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sábado, 14 de março de 2020

Posted: 12 Mar 2020 01:36 PM PDT
Há 25 anos, governos deram passo histórico de adotar a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, o roteiro de política global mais abrangente pelos direitos humanos de mulheres e meninas. Foto: UNAIDS
Há 25 anos, governos deram passo histórico de adotar a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, o roteiro de política global mais abrangente pelos direitos humanos de mulheres e meninas. Foto: UNAIDS
Na ocasião do Dia Internacional da Mulher, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançou o relatório “Nós temos o poder”, mostrando que as grandes desigualdades de gênero continuam a tornar as mulheres e meninas mais vulneráveis ​​ao HIV.
“A epidemia do HIV reflete as desigualdades e injustiças enfrentadas por mulheres e meninas e como as lacunas de direitos e serviços estão exacerbando a epidemia”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do UNAIDS. “Isso é inaceitável, é evitável e deve acabar.”
Vinte e cinco anos atrás, os governos deram o passo histórico de adotar a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, o roteiro de política global mais abrangente e progressivo para buscar os direitos humanos de mulheres e meninas e alcançar a igualdade de gênero.
Houve progresso em áreas-chave. Mais meninas estão na escola e as lacunas de gênero na educação primária estão diminuindo globalmente; em alguns países, há mais mulheres envolvidas na liderança política e outros países trabalharam para proteger os direitos das mulheres na legislação.
O tratamento do HIV também foi ampliado, de modo que, em meados de 2019, havia mais de 24 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento, incluindo mais de 13 milhões de mulheres com 15 anos ou mais.
O relatório mostra, no entanto, que muitas das promessas feitas para melhorar a vida de mulheres e meninas em todo o mundo não foram cumpridas. Com quase 40 anos de resposta, a AIDS ainda é a principal causa de morte de mulheres com idades entre 15 e 49 anos, e cerca de 6 mil jovens com idades entre 15 e 24 anos são infectadas pelo HIV a cada semana.
O relatório “Nós temos o poder” descreve algumas áreas críticas a serem abordadas, incluindo a eliminação da violência contra as mulheres. Em regiões com alta prevalência de HIV, verificou-se que a violência por parceiro íntimo aumenta o risco de mulheres se infectarem com HIV em 50%.
Ter o estado sorológico positivo para o HIV também pode ser um gatilho para a violência, com as mulheres vivendo com HIV frequentemente denunciando a violência de parceiros íntimos, familiares e membros da comunidade e dos serviços de saúde.
O relatório destaca que fora da África subsaariana, a maioria das mulheres com risco de infecção por HIV pertence a comunidades marginalizadas, como profissionais do sexo, mulheres que usam drogas injetáveis, mulheres trans e mulheres privadas de liberdade.
Contudo, desigualdade de gênero, estigma e discriminação, criminalização, violência e outras violações dos direitos humanos continuam impedindo-as de acessar os serviços de que precisam. As leis e políticas precisam ser reestruturadas para acabar com a criminalização prejudicial e práticas coercitivas baseadas em sexualidade, atividade sexual, estado sorológico para o HIV e gênero.
Para que a resposta à AIDS seja totalmente eficaz, as políticas e os serviços devem responder ao que mulheres e meninas querem e precisam. Isso inclui garantir abordagens voltadas para adolescentes e sistemas de apoio entre pares, onde os componentes de direitos, gênero e não violência sejam integrados à educação sexual abrangente.
Dados mostram que, em 2019, adolescentes com menos de 18 anos precisavam do consentimento dos pais ou responsáveis para fazer o teste de HIV em 105 dos 142 países pesquisados. Em 86 dos 138 países eles precisavam de consentimento para acessar o tratamento e os cuidados para o HIV.
Pesquisas de 2013 a 2018 também mostram que o conhecimento sobre a prevenção do HIV permanece preocupantemente baixo, principalmente entre mulheres e meninas. Na África subsaariana, a região mais afetada pelo HIV, sete em cada 10 mulheres jovens não tinham conhecimento abrangente sobre o HIV.
Por outro lado, os países que investem na ampliação de programas eficazes de prevenção do HIV mostram resultados impressionantes. Quando Lesoto forneceu um pacote abrangente de programas de prevenção do HIV, viu novas infecções por mulheres e meninas caírem 41% entre 2010 e 2018.
Existem grandes lacunas na educação em geral. Estudos mostram que manter as meninas na escola pode ter um efeito protetor contra o HIV. Quando Botsuana estendeu o ensino médio obrigatório, constatou que cada ano adicional de escolaridade após o nono ano estava associado a uma redução de 12% no risco de infecção por HIV em meninas. No entanto, uma em cada três meninas adolescentes das famílias mais pobres do mundo nunca frequentou a escola.
A autonomia econômica das mulheres é crucial por si só e um componente importante da resposta à AIDS, mas as mulheres ainda têm muito menos oportunidades econômicas do que os homens e realizam a maioria dos trabalhos não remunerados e domésticos.
Apenas 88 entre 190 países tinham leis que exigiam remuneração igual por trabalho igual. Garantir proteções legais para acabar com a discriminação de gênero e garantir a igualdade das mulheres perante a lei é fundamental para avançar na resposta ao HIV.
“Mulheres e meninas adolescentes estão exigindo seus direitos”, disse Byanyima. “Os governos devem agir de acordo com essas demandas, fornecendo recursos e serviços para proteger seus direitos e responder adequadamente a suas necessidades e perspectivas.”
O relatório destaca uma série de caminhos a serem seguidos. Isso inclui investir em políticas e programas de HIV comprovadamente eficazes na promoção da igualdade de gênero, investir em educação, incluindo educação sexual abrangente e capacitação econômica de mulheres e meninas.
Também inclui reformar leis que defendem os direitos iguais de todas as mulheres e meninas, incluindo medidas para acabar com o estigma e discriminação, violência e criminalização dirigida a mulheres e meninas, cuidado holístico e tratamento digno, participação significativa das mulheres em todas as tomadas de decisão relacionadas à programação do HIV e apoio à liderança e engajamento de mulheres e jovens na tomada de decisões em todos os níveis de a resposta à AIDS.
 
