoas que vivem com HIV devam encarar a COVID-19 sem preocupações ou como se não fosse um problema grave. É preciso tomar todas as precauções para se proteger.
Para orientar as pessoas que vivem com HIV, o UNAIDS produziu uma cartilha com informações sobre HIV e COVID-19. Para acessar o material,  clique aqui  e faça o dowloand da publicação.
As pessoas idosas vivendo com HIV ou pessoas vivendo com HIV que  tenham problemas cardíacos ou pulmonares podem ter maior risco de infecção pelo vírus e sofrer sintomas mais graves, assim como ocorre com a população em geral.
À medida em que a COVID-19 continua a se espalhar pelo mundo, será importante que as pesquisas atualmente em curso, em locais com alta prevalência de HIV na população em geral, lancem mais luz sobre as interações biológicas e imunológicas entre o HIV e o novo coronavírus.
Precauções que as pessoas que vivem com HIV e populações-chave devem seguir para prevenir a infecção pelo coronavírus:
Mantenha-se seguro(a)
  • Limpe as mãos frequentemente com água e sabão (por 40 a 60 segundos) ou álcool gel para as mãos (por 20 a 30 segundos).
  • Cubra a boca e o nariz com um cotovelo flexionado ou lenço de papel ao tossir ou espirrar. Jogue fora o lenço após o uso.
  • Evite contato próximo com qualquer pessoa que tenha febre ou tosse.
  • Fique em casa quando estiver doente.
  •  Se estiver com febre, tosse e dificuldade em respirar e tiver viajado recentemente ou residir em uma área onde a COVID-19 é relatada, você deve respeitar as determinações do Ministério da Saúde e, em caso de sintomas mais graves, procurar atendimento médico imediatamente nos serviços de saúde, com seu médico/sua médica ou hospital local. Antes de ir à unidade de saúde ou ao consultório médico, ligue com antecedência e informe  sobre seus sintomas e viagens recentes.
  • Se você estiver doente, use uma máscara médica e fique longe dos outros.
Mantenha-se informado (a)
  • Conheça os fatos sobre a COVID-19 e o vírus causador da doença e sempre verifique informações em fontes confiáveis, como a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Esteja preparado (a)
  • Você deve ter seus suprimentos médicos necessários disponíveis – idealmente por 30 dias ou mais. As diretrizes da Organização Mundial de Saúde para o tratamento do HIV agora recomendam distribuição de três meses ou mais de medicamentos de HIV para a maioria das pessoas em visitas de rotina, embora isso ainda não tenha sido amplamente implementado em todos os países.
  • Saiba como entrar em contato com sua clínica por telefone, caso precise de conselhos.
  • Saiba como ter acesso ao tratamento e a outros tipos de apoio em sua comunidade. Este tratamento pode incluir terapia antirretroviral, medicamentos para tuberculose (caso esteja em tratamento para tuberculose) e qualquer outro medicamento para outras doenças que você possa ter.
  • As populações-chave, incluindo pessoas que usam drogas, profissionais do sexo, gays e outros homens que fazem sexo com homens, travestis e mulheres trans, e pessoas privadas de liberdade devem garantir acesso a meios essenciais de prevenção da infecção pelo HIV – como preservativos, profilaxia pré-exposição (PrEP) e outros insumos da prevenção combinada. Acesso a suprimentos adequados de outros medicamentos, como contraceptivos e terapia hormonal para pessoas trans, também devem ser garantidos.
  • Como nem todos os países implementaram políticas para permitir prescrições mais longas, faça contato com seu médico ou sua médica o mais rápido possível. Considere trabalhar com outras pessoas em sua comunidade ou rede para convencer os profissionais de saúde e tomadores de decisão a fornecer prescrições de vários meses para seus medicamentos essenciais.
  • Discuta com sua rede de familiares e amigos como vocês podem se apoiar mutuamente em momentos de distanciamento social. Faça acordos em sua comunidade e em sua vizinhança para obter, de forma alternada e cooperativa, alimentos, medicamentos, suprimentos de
    cuidados para crianças ou animais de estimação etc.
  • Na medida do possível, ajude outras pessoas de sua comunidade ou rede e garanta que elas também tenham um suprimento adequado de medicamentos essenciais.
  • Verifique se você sabe como alcançar sua rede local de pessoas vivendo com HIV por meios eletrônicos. Faça um plano para ligações telefônicas e internet, caso medidas de saúde pública exijam que as pessoas fiquem em casa, ou caso você fique doente.