Posted: 12 Mar 2020 12:35 PM PDT
Mãe segura seus dois filhos em Alepo, na Síria, cidade destruída pela guerra. Foto: UNICEF
Mãe segura seus dois filhos em Alepo, na Síria, cidade destruída pela guerra. Foto: UNICEF
Agências da ONU enfatizaram seu compromisso de continuar apoiando civis afetados pela guerra na Síria, que neste mês entra em seu décimo ano. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou nesta quinta-feira (12) que “não podemos permitir que o décimo ano resulte na mesma carnificina, na mesma violação de direitos humanos e do direito internacional humanitário”.
Guterres destacou a necessidade de uma solução pacífica para a crise em uma mensagem postada em sua conta no Twitter.
“O conflito na Síria está entrando no seu décimo ano. Uma década de confrontos não trouxe nada além de ruína e miséria. E os civis estão pagando o preço mais alto. Não há solução militar. Agora é a hora de dar à diplomacia a chance de trabalhar”, escreveu.
No total, mais de 11 milhões de pessoas em toda a Síria precisam de ajuda, quase metade delas crianças, de acordo com as estimativas mais recentes.
Os combates deslocaram mais de 6 milhões de pessoas dentro da Síria, às vezes repetidamente, enquanto outros 5 milhões de sírios vivem como refugiados nos países vizinhos.
“O conflito sírio entrou no seu décimo ano, mas a paz ainda é muito ilusória. O conflito brutal exigiu um custo humano desmedido e causou uma crise humanitária de proporções monumentais”, disse Guterres.
“Milhões de civis continuam enfrentando riscos de proteção. Vimos nove anos de atrocidades terríveis, incluindo crimes de guerra. Nove anos de violações dos direitos humanos em escala maciça e sistemática, corroendo as normas internacionais para novos níveis de crueldade e sofrimento.”
“Dezenas de milhares estão desaparecidos, detidos, submetidos a maus-tratos e tortura. Há incontável número de mortos e feridos. Não deve haver impunidade por crimes tão horríveis”, disse o chefe da ONU.
The conflict in Syria is entering its tenth year.
A decade of fighting has brought nothing but ruin and misery. And civilians are paying the gravest price.
There is no military solution.
Now it is the time to give diplomacy a chance to work.
— António Guterres (@antonioguterres) March 12, 2020

A “simplicidade brutal” desses números esconde a complexidade da crise, segundo o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock.
“No noroeste, mulheres e crianças estão dormindo ao relento e fugindo de bombas. No nordeste, as crianças passaram a vida inteira em campos. Em outras partes do país, as perspectivas das pessoas e a esperança para o futuro estão sendo gradualmente corroídas diante da crise econômica”, disse ele.

Atendimento de saúde sob ataque

A situação na província de Idlib, no noroeste da Síria, continua sendo uma preocupação premente para a comunidade humanitária.
Um ataque do governo contra grupos terroristas, lançado em dezembro, levou quase 1 milhão de pessoas para fora de suas casas e para áreas perto da fronteira com a Turquia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que apenas metade das 550 unidades de saúde da região permanece aberta quase uma década após o início da guerra.
A Síria representa um dos piores casos de sistemas de saúde afetados por conflitos, segundo a agência, com um total de 494 ataques registrados entre 2016 e 2019, principalmente no noroeste.
Durante o mesmo período, 470 pessoas foram mortas em ataques a instalações de saúde.
“O que é preocupante é que chegamos a um ponto em que os ataques à saúde — algo que a comunidade internacional não deveria tolerar — são agora dados como garantidos; algo a que nos acostumamos”, disse Richard Brennan, diretor regional de emergências da OMS no Mediterrâneo Oriental. “E eles ainda estão acontecendo.”
A ajuda é entregue a Idlib por meio de uma operação transfronteiriça da Turquia, que foi ampliada à medida que as necessidades aumentam.
O Conselho de Segurança da ONU autorizou o mecanismo transfronteiriço pela primeira vez em 2014 e, em janeiro passado, os caminhões levaram assistência alimentar suficiente para cerca de 1,4 milhão de pessoas. Também transportaram suprimentos de saúde para quase meio milhão de pessoas e itens não alimentícios para 230 mil — mais do que qualquer outro mês desde o início do processo.
Enquanto estava na Turquia, na semana passada, a chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) visitou o centro de logística humanitária em Bab Al Hawa, localizado na fronteira com a Síria.
“Enviar ajuda através das fronteiras da Síria tem sido a tábua de salvação para famílias vulneráveis”, disse a diretora-executiva da UNICEF, Henrietta Fore, no sábado (7), na conclusão de sua visita de dois dias.

Financiamento salva vidas

A ONU e seus parceiros estão buscando 3,3 bilhões de dólares para a resposta humanitária na Síria este ano.
Também serão necessários 5,2 bilhões de dólares adicionais para apoiar os refugiados sírios e as comunidades anfitriãs em toda a região.
No ano passado, as equipes humanitárias atenderam mais de 6 milhões de pessoas todos os meses em toda a Síria. Prometem que, com apoio, atenderão o maior número possível de pessoas este ano.
“O povo da Síria precisa que o direito internacional humanitário seja respeitado”, disse Lowcock, enfatizando a posição da ONU de que uma solução política é a única maneira de resolver o conflito.
“Enquanto isso, a ONU continuará ajudando o maior número possível de pessoas, onde quer que estejam. As vidas podem ser salvas e o sofrimento aliviado quando há financiamento.”
 
Posted: 12 Mar 2020 12:21 PM PDT

Mantenha-se informada(o): paho.org/bra/covid19.
 
Posted: 12 Mar 2020 11:29 AM PDT
Adolescentes e jovens podem aderir ao U-Report por SMS ou em mídias sociais, e responder a pesquisas, relatar preocupações, apoiar os direitos da criança e trabalhar para melhorar suas comunidades. Saiba mais em www.ureportbrasil.org.br. Foto: UNICEF
Adolescentes e jovens podem aderir ao U-Report por SMS ou em mídias sociais, e responder a pesquisas, relatar preocupações, apoiar os direitos da criança e trabalhar para melhorar suas comunidades. Saiba mais em http://www.ureportbrasil.org.br. Foto: UNICEF
Uma pesquisa online com 40 mil jovens em mais de 150 países mostrou que muitos deles sentem que sua educação atual não os está preparando com as habilidades necessárias para conseguir um emprego.
Um terço (31%) dos jovens que responderam à pesquisa por meio da plataforma U-Report do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse que as habilidades e os programas de treinamento que lhes são oferecidos não correspondem às suas aspirações de carreira. Mais de um terço (39%) disse que os empregos que procura não estão disponíveis em suas comunidades.
Segundo a pesquisa, as principais habilidades que os jovens desejam adquirir para ajudá-los a conseguir emprego na próxima década incluem liderança (22%), seguida de pensamento analítico e inovação (19%) e processamento de informações e dados (16%).
Separadamente, uma pesquisa global da PwC descobriu que 74% dos CEOs do mundo todo disseram estar preocupados em encontrar as habilidades certas para expandir seus negócios.
Para enfrentar alguns desses desafios, o UNICEF e a PwC estão unindo forças nos próximos três anos para ajudar a equipar jovens de todo o mundo com as habilidades necessárias para o trabalho futuro.
A colaboração apoiará a pesquisa sobre o crescente desafio global sobre habilidades e desenvolverá, expandirá e financiará programas de educação e habilidades em países como Índia e África do Sul.
“Os jovens estão nos dizendo que desejam que as habilidades digitais e transferíveis sejam bem-sucedidas no local de trabalho do futuro”, disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore.
“Essa necessidade crucial só pode ser atendida com a contribuição de parceiros públicos e privados em todo o mundo. É, por isso, que estamos trabalhando com parceiros como a PwC para oferecer oportunidades de crescimento e prosperidade pessoal para jovens de todos os lugares”.
Todos os meses, 10 milhões de jovens atingem a idade ativa, a maioria deles proveniente de países de baixa e média renda.
De acordo com uma pesquisa global, os jovens desses países levam em média cerca de um ano e meio para entrar no mercado de trabalho, e impressionantes quatro anos e meio para encontrar seu primeiro emprego decente.
Essa situação pode se deteriorar ainda mais se não for abordada, com 20% a 40% dos empregos atualmente ocupados por jovens de 16 a 24 anos avaliados como sob risco de automação em meados da década de 2030.
“Acreditamos que as empresas têm a responsabilidade de ajudar a enfrentar o desafio de qualificação para todas as partes interessadas, incluindo as comunidades em que vivemos e trabalhamos e todos os seus cidadãos”, disse Bob Moritz, presidente da PwC Network.
“Também faz sentido para os negócios: na última Pesquisa Global de CEOs da PwC, três quartos dos CEOs disseram que a falta de habilidades disponíveis é uma grande preocupação e risco. Muitas das pessoas que mais precisam de qualificação têm menos acesso a oportunidades.”
“Ao unir forças com o UNICEF, acreditamos que podemos ajudar a alcançar mais pessoas que, de outra forma, seriam deixadas para trás a contragosto. Juntos, pretendemos capacitar milhões de jovens.”
A colaboração entre o UNICEF e a PwC apoiará a Plataforma de Revolução de Requalificação do Fórum Econômico Mundial, da qual ambos são parceiros fundadores. A plataforma visa proporcionar melhores empregos, educação e habilidades para um bilhão de pessoas nos próximos 10 anos.
As habilidades, os conhecimentos e os recursos da PwC também apoiarão o programa Geração que Transforma, uma parceria global organizada pelo UNICEF, para ajudar os jovens na transição bem-sucedida da educação e treinamento para o trabalho decente.
A PwC e o Geração que Transforma reunirão interessados públicos, privados e da sociedade civil para desenvolver oportunidades de investimento, programas e inovações que apoiem os jovens em seu caminho para o futuro produtivo e a cidadania engajada.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada pelo UNICEF por meio do U-Report, uma plataforma global de envolvimento digital de jovens em fevereiro de 2020. Foi respondida por 40 mil participantes de 150 países.
A Índia teve o maior número de respondentes (43%), seguida pela África do Sul (26%). Os dados dessa pesquisa do U-Report são representativos das informações fornecidas pelos entrevistados, não são estatisticamente ponderados e não devem ser extrapolados para populações globais ou de países.