Apoie-se e apoie as pessoas ao seu redor
O surto do coronavírus pode causar medo e ansiedade — todas as pessoas são incentivadas a cuidar de si mesmas e a se conectar com pessoas queridas. Pessoas que vivem com HIV e suas redes têm décadas de experiência em resiliência, sobrevivendo com sucesso às adversidades, e podem contar com sua rica história compartilhada para apoiar suas famílias e comunidades nesta crise atual.
Dê atenção especial à sua saúde mental:
  • Evitando exposição excessiva à cobertura da mídia sobre o coronavírus. Leia apenas informações de fontes confiáveis.
  • Cuidando do seu corpo – respire fundo, faça alongamentos ou medite. Tente comer refeições saudáveis e equilibradas, exercite-se regularmente, durma bastante e, sempre que possível, evite álcool e outras drogas.
  • Reservando um tempo para relaxar e lembrar-se de que sentimentos negativos desaparecerão. Faça pausas ao assistir, ler ou ouvir notícias. Pode ser perturbador ouvir sobre a crise repetidamente. Tente fazer outras atividades que você goste para retornar à su vida normal.
  • Conectando-se com outras pessoas. Compartilhe suas preocupações e como você está se sentindo com pessoas amigas ou membros da família.
Diga não ao estigma e conheça seus direitos
O estigma e a discriminação são uma barreira para uma resposta eficaz ao COVID-19. Este é um momento em que o racismo, o estigma e a discriminação podem ser direcionados contra grupos considerados afetados.
Seu local de trabalho e o acesso a cuidados de saúde ou educação, para você ou seus filhos, podem ser afetados pelo surto do coronavírus se medidas de distanciamento social forem implementadas em sua comunidade. Conheça seus direitos e verifique se você e sua
comunidade estão preparados.
Tratamento da COVID-19
Vários ensaios clínicos randomizados estão em andamento para determinar se os medicamentos antirretrovirais usados no tratamento do HIV podem ser úteis no tratamento da COVID-19. Muitos outros tratamentos possíveis também estão sendo testados em ensaios clínicos bem desenvolvidos. Como esses ensaios não terminaram, é muito cedo para dizer se medicamentos antirretrovirais ou outros medicamentos são eficazes no tratamento da COVID-19.
 
Posted: 24 Mar 2020 09:20 AM PDT
Crianças fazem uma refeição na escola, que participa de um programa de alimentação escolar na América Latina e no Caribe. Foto: Ubirajara Machado/FAO
Crianças fazem uma refeição na escola, que participa de um programa de alimentação escolar na América Latina e no Caribe. Foto: Ubirajara Machado/FAO
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura pediu que os governos implementem medidas em favor da população escolar cujas famílias têm mais dificuldades em acessar alimentos, para fornecer o apoio nutricional que os programas de alimentação escolar garantiam.
As recomendações para minimizar o impacto gerado pelo fechamento de programas de alimentação escolar na segurança alimentar e nutricional devem ser decididas por cada país, tomando todas as precauções para evitar a transmissão do COVID-19.
Entre as medidas adotadas pelos governos de muitos países da América Latina e do Caribe diante da rápida expansão do coronavírus está o fechamento de escolas e, portanto, a suspensão de alimentação escolar. Atualmente, esses programas beneficiam 85 milhões de crianças na América Latina e no Caribe e, para aproximadamente 10 milhões destas, a alimentação escolar é uma das principais fontes de alimentos seguros que recebem diariamente.
De acordo com o Representante Regional da FAO, Julio Berdegué, garantir uma alimentação suficiente, diversificada e nutritiva contribui para fortalecer o sistema imunológico das pessoas e aumenta sua capacidade de lidar com as doenças. “Os sistemas de proteção social, por exemplo, podem desempenhar um papel fundamental para garantir a alimentação da população mais vulnerável nas próximas semanas” arescentou o representante.
Algumas medidas possíveis são:
– Distribuição de alimentos para as famílias mais vulneráveis, estabelecendo prazos de entrega nas escolas ou por meio de unidades móveis.
– Aumentar a alocação de recursos para os programas de proteção social (como transferências de renda) em um valor correspondente ao custo das porções alimentícias fornecidas pelos programas de alimentação escolar.