Sobre o Geração que Transforma

O Geração que Transforma — atualmente hospedado pelo UNICEF — é uma parceria global que trabalha a fim de preparar jovens para que tornem cidadãos produtivos e engajados. Conecta a educação secundária e o treinamento ao emprego e ao empreendedorismo, capacitando todos os jovens para que prosperem no mundo do trabalho.

Sobre o U-Report

O U-Report é um programa de capacitação móvel que conecta jovens de todo o mundo a informações que mudarão sua vida e influenciarão suas decisões.
O U-Report é gratuito e de código aberto, e mais de 9 milhões de adolescentes e jovens em 65 países utilizam-no semanalmente para expressar suas opiniões, se conectar com seus líderes e ajudar a mudar as condições de suas comunidades por meio de SMS e canais digitais, incluindo WhatsApp, Facebook, Viber e Telegram.
Para mais informações: http://www.ureportbrasil.org.br/
 
Posted: 12 Mar 2020 10:51 AM PDT
Clique para exibir o slide.O rótulo dos alimentos é uma importante ferramenta de informação na hora de escolher o produto a ser consumido. Uma forma de torná-lo ainda mais útil aos consumidores é a rotulagem ambiental. Nela, são apresentadas as características e o ciclo de vida dos produtos, permitindo a comparação com outros similares e, consequentemente, uma escolha mais consciente por aquele que possui menor impacto ambiental.
Para incentivar a produção e o consumo responsável, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou na quarta-feira (11), em Brasília (DF), um projeto que capacitará produtores nacionais de café a cumprirem os requisitos de obtenção de selos ecológicos. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Economia, do International Climate Initiative (IKI) e do One Planet Network.
“Os padrões de consumo e produção sustentáveis são centrais para uma economia de baixo carbono que buscamos. E nesse projeto vamos atrelar informações de rotulagem com padrões ecológicos de produção, o que vai permitir desenhar políticas integradas e ampliar o desenvolvimento da capacidade técnica para a disseminação de conhecimento”, destacou a oficial sênior de programas do PNUMA, Regina Cavini.
O projeto será implementado em 11 países de Ásia, África e América Latina. No Brasil, optou-se por trabalhar especificamente com o setor do café pelo seu papel na economia nacional. Em 2019, mais de 40 mil sacas de café foram exportadas, o que gerou uma receita de mais de 5 bilhões de reais, segundo o Relatório de Exportações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
Nesse cenário, os produtores podem adotar processos produtivos mais sustentáveis, especialmente em relação ao uso de agrotóxicos, o que pode ser aprimorado por meio do suporte fornecido pelo projeto.
Para o coordenador de competitividade e sustentabilidade do Ministério da Economia, Gustavo Fontenele, a rotulagem ambiental ainda é pouco conhecida no Brasil. “Esperamos que o projeto ajude a desmistificar o tema junto ao setor cafeeiro e a outros setores econômicos relevantes, dentre os quais a indústria”, enfatizou durante a abertura do evento.
Já o representante do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, Ulf Jaeckel, lembrou que este é um mercado a ser explorado, pois já existe uma busca dos consumidores por cafés mais sustentáveis.
Dessa forma, as ações unirão produção e consumo, estimulando produtores e consumidores a reconhecerem e valorizarem o uso sustentável dos recursos naturais. Além disso, buscarão criar um nicho de mercado para produtos ecologicamente responsáveis, dentro do chamado “mercado verde”, e fortalecerão a capacidade nacional para a rotulagem ecológica.
O projeto intitulado “Avançando e quantificando a produção e consumo sustentáveis para uma economia de baixo carbono em países recentemente industrializados”, ou apenas “Advance SCP”, integra o Programa de Informação ao Consumidor do Plano Decenal para a Produção e Consumo Sustentáveis e será concluído em 2021 no Brasil.
 
Posted: 12 Mar 2020 10:14 AM PDT

Clique para exibir o slide.Em declaração política adotada na segunda-feira (9) em comemoração ao 25º aniversário da 4ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, os Estados-membros das Nações Unidas se comprometeram a intensificar os esforços para implementar totalmente a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, considerada o marco normativo mais visionário relacionado aos direitos das mulheres.
A Declaração Política é o principal resultado da 64ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres, a maior reunião anual sobre igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, realizada na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Este ano, a Comissão decidiu redimensionar a sessão para uma reunião processual de um dia com delegações e representantes da sociedade civil com sede em Nova Iorque, à luz da situação do novo coronavírus COVID-19.
A sessão deste ano esteve voltada inteiramente à revisão e à avaliação da implementação da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim. A revisão fez um balanço da situação das mulheres, incluindo uma avaliação aprofundada dos desafios atuais que afetam a implementação da Plataforma de Ação, a conquista da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas no mundo.
A diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirmou: “25 depois de Pequim, todas e todos reconhecemos que o progresso em relação aos direitos das mulheres não foi longe nem rápido o suficiente”.
“Já estamos em 2020, mas nenhum país alcançou a igualdade de gênero e as mulheres continuam sendo espremidas em apenas um quarto do espaço nas mesas de poder. Os Estados-membros reafirmaram a Plataforma de Ação de Pequim, o progresso e as lacunas. Mulheres e meninas os responsabilizarão enquanto trabalhamos juntas e juntos pela verdadeira e duradoura igualdade e pelo pleno cumprimento dos direitos humanos.”
Na Declaração Política, os Estados-membros congratularam-se pelos progressos alcançados na implementação plena, eficaz e acelerada da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, mas manifestaram preocupação de que, em geral, o progresso não tem sido rápido ou profundo o suficiente. Em algumas áreas, o progresso tem sido desigual e persistem barreiras estruturais, práticas discriminatórias e a feminização da pobreza.
À medida que as lideranças reafirmaram sua vontade política de ação, também reconheceram que surgiram novos desafios que exigem esforços concentrados e intensificados, inclusive em relação a:
– Realizar o direito à educação para todas as mulheres e meninas, com atenção às áreas onde elas estão sub-representadas, como STEM (Ciências, Engenharias, Matemática e Tecnologias);
– Garantir participação, representação e liderança plena, igual e significativa das mulheres em todos os níveis e em todas as esferas da sociedade;
– Garantir o empoderamento econômico das mulheres, por exemplo, acesso a trabalho decente, igualdade salarial, provisão de seguridade social e acesso a financiamento;
– Combater a parcela desproporcional de cuidados não remunerados e trabalho doméstico de mulheres e meninas;
– Abordar o efeito desproporcional das mudanças climáticas e desastres naturais sobre mulheres e meninas;
– Acabar com todas as formas de violência e práticas prejudiciais contra todas as mulheres e meninas;
– Proteger mulheres e meninas em conflitos armados e garantir a participação das mulheres nos processos de paz e mediação;
– Concretizar o direito à saúde de mulheres e meninas, com ênfase na cobertura universal de saúde;
– Abordar a fome e a desnutrição entre mulheres e meninas.
As lideranças também identificaram meios específicos para enfrentar essas lacunas e desafios. Alguns deles incluem a eliminação de todas as leis discriminatórias; derrubar barreiras estruturais, normas sociais discriminatórias e estereótipos de gênero, inclusive na mídia; combinar compromissos com a igualdade de gênero com financiamento adequado; fortalecer instituições para promover a igualdade de gênero; aproveitando o potencial da tecnologia e inovação para melhorar a vida de mulheres e meninas; coletar, analisar e usar regularmente estatísticas de gênero; e fortalecer a cooperação internacional para implementar compromissos com a igualdade de gênero.
A Declaração também reafirma que a igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas contribuirão para o progresso em todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, assim como a Década de Ação da ONU pelos ODS.
Para a 64ª sessão, o secretário-geral da ONU apresentou um relatório abrangente (E/CN.6/2020/3), baseado em um extenso e participativo exercício de avaliação dos direitos das mulheres, combinado com dados e análises globais.
Os governos apresentaram relatórios nacionais e centenas de ativistas da sociedade civil contribuíram para as análises nacionais e regionais. Com base no relatório do secretário-geral da ONU, a ONU Mulheres publicou o Relatório Direitos das Mulheres em Revisão aos 25 Anos Após Pequim, examinando o progresso e os obstáculos nos direitos das mulheres desde a adoção da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim em 1995.
 
Posted: 12 Mar 2020 08:37 AM PDT
A especialista da ONU alertou os países que suas falhas em lidar com a crise mundial de moradia resultou em violações massivas dos direitos humanos. Foto: EBC
A especialista da ONU alertou os países que suas falhas em lidar com a crise mundial de moradia resultou em violações massivas dos direitos humanos. Foto: EBC
A especialista da ONU para o direito à habitação, Leilani Farha, alertou os Estados-membros na semana passada (5) que suas falhas em lidar com a crise mundial de moradia resultou em violações massivas dos direitos humanos.
“Por seis anos, eu soei o alarme de que estamos trilhando um caminho insustentável, com níveis crescentes de sem-teto em todo o mundo, especialmente em países ricos, despejos forçados realizados com impunidade e o custo de moradias escalando a taxas preocupantes, tornando a habitação inacessível mesmo para a classe média”, disse a relatora especial da ONU sobre moradias adequadas.
“Tudo isso constitui violação dos direitos humanos, incluindo o direito à moradia”, observou Farha.
“Assustadoramente, existem 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo vivendo em condições repugnantes de moradia e sem teto, às vezes sem sequer um banheiro. Isso sugere que talvez os Estados-membros não tenham o conhecimento necessário para lidar com essa crise global”, acrescentou a especialista.
Farha publicou diretrizes para a implementação do direito à moradia, desafiando os governos a fazer mais e a melhorar em 16 áreas críticas, incluindo a abordagem urgente e prioritária aos sem-teto, modernizando assentamentos informais e regulamentando o financiamento de moradias de forma consistente com os direitos humanos.
“A atual crise mundial de moradia não é como nenhuma anterior desse tipo”, disse Farha durante a apresentação de suas diretrizes ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. “Não é causada por um declínio de recursos ou uma desaceleração econômica, mas sim pelo crescimento e expansão econômicos.”
“Devido à natureza sem precedentes da crise, não funciona realizar mudanças dentro dos limites de um modelo de desenvolvimento econômico insustentável. O direito à moradia deve ser implementado de uma maneira que mude a forma como a habitação é atualmente concebida, valorizada, produzida e regulada.”
“Se as recomendações incluídas em meu relatório forem seguidas, essa mudança será alcançada e os Estados-membros terão uma chance de cumprir seus compromissos de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a lei internacional de direitos humanos”, afirmou a especialista.
Durante os seis anos de seu mandato, a relatora especial conversou com centenas de pessoas que vivem em diferentes condições de moradia em todo o mundo. Essas experiências formaram a base das diretrizes, junto a uma série de consultas realizadas com governos nacionais e locais, sociedade civil e especialistas na área de habitação, finanças e direitos humanos.
Os Relatores Especiais fazem parte do que é conhecido como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Procedimentos Especiais, o maior órgão de especialistas independentes no sistema de Direitos Humanos da ONU, é o nome geral dos mecanismos independentes de pesquisa e monitoramento do Conselho que abordam situações específicas de países ou questões temáticas em todas as partes do mundo.
Especialistas em procedimentos especiais trabalham voluntariamente; eles não são funcionários da ONU e não recebem salário por seu trabalho. Eles são independentes de qualquer governo ou organização e servem em sua capacidade individual.
 