– Entrega de alimentação de emergência para as comunidades e territórios mais vulneráveis, em coordenação com organismos autorizados do Governo ou cooperação internacional.
– Isenção de impostos sobre alimentos básicos para as famílias com crianças em idade escolar, especialmente para os trabalhadores dos setores econômicos mais afetados.
– Entrega em domicílio de alimentos frescos, se possível da agricultura local.
– Redistribuição dos alimentos dos programas de alimentação escolar por meio de doações a entidades responsáveis pela assistência alimentar (como bancos de alimentos,
organizações sociais, organizações não-governamentais, igrejas) durante a fase de resposta a emergências, sob rigoroso monitoramento de protocolos segurança para impedir a propagação do vírus.
– Uso de instrumentos digitais (aplicativos georreferenciados), para melhorar a comunicação sobre pontos de acesso a entregas de alimentos, tempos de distribuição e recomendações para a boa utilização dos alimentos, bem como medidas para reduzir o risco de disseminação do COVID-19.
– Estabelecimento de mesas de alimentação e nutrição, nas quais participem os setores responsáveis pelos programas alimentares, pode permitir a identificação de outros grupos com alto risco de insegurança alimentar, como idosos que moram sozinhos ou isolados pela situação atual, visando tomar medidas oportunas para proteger sua nutrição.
Todas essas medidas precisam de ampla coordenação interinstitucional, sob a liderança das autoridades designadas em cada país, para enfrentar esta crise.
 
Posted: 24 Mar 2020 07:49 AM PDT
Foto:  Mulher usa máscara em transporte público em Nova Iorque – Março de 2020 – Foto: Loey Felipe/ONU
Foto:  Mulher usa máscara em transporte público em Nova Iorque – Março de 2020 – Foto: Loey Felipe/ONU
Apesar das medidas robustas em todo o mundo para conter a pandemia da COVID-19, o impacto social do novo coronavírus está atingindo fortemente as mulheres, que representam 70% das pessoas que trabalham no setor social e de saúde. Elas também são três vezes mais responsáveis pelos cuidados não-remunerados em casa do que os homens, de acordo com a ONU Mulheres.
Por conta disso, a ONU Mulheres recomenda uma série de medidas específicas nas ações contra o coronavírus, como apoio prioritário para mulheres que atuam na contenção da doença, acordos de trabalho flexíveis para mulheres e proteção de serviços essenciais de saúde para mulheres e meninas, entre outras.
“A maioria das profissionais de saúde são mulheres e isso as coloca em maior risco. Muitas delas também são mães e cuidadoras de familiares. Elas continuam carregando a carga de cuidados, que já é desproporcionalmente alta em tempos normais. Isso coloca as mulheres sob considerável estresse”, disse Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.
“Além disso, a maioria das mulheres trabalha na economia informal, onde o seguro de saúde provavelmente não existe ou é inadequado e a renda não é segura. Como elas não estão direcionadas para ajuda financeira, elas acabam não possuindo suporte. Este não é simplesmente um problema de saúde para muitas mulheres; isso vai ao cerne da igualdade de gênero”, analisou a dirigente.
Experiências recentes de outras doenças, como Ebola e Zika, mostraram que esses surtos desviam recursos dos serviços de que as mulheres precisam, mesmo quando a carga de cuidados aumenta e os meios de subsistência sofrem perdas. Um exemplo é a diminuição no acesso a cuidados de saúde pré e pós-natal e contraceptivos quando os serviços de saúde estão sobrecarregados.
Além disso, as necessidades específicas das mulheres profissionais de saúde são frequentemente negligenciadas. “Na Ásia, (…)os produtos de higiene menstrual para as mulheres profissionais de saúde estavam inicialmente ausentes como parte do equipamento de proteção individual”, disse Mohammad Naciri, diretor regional da ONU Mulheres para a Ásia e o Pacífico.
O risco de violência tende a aumentar quando famílias em contextos de violência familiar são colocadas sob tensão, auto-isolamento e quarentena. Relatórios de algumas comunidades impactadas estão mostrando que o COVID-19 está conduzindo tendências semelhantes no momento.
Também há evidências de que os impactos econômicos da COVID-19 afetarão mais as mulheres, já que mais mulheres trabalham em empregos mal remunerados, inseguros e informais. As restrições de movimento podem comprometer a capacidade das mulheres de ganhar a vida e atender às necessidades básicas de suas famílias, como foi visto na crise do Ebola.