Posted: 12 Mar 2020 08:30 AM PDT
O projeto Chama na Solução Rio de Janeiro reúne jovens de favelas e periferias da cidade do Rio de Janeiro para a criação de ações que reduzam a distância entre os jovens mais vulneráveis e as oportunidades de renda e trabalho. Foto: UNICEF
O projeto Chama na Solução Rio de Janeiro reúne jovens de favelas e periferias da cidade do Rio de Janeiro para a criação de ações que reduzam a distância entre os jovens mais vulneráveis e as oportunidades de renda e trabalho. Foto: UNICEF
Após o processo de mobilização e inscrição em novembro do ano passado, 100 jovens de diferentes regiões da capital fluminense foram selecionados para a jornada de criação do projeto Chama na Solução Rio de Janeiro, na qual refletiram sobre os problemas que enfrentam e pensaram juntos em soluções.
O projeto é realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em parceira com o Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS), e busca envolver jovens mais vulneráveis na criação de soluções para os problemas que os afetam, especialmente em relação à inserção no mundo do trabalho.
Ao final dessa jornada de criação, cinco soluções foram adiante para a terceira etapa do Chama na Solução: a apresentação das propostas para potenciais mentores e um aprimoramento dessas ideias.
Essa etapa teve início no fim de janeiro, com uma tarde em que os jovens puderam expor suas ideias, sendo assessorados para que estas se tornem ações em prol do desenvolvimento juvenil. Após esse momento de ajustes, os cinco projetos receberão um financiamento para que sejam colocados em prática.
“O retorno dos mentores foi essencial. Receber atenção de pessoas que trabalham em instituições renomadas, dando feedback e somando na intenção de transformar nossos projetos em realidade, foi uma experiência maravilhosa”, afirma Cassiane, uma das participantes do Chama na Solução.
As propostas selecionadas:
Conecta Jovem/Conexão Juventude: Atuando na zona oeste, o projeto pretende unir jovens e voluntários para auxiliar com diferentes demandas que estão relacionadas ao ingresso no mercado de trabalho formal. Buscando promover o desenvolvimento de diferentes habilidades, sociais e acadêmicas, e também a troca entre pares.
Jovens Podem: Planeja a produção e publicação de uma cartilha sobre temas importantes para empregabilidade, atuando em massa nas mídias sociais e disseminando informações sobre o mundo do trabalho.
Pontes para a Mudança: Criação de um aplicativo para elaboração de um plano de vida gamificado (utilizando recursos de jogos) de jovens, capazes de elencar, registrar e organizar seus objetivos com relação ao mundo do trabalho. Além da divulgação de oportunidades de qualificação e desenvolvimento que estejam próximas ao jovem.
Empresa Poética/Coletivo Juventudes (Chama na Solução Local): Busca dar novo significado para os processos seletivos para jovens e humanizá-los, oferecendo formação que auxilie na identificação e expressão de qualidades e habilidades sociais, não apenas acadêmicas.
De dentro para fora: Auxilia o jovem no desenvolvimento de habilidades sociais e pessoais para o aprimoramento profissional. Atuando na zona sul e no centro do Rio de Janeiro.

Sobre o Chama na Solução Rio de Janeiro

O projeto Chama na Solução Rio de Janeiro — uma iniciativa do UNICEF, em parceria técnica com o Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS) — reúne jovens de favelas e periferias da cidade do Rio de Janeiro para a criação de ações que reduzam a distância entre os jovens mais vulneráveis e as oportunidades de renda e trabalho.
Em sintonia com a iniciativa global do UNICEF Geração que Transforma, o novo projeto teve início em novembro de 2019 e será desenvolvido por seis meses.
 