“A ONU Mulheres está trabalhando com parcerias para garantir que o impacto de gênero da COVID-19 seja levado em consideração nas estratégias de resposta nos níveis nacional, regional e global”, disse Sarah Hendriks, diretora de Políticas, Programas e Divisão Intergovernamental da ONU Mulheres.
“Isso inclui o apoio à análise de gênero e à coleta de dados desagregada por sexo, para que as necessidades e realidades das mulheres não caiam no buraco, mesmo quando estamos tentando obter mais dados e conhecimento sobre a COVID-19. Também estamos focando em programas que construam a resiliência econômica das mulheres para este e futuros choques, para que elas tenham os recursos necessários para si e suas famílias”, explicou Sarah Henfriks.
Na China, por exemplo, a ONU Mulheres está se concentrando em soluções de recuperação econômica para apoiar pequenas e médias empresas pertencentes a mulheres, a fim de mitigar o impacto econômico negativo do surto. A ONU Mulheres também apoiou campanhas de divulgação para promover a liderança e as contribuições das mulheres na resposta a COVID-19, atingindo mais de 32 milhões de pessoas.
À medida em que ocorre o fechamento de escolas e creches para conter a disseminação do novo coronavírus, a capacidade das mulheres de se envolverem em trabalho remunerado enfrenta barreiras extras. Globalmente, as mulheres continuam sendo remuneradas 16% menos que os homens, em média, e a disparidade salarial sobe para 35% em alguns países. Em tempos de crise como esse, as mulheres geralmente enfrentam a opção injusta de desistir do trabalho remunerado para cuidar de crianças em casa.
A ONU Mulheres está trabalhando em estreita colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras agências e países-membros da ONU para fortalecer a resposta coordenada ao surto. Também está aproveitando as redes existentes de organizações lideradas por mulheres para promover a voz e a tomada de decisões das mulheres na preparação e resposta a COVID-19.
“Garantir que a comunicação de crise e risco atinja e alcance mulheres, pessoas com deficiência e grupos marginalizados é de extrema importância agora”, disse Paivi Kaarina Kannisto, chefe de Paz e Segurança da ONU Mulheres.
Paivi Kannisto explicou que na Libéria e em Serra Leoa, as campanhas de mobilização comunitária da ONU Mulheres focaram na disseminação de mensagens sobre prevenção ao Ebola, gerenciamento de casos e contra a  estigmatização. “Por meio da conscientização, sensibilização da comunidade e treinamento, os programas utilizaram mulheres locais conversando com outras mulheres por meio de diferentes mídias, incluindo mensagens de rádio e de texto. Isso ajudou a garantir que as informações compartilhadas para salvar vidas fossem relacionáveis e fornecidas por uma fonte confiável. A abordagem de integrar uma resposta focada em gênero que se baseou nas redes de mulheres locais teve um impacto significativo na contenção regional bem-sucedida da crise do Ebola”, relatou.
A ONU Mulheres emitiu um conjunto de recomendações, colocando as necessidades e a liderança das mulheres no centro de uma resposta eficaz ao COVID-19:
– Garantir a disponibilidade de dados desagregados por sexo, incluindo taxas diferentes de infecção, impactos econômicos diferenciais, carga de atendimento diferenciado e incidência de violência doméstica e abuso sexual;
– Incorporar as dimensões e as pessoas especialistas em gênero nos planos de resposta e nos recursos orçamentários para incorporar a experiência em equipes de resposta;
– Fornecer apoio prioritário às mulheres na linha de frente da resposta, por exemplo, melhorando o acesso a equipamentos de proteção individual para mulheres e produtos de higiene menstrual para profissionais de saúde e prestadores de cuidados de saúde, e acordos de trabalho flexíveis para mulheres com uma carga de cuidados;
– Garantir voz igual para as mulheres na tomada de decisões na resposta e no planejamento de impacto a longo prazo;
– Garantir que as mensagens de saúde pública sejam direcionadas adequadamente às mulheres, incluindo as mais marginalizadas;
– Desenvolver estratégias de mitigação que visem especificamente o impacto econômico do surto nas mulheres e desenvolver a resiliência das mulheres;
– Proteger serviços essenciais de saúde para mulheres e meninas, incluindo serviços de saúde sexual e reprodutiva e;
– Priorizar os serviços de prevenção e resposta à violência de gênero nas comunidades afetadas pela COVID-19.