Posted: 12 Mar 2020 07:50 AM PDT
Paz Enganosa (Ivan Ciro Palomino)
Paz Enganosa (Ivan Ciro Palomino)
O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), com apoio da União Internacional de Arquitetos (UIA), Instituto Claro, FINK e Casa Shopping, leva a exposição Consciência para a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A mostra, com obras do artista plástico peruano Ivan Ciro Palomino, promove uma reflexão sobre os desafios globais da atualidade e ficará em cartaz no Casa Shopping de 19 de março a 26 de abril, dentro do espaço para divulgação do Congresso Mundial de Arquitetura, que ocorre no mês de julho em diversos pontos da capital carioca.
A exposição já foi vista por mais de 140 mil pessoas no Centro Cultural Correios, onde ficou em cartaz de setembro de 2019 a janeiro de 2020. As ilustrações de Ciro Palomino despertam a curiosidade pelo uso provocativo de elementos do cotidiano (uma cadeira, uma mala, uma piscina) colocados em contextos de crises climática, humanitária e aumento dos fluxos migratórios e provocando reflexões sobre educação, refúgio, acesso à água e a recursos naturais.
Clique para exibir o slide.obra do artista está alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), metas globais que fazem parte da Agenda 2030, plano de ação adotado por todos os líderes de governos e Estados integrantes da ONU — incluindo o Brasil — para agir contra a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas tenham paz e prosperidade.
Consciência é a quinta exposição individual de Ciro e a quarta fora do Peru. Em 2018, Ciro realizou a exposição na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, onde recebeu diversas premiações. “A arte permite construir caminhos de reflexão através da superação de fronteiras geográficas e culturais, utilizando o poder das mensagens visuais para conscientizar a sociedade”, afirma o designer gráfico.
O 27º Congresso Mundial de Arquitetura (UIA 2020 RIO) é o maior evento da categoria, realizado pela União Internacional de Arquitetos (UIA) e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), transformando a cidade do Rio de Janeiro na Capital Mundial da Arquitetura, em título concedido pela UNESCO.
É a primeira vez que o Congresso é realizado nas Américas. Durante quatro dias, serão exibidos produtos, materiais e serviços em arquitetura, design, construção e soluções de mobilidade urbana, com expectativa de atrair 10 mil visitantes por dia em diversos locais do centro histórico do Rio.
Serviço:
Espaço UIA2020RIO EXPO no Casa Shopping.
19 de março a 26 de abril
Casa Shopping – Av. Ayrton Senna, 2150 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Segunda a sábado, das 13h às 20h; domingos e feriados, das 15h às 20h
Entrada Franca
Informações para a Imprensa
UNIC Rio – Roberta Caldo – (21) 2253.2211 – caldo@un.org
UIA2020 Rio – Mariana – (21) 99810-6170 – comunicacao@uia2020rioexpo.com
 
Posted: 12 Mar 2020 07:41 AM PDT
Todos devem lavar frequentemente as mãos (e lavá-las cuidadosamente, com sabão). Foto: ONU
Todos devem lavar frequentemente as mãos (e lavá-las cuidadosamente, com sabão). Foto: ONU
Na quarta-feira (11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou o status do surto de COVID-19 de epidemia para pandemia. Aqui estão cinco informações importantes sobre o que isso significa para você e sua comunidade.

1) Qual é a diferença entre uma epidemia e uma pandemia?

Antes do anúncio de quarta-feira da OMS, o surto de COVID-19 havia sido classificado pela agência de saúde da ONU como uma epidemia, o que significava que estava se espalhando para muitas pessoas e muitas comunidades ao mesmo tempo.
Rotular a propagação como pandemia indica que ela se espalhou oficialmente pelo mundo e também é um reflexo da preocupação da OMS no que chama de “níveis alarmantes de propagação, gravidade e inação”, e a expectativa de que o número de casos, mortes e países afetados continuarão a subir.

2) Devo estar agora mais preocupado com a COVID-19?

Chamar a COVID-19 de pandemia não significa que esta tenha se tornado mais mortal, é um reconhecimento de sua expansão global.
Tedros Adhananon Ghebreyesus, chefe da OMS, disse isso em uma entrevista à imprensa na quarta-feira, quando insistiu que o rótulo de pandemia não altera a avaliação da OMS sobre a ameaça representada pelo vírus: “Não muda o que a OMS está fazendo, e não muda o que os países devem fazer”.
Tedros também pediu ao mundo que não se fixe na palavra “pandemia”, mas que se concentre em cinco outras palavras ou frases, começando com “p” em inglês: prevenção, preparação, saúde pública, liderança política e pessoas.
O chefe da OMS reconheceu que a propagação do COVID-19 é a primeira pandemia causada por um coronavírus (ou seja, qualquer uma das grandes variedades de vírus que causam doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves).
No entanto, ele também apontou que todos os países ainda podem mudar o curso dessa pandemia, que pode ser realmente controlada.

3) O que os países devem fazer?

A OMS reiterou seu apelo aos países para detectar, testar, tratar, isolar, rastrear e mobilizar seus cidadãos, para garantir que aquelas nações com apenas alguns casos possam impedir uma disseminação mais ampla em toda a comunidade.
Embora cerca de 118 mil casos tenham sido relatados, em 114 países, mais de 90% estão agrupados em apenas quatro países: China, Itália, Coreia do Sul e Irã.
Em dois desses países (China e Coreia do Sul), o número de novos casos está, nas palavras da OMS, “diminuindo significativamente”. Oitenta e um países ainda não notificaram nenhum caso COVID-19 e, em 57 países, houve apenas dez ou menos casos relatados.
No entanto, ainda existe uma preocupação considerável de que muitos países não estejam agindo com rapidez suficiente ou adotando as ações urgentes e agressivas exigidas pela agência de saúde.
Mesmo antes do anúncio da pandemia, a OMS defendia uma abordagem de todo o governo para lidar com a crise, com base no fato de que todos os setores, não apenas o setor da saúde, são afetados.
Mesmo os países em que o vírus se espalhou por toda a comunidade, ou em grandes aglomerados populacionais, ainda podem mudar a maré da pandemia, disse Tedros, acrescentando que várias nações mostraram que o vírus pode ser suprimido e controlado.

4) O que devo fazer?