 
Posted: 24 Mar 2020 07:14 AM PDT
Efeitos do coronavírus na economia ainda são desconhecidos - Ilustração: PNUD
Efeitos do coronavírus na economia ainda são desconhecidos – Ilustração: PNUD
A pandemia da COVID-19 ameaça a estabilidade macroenonômica na América Latina e no Caribe, região que possui importantes laços com a China, que deve ter uma ruptura no ritmo de crescimento econômico. A avaliação é do diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Luis Felipe López-Calva, em artigo de opinião com dados do dia 12 de março.
Leia a análise completa:
A pandemia da COVID-19 é a nova forma em potencial de volatilidade e ameaça da estabilidade macroeconômica na América Latina e no Caribe. Enquanto ainda é muito cedo para entendermos completamente o impacto no crescimento econômico da China e como isso resultará na diminuição do crescimento em nossa região, o que sabemos até agora é que a COVID-19 está se espalhando de forma acelerada e causando uma ruptura no ritmo de crescimento chinês.
O vírus se espalhou para mais de 117 países, com mais de 117.335 casos confirmados*. É bem provável que o impacto no crescimento econômico da China e o preço das commodities representem um choque em nossa região.
A América Latina e o Caribe têm laços importantes com a China, as relações econômicas cresceram vertiginosamente nas décadas recentes, particularmente por meio do comércio, investimentos estrangeiros diretos e empréstimos.
O comércio com a China cresceu de 12 bilhões de dólares em 2000 para 306 bilhões de dólares em 2018, e o país já é o nosso segundo maior parceiro. Três anos atrás, representava 9% das exportações totais da América Latina e 18,4 % da importação total. No entanto, os números não são os mesmos em todos os países. A China, por exemplo, representa 28,1%  das exportações brasileiras, assim como 10,5% das exportações argentinas e 32,4% das exportações chilenas. Mesmo que a China importe principalmente produtos primários, como minérios e metais, produtos agrícolas e combustíveis, suas exportações consistem também em equipamentos elétricos e máquinas, produtos têxteis e químicos.
Os seis principais parceiros de comércio dos chineses na região são o Brasil, a Argentina, o Chile, o Peru, a Colômbia e a Venezuela, cujas exportações estão concentradas em quatro produtos, que representam 75%  das exportações da América Latina: cobre, soja, petróleo bruto e minério de ferro.
Investimentos diretos estrangeiros e empréstimos da China cresceram na última década. Entre 2005 e 2017, a China representava 5%  do investimento estrangeiro direto – mais de 90 bilhões de dólares. De acordo com o Centro de Políticas de Diálogos Interamericano, a China emprestou mais de 141 bilhões de dólares desde 2005, o que representa mais do que o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco de Desenvolvimento da América Latina juntos. A Venezuela, de longe, é quem mais recebe esses empréstimos, com um total de 67,2 bilhões de dólares desde 2005, seguido do Brasil, com 28,9 bilhões de dólares, Equador com 18,4 bilhões de dólares e Argentina com 16,9 bilhões de dólares. Mesmo que a avaliação do impacto do coronavírus dependa principalmente de como a epidemia será contida, é esperada uma diminuição no crescimento do país no primeiro trimestre e uma recuperação nos meses seguintes. Enquanto a China tinha um crescimento estimado de 6% s para 2020, diversos analistas revisaram suas projeções para baixo, entre 5% e 4,5%. 
Esses choques certamente afetarão o comércio, os preços das commodities e o investimento direto estrangeiro na América Latina e no Caribe. Em termos de comércio, uma diminuição na demanda chinesa por bens e serviços terá forte impacto em países como Brasil, Chile e Peru. Argentina, Colômbia e Equador também sentirão o impacto em menor escala.
A história mostra que, na América Latina e no Caribe, a volatilidade é norma e não exceção, e que as trajetórias de desenvolvimento dos países não são lineares. A volatilidade veio à tona com a COVID-19, testando a resiliência aqui e na China e a habilidade de retornar a caminhos anteriores de desenvolvimento no menor tempo possível. Além do pânico disseminado, a COVID-19 é um chamado para a resiliência na América Latina e no Caribe.
Luis Felipe López-Calva é Diretor Regional do PNUD para a América Latina e o Caribe
(*) Artigo publicado originalmente em 12 de março de 2020.
 

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