Embora seja compreensível sentir-se ansioso com o surto, a OMS enfatiza o fato de que, se você não estiver em uma área onde o COVID-19 está se espalhando, ou não tiver viajado de uma área em que o vírus está se espalhando ou não estiver em contato com um paciente infectado, seu risco de infecção é baixo.
No entanto, todos temos a responsabilidade de nos proteger e de proteger os outros.
Todos devem lavar frequentemente as mãos (e lavá-las cuidadosamente, com sabão); manter pelo menos um metro de distância de qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando e evitar contato físico ao cumprimentar; evitar tocar nossos olhos, nariz e boca; cobrir a boca e o nariz com o cotovelo dobrado ou tecido descartável ao tossir ou espirrar; e ficar em casa e procurar atendimento médico dos profissionais de saúde locais caso apresente sintomas.
Embora o vírus infecte pessoas de todas as idades, há evidências de que pessoas mais velhas (60 anos ou mais) e pessoas com problemas de saúde pré-existentes (como doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias crônicas e câncer) correm maior risco.
As pessoas nessas categorias estão sendo aconselhadas a tomar medidas adicionais, incluindo garantir que os visitantes lavem as mãos, limpar e desinfetar regularmente as superfícies da casa e criar um plano em preparação para um surto na comunidade.
A OMS e outras agências da ONU enfatizaram a importância da solidariedade e de evitar estigmatizar os membros da comunidade diante da pandemia. “Estamos nisso juntos”, disse Tedros na quarta-feira, pedindo a todos que “façam as coisas certas com calma e protejam os cidadãos do mundo. É factível.”

5) Onde posso obter informações confiáveis?

O melhor local para obter informações confiáveis ​​é o site da OMS, www.who.int. Lá você pode encontrar conselhos abrangentes, incluindo mais informações sobre como minimizar o risco de propagação ou infecção por COVID-19.
O site está sendo atualizado diariamente, portanto, acesse regularmente.
Também é aconselhável verificar o site oficial do seu município ou estado, que pode ter informações específicas sobre saúde, bem como notícias sobre sua comunidade, como orientações sobre viagens e pontos de surtos.
A OMS alerta que vários mitos e fraudes estão circulando online. Os criminosos têm aproveitado a disseminação do vírus para roubar dinheiro ou informações confidenciais e, segundo a OMS, se alguém for contatado por uma pessoa ou organização que afirma ser da OMS, devem ser tomadas medidas para verificar sua autenticidade.
O site da OMS inclui uma seção “destruidora de mitos”, desmistificando algumas teorias infundadas que circulam online. Por exemplo, é um mito que o tempo frio possa matar o vírus, que tomar um banho quente ou comer alho possa prevenir a infecção ou que os mosquitos possam espalhar o vírus. Não há evidências para nenhuma dessas informações.

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Posted: 12 Mar 2020 06:44 AM PDT

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou na quarta-feira (11) que todos enfrentamos uma ameaça comum, o novo coronavírus COVID 19, e que a declaração de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é um chamado à ação — de todos, em todos os lugares.
“Também é um chamado à responsabilidade e à solidariedade — enquanto nações e populações unidas”, disse. “Enquanto combatemos o vírus, não podemos deixar o medo viralizar.”
“Juntos, ainda podemos mudar o curso desta pandemia — mas isso significa enfrentar a inação.”
“A melhor ciência nos diz, se os países detectarem, testarem, tratarem, isolarem, rastrearem e mobilizarem suas populações na resposta, podemos percorrer um longo caminho para mitigar a transmissão.”
O secretário-geral da ONU chamou todos os governos a ampliarem seus esforços neste momento. “Na medida em que esta é uma crise que afeta a todos, precisamos todos fazer nossa parte.”

“Ao lamentarmos todos aqueles que perderam a vida e as muitas famílias que sofrem, devemos mostrar solidariedade aos mais vulneráveis ​​— idosos, doentes, pessoas sem cuidados de saúde confiáveis ​​e pessoas à beira da pobreza.”
“Vamos seguir em frente com determinação e sem estigma”, declarou. “Você pode contar com a ONU para fazer a nossa parte. Vamos superar essa ameaça comum juntos”, concluiu.

Declaração de pandemia

Os países devem dobrar seus esforços para impedir a disseminação do novo coronavírus COVID-19, informou a agência de saúde da ONU na quarta-feira (11), depois de anunciar que a emergência global agora pode ser descrita como uma pandemia.
Falando em Genebra, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, insistiu que o fato de o termo estar sendo usado não significava que o vírus estivesse em vantagem.
“Isso não muda o que a OMS está fazendo, nem o que os países devem fazer”, disse ele, pedindo aos governos que adotem medidas de contenção e isolamento para impedir a propagação do vírus.
.@WHO is deeply concerned by the alarming levels of the #coronavirus spread, severity & inaction, & expects to see the number of cases, deaths & affected countries climb even higher. Therefore, we made the assessment that #COVID19 can be characterized as a pandemic. https://t.co/97XSmyigME pic.twitter.com/gSqFm947D8
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) March 11, 2020

Os dados mais recentes indicam mais de 118 mil casos de infecção em 114 países e 4.291 mortes — um aumento de 13 vezes fora da China nas últimas duas semanas e um aumento de três vezes no número de países afetados.
Com milhares de pessoas “lutando por suas vidas” nos hospitais, Tedros observou que o número provavelmente subirá nos próximos dias e semanas.
Apesar dessa previsão sombria, o diretor-geral da OMS apontou que a grande maioria dos países ainda estava relativamente intocada pelo COVID-19, que surgiu pela primeira vez na China central em dezembro passado.
Cerca de 90% dos casos ocorreram em apenas quatro países, e a China e a Coreia do Sul viram um número de casos “em declínio significativo”, acrescentou.

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